Suicídio

Recebi este texto muito interessante, lá no Lar Dom Ignácio.
Pscografado por Cornélio Pires
Médium: Francisco Cândido Xavier
 
        
Suicídio, não pense nisso
Nem mesmo por brincadeira…
Um ato desses resulta
Na dor de uma vida inteira.
 
Por paixão, Quim afogou-se
Num poço de Guararema.
Renasceu em provação
Atolado no efisema.
 
Matou-se com tiro certo
A menina Dilermanda
Voltou em corpo doente,
Não fala, não vê nem anda.
 
Pôs fogo nas próprias vestes
Dona Cesária da Estiva…
Está de novo na Terra
Num corpo que é chaga viva.
 
Suicidou-se à formicida
Maricota da Trindade…
Voltou…Mas morreu de câncer
Aos quatro meses de idade.
 
Enforcou-se o columbano
Para mostrar rebeldia…
De volta, trouxe a doença
Chamada paraplegia.
 
Queimou-se com gasolina
Dona Lília Dagele.
Noutro corpo sofre sarna
Lembrando fogo na pele.
 
Tolera com paciência
Qualquer problema ou pesar;
Não adianta morrer,
Adianta é se melhorar.

Reencarnação

O termo mais apropriado para o processo do ciclo evolutivo é o renascimento. A confusão é que vemos as dificuldades da vida como a lei do karma atuando e entendemos equivocadamente como punição. Ora o karma é a lei da ação e sua função é reparar.

Portanto, toda a vez que estamos reparando, o karma está em ação. Cada vida se encerra em si mesma. O que começa é um novo ciclo, nascimento, e termina com a morte.

A morte não se encerra em si mesma, transforma-se em vida e assim sucessivamente. O homem precisa aprender, lembrar-se novamente que é eterno, é um Deus embrionário, e ao desvencilhar-se do corpo material, volta ao seu estado natural, e todas as suas lembranças e recordações são restituídas.

Torna-se novamente uno em si mesmo. Cada vida é uma escolha deliberada para a experiência que se quer ter. O que ocorre quando nascemos é que trazemos uma carga ou melhor dizendo, uma pré disposição karmica, porem passível de ser reformulada de acordo com as escolhas conscientes ou inconscientes durante a existência terrena.

Quem sabe , faz o paraíso aqui mesmo, com experiências gratificantes , praticando o desprendimento e a amorosidade.
Fique em paz! Um amigo.

Mensagem psicografada por José Jamil Abdala

Três…

Três verbos existem que, bem conjugados, serão lâmpadas luminosas em nosso caminho:
Aprender, Servir, Cooperar.

Três atitudes exigem muita atenção:
Analisar, Reprovar, Reclamar.

De três normas de conduta jamais nos arrependeremos:
Auxiliar com a intenção do bem, Silenciar, Pronunciar frases de bondade e estímulo.

Três diretrizes manter-nos-ão, invariavelmente, em rumo certo:
Ajudar sem distinção, Esquecer todo mal, Trabalhar sempre.

Três posições devemos evitar em todas as circunstâncias:
Maldizer, Condenar, Destruir.

Possuímos três valores que, depois de perdidos, jamais serão recuperados:
A hora que passa. A oportunidade de elevação. A palavra falada.

Três programas sublimes se desdobram à nossa frente revelando-nos a glória da Vida Superior:
Amor, Humildade, Bom ânimo.

Que o Senhor nos ajude, pois, em nossas necessidades, a seguir sempre três abençoadas regras de salvação.
Corrigir em nós o que nos desagrada em outras pessoas.
Amparar-nos mutuamente.
Amar-nos uns aos outros.

Espírito André Luiz
Francisco Cândido Xavier por Espíritos Diversos
da obra: Nosso Livro.

Deus Existe?

Um homem, como de costume, foi ao barbeiro cortar o cabelo e fazer a barba. Como eram conhecidos, o barbeiro e o cliente, enquanto o serviço era executado, conversavam sobre diversos assuntos até que o barbeiro comentou:
-Deus não existe !
O cliente, surpreso, perguntou:
-Como e que é? Deus não existe?
E o barbeiro argumentou:
-Isso mesmo que você ouviu. Deus não existe! Vejo todos os dias na televisão crianças passando fome, vivendo na miséria, políticos roubando impunemente, inocentes morrendo de maneira bárbara e tantas outras coisas revoltantes. Você acha que se Deus existisse Ele permitiria tanta injustiça? Deus não existe!
O cliente ouviu tudo muito atento. Enfim o corte ficou pronto, a barba estava feita, o cliente levantou-se, pagou a conta e saiu refletindo sobre tudo o que havia escutado do barbeiro, até que se deparou com um mendigo na esquina, sentado no chão com os cabelos embaraçados, batendo nos ombros e com a barba enorme ainda por fazer. Vendo isso voltou na mesma hora a barbearia e chegando afirmou:
-Barbeiros não existem!
O barbeiro ouvindo isso, não entendeu, mas o cliente reafirmou:
- Barbeiros não existem!
- Como não existem ? Eu estou aqui, sou barbeiro. Você deve estar ficando doido, como você diz pra mim que eu não existo. Sou um barbeiro.
Então o cliente explicou:
- Chegando à esquina, vi um homem com os cabelos grandes e embaraçados e com a barba por fazer. Se barbeiro existisse ele não estaria assim.
- Ahh, eu existo, sim! O problema é que ele nunca veio até aqui cortar o cabelo e fazer a barba.
- Pois é, disse então o cliente, Deus também existe, o problema e que as pessoas não vão até Ele, por isso sofrem. Deus está sempre de portas abertas todos os dias aguardando que a gente resolva arrumar nossas vidas.

