Exu Tatá Caveira

11741f_1Ele trabalha diretamente sob as ordens do Exu Caveira, que por sua vez, é um dos Maiorais da Linha de Cemitério. Apresenta-se astralmente sob a forma de uma caveira, tal como o seu chefe direto. Veste uma capa preta que o reveste quase integralmente, ficando apenas os pés, mãos e cabeça descoberta. Bebe marafo, absinto, vinho, wisck, conhaque, cerveja e fuma charutos escuros.
Quando em terra, costuma trabalhar com velas amarela/preta/vermelha, fundanga, punhais, pontos riscados, água com sal, flores amarelas.
Antes da incorporação dessa entidade, o médium sente calafrios, sente virar o estomago, sente náuseas, o corpo enrijece, as mãos suam, diversos tremores percorrem o corpo do médium sempre iniciando dos pés para a cabeça (pois como essa entidade é da Linha de Cemitério) ela “praticamente vem do chão”. Por causa dessa particularidade de incorporação, costuma facilitar fazendo com que o médium seja lançado ao chão ou que fique deitado ou de joelhos até a incorporação completa.
O médium também fica às vezes, com os dentes “tirititando”. Inicialmente, o médium incorporado com essa entidade, levanta-se com dificuldade e também tem dificuldade ao caminhar.
Costuma brincar com o charuto, fumando-o ao contrario.
Existe a historia do exu Tatá Caveira, que ele viveu antes de cristo chamava-se Proculo e morreu ele e mais 49 queimados, tudo por causa de um amor!

Mais detalhes no sites dele www.tatacaveira.com.br

PONTO DE EXU TATA CAVEIRA:

Um pombo preto voou da mata
Voou e pousou lá na pedreira
Onde os Exus se reúnem
Mas o reino é de Tatá Caveira!
Mas ele mora na pedra cruzada
Onde não passa água, onde não brilha o sol!
Mas ele é João Caveira auê
Tatá Caveira auê, da calunga auê…

Exu pisa no toco, exu pisa no galho,
Galho balança, exu não cai, ô ganga!
É exu, exu pisa no toco de um galho só (2x).
Marimbondo pequenino bota fogo no paiol, ô ganga!
É exu Tatá caveira no toco de um galho só!

Um pombo preto voou da mata;
Voou e pousou lá na pedreira;
Onde os exus se reúnem,
Mas o reino é de tatá caveira!

Yemanjá Ogunté

Origem: E o orixá do rio Ogum, que corre por Oyó e Abeokuta, vem do território de Nupe, perto de Bida;yemanjc3a12 também se diz que vem de Tapa, e associada com Abeokuta; Ibadán e de Shaki. E outros ainda dizem ser da terra de Mina (versão de Cuba).
Ogunté quer dizer aquela que contém Ogum é aquela que luta ao lado dele.

Características: Mãe da vida, e considerada como mãe de todos os orixás.
É dona das águas e representa o mar, fonte fundamental da vida. Vive perto das praias, no encontro das águas com as pedras sendo seu habitat as pedras ou arrecifes dos mares e rios, próximos de praia. Por isso se diz que “o santo nasce do mar”.
É considerada a quarta manifestação dessa divindade.
Apresenta-se jovem e muito guerreira , ardilosa e ambiciosa. É uma guerreira terrível que carrega, preso à cintura, um facão e outras armas de ferro confeccionadas por Ogum Alagbedé, seu marido.
Dizem que é rancorosa, severa e violenta, que não aceita pato em seus sacrifícios e adora carneiro. É indomável, mas justiceira. E de caráter violento, muito severa e não perdoa.
Vive com Ogum em campanhas de guerra e seu filho Ogunjá.
Seu nome completo é “Yemanjá Ogunte Ogunmasomi” e, entre os ararás é conhecida como Akadume. Seu nome não deve ser pronunciado por quem tenha ela assentada, sem antes tocar a terra com os dedos e leva-los aos lábios.
Também chamada de “Yemanjá Okuté ou Okuti” Lá do azul celeste, esta nos arrecifes da costa. “Porteira de Olokun”. O mesmo se acha no mar, no rio, no lago, e no mato.
“Esta Yemanjá trabalha muito”. E uma amazona terrível. O rato pertence a ela. Como envia mensagens a seus homens e pode trasformar-se em rato pra os visitar, ela teme o cachorro.
Vive dentro no mato virgem. É feiticeira, expert em preparar afoxé. (pós-mágicos, que se preparam com seivas de animais, pós-mágicos para o bem e para o mal).
Gosta de bailar com um majá enroscado nos braços.

