Perigos da Umbanda

“O instrutor Sérvulo assumiu seu lugar numa espécie de tribuna.
O ambiente espiritual estava repleto de aprendizes interessados no tema que nosso instrutor iria apresentar. Creio que muita gente na Terra gostaria de estudar mais pormenorizadamente a respeito da magia, dos rituais sagrados e dos mistérios das religiões africanas ou afro-brasileiras. convidado a me aprofundar mais no assunto devido as minhas observações transcritas no livro Tambores de Angola, o tema é palpitante, mas pouco estudado pelos nossos irmãos espíritas.

A umbanda para muitos ainda é tabu; quando qualquer aspecto associado a esse tema é ventilado nos círculos espíritas, observamos reação imediata, que demonstra o preconceito enraizado. Será puro medo?
E que espécie de medo acomete os companheiros espíritas ao abordarmos o assunto umbanda?
A maioria dos espíritas, ou pelo menos os mais ortodoxos, não admitem sequer a idéia de que pais-velhos, caboclos ou outras entidades espirituais semelhantes possam trabalhar nos centros ditos kardecistas. Porém, quando as coisas apertam, quando falham os recursos habituais consagrados pela ortodoxia, logo, logo pedem socorro ao primeiro pai-velho de que algum dia viram falar ou se ajoelham aos pés de alguma entidade num terreiro, escondidos não se sabe de quem.

Postas de lado as observações quanto ao comportamento daqueles que ainda necessitam se esconder por detrás de tais máscaras, fiquei imaginando o que o mundo espiritual ainda reserva para todos nós. A riqueza cultural do povo brasileiro é tão grande que toda essa história de magia, crenças populares ou cultos africanos, da forma como se apresenta pelo Brasil afora, não poderia passar despercebida pelo Mundo Maior.

A parte os excessos, as crendices e as lendas, o que nos aguarda além do véu dos mistérios?
O que nos reserva o povo de Aruanda?
O instrutor Sérvulo assumiu um lugar de destaque entre os outros espíritos que organizavam aquela assembléia, e o silêncio logo se fez na platéia de mais ou menos mil e quinhentos desencarnados que nos reuníamos naquelas paisagens espirituais.

- Caríssimos companheiros, seja a paz com todos nós.

Acreditamos que todos aqui desejam esclarecimento quanto a certos assuntos relativos aos cultos afro-brasileiros ou à magia.
Não pretendemos esgotar o assunto, entretanto, aconselhamos aos espíritos presentes que logo possam se integrar às diversas caravanas que descem à Terra para estudar detalhadamente cada aspecto relativo ao ocultismo e à magia.
Muitas surpresas certamente aguardam a todos.
Quanto àqueles que se dedicarem à pesquisa séria, serão brindados com tesouros de conhecimento cujo valor somente o possuidor poderá aquilatar.

   “A força, a arte ou o conhecimento que se convencionou chamar de magia está presente no mundo desde que surgiram os primeiros agrupamentos humanos. Inicialmente era considerado manifestação sobrenatural ou do mundo oculto todo e qualquer fenômeno que a mente humana primitiva não conseguia compreender. Em épocas recuadas, o homem já consagrava oferendas às forças titânicas e, até então, indomáveis da natureza. Assim começa a história da magia. “

Quando estudamos o passado histórico das civilizações podemos compreender quanto a ignorância dos homens primitivos contribuiu para desencadear o desenvolvimento de crenças e lendas, que, de algum modo, procuravam dar sentido às percepções e aos fatos incompreendidos.
São histórias, personagens, superstições que nasceram da incapacidade momentânea dos povos da Terra de explicar ou compreender as leis da natureza, nas mais diversas épocas e culturas.

A história da magia em sua manifestação mais elementar confunde-se com esse estado de ignorância dos fenômenos naturais. Nasceram, assim, os deuses e demônios, os seres considerados sobrenaturais e detentores de poderes e conhecimentos além do alcance dos simples mortais.

   “Mais adiante no tempo, homens cujo psiquismo era mais desenvolvido que os demais de sua comunidade aprenderam a captar intuições ou foram guiados por mes três daquela época no contato com o mundo oculto em manipulação de fluidos, elementos essenciais na prática dessa espécie de magia. Os feiticeiros, xamãs ou curandeiros, sacerdotes e sacerdotisas, após passarem por etapas de aprendizado e algum processo iniciático, estariam capacitados a manipular ervas, fluidos e até mesmo o psiquismo de seus companheiros de tribo ou nação. “

Consultados os registros do mundo astral – aquilo que os esoteristas costumam designar de registros areádicos -, pode-se ver que foi no lendário império da Atlântida que esses sacerdotes-médiuns alcançaram grande expressão no conhecimento dos elementos da natureza na manipulação das chamadas forças ocultas Tais forças ocultas não passam de elementais, isto-em fases embrionárias de evolução, assim como de fluidos e magnetismo, utilizados em larga escala por mentes acostumadas a longos processos de disciplina.