(Texto da INTERNET)

Quando a Luz Rosada Toca o Sol no Coração

FLAMA ESPIRITUAL – SOL DE AMOR

Por vezes, em momentos de nossas vidas, nos sentimos vazios e isolados da luz. Parece que perdemos o rumo…
Em lugar de canções alegres, projetamos carradas de reclamações no perímetro de nossas relações.
Ressecamos o solo de nossos corações com a chuva ácida de nossos dramas e confusões.
Não vemos mais o sol brilhando dentro de nós e, em seu lugar, nuvens escuras bloqueiam a beleza da vida em nossos olhos. Parece que perdemos o rumo…
Contudo, além do que pensamos e sentimos, há uma luz maior em cada um de nós.
Quando as amarras do intelecto frio e das emoções desencontradas afrouxam sua pressão, é possível ouvir o chamado dessa luz sutil.
Quando permitimos um momento de quietude interna e mergulhamos espiritualmente no centro de nós mesmos, percebemos, entre os sentimentos verdadeiros, um oásis secreto, cheio de recursos vitais. E, nele, encontramos a flama espiritual.
Ou, melhor dizendo, nos reencontramos.
Então, escutamos a luz cantar a música das esferas. E algo muda em nós!
Sentimos que somos muito mais do que imaginávamos.
Sentimos que somos parte do Todo, pois nada está fora d’Ele. Sentimos a força do Espírito Supremo em nós!
Percebemos um amor incondicional interpenetrando a tudo e a todos.
Redescobrimos que somos estrelas na carne, espíritos imortais expressando-se na natureza terrestre, interligados na mesma rede universal e plugados no coração do infinito.
Tudo muda quando redescobrimos a nós mesmos. Reencontramos o caminho… E um grande amor canta novamente a vida dentro de nós, e nos diz, sutilmente:
“Há uma luz que brilha mais do que bilhões de sóis juntos.
É a essência da alma. Essa é a luz que brilha em nossos corações.”

P.S.:
Quando nós éramos crianças bem pequenas, sentíamos uma grande segurança e confiança quando nossos pais seguravam em nossas mãos. Assim também é com o amor!
Quando percebemos que ele é um estado de consciência, em nós mesmos, nos sentimos seguros.
Por mais dificuldades que se apresentem em nossas jornadas, sabemos que há uma luz maior em nós.
Então, vamos fazer jus a esse amor. Vamos trilhar a senda da existência com ele sendo um sol em nossos corações.
Sejamos esse amor-sol… Sejamos essa trilha luminosa…
E, mesmo que ninguém entenda, sejamos felizes, só por existirmos.
Que essa trilha seja auspiciosa, como deve ser…

De Olhos Fechados

            Sentado ali em frente ao seu congá, o velho Pai de Santo relembra com surpreendente nitidez a sua infância e seu primeiro contato com a espiritualidade.

              Nitidamente ele se vê na tenra infância a brincar sozinho no amplo quintal da casa de seus pais. Lembra-se que alguma coisa o fez olhar para as nuvens e que diante dele uma estranha imagem se formou; um velho sentado ao redor de uma fogueira e um menino a ouvir-lhe as histórias,

              De alguma forma, o menino ao ver aquela cena, sabia que se tratava dele mesmo.

              O tempo passou e a cena jamais foi esquecida e também jamais revelada, o acompanha em sonhos e lembranças. Cresce e acaba por se tornar um médium umbandista.

              Aos poucos vai conhecendo seus guias que vão tomando seu corpo nas diversas “giras de desenvolvimento”. Primeiro o Caboclo, que lhe parece muito grande e forte; depois os demais até que ao completar 18 anos, o seu Exú também recebe permissão para incorporar.

              Já não é mais médium de gira. A bem da verdade, ocupa o cargo de Pai Pequeno de Terreiro. Percebe que não tivera uma adolescência com a da maioria dos jovens que lhe cercam na escola. Não vai a bailes,  festas …. Dedica-se com uma curiosidade e um amor cada vez maior à prática da
caridade.

              Os anos passam e ele  acaba por abrir seu próprio terreiro. Inúmeras pessoas procuram seus guias e recebem sempre um lenitivo, uma palavra de consolo,  uma esperança.

              Foram tantos os pedidos e os trabalhos realizados que já perdera a conta. Viu inúmeras pessoas que declaravam amor eterno pela Umbanda se afastarem, criticando o que ontem lhes era sagrado, porque alguns de seus pedidos, não haviam sido alcançados na plenitude desejada.

              Presenciou pessoas que vindas de outras religiões, encontravam a paz dentro do terreiro. Este, era mantido a duras penas já que nada cobrava pelos trabalhos realizados. “Daí de graça,  o que de graça recebestes”.

              Solteiro,  permanecia até hoje pois embora tivesse muitas mulheres que lhe foram caras, nenhuma delas suportou ficar a seu lado. Para ele, a vida sacerdotal se impunha a qualquer outro tipo de relacionamento.Mesmo assim, amava todas aquelas que lhe fizeram companhia em sua jornada
terrena.

