ESTUDOS

POR FALAR EM ESTUDOS…
ACHEI O TEXTO INTERESSANTE.
Publicado por ALICE JUNQUEIRA em RBUhttp://redeumbanda.ning.com/forum/topic/show?id=2104617%3ATopic%3A21508Texto escrito por João B.G.FernandesA consciência dos filhos ainda não pode conceber o que “é” Umbanda, e muitos não compreendem seus arcanos secretos. Poucos filhos na Terra têm a exata compreensão e entendimento desta Senhora da Face Velada e não conseguem encontrar palavras para interpretar o que eles percebem ou intuem através das suas faculdades medianímicas.Daí a dificuldade de explicar o Sagrado, o Ombhandhum milenar, renascido através do Caboclo das Sete Encruzilhadas pela mediunidade de seu protegido, o filho Zélio, nas terras da Santa Cruz.Mas se a grande maioria dos filhos ainda não sabe o que “é” Umbanda, já é tempo de saber o que a Umbanda “não é!”.
Umbanda não é culto a Orixá.
Umbanda é culto á caridade.
Umbanda cultua o amor, a humildade, a simplicidade, o respeito a natureza, o respeito ao semelhante, a alegria de servir, de sentir-se privilegiado em poder estender a mão em nome da fraternidade, de olhar o universo com reverência e falar com o Pai Supremo com profunda veneração!O Orixá, que nós muito respeitamos, Senhor da Luz Primaz, esta energia cósmica e Onipresente, não necessita culto. Eles são o que são com ou sem o reconhecimento dos filhos de fé! São como a luz do sol, que muito embora desponte no horizonte em seu carrilhão de fogo quando ainda muitas criaturas ainda dormem, nem por isso brilha menos na sua magestosa apoteose de luz!A Umbanda desceu ao plano físico por ordem dos Orixás, para que a humanidade, compreendendo Sua existência, reverenciasse o Criador dos Mundos, O Senhor dos Universos, Deus, Nosso Pai Celestial.A Umbanda se fez presente através da força dos Senhores Solares como uma benção em favor das ignorâncias estagnadas, intelectualizadas, que hipertrofiam seus cérebros com conhecimentos e esvaziam seus corações de sentimentos mais dignos! As forças gigantescas do universo, os Portentosos Senhores do carma, não necessitam ser cultuados, bastando que Os respeitem através do amor incondicional ao próximo e que representem este amor, não acendendo velas em seus santuários nem com oferendas em seus congás; mas que Os reverenciem na luz interior de seus próprios corações, reeducados no serviço ao próximo e na comunhão de todos no sentido da elevação da consciência através dos ensinamentos dos Grandes senhores Avatares que já estiveram aqui neste mundo, como Moisés, Krishna, Buda, Zoroastro, Jesus…