  “Como a multidão não tinha acesso ao entendimento dos elementos da vida oculta, pelas características da iniciação, criou-se a aura de mistério que cerca os sacerdotes da Antigüidade. As pesquisas a respeito das ervas, pós e poções, beberagens e seus efeitos no organismo humano e na própria mente, assim como alucinógenas, aumentaram ainda mais o poder dos magistas e iniciados, que, ao longo do tempo, passaram a abusar do conhecimento que detinham. Surgem, na lendária Atlântida, os rituais sagrados e as primeiras manifestações da chamada magia negra. “

Ao conhecimento a respeito da natureza oculta, das ervas, dos fluidos e de certos elementos extrafísícos, juntou-se a experiência de alguns pesquisadores a respeito dos astros.
Anteviram, através de suas pesquisas, eventos naturais e cataclismos, conhecidos com antecipação pelo olhar mais atento e observador,investigativo. Dá-se início, na Terra, a era dos profetas, adivinhos e prognosticadores, que guardavam, cada um, a característica de sua cultura e suas crenças.

“Segundo consta na tradição espiritual do planeta, elementos psíquicos descontrolados aliados aos abusos das inteligências da época atraíram os cataclismos responsáveis pelo fim daquele período, quando o continente da Atlântida mergulhou nas águas do oceano. “

Prevendo o fim próximo, alguns estudiosos de então transportaram seu conhecimento para outras terras, outras nações.
Caravanas de iniciados, guardando o tesouro de suas pesquisas e experiências transcrito em papiros e pergaminhos da época, empreenderam a viagem dos magistas e chegaram às regiões correspondentes àndia, ao Egito e à antiga Pérsia, onde fundaram escolas iniciáticas que buscavam preservar as tradições de seu povo.

As Torres do Silêncio, na Pérsia, os templos iniciáticos do Oriente ou os conselhos de sacerdotes egípcios e de outros povos da Antigüidade formavam o reduto do conhecimento oculto. Poucos eram aqueles admitidos no círculo restrito de iniciação ao chamado ocultismo. Na época mais recente da história humana, muitos representantes dos sacerdotes e magos da Antigüidade transformaram-se em precursores dos atuais cientistas, através da reencarnação.

“Em partes do planeta onde o homem estacionou por mais tempo em sua caminhada evolutiva, também deixou de progredir o contato com o mundo oculto, e as práticas do ocultismo acabaram se degenerando em interesses mais imediatos. Difundiram-se na Terra as manifestações da magia negra, que outra coisa não é senão a manipulação dessas mesmas forças e dos elementos da vida extrafísica, mas associada a inteligências vulgares, que cultivam interesses infelizes e mesquinhos. Empreende-se o intercâmbio com forças e energias bastante primitivas, primárias e materializadas. “

Entidades cuja vibração se afina a tais interesses egoístas estabelecem ligação mais intensa com seus médiuns, os magos negros, a fim de vampirizar suas energias.
É comum observar, em casos assim, processos de simbiose espiritual. Os parceiros do conluio tenebroso passam a vibrar em conjunto, alimentando-se um do outro durante longos períodos, até que o elemento dor os desperte e coloque limites nos desregramentos e abusos cometidos.”

Fonte: Livro Aruanda
Obra de Robson Pinheiro pelo espírito Ângelo Inácio.

Como conclusão destas belas palavras, podemos dizer que, os Perigos da Umbanda são: falta de informação, ignorância e preconceito.
Vamos todos aprender, ler a respeito, antes de começar a criticar.
Saravá fraterno a todos!

  Aruanda
ROBSON PINHEIRO & ANGELO INACIO
Após as repercussões de Tambores de Angola, o repórter do Além Ângelo Inácio prossegue seus relatos no romance Aruanda. Da colônia espiritual que habita, parte em direção à Crosta na companhia de pretos-velhos, caboclos e guardiões. Explora assuntos controversos, tais como magia negra e feitiçaria, seus mecanismos de ação e suas conseqüências; elementais, os espíritos da natureza a que se refere Kardec, e sua atuação nas reuniões mediúnicas. A visita a um laboratório das trevas e a obsessão complexa, com aparelhos parasitas e campos magnéticos, e os trabalhos práticos de apometria. Descubra os segredos de Aruanda.

 Outro título muito bom:

  Tambores de Angola
ROBSON PINHEIRO & ANGELO INACIO - Av. Paulista, hora do rush. Com a cabeça a rodopiar, Erasmino sente lhe faltar o chão ao sair do trabalho. Aconselhado por “amigos”, avança sobre bebidas e mulheres. Insônia e tonteira instaladas, passa a ouvir vozes e grunhidos. É mais um caso de obsessão.
Em busca da cura, visita uma tenda de umbanda, onde o medo e o preconceito o paralisam. Contudo ao entender que umbanda é a lei de caridade, aprende a respeitar pretos-velhos e caboclos.
Convocado pelos próprios espíritos, é no trabalho espírita, porém, que Erasmino encontra usa cura definitiva, já que nunca apreciou defumações, velas e gongás. Será? Conheça a origem histórica e as diferenças entre umbanda e espiritismo, vistas com profundo respeito.