              Brincava o velho Pai de Santo quando lhe perguntavam se era casado…. Respondia bem humorado que se casara muito cedo, ainda menino. A curiosidade dos interlocutores quanto ao nome de sua mulher era satisfeita com uma só palavra: Umbanda. Este era  nome de sua mulher.

              Com o passar do tempo a idade foi chegando. Muitos de seus Filhos de Fé seguiram seus destinos, vindo eles próprios, a abrir suas casas de caridade.  O peso da idade não o impede de receber suas entidades e ainda ecoa pelo velho e querido terreiro o brado de seu Caboclo; o cachimbo do
Preto Velho ainda perfuma o ambiente, a gargalhada do Exú ainda impressiona, a alegria do Erê emociona a ele e a todos… Enfim, sente-se útil ao trabalhar.

              Hoje não tem gira, o terreiro está limpo, as velas estão acessas e tudo parece normal. Resolve adentrar ao terreiro para passar o tempo. Perdera a noção da horas.

              Apura os ouvidos e sente passos ao seu redor. Percebe que  alguém puxa os pontos e o atabaque toca. Ele está de frente para o congá. O cheiro da defumação invade suas narinas…. Seus olhos se enchem de lágrimas na mesma proporção que seu coração se enche de alegria. Estranhamente não sente coragem ou vontade de olhar para traz…. apenas canta junto os pontos. Fixa as imagens do altar, fecha os olhos e ainda assim vê nitidamente o congá. Parece que percebe o movimento do terreiro aumentar e vira de costas para o congá e a cena o surpreende: Vê Caboclos, boiadeiros,pretos velhos, marujos, baianos, erês e toda uma gama de Guias. Até os Exús e Pombas Giras estão ali na porteira. Se dá conta que os vê como são – não estão incorporados, todos lhe sorriem amavelmente.

              Dentre tantos Guias percebe aqueles que incorporam nele desde criança. Tenta bater cabeça em homenagem a eles, mas é impedido. O Caboclo, seu Guia de frente se adianta e lhe abraça, brada seu grito guerreiro, sendo acompanhado pelos demais.

* O Velho Pai de Santo não agüenta e chora emocionado.

* As lágrimas lhe turvam a vista. Ele fecha seus olhos e ao abri-los, todosos Guias permanecem em seus lugares,  porém calados….

* Nota uma luz brilhante em sua direção. Iansã e Omulú se aproximam. Seu Caboclo os saúda e é correspondido.

* A luz o envolve. Já não se sente velho, na verdade, sente-se jovem como
nunca, seu corpo está leve e levita em direção à luz.

              Todos os Guias lhe fazem reverência.

* O terreiro vai ficando longe, envolto em luz….. Sorri alegre. Missão cumprida.

* No dia seguinte encontram seu corpo aos pés do congá. Parece que sorri….

A.D.

Quando alguém lhe diz: Você precisa desenvolver sua mediunidade!

por Bruno José Gimenes – bruno@luzdaserra.com.br

Quantos já ouviram essa expressão?
É uma frase típica, muito utilizada nos centros espíritas/espiritualistas, que possui um significado amplo. No entanto o sentido que essa palavra produz nas pessoas que ouvem, muitas vezes é distorcido em relação ao seu verdadeiro significado.
Como sabemos, a mediunidade é um instrumento de evolução. Ela nos possibilita um crescimento mais rápido, na direção da realização de nossa missão. O que seria de nós sem as possibilidades mediúnicas que ganhamos de Deus?
Então, pense. Certo dia, lá em cima no plano astral, o Papai do Céu nos escalou. Isso mesmo, como um técnico de futebol, que chama seu jogador para entrar em campo. Ele veio e falou:

“Você vai descer, vai voltar para a escola (Planeta Terra). Precisa aprender, evoluir, resgatar muitas coisas, por isso precisa descer… Mas, você sabe que sua necessidade é grande, possui muitas coisas para curar, muitos erros de outrora para corrigir. Dessa forma, uma existência apenas não seria tempo suficiente para tanto. Por isso filho, vou te proporcionar a mediunidade, como um instrumento para ajudar você a fazer muito mais coisas em menos tempo. Sem essa faculdade, isso não seria possível, pois ela lhe ajudará a otimizar sua encarnação, ou seja, sua experiência no plano físico, que é tão necessário para a reforma íntima”.
“Essa dádiva vai lhe permitir fazer grandes tarefas, o que será muito importante para que consigas aproveitar muito bem sua encarnação e seu propósito nessa descida. Entenda que ela é uma grande aliada na sua empreitada, é um presente para lhe ajudar. A mediunidade é como a Betoneira para o pedreiro. Ajuda a virar a massa, mexer o cimento com muito mais facilidade. Sem ela, a abra demoraria muito mais tempo, geraria muito mais desgaste…”