Todos, como grandes estrelas descidas dos céus, trouxeram, cada um a seu tempo, verdadeiras pérolas do conhecimento da Sagrada Árvore da Vida Eterna mas a humanidade, em sua pequenez de alma e gigantismo de egos, traduziu e ensinou as escrituras de acordo com sua limitada compreensão, degenerando o verdadeiro conhecimento que andou por caminhos escusos, fomentando desprezíveis defecções na mensagem que deveria ser a maior herança para a humanidade.Assim é que este “nego véio”, sem o palavreado simples da senzala, vem pedir aos filhos de terreiro, que, se não podem ou não conseguem ainda compreender a Umbanda, que deixem o tempo, Mestre por excelência, trazer o conhecimento no momento certo, quando a consciência dos filhos estiverem mais maduras. Por ora, se quiserem de boa vontade realizar a Vontade do Pai Supremo, e agradar aos Orixás, que verguem para baixo seus narizes, quase sempre empinados e olhem para os irmãos infelizes que sem poderem acreditar em Deus de estômagos vazios e corpos nus, necessitam urgentemente acreditar nos homens, na palavra dos filhos de fé, no carinho da compaixão tal qual Jesus vos exemplificou. Isso trará mais esperança nos homens e maior compreensão de Deus e de Sua Justiça. A luz não pode ficar embaixo do alqueire, filhos meus, assim como também o discernimento e a coerência.A Umbanda não é circo! Não é lugar para shows populares nem de mágicas ilusórias. A Umbanda é Sagrada, Orixá é Sagrado como também é Sagrado o filho de Deus que caminha por este mundo debaixo de provações e que necessita da compaixão e do carinho de seus irmãos de jornada. Pai véio vai embora, Aruanda chama, a lua já vai alta no céu, a sineta bateu. Mas “véio” volta outra vez pra falar de coração a coração.Saravá Umbanda!
Pai João do Congo.Nota do editor:Queremos deixar claro que não somos contra ou menosprezamos aqueles que expressam sua espiritualidade através de oferendas aos Orixás, desde que de forma saudável e digna. Todos têm o livre arbítrio para acender velas ou fazer oferendas, de acordo com sua afinidade espiritual e os princípios da manipulação energética (magia) nos quais se orienta.O que foi proposto pelo autor, no artigo acima, é que o umbandista tenha consciência que a maior oferenda a Deus (e aos Orixás) é o amor no coração e a paz na consciência, revertidos em favor ao próximo através da caridade. Isso vale mais do que mil velas acesas ou toneladas de frutas…Os espíritos que orientaram Allan Kardec, na codificação espírita, não foram contra as oferendas, mas também quiseram demonstrar que o equilíbrio interior e a prece do coração são mais importantes a Deus.ejamos o Livro III, capítulo 2 de O Livro dos Espíritos (Lei de adoração):

“653 – A verdadeira adoração necessita de adorações exteriores?A verdadeira adoração é a do coração. Em todas as vossas ações, pensai sempre que o Senhor vos observa.653-a – A adoração exterior é útil?Sim, se não for um vão simulacro. É sempre útil dar um bom exemplo, mas os que fazem só por afetação e amor próprio, e cuja conduta desmente sua aparente piedade dão um exemplo antes mau do que bom e fazem mais mal do que supõem.654 Deus dá preferência aos que O adoram desse ou daquele modo?Deus prefere os que O adoram verdadeiramente com o coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, àqueles que acreditam honrá-lo por cerimônias que não os tornam melhores para com seus semelhantes. Todos os homens são irmãos e filhos de Deus; Ele chama parasi todos que seguem Suas leis, qualquer que seja a forma em que se exprimam.
Quem tem apenas a piedade aparente é hipócrita; aquele em que a adoração é apenas fingimento e presunção, em contradição com sua conduta, dá um mau exemplo.Aquele que faz da adoração do Cristo uma profissão e que é orgulhoso, invejoso e ciumento, que é duro e implacável para com os outros, ou ambicioso pelos bens deste mundo, eu vos digo que a religião está nos seus lábios e não no coração. Deus, que vê tudo, dirá: aquele que conhece a verdade é cem vezes mais culpado do mal que faz do que o ignorante selvagem que vive isolado e será tratado desse modo no dia da justiça. Se um cego vos derruba ao passar, o desculpareis; se é um homem que vê claramente, vos queixareis e tendes razão. Não pergunteis, portanto, se há uma forma de adoração mais conveniente, porque isso seria perguntar se é mais agradável a Deus ser adorado antes em uma língua do que em outra. Eu vos digo ainda mais uma vez: os cânticos apenas chegam a Ele pela porta do coração”.(…)

Paz e Luz!http://redeumbanda.ning.com/forum/topic/show?id=2104617%3ATopic%3A21508Texto escrito por João B.G.Fernandes

CRIANÇAS NA UMBANDA

“A criança é o presente de Deus à família.
Cada criança é criada na imagem especial e semelhança de Deus por maiores coisas – amar e ser amado.”

Madre Teresa de Calcutá

crinacas

Por força de expressão, também chamadas de “beijada”, “Ibejis”, “Erês”, “Cosminhos” ou, o que é o mais correto, simplesmente crianças. Muito temos a aprender com as Crianças na Umbanda, “se todos tivessem olhos de Crianças não haveriam mais guerras”, “Se nos permitirmos ser mais crianças, em nosso dia-a-dia, seriamos muito mais alegres”, “A pureza das Crianças é cor em nossas vidas”, “O Reino dos Céus pertence às Crianças, aos puros de coração”, “Quando as Crianças estão em terra tudo vira arco-íris” e etc.