Vida Após a Morte dos Animais

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Vida Após a Morte dos Animais

- Wagner Borges -

Enquanto eu meditava, preparando-me espiritualmente para realizar uma aula para o grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB, entrou no quarto um cachorro desencarnado, brincando, latindo e batendo o rabo alegremente. Percebia o animal pelas vias da clarividência, de olhos fechados, diretamente na tela mental frontal interna (correspondente à área de ação do chacra frontal*). O cão era um vira-lata normal, adulto, de pelo castanho-claro (mais claro do que castanho), muito alegre e ativo. Ele olhava para alguém à frente, que eu não via, com o qual ele brincava e corria em torno. Contudo, mesmo sem ver a entidade extrafísica no ambiente, eu sentia sua presença tranqüila e amistosa. Admirado com a alegria do animal, morto na Terra, mas vivo em espírito, cheio de animação, pensei: “Alguém deve estar chorando a perda desse animal. Do jeitinho alegre que ele é, deve estar fazendo muita falta para os seus donos e entes-queridos. “Então, o espírito em frente se comunicou telepaticamente comigo e me disse o seguinte: “O nome dele é Terry. E ele está muito bem tratado aqui!”Nesse instante, o meu chacra frontal pulsou, cheio de luz branquinha fluorescente e eu o vi também. Era um homem alto, de cabelos pretos muito grandes, à moda indígena da América do Norte. Estava vestido de calça lisa marrom-claro, com uma camisa esporte, tipo pólo (por dentro da calça). O cinto era preto. Seus olhos eram bem pretos, brilhantes, e a pele bem moreno-avermelhada. No conjunto, ele mais parecia um mestiço de branco com índio americano, moderno no jeito, mas com uma certa atmosfera ancestral xamânica. Ele me olhou e riu e na seqüência pegou o cão no colo. O animal se mexia feliz junto dele, tentando lambê-lo todo tempo. Em torno dele havia uma aura amarelo-suave, que irradiava uma atmosfera de segurança e tranqüilidade à sua volta. Enquanto acariciava o animal em seu colo, ele me olhou firmemente e com simpatia e me disse: “Já que você fala das coisas do espírito para os homens encarnados na Terra, então diga-lhes que até mesmo os animais têm assistência espiritual após o desenlace da matéria. Eles são cuidados e afagados com muito carinho. Há grupos de auxiliares astrais que cuidam especificamente deles em seus períodos extrafísicos. São espíritos dedicados ao bem-estar desses nossos irmãos menores na Natureza. E mais: peça aqueles que gostam dos animais, que orem na sintonia desses benfeitores invisíveis; para que eles se associem sutilmente com eles, em espírito, na mesma bondade e amor por esses serzinhos tão queridos.Nenhuma criatura é abandonada pelo Grande Espírito.O Seu Amor é para todos!A Sua Luz anima todas as luzes e seres.Para Ele, todos são iguais na Natureza.Homens e animais, vegetais e minerais, todos são Seus filhos.Que aqueles que sofrem com a perda temporária de seu bichinho amado, seja ele qual for, rezem ao Grande Espírito, para confortar seus corações. Mas, que saibam, também, que há outros seres que amam os seus bichinhos, que seguirão cuidando deles nesse imenso universo do Grande Espírito, cheio de vida, em todos os planos. O meu recado é só esse. Que Manitu** abençoe a sua jornada!”
P.S.: Agora, vou levar esses escritos e compartilhá-los com os meus companheiros de estudo e prática espiritual. Que a jornada deles também seja abençoada por Manitu, Senhor dos homens, dos animais*** e de tudo o mais que existe, seja lá onde ou como for.

Paz e Luz.São Paulo, 12 de julho de 2006; às 19h50min.- Notas:* Chacra Frontal: centro energético situado no campo energético da testa e responsável pelos fenômenos de clarividência e percepção espiritual. Está ligado à glândula hipófise (pituitária).** Manitu: designação que os índios algonquinos, da América do Norte, dão a uma força mágica não personificada, mas inerente a todas as coisas, pessoas, fenômenos naturais e atividades; O Todo; O Supremo; O grande Espírito; Deus.

Amor Divino

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A dor dilacera.
Mas aperfeicoar-nos-á o coração,
se buscarmos aproveita-las.

Sinta-se amado(a) por Deus.

Infinitamente sábio e amoroso, Deus não permitiria que você vivesse atormentado(a) pelos problemas se não o visse com condições para resolvê-los.

Não considere, pois, os problemas demasiados e a carga exagerada.