E assim nascemos no plano físico, nos desenvolvemos e chegamos a maturidade(física apenas). E em meio a tantas ilusões e tanto distanciamentos em relação a nossa essência divina, acabamos considerando a mediunidade um “Fardo”! Esquecemos-nos do seu real objetivo… Isso é “cuspir para cima”. Um equívoco sem igual! Desperdiçamos uma oportunidade incrível.
Centros espíritas/espiritualistas, através de seus orientadores, trabalhadores e monitores, alertam para as pessoas sobre a necessidade de trabalhar a mediunidade e desenvolver a espiritualidade. Normalmente, atuam de maneira amorosa, respeitando o livre-arbítrio de cada um. No entanto é normal, as pessoas fazerem mal uso dessa liberdade de escolha. Alienadas de sua finalidade aqui na Terra, acabam que por rejeitar a sugestão para desenvolver a sua mediunidade. A recebem como uma coisa ruim, algo incômodo, realmente um fardo.
Se essas casas de amparo e desenvolvimento espiritual pudessem interferir na escolha das pessoas, seus orientadores diriam assim: “ Meu irmão, se liga, você recebe um presente de Deus, chamado mediunidade, não porque você é um ser iluminado ou puro, tampouco porque você possui dons extraterrestres. Simplesmente porque você está abarrotado de coisas(karmas) para curar…. Você tem a obrigação de mergulhar nesse entendimento, mas o azar é seu se você virar as costas para essa necessidade, e quiser desperdiçar mais essa oportunidade de evolução”.

Então, amigo leitor, pense á respeito: Quando alguém lhe disser a fatídica frase: Você precisa desenvolver a sua mediunidade!
Entenda de uma vez por todas, isso quer dizer que chegou a hora de você utilizar esse poderoso recurso, como um instrumento para dinamizar a sua tarefa de curar-se! Redimir-se de erros do passado e evoluir. Essa é a meta de todos! Com isso, se você fizer bom uso desse instrumento, quando o ciclo dessa vida se finalizar e o desencarne chegar, você voltará ao grande Pai, O Supremo Técnico de futebol, e ele terá o prazer em lhe dizer:

“Parabéns, que ótima partida você realizou, que grande jogo! Agora descanse um pouco e prepare-se para a próxima, temos um Campeonato inteiro pela frente!”

TRISTEZA DOS ORIXÁS

Foi, não há muito tempo atrás, que essa história aconteceu.
Contada aqui de uma forma romanceada, mas que trás em sua
essência, uma verdadeira mensagem para os umbandistas…

Ela começa em uma noite escura e assustadora, daquelas de arrepiar os
pelos do corpo. Realmente o Sol tinha se escondido nesse dia, e a Lua,
tímida, teimava em não iluminar com seus encantadores raios,
brilhosos como fios de prata, a morada dos Orixás. Nessa estranha
noite, Ogum, o Orixá das “guerras”, saiu do alto ponto onde
guarda todos os caminhos e dirigiu – se ao mar. Lá chegando, as
sereias começaram a cantar e os seres aquáticos agitaram – se.
Todos adoravam Ogum, ele era tão forte e corajoso. Iemanjá que em
nele um filho querido, logo abriu um sorriso, aqueles de mãe
“coruja” quando revê um filho que há tempos partiu de sua
casa, mas nunca de sua eterna morada dentro do coração:
_Ah Ogum, que saudade, já faz tanto tempo! Você podia vir visitar
mais vezes sua mãe, não é mesmo? _ ralhou Iemanjá, com aquele tom
típico de contrariedade.

_Desculpe, sabe, ando meio ocupado
_ Respondeu um triste Ogum.

_Mas, o que aconteceu? Sinto que estás triste.

_É, vim até aqui para “desabafar” com você
“mãezinha”. Estou cansado! Estou cansado de muitas coisas que
os encarnados fazem em meu nome. Estou cansado com o que eles fazem
com a “espada da Lei” que julgam carregar. Estou cansado de tanta
demanda. Estou muito mais cansado das “supostas” demandas, que apenas
existem dentro do íntimo de cada um deles… Estou
cansado…

Ogum retirou seu elmo, e por de trás de seu bonito capacete, um rosto
belo e de traços fortes pôde ser visto. Ele chorava. Chorava uma
dor que carregava há tempos. Chorava por ser tão mal compreendido
pelos filhos de Umbanda. Chorava por ninguém entender, que se ele era
daquele jeito, protetor e austero, era porque em seu peito a chama da
compaixão brilhava.
E, se existe um Orixá leal, fiel e companheiro, esse Orixá é Ogum.
Ele daria a própria Vida, por cada pessoa da humanidade, não apenas
pelos filhos de fé.
Não! Ogum amava a humanidade, amava a Vida. Mas infelizmente suas
atribuições não eram realmente entendidas. As pessoas não viam em sua
espada, a força que corta as trevas do ego, e logo a transformavam em
um instrumento de guerra. Não vinham nele a potência e a força de
vencer os abismos profundos, que criam verdadeiros vales de trevas na
alma de todos. Não vinham em sua lança, à direção que aponta para o
autoconhecimento, para iluminação interna e eterna. Não! Infelizmente
ele era entendido como o “Orixá da Guerra”, um homem impiedoso que
utiliza–se de sua espada para resolver qualquer situação.

