MEDIUNIDADE – 01/05
Pesquisa de Rodrigo Queiroz
” – Respeitamos na Umbanda, uma grande legião de companheiros muito respeitáveis, consagrados à caridade que Jesus nos legou, grandes expositores da mediunidade, da mediunidade que auxilia, alivia o próximo. Credores da nossa maior veneração, conquanto estejamos vinculados aos príncipios codificados por Allan Kardec, de nossa parte. ” ( do livro: Dos hippies aos problemas do mundo – Chico Xavier )
“Em mediunidade não podemos olvidar o problema da sintonia.
Atraímos os Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos; e se é verdade que cada um de nós somente pode dar conforme o que tem, é indiscutível que cada um recebe de acordo com aquilo que dá.”
“Indubitavelmente – concordava o Assistente Aulus – a mediunidade é problema dos mais sugestivos na atualidade do mundo. Aproxima-se homem terreno da Era do Espírito, sob a luz da Religião Cósmica do Amor e da Sabedoria e, decerto, precisa de cooperação, a fim de que se lhe habilite o entendimento.
0 orientador, de feição nobre e simpática, recebera-nos, a pedido de Clarêncio, para um curso rápido de ciências mediúnicas.
Especializara-se em trabalhos dessa natureza, consagrando-lhes muitos anos de abnegação Era, por isso, dentre as relações do Ministro, que se nos fizera patrono e condutor, um dos companheiros mais competentes no assunto
Aulus nos acolhera com afabilidade e doçura.
Relacionando aflitivas questões da Humanidade Terrestre, pousava em nós 0 olhar firme e lúcido, não apenas com o interesse do irmão mais velho, mas também com a afetividade de um pai enternecido.
Hilário e eu não conseguíamos disfarçar a admiração.
Era um privilégio ouvi-lo discorrer sobre o terna que nos trazia até ali.
Aliavam-se nele substanciosa riqueza cultural e o mais entranhado patrimônio de amor, causando-nos satisfação o vê-lo reportar-se às necessidades humanas, com 0 carinho do medico benevolente e sábio que desce à condição de enfermeiro para a alegria de ajudar e salvar.
Interessava-se pelas experimentações mediúnicas, desde 1779, quando conhecera Mesmer, em Paris, no estudo das celebres proposições lançadas a publico pelo famoso magnetizador. Reencarnando no inicio do século passado, apreciara, de perto, as realizações de Allan Kardec, na codificação do Espiritismo, e privara com Cahagnet e Balzac, com Theophile Gautier e Victor Hugo, acabando seus dias na Franca, depois de vários decênios consagrados à mediunidade e ao magnetismo, nos moldes científicos da Europa. No mundo espiritual prosseguiu no mesmo rumo, observando e trabalhando em seu apostolado educativo. Dedicando-se agora A obra de espiritualização no Brasil, e isto ha mais de trinta anos, comentava, otimista, as esperanças do novo campo de ação, dando-nos a conhecer a primorosa bagagem de memórias e experiências de que se fazia portador.
Maravilhados ao ouvi-lo, mal lhe respondianos a essa ou àquela indagação.
- Conhecíamos, sim – informamos, respeitosos, em dado momento -, alguns aspectos do intercâmbio espiritual; todavia, o nosso desejo era amealhar mais amplas noções do assunto, com a simplicidade possível. Em outras ocasiões, estudáramos ao de leve alguns fenômenos de psicografia, incorporação e materialização, no entanto, era isso muito pouco, à face dos múltiplos serviços que a mediunidade encerra em si mesma.
O anfitrião, afável, aquiesceu em elucidar-nos.
Colaborava em diversos setores de trabalho e prodigalizar-nos-ia aquilo que considerava, com humildade, como sendo “alguns apontamentos”.
Para começar, convidou-nos a ouvir um amigo que falaria sobre mediunidade a pequeno grupo de aprendizes encarnados e desencarnados, e em cuja palavra reconhecia oportunidade e valor.
Não nos fizemos de rogados ante a obsequiosa lembrança.
E, porque não havia tempo a perder, seguimo-lo, prestamente.
Em vasto recinto do Ministério das Comunicações, fomos apresentados ao Instrutor Albério, que se dispunha a iniciar a palestra.
Tomamos lugar entre as dezenas de companheiros que seguiam, atentos, em muda expectação.