Lute com confiança.

Em você, estão colocadas por Deus todas as condições de que precisa para sair vitorioso(a).

Tenha fé e firmeza.

A sua vida prática exige confiança na sabedoria e no amor divino.

O AMOR está dentro de você, é Divino, pois é assim que o Pai nos quer, com AMOR com muito AMOR em nossos CORAÇÕES !

Seja feliz e faça feliz, pois o meu AMOR é incondicional a todos vocês meus AMADOS irmãos e amigos.

Você é muito ESPECIAL para esse irmão e amigo, sempre estou aqui…

Esteja sempre em PAZ!

Recebida do amigo Alex de Oxossi.

O Reflexo

 

Era uma vez, um homem que só via e realçava o mal em tudo o que fazia.

Um dia ele morreu e “partiu dessa para uma melhor”.

Só que do lado de lá havia um companheiro que não largava do seu pé, e o acompanhava o tempo todo.

Era um verdadeiro “mala”: egoísta, pessimista, mal-humorado, critiqueiro, mal-agradecido, e que só sentia-se bem quando estava mal.

O homem, não o suportando mais, foi a um anjo e implorou:

“Por favor, livra-me da companhia daquele sujeito, eu já não agüento mais…”

O anjo, entre admirado e compadecido, respondeu:

“Mas não há nenhum companheiro. Aqui só existe um sistema de espelhismo, que faz com que cada um veja e conviva com o que formou de si mesmo.

Depende somente de você libertar-se dele.”

Recebida do amigo e irmão Alex de Oxossi – http://povodearuanda.wordpress.com/

Suicídio

Recebi este texto muito interessante, lá no Lar Dom Ignácio.
Pscografado por Cornélio Pires
Médium: Francisco Cândido Xavier
 
        
Suicídio, não pense nisso
Nem mesmo por brincadeira…
Um ato desses resulta
Na dor de uma vida inteira.
 
Por paixão, Quim afogou-se
Num poço de Guararema.
Renasceu em provação
Atolado no efisema.
 
Matou-se com tiro certo
A menina Dilermanda
Voltou em corpo doente,
Não fala, não vê nem anda.
 
Pôs fogo nas próprias vestes
Dona Cesária da Estiva…
Está de novo na Terra
Num corpo que é chaga viva.
 
Suicidou-se à formicida
Maricota da Trindade…
Voltou…Mas morreu de câncer
Aos quatro meses de idade.
 
Enforcou-se o columbano
Para mostrar rebeldia…
De volta, trouxe a doença
Chamada paraplegia.
 
Queimou-se com gasolina
Dona Lília Dagele.
Noutro corpo sofre sarna
Lembrando fogo na pele.
 
Tolera com paciência
Qualquer problema ou pesar;
Não adianta morrer,
Adianta é se melhorar.