E logo, inspirados por isso, lá iam os filhos de fé esquecer os
trabalhos de assistência a espíritos sofredores, a almas perdidas
entre mundos, aos trabalhos de cura, esqueciam do amor e da
compaixão, sentimentos básicos em qualquer trabalho espiritual,
para apenas realizaram “quebras e cortes” de demandas, muitas
das quais nem mesmo existem, ou quando existem, muitas vezes são
apenas reflexos do próprio estado de espírito de cada um. E mais,
normalmente, tudo isso torna–se uma guerra de vaidade, um show
“pirotécnico” de forças ocultas. Muita “espada”,
muito “tridente”, muitas “armas”, pouco coração,
pensamento elevado e crescimento espiritual. Isso magoava Ogum. Como
magoava:

_Ah, filhos de Umbanda, por que vocês esquecem que Umbanda é pura e
simplesmente amor e caridade? A minha espada sempre protege o justo,
o correto, aquele que trabalha pela luz, fiando seu coração em Olorum.
Por que esquecem que a Espada da Lei só pode ser manuseada pela
mão direita do amor, insistindo em empunhá-la com a mão
esquerda da soberba, do poder transitório, da ira, da ilusão,
transformando–a em apenas mais uma espada semeadora de tormentos e
destruição.

Então, Ogum começou a retirar sua armadura, que representava a
proteção e firmeza no caminho espiritual que esse Orixá traz para
nossa vida. E totalmente nu ficou frente à Iemanjá. Cravou sua
espada no solo. Não queria mais lutar, não daquele jeito. Estava
cansado… Logo um estrondo foi ouvido e o querido, mas também
temido Tatá Omulu apareceu. E por incrível que pareça o mesmo
aconteceu. Ele não agüentava mais ser visto como uma divindade da
peste e da magia negativa. Não entendia como ele, o guardião da Vida
podia ser invocado para atentar contra Ela. Magoava–se por sua
falange da morte, que é o princípio que a tudo destrói, para que então
a mudança e a renovação aconteçam ser tão temida e mal
compreendida pelos homens. Ele também deixou sua Falange aos pés
de Iemanjá, e retirou seu manto escuro como a noite. Logo via–se
o mais lindo dos Orixás, aquele que usa uma cobertura para não cegar
os seus filhos com a imensa luz de amor e paz que se irradia de todo
seu ser. A luz que cura, a luz que pacifica aquela que recolhe todas
as almas que se perderam na senda do Criador. Infelizmente os filhos
de fé esquecem disso… Mas o mais incrível estava por acontecer. Uma
tempestade começou a desabar aumentando ainda mais o aspecto
incrível e tenebroso daquela estranha noite. E todos os outros
Orixás começaram a aparecer, para logo, começarem também a
despir suas vestimentas sagradas, além de deixarem ao pé de
Iemanjá suas armas e ferramentas simbólicas. Faziam isso em
respeito a Ogum e Omulu, dois Orixás muito mal compreendidos pelos
umbandistas. Faziam isso por si próprios. Iansã queria que as
pessoas entendessem que seus ventos sagrados são o sopro de Olorum,
que espalha as sementes de luz do seu amor. Oxossi queria ser
reverenciado como aquele que, com flechas douradas de conhecimento,
rasga as trevas da ignorância. Egunitá apagou seu fogo encantador,
afinal, ninguém se lembrava da chama que intensifica a fé e a
espiritualidade. Apenas daquele que devora e destrói. Os vícios
dos outros, é claro. Um a um, todos foram despindo–se e pensando
quanto os filhos de Umbanda compreendiam erroneamente os Orixás.
Iemanjá, totalmente surpresa e sem reação, não sabia o que
fazer. Foi quando uma irônica gargalhada cortou o ambiente. Era Exu.
O controvertido Orixá das encruzilhadas, o mensageiro, o guardião,
também chegava para a reunião, acompanhado de Pombagira, sua
companheira eterna de jornada. Mas os dois estavam muito diferentes
de como normalmente
apresentam–se. Andavam curvados, como que segurando um grande peso
nas costas. Tinham na face, a expressão do cansaço. Mas, mesmo assim,
gargalhavam muito.
Eles nunca perdiam o senso de humor!E os dois
também repetiram aquilo que todos os Orixás foram fazer na casa de
Iemanjá. Despiram–se de tudo. Exu e Pombagira, sem dúvida,
eram os que mais razões tinham de ali estarem. Inúmeros eram os
absurdos cometidos por encarnados em nome deles. Sem contar o
preconceito, que o próprio umbandista ajudou a criar, dentro da
sociedade, associando–o a figura do Diabo:

_ Hahaha, lamentável essa situação, hahaha, lamentável!

_ Exu chorava, mas Exu continuava a sorrir. Essa era a natureza desse
querido Orixá. Iemanjá estava desesperada! Estavam todos lá,
pedindo a ela um conforto. Mas nem mesmo a encantadora Rainha do Mar
sabia o que fazer:

Espere! _ pensou Iemanjá!_ Oxalá, Oxalá não está aqui!
Ele com certeza saberá como resolver essa situação. E logo
Iemanjá colocou–se em oração, pedindo a presença daquele
que é o Rei entre os Orixás. Oxalá apresentou–se na frente
de todos. Trazia seu opaxorô, o cajado que sustenta o mundo. Cravou
ele na Terra, ao lado da espada de Ogum. Também despiu – se de
sua roupa sagrada, pra igualar–se a todos, e sua voz ecoou pelos
quatro cantos do Orun:

_ Olorum manda uma mensagem a todos vocês meus irmãos queridos!
Ele diz para que não desanimem, pois, se poucos realmente os
compreendem, aqueles que assim o fazem, não medem esforços para
disseminar essas verdades divinas. Fechem os olhos e vejam, que mesmo
com muita tolice e bobagem relacionada e feita em nossos nomes, muita
luz e amor também está sendo semeado, regado e colhido, por mãos de
sérios e puros trabalhadores nesse às vezes triste, mas abençoado
planeta Terra. Esses verdadeiros filhos de fé que lutam
por uma Umbanda séria, sem os absurdos que por aí acontecem. Esses
que muito além de “apenas” prestarem o socorro espiritual, plantam as
sementes do amor dentro do coração de milhares de pessoas. Esses que
passam por cima das dificuldades materiais, e das pressões
espirituais, realizando um trabalho magnífico, atendendo milhares na
matéria, mas também, milhões no astral, construindo verdadeiras
“bases de luz” na crosta, onde a espiritualidade e religiosidade
verdadeira irão manifestar-se. Esses que realmente nos compreendem e
buscam – nos dentro do coração espiritual, pois é lá que o
verdadeiro Orun reside e existe. Esses incríveis filhos de umbanda,
que não colocam as responsabilidades da vida deles em nossas costas,
mas sim, entendem que tudo depende exclusivamente deles mesmos. Esses
fantásticos trabalhadores anônimos, soltos pelo Brasil, que honram e
enchem a Umbanda de alegria, fazendo a filhinha mais nova de Olorum
brilhar e sorrir…

Quando Oxalá calou – se os Orixás estavam mudados. Todos eles
tinham suas esperanças recuperadas, realmente viram que se poucos os
compreendiam grande era o trabalho que estava sendo realizado, e
talvez, daqui algum tempo, muitos outros se juntariam nesse ideal. E
aquilo alegrou – os tanto que todos começaram a assumir suas
verdadeiras formas, que são de luzes fulgurantes e indescritíveis. E
lá, do plano celeste, brilharam e derramaram–se em amor e compaixão
pela humanidade.

Em Aruanda, os caboclos, pretos – velhos e crianças, o mesmo
fizeram. Largaram tudo, também se despiram e manifestaram sua
essência de luz, sua humildade e sabedoria comungando a benção dos
Orixás. Na Terra, baianos, marinheiros, boiadeiros, ciganos e todos
os povos de Umbanda, sorriam. Aquelas luzes que vinham lá do alto os
saudavam e abençoavam seus abnegados e difíceis trabalhos. Uma
alegria e bem–aventurança incríveis invadiram seus
corações. Largaram as armas. Apenas sorriam e abraçavam – se.
O alto os abençoava…

Mas, uma ação dos Orixás nunca fica limitada, pois é divina,
alcançando assim, a tudo e a todos. E lá no baixo astral, aqueles
guardiões e guardiãs da lei nas trevas também foram
alcançados pelas luzes Deles, os Senhores do Alto. Largaram as armas,
as capas, e lavaram suas sofridas almas com aquele banho de luz.
Lavaram seus corações, magoados por tanta tolice dita e cometida em
nome deles. Exus e Pombagiras, naquele dia foram tocados pelo amor
dos Orixás, e com certeza, aquilo daria força para mais muitos
milênios de lutas insaciáveis pela Luz.
Miríades de espíritos foram retirados do baixo – astral, e
pela vibração dos Orixás puderam ser encaminhados novamente à
senda que leva ao Criador.

E na matéria toda a humanidade foi abençoada. Aos tolos que pensam
que Orixás pertencem a uma única religião ou a um povo e
tradição, um alerta. Os Orixás amam a humanidade inteira, e por
todos olham carinhosamente. Aquela noite que tinha tudo para ser uma
das mais terríveis de todos os tempos, tornou – se benção na vida
de todos. Do alto ao embaixo, da esquerda até a direita, as
egrégoras de paz e luz deram as mãos e comungaram daquele presente
celeste, vindo diretamente do Orun, a morada celestial dos Orixás.

Vocês, filhos de Umbanda, pensem bem! Não transformem a Umbanda em um
campo de guerra, onde os Orixás são vistos como “armas” para vocês
acertarem suas contas terrenas. Muito menos se esqueçam do amor e
compaixão, chaves de acesso ao mistério de qualquer um deles. Umbanda
é simples, é puro sentimento,
alegria e razão.
Lembrem – se disso. E quanto a todos aqueles, que lutam por uma
Umbanda séria, esclarecida e verdadeira,
independente da linha seguida, lembrem – se das palavras de Oxalá
ditas linhas acima. Não desanimem com aqueles que vos criticam,
não fraquejem por aqueles que não têm olhos para ver o brilho
da verdadeira espiritualidade. Lembrem–se que vocês também
inspiram e enchem os Orixás de alegria e esperança. A todos, que
lutam pela Umbanda nessa Terra de Orixás, esse texto é dedicado.
Honrem –los.

Sejam luz, assim como Eles!
Exe ê o babá.
Axé à todos os que por aqui passarem…

Fonte:
Texto de Fernando Sepe, escrito para o Jornal de Umbanda Sagrada.
Publicado no Jornal de Umbanda Sagrada, Numero 94 – Março de 2008.

Kardec e o Preto Velho

É incomum vermos em sessões Kardecistas, a presença de espíritos como Caboclo, Preto velho e outros. Inclusive quando da primeira incorporação do Médium Zélio Fernandino de Moraes, em 15 de Novembro de 1908, seu guia protetor o Caboclo das Sete encruzilhadas, foi contestado em sua totalidade.