Como tantos outros orientadores que eu conhecia, Albério assomou à tribuna, sem cerlm6nia, qual se nos fora simples irmão, conversando conosco em tom fraternal.
n – Meus amigos – falou, com segurança -, dando continuidade aos nossos estudos anteriores, precisamos considerar que a mente permanece na base de todos Os fenômenos mediúnicos.
Não ignoramos que 0 Universo, a estender-se no Infinito, por milhões e milhões de sóis, é a exteriorização do Pensamento Divino, de Cuja essência partilhamos, em nossa condição de raios conscientes da Eterna Sabedoria, dentro do limite de nossa evolução espiritual.
Da superestrutura dos astros à infra-estrutura subatômica, tudo está mergulhado na substância viva da Mente de Deus, como Os peixes e as plantas da água estão contidos no oceano imenso.
Filhos do Criador, d’Ele herdamos a faculdade de criar e desenvolver, nutrir e transformar.
Naturalmente circunscritos nas dimensões conceptuais em que nos encontramos, embora na insignificância de nos8a posição comparada à glória dos Espíritos que já atingiram a angelitude, podemos arrojar de nós a energia atuante do próprio pensamento, estabelecendo, em torno de nossa individualidade, o ambiente psíquico que nos é particular.
Cada mundo possui 0 campo de tensão eletromagnética que lhe é próprio, no teor de forca gravitica em que se equilibra, e cada alma se envolve no circulo de forcas vivas que lhe transpiram do “hálito” mental, na esfera de criaturas a que se imana, em obediência às suas necessidades de ajuste ou crescimento para a imortalidade.
Cada planeta revoluciona na órbita que lhe é assinalada pelas leis do equilíbrio, sem ultrapassar as linhas de gravitação que lhe dizem respeito, e cada consciência evolve no grupo espiritual a cuja movimentação se subordina.
Somos, pois, vastíssimo conjunto de inteligências, sintonizadas no mesmo padrão vibratório de percepção, integrando um Todo, constituído de alguns bilhões de seres, que formam por assim dizer a Humanidade Terrestre.
Compondo, assim, apenas humilde família, no infinito concerto da vida cósmica, em que cada mundo guarda somente determinada família da Humanidade Universal, conhecemos, por enquanto, simplesmente as expressões da vida que nos fala mais de perto, limitados ao degrau de conhecimento que já escalamos.
Dependendo dos nossos semelhantes, em nossa trajetória para a vanguarda evolutiva, à maneira dos mundos que se deslocam no Espaço, influenciados pelos astros que os cercam, agimos e reagimos uns sobre os outros, através da energia mental em que nos renovamos constantemente, criando, alimentando e destruindo formas e situações, paisagens e coisas, na estruturação dos nossos destinos.
Nossa mente é, dessarte, um núcleo de forças inteligentes, gerando plasma sutil que, a exteriorizar-se incessantemente de nós, oferece recursos de objetividade às figuras de nossa imaginário, sob 0 comando de nossos próprios desígnios.
A idéia é um “ser” organizado por nosso espírito, a que o pensamento dá forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção.
Do conjunto de nossas idéias resulta a nossa própria existência.
O orador fez pequeno intervalo que ninguém ousou interromper e prosseguiu comentando:
- Segundo é fácil de concluir, todos os seres vivos respiram na onda de psiquismo dinâmico que lhes é peculiar, dentro das dimensões que lhes são características ou na freqüência que lhes é própria. Esse psiquismo independe dos centros nervosos, de vez que, fluindo da mente, é ele que condiciona todos os fenômenos da vida orgânica em si mesma.
Examinando, pois, os valores anímicos como faculdades de comunicação entre os Espíritos, qualquer que seja plano em que se encontrem, não podemos perder de vista o mundo mental do agente e do recipiente, porquanto, em qualquer posição mediúnica, a inteligência receptiva está sujeita as possibilidades e à coloração dos pensamentos em que vive, e a inteligência emissora jaz submetida aos limites e às interpretações dos pensamentos que é capaz de produzir.
Um hotentote desencarnado, em se comunicando com um sábio terrestre, ainda jungido ao envolt6rlo físico, não lhe poderá oferecer noticias outras, alem dos assuntos triviais em que Se lhe desdobraram no mundo as experiências primitivistas, e um sábio, sem o indumento carnal, entrando em relação com o hotentote, ainda colado ao seu “habitat” africano, não conseguira facultar-lhe cooperação imediata, senão no trabalho embrionário em que se lhe encravam os interesses mentais, como sejam o auxílio a um rebanho bovino ou a cura de males do corpo denso. Por isso mesmo, 0 hotentote não se sentiria feliz na companhia do sábio e o sábio, a seu turno, não se demoraria com o hotentote, por falta desse alimento quase imponderável a que podemos chamar “vibrações compensadas”.