Entendendo a liberdade

Ditado por um amigo espiritual

Dia desses estava pensando sobre a liberdade que existe no templo religioso que eu freqüento. Explico:
A Entidade espiritual de chefia do templo, apesar de seu médium seguir uma determinada vertente da umbanda e de aplica-la na forma de funcionamento e de dinâmica de trabalhos do cujo, não inibe e nem proíbe de forma nenhuma que seus filhos de fé venham a estudar outras vertentes da umbanda.
Estava mesmo a divagar tentando entender o porquê de a Entidade chefe permitir o acontecimento deste tipo de situação no templo por que a meu ver muitas vezes a pluralidade não significa obrigatoriamente conhecimento e evolução ordenados.
Eu estava a pensar, pensar e pensar quando de repente, numa espécie de sonho acordado, eu me vi na frente de uma negra velha que estava numa cadeira de balanço a se mexer para lá e para cá. Sem pensar duas vezes ajoelhei-me à sua frente, cruzei o solo a minha frente e me atrevi a lhe dizer:
— À benção Vovó.
— Zambi que lhe dê luz e forças, mas pode ficar de pé, zifio.
— Sim senhora.
— Suncê é bastante curioso e perguntador, não é zifio?.
E bastante “ quadrado” eu respondi:
— É vovó…
— Essa nêga véia pode fazer uma pergunta pra suncê?
— Mas é claro, sim senhora!
— Zifio, onde é que está a liberdade?
— A liberdade? Sinceramente eu não sei.
— A liberdade está no dinheiro?
— Penso que não porque existem muitos ricos que encontram-se encarcerados no materialismo.
— E estará ela na pobreza, zifio?
— No meu modo de ver não porque existem muitos pobres, materialmente falando, que encontram-se presos as reclamações, insatisfações e desesperanças do seu dia-a-dia.
— E por acaso ela estaria no amor?
— Acho que não porque existem muitas pessoas com amor de mais ou de menos por alguém, mas que se encontram presos ao desamor por si próprias.
— Então zifio, onde está a liberdade?
— É como eu lhe disse vovó, sinceramente eu não sei?
— Como não zifio se suncê acabou de responder pra esta nêga?
— Eu?
— Claro, não foi suncê que acabou de dizer que o dinheiro e o amor não libertam ninguém se por dentro os zifios se sentirem presos a visões deturpadas sobre qualquer
um dos sete sentidos da criação divina que são: conhecimento, lei, justiça, fé, evolução, amor e vida?
— Eu disse isso vovó?
— Claro, suncê não acabou de dizer pra nêga que ter alguém para amar necessariamente não torna o amante livre se ele estiver preso ao desamor por si próprio?
— Sim.
— E isso não quer dizer que este amante encontra-se com a visão deturpada no que diz respeito ao divino sentido da criação divina que é o amor?
— Sim.
— Então suncê respondeu mesmo pra nêga onde é que tá a liberdade.
— Como assim?
— Ora zifio a liberdade tá dentro de suncês, na luta que ocês deve fazer a cada dia pra se libertar de seus vícios, mazelas, imperfeições e erros no que diz respeito à Lei Maior e à Justiça divina. A liberdade é questão de suncês procurar conhecer e praticar cada vez mais as verdades sobre a lei de amor e caridade. É como disse o Homem grande da cruz né zifio: “ Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
— É verdade vovó.
— Se suncê sabe que é verdade, porque estava questionando a forma como o mano que é o chefe espiritual da casa de caridade que suncê freqüenta lida com a maneira como os cavalinho, que é seus filhos de fé, busca o estudo e o conhecimento sobre a religião que suncês professam?
— Eu não estava questionando, sabe vovó, estava querendo é entender.
— E quem não entende questiona para que possa alcançar entendimento, não é?
E eu visivelmente envergonhado e boquiaberto com a sabedoria daquela Entidade amiga respondi:
— É vovó.
— Não se envergonhe nunca de querer questionar o que não entende porque todo questionamento que busca um aprendizado sobre as coisa de Zambi é notadamente válido. Só não se esqueça que o conhecimento de muitas coisas só acontece com o tempo e que o conhecimento de outras leva tanto mais de tempo que uma encarnação não é suficiente para aprender. Peça sempre ao Criador que lhe dê sabedoria para discernir uma situação de outra e humildade para aceitar o que ainda não for lhe permitido conhecer.
— Sim senhora, vou procurar fazer minhas preces cada vez mais pedindo a sabedoria e a humildade para minha vida.
— Muito bom zifio e Zambi que lhe proteja e lhe guarde. Agora zifio responde pra esta nêga véia: um copo com água possui qual líquido em seu interior?
Com todo o respeito do mundo que tenho a toda e qualquer Entidade espiritual, mas esta pergunta da vovó parecia ter a resposta tão óbvia que eu comecei a pensar se Ela estava deixando de falar coisa com coisa. Mesmo assim, e com todo o respeito eu lhe respondi:
— Água.
— E se suncê derramar esta mesma água em cima de uma mesa, qual líquido você verá derramado na mesa?
— Água.
— E se suncê retirar a água da mesa e joga-la no chão, qual líquido estará derramado no assoalho?
— Água.
— E por último zifio, e se suncê passar um pano no chão e retirar toda a água, qual líquido estará no pano?
— Água.
— A mesma água que estava dentro do copo, não é zifio?
— Isso.
— Suncê deve tá achando que por tanto falar em água, ou nêga veia é doida ou então tá morrendo de sede, não é zifio?
Meu Deus, como eu ri neste momento. Ri mesmo, ri de doer o abdômen e pensei comigo mesmo: Meu Deus, como tua criação é perfeita!!! Que conversa maravilhosa e que Entidade maravilhosa!!! E só depois deste breve, mas sincero agradecimento foi que eu olhei para a vovó e respondi.
— Olha vovó para ser sincero com a senhora eu devo dizer que pelo fato de não estar entendendo aonde a senhora quer chegar com esta história de água eu cheguei a pensar mesmo que a senhora não estava dizendo coisa com coisa.
— É zifio muitas vezes a ansiedade faz suncês pensar e até mesmo dizer coisas bastante malcriadas.
— Olha vovó, a senhora me perdoe é que eu só quis ser sincero e…..