Porém o que poucas pessoas sabem, é que o Decodificador dessa doutrina, o Médium Allan Kardec, teve sim um contato com espírito de um preto velho conforme notícia veiculada no Jornal SEI Serviço Espírita de Informações.

Segundo o referido jornal, Allan Kardec teria solicitado a presença de um espírito que se anunciava com o nome de Pai César, e que teria falecido no ano de 1859, mais precisamente em 08 de Fevereiro com 138 anos de idade. Essa reunião aconteceu em 25 de Março do mesmo ano, pouco mais de um mês, portanto do desencarne do espírito.

Consta ainda na noticia que Allan Kardec teria indagado ao espírito que coordenava a reunião, espírito de São Luís, sobre a possibilidade de algum impedimento daquele irmão se comunicar dado ao seu recém retorno ao plano espiritual, o que São Luís, haveria dito que não, inclusive se colocando a prestar auxílio no intercâmbio e assim o teria feito.

Relata ainda o Jornal, que, a comunicação teria sido mal iniciada o que chamou os participantes a várias reflexões. O espírito de Pai César revelou muitas feridas que trazia em seu coração, dado aos sofrimentos que passara em sua existência terrena, devido ao preconceito que naqueles dias, graçava muito mais do que nos dias atuais. Ele ainda relatou ao Codificador que não gostaria jamais de voltar ao planeta como negro, pois em seu entendimento estaria assim fugindo da maldade q impera nos seres humanos.

Se tinha mesmo vivido 138 anos, ele não soube informar, o que segundo Kardec, seria compreensível, uma vez que os negros não possuíam certidão de nascimento, assim sendo, somente poderiam ter uma noção aproximada de seu tempo de vida no plano carnal.

Com certeza essa incorporação ajudou e muito a Kardec, a reforçar as suas teses contra o preconceito que o levou há fazer dois anos mais tarde, em sua “Revista Espírita” “Revuc Spirite”, uma declaração na qual deixou certo de que o Espiritismo teria um papel de suma importância no processo árduo de evolução da humanidade, contribuindo de forma significativa para retirar o véu da escuridão que mantém subjugados os corações e mentes humanas.
 Referência: Matéria publicada no Jornal Espírita de Informações, no dia 19/04/2008.

Chico Xavier

Seleção de diversas mensagens do Chico Xavier que gosto muito.

 

“Nasceste no lar que precisavas, Vestiste o corpo físico que merecias, Moras onde melhor Deus te proporcionou, De acordo com teu adiantamento.” “Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas. Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.”

  “Teus parentes, amigos são as almas que atraíste, com tua própria afinidade. Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle. . Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência.” “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, Qualquer Um pode começar agora e fazer um Novo Fim. “

EXISTÊNCIA DE DEUS
(Emmanuel)

Povoa-se o Universo por verdadeira multidão de galáxias.

Cada galáxia permanece constituída por milhares de constelações.

Cada constelação, quase sempre, é um ninho de sóis.

Cada sol congrega diversos mundos.

Cada mundo, amadurecido para a inteligência e para a razão, guarda consigo a bênção da Humanidade.

Cada Humanidade se compõe de várias raças.

Cada raça engloba muitos povos e milhões de almas que evoluem, nos degraus que lhes correspondem.

Lembremo-nos, pois, de que no concerto admirável da Criação, somente será possível regenerar e burilar a nós mesmos para que a vida imperecível em nós se retrate vitoriosa, mas não nos esqueçamos de que, apesar da grandeza cósmica, nosso desequilíbrio no mal pode comprometer todo o sistema em que as Leis Divinas se expressam, através do trono sublime da natureza, qual acontece ao micróbio letal que, não obstante imperceptível ao olho nu, pode carrear a enfermidade ou a morte para o corpo físico mais notavelmente bem posto.

Consagremo-nos à estruturação do Bem no campo de nós mesmos, de conformidade com os princípios inelutáveis de harmonia e justiça que nos regem a ascensão, sem o doentio propósito de reajustar os outros, antes da recuperação espiritual de nós próprios, de vez que todo o deslize nosso, à frente do Senhor, repercute nas faixas totais da Vida Una, compelindo-nos à posição de angústia e sofrimento, a única suscetível de retificar em nosso espírito e em nossa existência a ruptura do equilíbrio divino do amor que operamos desavisados, diante da Eterna Lei.

 

“O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros.”

“Nenhuma atividade  no bem é insignificante… As mais altas árvores são oriundas de minúsculas sementes. A repercussão da  prática do bem é inimaginável… Para servir a Deus, ninguém necessita sair do seu próprio lugar ou reivindicar condições diferentes daquelas que possui.”

“Os Espíritos Amigos sempre mostram disposição de nos auxiliar, mas é preciso que, pelo menos, lhes ofereçamos uma base… Muitos ficam na expectativa do socorro do Alto, mas não querem nada com o esforço de renovação; querem que os espíritos se intrometam na sua vida e resolvam seus problemas…  Ora, nem Jesus Cristo, quando veio à Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém… Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos.”