E’ da Lei, que nossas maiores alegrias sejam recolhidas ao contacto daqueles que, em nos compreendendo, permutam conosco valores mentais de qualidades idênticas aos nossos, assim como as árvores oferecem maior coeficiente de produção se colocadas entre companheiras da mesma espécie, com as quais trocam seus princípios germinativos.
Em mediunidade, portanto, não podemos olvidar o problema da sintoma.
Atraímos os Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos; e se é verdade que cada um de n6s somente pode dar conforme o que tem, é indiscutível que cada um recebe de acordo com aquilo que dá.
Achando-se a mente na base de todas as manifestações mediúnicas, quaisquer que sejam os característicos em que se expressem, é imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe Os tesouros morais e culturais, os únicos que nos possibilitam fixar a luz que jorra para nós, das Esferas Mais Altas, através dos gênios da sabedoria e do amor que supervisionam nossas experiências.
Procederam acertadamente aqueles que compararam nosso mundo mental a um espelho.
Refletimos as imagens que nos cercam e arremessamos na direção dos outros as imagens que criamos.
E, como não podemos fugir ao imperativo da atração, somente retrataremos a claridade e a beleza, se instalarmos a beleza e a claridade no espelho de nossa vida intima.
Os reflexos mentais, segundo a sua natureza, favorecem-nos a estagnação ou nos impulsionam a jornada para a frente, porque cada criatura humana vive no céu ou no inferno que edificou para si mesma, nas reentrâncias do coração e da consciência, independentemente do corpo físico, porque, observando a vida em sua essência de eternidade gloriosa, a morte vale apenas como transição entre dois tipos da mesma experiência, no “hoje imperecível”.
Vemos a mediunidade em todos os tempos e em todos os lugares da massa humana.
Missões santificantes e guerras destruidoras, tarefas nobres e obsessões pérfidas, guardam origem nos reflexos da mente individual ou coletiva, combinados com as forcas sublimadas ou degradantes dos pensamentos de que se nutrem.
Saibamos, assim, cultivar a educação, aprimorando-nos cada dia.
Médiuns somos todos n6s, nas linhas de atividade em que nos situamos.
A forca psíquica, nesse ou naquele teor de expressão, é peculiar a todos os seres, mas não existe aperfeiçoamento mediúnico sem acrisolamento da individual idade.
E’ contraproducente intensificar a movimentação da energia sem disciplinar-lhe os impulsos.
E’ perigoso possuir sem saber usar.
O espelho sepultado na lama não reflete o esplendor do Sol.
O lago agitado não retrata a imagem da estrela que jaz no infinito.
Elevemos nosso padrão de conhecimento pelo estudo bem conduzido e apuremos a qualidade de nossa emoção pelo exercício constante das virtudes superiores, se nos propomos recolher a mensagem das Grandes Almas.
Mediunidade não basta só por si.
E’ imprescindível saber que tipo de onda mental assimilamos para conhecer da qualidade de nosso trabalho e ajuizar de nossa direção.”
Albério prosseguiu ainda em seus valiosos comentários e, mais tarde, passou a responder a complicadas perguntas que lhe eram desfechadas por diversos aprendizes. Por minha vez recolhera largo material de meditação e, em razão disso, em companhia de Hilário, despedi-me dos instrutores com alguns monossílabos de agradecimento, ouvindo de Aulus a promessa de reencontro para o dia seguinte.”
(Nos Domínios da Mediunidade, cap. I, André Luiz/Chico Xavier, FEB)
DIFERENÇAS DE MEDIUNIDADE
No livro “Lições de Umbanda e Quimbanda na Palavra de Um Preto-Velho” – W. W. da Matta e Silva, há um relato de Pai Ernesto de Moçambique sobre a diferença entre a mediunidade da “mesa kardecista” e a mediunidade de Umbanda :
“Pergunta : Existe alguma diferença entre a mediunidade da mesa kardecista e a mediunidade de Umbanda ?