— Êta zifio essa nega véia não tava falando de suncê não. Na verdade com toda essa história de água esta nêga quer expricar pro zifio uma coisa que pra suncê entender de fato, nêga tem que fazer mais uma pergunta: zifio, seja no copo, na mesa, no chão ou no pano, em algum momento a água deixou de ser água?
— Não.
— Então zifio, suncê pôde perceber que a essência, que é a água, não mudou; o que mudava era a forma da água porque ela sendo um líquido tinha que se amoldar aos locais em que era inserida; assim, dentro do copo a água estava na forma de copo, no pano a água estava em forma de pano e o mesmo acontecia com a água em cima da mesa e no chão, certo?
— É verdade.
— Então zifio, entenda que com as vertentes da umbanda a mesma história de essência e forma também se aplica, entende?
— Mais ou menos.
— Nega véia então tenta expricar pra suncê: zifio ao fundar na terra a religião de umbanda o mano Sr. Caboclo das Sete Encruzilhadas fez a melhor definição sobre a essência desta religião que poderia existir: “umbanda é a manifestação do espírito para a caridade”. A caridade zifio, foi, é e sempre será a essência desta amada religião que suncê professa; mas a forma pela qual esta essência se mostra zifio é muito variável.
Pra nóis aqui no plano espiritual zifio não interessa a forma, nóis tão é preocupado com a essência. Pra nóis não interessa a forma da umbanda: se ela é umbandaX, umbandaY ou umbandaZ; pra nóis o que interessa é se a prática e manifestação desta prática umbandista leva única e exclusivamente a caridade e ao “religare” dos filhos de fé com Zambi nosso Pai. Entendeu, zifio?
— Sim senhora.
— E o mano que é o chefe do templo religioso onde suncê freqüenta é ancestralmente um ordenador da fé; e o que importa pro mano zifio é se suncês estão encontrando a ordenação da fé de suncês através da essência da umbanda que é a prática da caridade e se isso acontece zifio, o mano tá pouco se importando se um cavalinho que tá fazendo a caridade no templo religioso estuda a umbandaX, ou se outro cavalinho faz curso da umbandaY. Pro mano e pra nóis que suncês chama de Entidades isto são só rótulos e rótulos só servem para indicar conteúdos. Agora se o rótulo de um cavalinho que faz estudadô de umbanda designar como principal conteúdo deste a essência da caridade, então pra nóis e pro mano tá muito formoso. Entende zifio?
— Sim senhora.
— Agora o que suncês que são cavalinho que faz estudadô de umbanda disso e umbanda daquilo não pode e nem deve esquecer é que o mano que chefia os trabalhos do templo umbandista que suncê freqüenta vem preparando o cavalinho dele desde a ancestralidade para que exerça a divina e árdua tarefa de ser sacerdote e para que administre o templo da exata forma com a qual ele vem sendo administrado; e se o cavalinho dele encontrou seu “religare” com o Divino Criador através do estudo e prática no templo religioso da umbandaX, então suncês demais cavalinho têm a obrigação de, minimamente dentro do templo religioso, estudarem, trabalharem e procurarem a ordenação da fé de suncês através da vivenciação e prática da forma umbandista que o sacerdote do templo que vocês freqüentam também adotou que, no caso, é a umbandaX. Entende zifio?
— Sim senhora.
— Pois então pratique e respeite isto que esta nêga pede a suncê, pra que suncês também sejam respeitados. Entende?
— Sim senhora.
— Respeite sempre o espaço religioso e a forma de trabalho do templo que você freqüenta. São os cavalinhos que têm de se adaptar a forma de ser de um templo religioso e jamais, e sob nenhuma condição, o oposto. Agradeça sempre a Zambi pela liberdade que existe no templo em que você freqüenta, entenda que esta liberdade exterior que existe para que suncês possam estudar da umbanda a forma que mais agrade suncês, nada mais é do que um jeito da entidade que chefia o templo permitir que cada um dos zifio possa alcançar a verdadeira liberdade, que é aquela que leva suncês ao conhecimento e a prática cada vez mais intensas sobre as leis de amor e caridade. Entende?
— Sim senhora.
— Use esta liberdade com sabedoria e respeitando as normas e a forma de trabalho do templo religioso que suncê freqüenta, buscando sempre a fraternidade e o companheirismo com os seus irmãos de fé sem jamais promover a divisão neste espaço sagrado. Jamais se esqueça zifio que todo estudo relacionado às essências das coisas sobre o divino, mesmo que sejam de formas diferentes, serve tão somente para a união cada vez maior dos filhos de fé e jamais para promover o separatismo. Entende?
— Sim senhora.
— Deus é amor. O amor une. A união liberta. A liberdade nos torna responsáveis pela propagação deste abençoado amor que é a caridade. Pouco importa a forma, importante mesmo é ao próximo fazer o bem. Entendeu zifio ?
E eu, com lágrimas nos olhos respondi:
— Sim senhora.
— Então saravá, zifio. Fique na força e na luz de Zambi nosso Pai.
— Saravá vovó de meu coração, vá com Deus.
Gente, não sei precisar por quanto fiquei neste “ sonho acordado” , só sei que quando dele eu despertei meus olhos estavam realmente banhados em lágrimas.
Foi a partir daí que eu me pus a pensar: cada linha de trabalho na umbanda tem o seu encanto e merece todo o nosso respeito, agora dos nossos amados preto-velhos eu sou “fã de carteirinha”. Como é que pode? Perto deles eu só sinto vontade de evoluir, evoluir, evoluir e evoluir. Quando penso que a evolução é difícil e me sento perto de um deles eu consigo transmutar este pensamento e a achar que é tão fácil, tão fácil.
Para mim Eles não são melhores que nenhuma outra linha de trabalho da umbanda, mas são os que mais despertam em meu íntimo o desejo de evolução. Só mesmo eles me fazem sentir tão cativo seus e ao mesmo tempo tão liberto, mesmo que momentaneamente, de minhas imperfeições.
Liberdade!!! Foi devido a incompreensão sobre este divino sentimento que obtive a oportunidade de temporariamente entrar em contato com um ser espiritual desta divina falange. E eu, que de alguma forma, até já me sentia livre, com os esclarecimentos, passei a entender melhor a verdadeira liberdade e, assim, a me sentir mais livre ainda !!!