Muitos não conseguem ver a importância dos trabalhos das Crianças, não percebem o quanto elas realizam apenas “brincando” e comendo doces.

Muitas Crianças que incorporam na Umbanda são encantados que nunca encarnaram, outras encarnaram apenas uma vez. Estão mais ligadas ao plano encantado da natureza do que ao natural humano, Crianças vibram as forças da natureza de forma sutil, mas de forma intensa, assim umas são das cachoeiras, outras das praias, do mar, das pedreiras, das matas…

Quando incorporadas elas vibram, o tempo todo, a energia encantada do reino a que estão ligadas, basta entrar na sua sintonia infantil, brincando e comendo doces, que acontece toda uma limpeza espiritual.

Energias negativas são absorvidas pelos mistérios que sustentam o trabalho das Crianças pela esquerda e pelo embaixo, enquanto o alto e a direita irradiam a energia que precisamos para nos amparar e mudar nossa visão de mundo.

Muitas vezes queremos que nossa vida mude e esquecemos que se nós não mudamos nosso comportamento a vida também não muda.

Crianças nos ajudam e muito a renovar nossas atitudes, a começar de novo, como uma criança que começa outra vez sua tarefa no plano material.

Crianças estão muito ligadas às cores, ao arco-íris, alegria, desprendimento material e pureza. As Crianças não são “espíritos adultos” se passando por crianças, o que não seria nada natural, e sim “espíritos infantis”, espíritos que ainda não se humanizaram por completo.

Estão mais ligadas as realidades anteriores da humana, aos planos encantados da natureza, que “estagiamos” antes de entrar no natural de reencarnações na matéria. Estão em um estágio anterior, por isso podemos considera-las espíritos infantis e elas nos vêem como mais velhos.

Mas não tem a mente adormecida, algumas têm lembranças de séculos. Para vir na Umbanda passam por um preparo no astral, elas chamam de escolinha, respondem no grau de guias pois tem muito a dar e realizam um trabalho muito importante. M

Muitas trabalham acompanhando de perto a nossa infância, enquanto somos crianças elas têm maior acesso e facilidade para nos ajudar pois nossa vibração fica mais próxima à delas.

Resumindo crianças trabalham e muito, que para elas é uma alegria. Temos crianças de todos os Orixás, a “força Ibeji” é a força infantil do plano encantado das Crianças, um dos Orixás mais atuantes na corrente das crianças é Oxumaré (lembre-se das cores, bexigas e arco-íris).

Podemos oferenda-las em praças, parques e cachoeiras, ou um outro local especificado pelas mesmas.

A.D.
Texto recebido por email.

A UMBANDA DE JESUS

Postado no Agosto 28, 2008 de alexdeoxossi
http://povodearuanda.wordpress.com

Sete Encruzilhadas, o Caboclo que anunciou o surgimento da Religião de Umbanda em 1908, declarou que Jesus seria o Mestre a ser seguido pelos umbandistas. Controvérsias à parte, já que alguns não aceitam suas palavras como base para uma vida espiritual sadia, Jesus é o modelo mais perfeito escolhido para ser o espelho dos médiuns e demais seguidores da Umbanda. Não há outro Médium vivido entre os homens que tenha subtraído toda a autoridade do Grande Mestre da Judéia em se tratando de vida mediúnica sadia e correta.

Jesus, o Médium, em nenhum momento fez alarde de sua missão na Terra. Sendo detentor de tanta autoridade, jamais exigiu que os homens se subjugassem a Ele. Jamais impôs sua condição de Ser Iluminado a fim de obter prestígio perante os grandes e diante dos pequenos. Suas palavras, cheias de autoridade, jamais foram autoritárias. Pelo contrário, tinham uma meiguice e uma simplicidade que encantavam os pequenos e incomodavam alguns que se achavam grandes.