Resposta : Sim. A mediunidade no chamado espiritismo de mesa é acentuadamente mental, as comunicações são quase telepáticas, predominantemente inspirativas, isto e’, os espíritos atuam mais sobre a mente dos médiuns, pois a atividade do espiritismo se processa mais no plano mental. Espiritismo de mesa não tem a missão de atuar no baixo astral contra os elementos de magia negra, como acontece com a Umbanda. Ele é quase exclusivamente doutrinário, mostrando aos homens o caminho a ser seguido a fim de se elevarem verticalmente a Deus. Sua doutrina fundamenta-se principalmente na reencarnação e na Lei da Causa e do Efeito. Abre a porta, mostra o caminho iluminado e aconselha o homem a percorre-lo a fim de alcançar a sua libertação dos renascimentos dolorosos em mundos de sofrimentos, como é o nosso atualmente, candidatando-se à vivência em mundos melhores. Em virtude disso, a defesa do médium kardecista reside quase exclusivamente na sua conduta moral e elevação dos sentimentos, portanto os espíritos da mesa kardecista, após cumprirem suas tarefas benfeitoras, devem atender outras obrigações inadiáveis.
É da tradição espirita kardecista que os espíritos manifestem-se pelo pensamento, cabendo aos médiuns transmitirem as idéia com o seu próprio vocabulário e não as configurações dos espíritos comunicantes.
Em face do habitual cerceamento mediunico junto às mesas kardecistas, os espíritos tem de se limitar ao intercâmbio mais mental e menos fenomenico, isto é, mais idéias e menos personalidade. Qualquer coação ou advertência contraria no exercício da mediunidade reduz-lhe a passividade mediúnica e desperta a condição anímica. Por esta razão há muito animismo na corrente kardecista.
A faculdade mediúnica do médium ou cavalo de Umbanda é muito diferente da do médium kardecista, considerando-se que um dos principais trabalhos da Umbanda é atuar no baixo astral, submundo das energias degradantes e fonte primaria da vida.
Os médiuns de Umbanda lidam com toda a sorte de tropeços, ciladas, mistificações, magias e demandas contra espíritos sumamente poderosos e cruéis, que manipulam as forcas ocultas negativas com sabedoria. Em conseqüência o seu desenvolvimento obedece a uma técnica especifica diferente da dos médiuns kardecistas. Para se resguardar das vibrações e ataques das chamadas falanges negras, ele tem de valer-se dos elementos da natureza, como seja : banhos de ervas, perfumes, defumações, oferendas nos diversos reinos da natureza, fonte original dos Orixás ,Guias e Protetores, como meios de defesa e limpeza da aura física e psíquica, para poder estar em condições de desempenhar a sua tarefa, sem embargo da indispensável proteção dos seus Guias e Protetores espirituais, em virtude de participarem de trabalhos mediúnicos que ferem profundamente a ação dos espíritos das falanges negras, isto e’, do mal que os perseguem, sempre procurando tirar uma desforra. Por isso a proteção dos filhos de Terreiro é constituída por verdadeiras tropas de choque comandadas pelos experimentados Orixás, conhecedores das manhas e astucias dos magos negros. Sua atuação é permanente na crosta da Terra e vigiam atentamente os médiuns contra investidas adversas, certos de que ainda é muito precária a defesa guarnecida pela evocação de pensamentos ou de conduta moral superior, ainda bastante rara entre as melhores criaturas. Os Chefes de Legião, Falanges, Sub-falanges, Grupamentos e Protetores, também assumem pesados deveres e responsabilidade de segurança e proteção de seus médiuns. É um compromisso de serviço de fidelidade mutua, porem, de maior responsabilidades dos Chefes de Terreiro.
Dai as descargas fluidicas que se processam nos Terreiros, após certos trabalhos, com a colaboração das falanges do mar e da cachoeira, defumação dos médiuns e do ambiente e dando de beber a todos água fluidificada. Espirito que encarna com o compromisso de mediunidade de Umbanda, recebe no espaço, na preparação de sua reencarnação, nos seus plexos nervosos ou chacras, um acréscimo de energia vital eletromagnética necessária para que ele possa suportar a pesada tarefa que irá desempenhar.
Na corrente kardecista, isto não é necessário, em virtude de não ter de enfrentar trabalhos de magia negra, como acontece na Umbanda, e mesmo permitir aos guias atuarem-lhe mais fortemente nas regiões dos plexos, assumindo o domínio do corpo físico e plastificando suas principais características. Enato vemos caboclos e pretos-velhos revelarem-se nos Terreiros com linguagem deturpada para melhor compreensão da massa humilde, assim como as crianças, encarnando suas maneiras infantis para melhor aceitação das mesmas. “
Diferenças fundamentais entre os médiuns na Umbanda e os médiuns no Kardecismo
O kardecismo fez renascer os conceitos milenares de reencarnação, vida eterna, pluralidade dos mundo e lei do Karma ( vida em ação ), ou lei de causa e efeito.