Saravá a liberdade !!!!

Saravá a falange dos preto-velhos !!!!

Saravá a Pai tomé !!!!

Saravá ao Senhor Águia branca !!!

por Pedro Rangel de Sá
fonte: http://pedrorangelsa.blogspot.com/2008_01_01_archive.html

PEGADAS NA AREIA

Uma noite eu tive um sonho…

Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através  do céu, passavam cenas da minha vida.

Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.

Quando a última cena passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras  e perguntei então ao Senhor:

- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.

O Senhor me respondeu:

- Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de provas e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que eu te carreguei nos braços.

Fonte:
livro “Pegadas na areia” – Margareth Fishback Powers – Ed.Fundamento

A Dança do Orixás

A Dança do Orixás

Preto de cor, velho de alma; eu observo as estrelas e tento imaginar
onde viverá nosso grande pai Oxalá. Caçador das letras, tento
expressar em palavras, essa nossa busca que parece não ter fim, e
ouço ao longe, o vento me chamar: “Peregrino, você quer dançar, quer
participar da festa dos Orixás?”

Que festa? Pergunta o homem que visto, preso na senzala do corpo,
amarrado no tronco da ignorância. O vento responde: deixe que eu te
guie um pouco, até que você compreenda o convite e tenha força para
voar com as suas próprias asas, dançar com suas próprias pernas.

Erê de coração, aceito o convite e vôo com o vento como se sentisse
no rosto os primeiros raios da manhã. Curioso, pergunto ao vento o
seu nome, e ouço um riso feminino, e o vento responde: “sou Iansã”. E
a deusa do vento vira nuvem, e me entrega em forma de chuva na mata;
feito gota, pouso na folha e escorro para a terra. Da água viro barro
e do barro me formo; sou caboclo caçando na trilha, sou índio
correndo no mato. Sou Oxossi de arco e flecha, desenhando no chão com
a pemba, protegido pela Jurema; sou Oxossi seguindo de mata em mata,
em busca da minha trilha. Caço conhecimento, busco a sabedoria das
montanhas. Aprendo a sorrir com cada perigo, mas respeito meu
adversário, aceito cada desafio. Cada passo, uma experiência; cada
giro, um novo ciclo e finalmente, avisto a montanha do amor e grito:
Kaô Xangô!!!

Xangô me recebe vestido de montanha e aos seus pés deixo meu
conhecimento. Ele recebe minha oferenda e a molda no fogo,
transformando-a em pedra. Com o seu martelo, Xangô bate na pedra, e
feito trovão, o som do faiscar do conhecimento na rocha, é ouvido nos
quatro cantos da terra; e a luz da faísca reflete na lua, de onde
Ogum a recebe e a transforma em espada e diz: “meu caro guerreiro,
seu conhecimento é a sua arma. Use essa espada para contribuir com o
todo, respeite e honre o seu dom. Contudo, não se preocupe com a
gratidão, quem trabalha para o mundo é sutil e sabe que trabalho bem
feito é recompensado com outros dons”.

Agradeço o presente e me despeço do Cavaleiro da Lua no raiar do dia
à beira-mar. Viro maré e gentilmente, sou entregue a praia. Olho
novamente para as águas e vejo o azul se levantar, o sol nascente
virar sorriso e enquanto meus olhos se enchem d’água, surge Iemanjá e
eu a agradeço com um grito: – Iêee Rainha do mar! Obrigado minha mãe -
a senhora das ondas se despede enviado um beijo com gosto de brisa de
mar.

Sinto que vou despertando para o corpo, mas antes que acorde, percebo
que além da praia, há uma cachoeira que vira rio. As margens das
águas, há uma mulher a chorar. Aproximo-me e é Oxum que vejo, que
ainda chorando, sorri; e me convida para sentar ao seu lado.

- Por que chora, guerreira das águas doces? – pergunto, encantado com
a sua beleza.

- Choro pelos homens, meu peregrino das estrelas. Mas não se engane,
não há tristeza em meu choro, pelo contrário, choro alegria. Choro
como quem faz uma saudação, minhas lágrimas são oferendas, e todo
homem que mata a sua sede em meu leito, desperta pouco a pouco, cada
um no seu ritmo, cada um do seu jeito, até se transformar em um
Orixá.