Em sua trajetória mediúnica na Terra, Jesus aguardou o momento certo para agir em favor da caridade. Seu primeiro ato caritativo, no casamento de Caná, foi precedido de uma oração feita pela mãe que, aflita, intercedeu pelos noivos e seus pais. Jesus podia muito bem ter feito a transformação do vinho antes mesmo de Maria lhe pedir com tanta veemência, mas aguardou a hora certa. Não se precipitou, mas foi paciente para esperar que o tempo definisse o momento propício.

O médiuns de Umbanda, tanto os que estão iniciando quanto aqueles que já militam na fé, precisam ser menos apressados em ser úteis no trabalho espiritual da caridade. O tempo urge, mas não se precipita. Há médiuns que desejam ou querem tanto ser utilizados como aparelhos dos Caboclos e Pretos Velhos que não se preocupam com o próprio aprimoramento ou com o tempo certo para tal trabalho. Avançam apressadamente para os terreiros, colocando roupas brancas – ou coloridas, como queiram -, enchendo os pescoços de guias sem fundamentos e “incorporando” alguma Entidade.

Esquecem-se que incorporar qualquer Entidade não é o principal. Essa faculdade é apenas uma das muitas tarefas a desempenhar durante toda a vida. O início de tudo é a mudança que deve ocorrer dentro de cada um. Assim como foi a transformação que Jesus realizou em Caná, quando a água dos jarros ganhou cor, sabor e essência de vinho.

Apressadamente, muitos médiuns estão servindo fel aos que comparecem às bodas que são realizadas cotidianamente nos Terreiros de Umbanda. Em nome da “vontade” de trabalhar ou “receber” Caboclo – como se isso fosse um verdadeiro milagre – estão sendo depositários de uma bebida amargosa, fétida e intragável, quando incorporam sem o devido preparo espiritual e logo realizam consultas e receitam banhos, garrafadas e obrigações sem fim aos convidados da festa chamada Gira. Não atinam para o fato de que eles próprios são os jarros que devem conter a verdadeira bebida espiritual servirá para alegrar os corações necessitados que foram chamados a participar do evento. E, como se isso não bastasse, logo depois das primeiras incorporações, já que tomam para si o título de “mestre divino”.

Satisfeitos de sua capacidade mediúnica de incorporar e de falar em nome dos Pretos Velhos e dos Caboclos, logo sobem num pedestal ilusório e passam a encenar o quadro do Sermão da Montanha.

Olham do alto para os irmãos, tal como o humilde Jesus, e orgulhosos iniciam uma pantomima que supostamente pretende ensinar aos fracos e oprimidos da última hora. Baseados em sua pouca experiência e sem a devida mudança de pensamentos, hábitos e desejos, levantam-se de peito inflado e voz autoritária sobre os menos favorecidos como verdadeiros “mestres da Galiléia”.

Jesus, o exemplo apontado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, não foi um médium dessa estirpe. Ao contrário, desde moço, encheu-se de sabedoria, discernimento, autoridade e virtude para depois transmitir as novas da salvação aos homens de sua época e os dos dias atuais. Não teve como base seus pensamentos e suas experiências, mas sim nas Palavras Sagradas dos Profetas.

Jesus não teve olhos para os reinos do mundo. Como médium poderia servir-se de sua condição para angariar respeito e poder diante dos magistrados, sacerdotes e senhores da Judéia, mas rejeitou os oferecimentos políticos, mundanos e passageiros, para continuar humildemente sua missão na Terra.

Jesus não se intitulou “mestre”, mas Filho. Não se arvorou como “doutor”, mas apresentou-se como Aprendiz diante do Templo. Não subiu num trono para ser rei, mas encurvou-se como “Servo” aos pés dos discípulos.

Assim deve ser a Umbanda praticada por aqueles que se acham estupendos por incorporarem uma Entidade de Luz. Esse deve ser o retrato daqueles que batem no peito e dizem que são “médiuns”.

A Umbanda que Jesus praticou foi simples, sem estardalhaços, sem holofotes, sem soberba, mas cheia de doçura como o vinho e de palavras vivas como as da Montanha.


Deus Salve a Umbanda!

Julio Cezar Gomes Pinto

Fonte:
Casa de Caridade Santo Antônio de Pádua
Projeto Umbanda Cem