E a partir dessas bases, o movimento umbandista surgiu em um novo momento do espiritualismo, cujo objetivo é reascender no homem a chama da humildade e sabedoria, da simplicidade e fortaleza, e do amor e alegria, por meio das entidades ditas como: pais-velhos, caboclos, e crianças.
Ainda hoje, dentre os agrupamentos esótericos, a Umbanda é taxada por muitos como baixo espiritismo, macumba e feitiçaria. Isso ocorre porque a Umbanda lida com seres humanos e, como outras religiões também está sujeita a deturpações e inversões de valores.
A única diferença que acentua o efeito dessas deturpações no meio umbandista é que a Umbanda é um campo de batalhas, tem mironga (magia), tem erós (segredos), e exigi líderes gabaritados e com ordens e direitos de trabalho adquiridas quando ainda estavam no astral, ou seja, quando estavam desencarnados.
Porque, o verdadeiro médium umbandista traz um grande acréscimo energético em seus chacras para poder suportar as batalhas e demandas contra o mal, por isso, a mediunidade na umbanda é diferente da mediunidade no espiritismo pois, no Kardecismo a forma mediúnica predominante é a intuitiva ( irradiação intuitiva ) e não há incorporações nem quebra de feitiçarias e, na Umbanda a forma mediúnica predominante é a incorporaçao semi-consciente. Não estou sugerindo que um tipo de mediunidade seja melhor do que o outro, estou apenas apontando as diferenças e, assim “procurando alertar as pessoas que por falta de conhecimento podem ser muito prejudicadas”.
Então, o corpo astral do legítimo médium umbandista foi preparado para suportar entrechoques fortes, para conter a fúria do baixo astral.
Com esses aportes o médium umbandista pode até trabalhar em correntes Kardecistas apesar de não estar cumprindo sua missão pré-determinada mas, o legítimo médium espírita não pode trabalhar no movimento umbandista pois, na sua missão atual ele não precisará se confrontar com o submundo astral e não foi preparado para isso.
Portanto, se uma pessoa resolve abrir uma tenda de Umbanda por conta própria, sem as devidas ordens e direitos, sem a cobertura de um guia ou protetor de Umbanda, o terreiro literalmente cai, e é invadido pelo submundo astral que mistifica as verdadeiras entidade de Umbanda. É facil reconhecer um terreiro nesse estado pois, o ambiente astral é carregadíssimo, as pseudo-entidades solicitam matanças constantes de animais, induzem os médiuns à vaidade e a vingança, fazem trabalhos de baixa estirpe e usam um palavreado de “baixo calão” constantemente.
Umbanda não é brincadeira. Separemos o joio do trigo, lembrando que já no primeiro terreiro de Umbanda, em 1908, não existiam matanças de animais , e que foi a influência e a migração dos praticantes de outros cultos que trouxeram essas práticas.
Notem, que queremos e nem temos o direito de julgar ninguém, mesmo porque no antigo testamento da Bíblia encontramos até referências a sacrifícios com animais feitos por Moisés. No entanto, queremos esclarecer o que é, e o que não é da Umbanda.
Enfim, a Umbanda não ensina a prática da baixa magia, mas se pessoas utilizando o bom nome da Umbanda assim agem, devemos alertar a todos sobre a lei do Karma ou causa e efeito já que a Umbanda é um culto universalista de paz e amor e que possui um papel fundamental no espiritualismo, convivendo em harmonia com todos os outros cultos, prova disso é a declaração do valoroso Chico Xavier em resposta a uma pergunta sobre a Umbanda, formulada pelo jornalista e umbandista Vicente Leporaca, onde o mesmo disse:
” – Respeitamos na Umbanda, uma grande legião de companheiros muito respeitáveis, consagrados à caridade que Jesus nos legou, grandes expositores da mediunidade, da mediunidade que auxilia, alivia o próximo. Credores da nossa maior veneração, conquanto estejamos vinculados aos príncipios codificados por Allan Kardec, de nossa parte. ” ( do livro: Dos hippies aos problemas do mundo – Chico Xavier )
FONTE: http://www.geocities.com/eduardoparra/Mediunidade.htm
Postado por Prof. Rodrigo Queiroz
fonte: http://www.vozdaumbanda.blogspot.com/






