“Nunca quis mudar a religião de ninguém, porque, positivamente, não acredito que a religião a seja melhor que a religião b… Nas origens de toda religião cristã está o Pensamento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quem seguir o Evangelho… Se Allan Kardec tivesse escrito que “fora do Espiritismo não há salvação”, eu teria ido por outro caminho. Graças a Deus ele escreveu  “Fora da Caridade”, ou seja, fora do Amor não há salvação…”

“Devemos orar pelos políticos, pelos administradores da vida pública. A tentação do poder é muito grande. Eu não gostaria de estar no lugar de nenhum deles. A omissão de quem pode e não auxilia o povo, é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira. Tenho visto muitos espíritos dos que foram homens públicos na Terra em lastimável situação na Vida Espiritual…

“O desespero é uma doença. E um povo desesperado, lesado por dificuldades enormes, pode enlouquecer, como qualquer indivíduo. Ele pode perder o seu  próprio discernimento. Isso é lamentável, mas pode-se dizer que tudo decorre da ausência de educação, principalmente de formação religiosa.”

“Sem Deus no coração, as futuras gerações colocarão em risco a Vida no planeta. Por maior seja o avanço tecnológico da Humanidade, impossível que o homem viva em paz sem que a idéia de Deus o inspire em suas decisões.”

“Devemos fazer tudo para evitar uma guerra, que viria sem dúvida, ser um atraso na marcha progressiva da Humanidade. Quando surge uma guerra de proporções maiores, quase tudo se desmantela e, praticamente, tem que ser reiniciado….”

“Gente há que desencarna imaginando que as portas do Mundo Espiritual irão se lhes escancarar… Ledo engano! Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo; o que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo…”

“Sem a idéia da reencarnação, sinceramente, com todo respeito às demais religiões, eu não vejo uma explicação sensata, inclusive, para a existência de Deus.”

“Uma das coisas que sempre aprendi com os Benfeitores Espirituais é não tolher o livre arbítrio de ninguém; os que viveram na minha companhia sempre tiveram a liberdade para fazer o que quiseram…”

“Existem pessoas que se sentem ofendidas, magoadas por qualquer coisa: à mais leve contrariedade, se sentem humilhadas… Ora, nós não viemos a este mundo para nos banhar em águas de rosas… Somos espíritos altamente endividados – dentro de nós o passado ainda fala mais alto… … Não podemos ser tão suscetíveis assim…”

“Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar… As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito.”

“Emmanuel sempre me ensinou assim: -“Chico, se as críticas dirigidas a você são verdadeiras, não reclame; se não são, não ligue para elas…”

“Graças a Deus, não me lembro de ter revidado a menor ofensa das inúmeras que sofri, certamente objetivando, todas elas, o meu aprendizado, e não me recordo de que tenha, conscientemente, magoado a quem quer que fosse…”

“Emmanuel sempre me disse: – Chico, quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca…”

“Sabemos que precisamos de certos recursos, mas o Senhor não nos ensinou a pedir o pão, mais dois carros, mais um avião… Não precisamos de tanta coisa para colocar tanta carga em cima de nós. Podemos ser chamados hoje à Vida Espiritual…”

“Tudo que criamos para nós, de que não temos necessidade, se transforma em angústia, em depressão…”

“A doença é uma espécie de escoadouro de nossas imperfeições; inconscientemente, o espírito quer jogar para fora o que lhe seja estranho ao próprio psiquismo…”

“Abençoemos aqueles que se preocupam conosco, que nos amam, que nos atendem as necessidades… Valorizemos o amigo que nos socorre, que se interessa     por nós, que nos escreve, que nos telefona para saber como estamos indo… A amizade é uma dádiva de Deus … Mais tarde, haveremos de sentir falta daqueles que não nos deixam experimentar solidão!”

“A caridade é um exercício espiritual… Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma. Quando os espíritos nos recomendam, com insistência a prática da caridade, eles estão nos orientando no sentido de nossa própria evolução; não se trata apenas de uma indicação ética, mas de profundo significado filosófico…”

“Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar… Carecemos somar esforços, criando, digamos, uma energia dinâmica que se anteponha às forças do mal…  … Ninguém tem o direito de se omitir”

“Uma das mais belas lições que tenho aprendido com o sofrimento: Não julgar, definitivamente não julgar a quem quer que seja.”

“O exemplo é uma força que repercute, de maneira imediata, longe ou perto de nós… Não podemos nos responsabilizar pelo que os outros fazem de suas vidas; cada qual é livre para fazer o que quer de si mesmo, mas não podemos negar que nossas atitudes inspiram atitudes, seja no bem quanto no mal.”

“Sempre recebi os elogios como incentivos dos amigos para que eu venha a ser o que tenho consciência de que ainda não sou…”

“Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor… Magoar alguém é terrível!…”

“A gente deve lutar contra o comodismo e a ociosidade; caso contrário, vamos retornar ao Mundo Espiritual com enorme sensação de vazio… Dizem que eu tenho feito muito, mas, para mim, não fiz um décimo do que deveria ter feito…”

“A questão mais aflitiva para o espírito no Além é a consciência do tempo perdido.”

“Confesso a vocês que não vi o tempo correr… Por mais longa nos pareça, a existência na Terra é uma experiência muito curta. A única coisa que espero depois da minha desencarnação é a possibilidade de poder continuar trabalhando.”

“Devemos aceitar a chegada da chamada morte, assim como o dia aceita a chegada da noite – tendo confiança que, em breve, de novo há de raiar o sol…”

“Tudo tem seu apogeu e seu declínio… É natural que seja assim; todavia, quando tudo parece convergir para o que supomos o nada, eis que a vida ressurge, triunfante e bela!… Novas folhas, novas flores, na indefinida bênção do recomeço!…”

 

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.