- Será possível tamanho milagre? Será possível que o barro vire
estrela?

- Peregrino, se um dia o barro foi estrela, será tão difícil de
acreditar que o barro volte a estrelar? – ela pergunta e continua a
falar – Querido filho, reflita sobre essas palavras: O homem olha
para cima em busca de Orixás, sem perceber que o maior dos deuses
habita dentro dele. E eu te pergunto agora: onde você pensava que era
a morada do nosso pai Oxalá?

Frank Oliveira
http://cronicasdofrank.blogspot.com

FALTA DE FLEXIBILIDADE OU INDISCIPLINA?

pelo espírito Caboclo Tupinambá
em 06/07/08,
psicografia de Mãe Vanessa

A maioria dos filhos mantém hábitos diários desregrados, além de pensarem que a prioridade em suas vidas é o material e a sua única família é a sanguínea.
Alegam também, várias outras dificuldades e isto sem contar com os chamados imprevistos. Mas este Caboclo pergunta:
“E quando os filhos têm um problema ou algo do seu interesse pessoal?”
“-Largam tudo e vêm correndo buscar ajuda espiritual”!
Nisto pode até ter algo de determinação, mas a verdadeira é aquela que caminha juntamente com a persistência, onde o interesse é de todos e não de apenas um.
Chegam ao terreiro cheios de vontade, mas se esquecem que a salvação está na verdadeira caridade que é trabalhar com presença e lealdade. Muitos falam em doar, mas o seu tempo, este a minoria quer partilhar!
Doar de qualquer forma para ficar com a consciência de dever cumprido, só serve para alimentar a própria libido, fugindo da direção fundamental que é a evolução espiritual.
Ninguém caminha sozinho, dêem as mãos, pois um irmão só cresce se crescer também o outro irmão!
Quando não falam, pensam que isto é falta de flexibilidade, permitindo que os egoísmos não os deixem enxergar que na realidade é indisciplina.
Da mesma forma que chegaram para pedir ajuda, outros chegarão. E se todos não estiverem presentes, quem vai socorrer os “novos” irmãos?
Como disse a nêga véia, “quem não caminha com confiança, tá com um pé na poça e o outro na lama”. Quando o problema surgir e vocês não confiar, como que poderemos ajudar?
Já deve ter filho pensando: “Mas isso é intolerância”!
Não confundam intolerância com barganha! Em espiritualidade não existe troca, aonde alguns chegam até dizer: “Só vou trabalhar, se a minha dor passar”!
E quem não sente algum tipo de dor? E porque que a maioria das dores desaparece quando o trabalho é material?
Filhos, vocês podem enganar os irmãos e até mesmo o dirigente, enganando assim, somente a si mesmos. Mas nunca poderão enganar o espiritual.
Infidelidade vai atrair traição, portanto, sejam sinceros se querem relevância.
Assim é a Lei, onde semelhante atrai semelhante.

Escolhas

Escolhas
 
Você já parou para pensar que a todo o momento, em nossas vidas, estamos fazendo escolhas. Desde as mais simples, como o que vestir pela manhã, até escolhas que podem definir o futuro da nossa vida.
Tamanha é a dose de arbitrariedade, que podemos escolher olhar para as coisas boas que a vida nos oferece ou somente para os problemas que temos pela frente. Podemos escolher se faremos as nossas coisas com grande comprometimento ou apenas por fazer.
A opção em ter objetivos que nos levem a uma posição diferente, a uma posição melhor, ou seja, a um lugar ao sol, também é uma questão de escolha. Podemos também simplesmente escolher em não ter objetivos e deixar a vida nos levar, mas não podemos reclamar, se ela nos levar para um lugar não desejado. Escolhemos também se continuaremos a lutar pelos nossos objetivos ou simplesmente desistir.
Nos relacionamentos também escolhemos. Escolhemos como trataremos as pessoas e como deixaremos que elas nos tratem, como faremos as críticas e como aceitaremos as críticas. Fica muito claro que as escolhas fazem parte de nosso dia a dia.
A vida é tão cheia de escolhas que podemos decidir em reclamar da vida ou lutar para deixá-la cada vez melhor. As escolhas são tantas que podemos escolher olhar para os problemas que temos como valiosos objetos de aprendizado, crescimento e superação, pessoal, profissional e até mesmo espiritual.
Ainda temos a fantástica opção da escolha: fazer coisas que nos tragam coisas boas ou ações que nos tragam coisas negativas.
Veja que a nossa vida é o resultado de nossas escolhas.
Agora pense e escolha o que você quer para você, mas escolha de verdade. E se aqui posso dar um conselho: escolha principalmente ser feliz.

Tenha uma semana repleta de bençãos!
 
Que Minha Mamãe Oxum abençoe a todos,
Pai Marcelo D’Oxum