Ferramentas: Trás na cintura um facão e todas as ferramentas de Ogum. É a única das Yemanjá que carrega uma espada.

Animais: Fala-se também, que Ogunte gosta que seus animais sejam castrados na hora do sacrifício. Come carneiro e todos os bichos machos, castrados na hora do sacrifício. Gosta de comer galo na companhia de Ogum. Não gosta do pato e sim do carneiro. Pomba, Galinha de Angola, Tartaruga, Galinha. Yemanjá Ogunté não come pato. Gosta que seus adimús sejam regados com muito mel. Come padê com Ogum.

Quizila: Sua maior quizila é a pata.

Cores: Veste-se de azul e branco ou azul-marinho com cristal ou verde com branco.

Fundamento: Come com seu filho Ogum Akoro nos campos e caminhos. Geralmente por ser do monte se assenta em pedra de ametista e não em pedra do mar. Em seu Igbá é colocado uma faca virgem, pó de ferro e folhas de louro.

Mitologia: Foi mulher de Babalúayé, de Aggayú, de Orula e de Ogum. É mais cultuada como esposa de Ogum Alagbedè, (deus dos ferreiros) mãe de Akoro.

Sincretismo: Está sincretizada com Nossa Senhora das Neves.

Pedras: São seus os corais e madrepérolas; ametista.

Flores: Flor da água, violeta, rosas brancas.

Perfume: Verbena.

Saudação: Seus filhos apóiam o corpo no chão do meio lado, sobre o braço do lado esquerdo e direito, e saúdam-na assim: Omí o Yemayá, Omí Lateo, Omí Yalodde.
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YEMOJÁ OGUNTÉ
MAGÉ BALÚ DE YEMOJÁ OGUNTÉ

YEMANJÀ OGUNTÉ: é a quarta Yemanjá, Ogunté quer dizer aquela que contém Ogum. Esposa de Ogum Alagbedé, mãe de Ogum Akorô Onigbé, após a retirada de Ogum Alagbedé para a cidade de Ifé Irê tornou-se esposa de Oxaguiã, mãe de Ogunjá e Oxóssi Inle, tem ligação com Ogum, Oxaguiã, e Oxóssi, vive perto das praias no encontro das águas com as pedras, guardiã dos arrecifes, traz na cintura um facão e todas as ferramentas de Ogum, é a guerreira do castelo de Olokun (que é a grande ancestral mãe de todas as Yemanjá), porta a espada da morte o alfanje, por isso também tem o poder de ceifar a vida, só sai á noite, sendo considerada a Yemanjá da Noite, Senhora das Sete Estrelas, é considerada violenta e severa. Senhora das águas que ninguém segura, as águas violentas, que saem arrastando tudo, guerreira como Yansã, Dona do canto mais alto e profundo, diz à lenda que Ogunté chamava Ogum Alagbedé, com um canto agudo, que podia ser ouvido de qualquer parte.

COMIDAS > sua maior quizila é a pata, come carneiro e todos os bichos machos castrados na hora do sacrifício, come com seu filho Ogum nos campos e caminhos, e come as comidas de Yemanjá Yemowô.

VESTIMENTA > veste o azul, cristal, verde e branco, traz um abebê, mas esconde-o nas costas quando puxa a espada de guerra, usa capacete, peitaça, adê, escudo, adornos com seus tons de azul noite, verde e prateado, traz em seu adê as sete estrelas da noite. 

Para entender a umbanda

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Para entender a umbanda
Significados de termos usados na religião
 

ADJÁ Sino metálico de três bocas agitado pelo pai-de-santo
ARUANDA Morada dos orixás, o céu na tradição católica
ATABAQUE De origem árabe, é um instrumento de percussão africano, usado nos cantos
BABALORIXÁ Sinônimo de pai-de-santo, que também pode ser dirigente, babalaô
ENCRUZILHADA Nos cruzamentos de ruas, linhas férreas ou qualquer via terrestre estariam as moradas dos Exus e Pombajiras
GIRA Nome dado aos rituais em que os espíritos viriam para atender os fiéis
GUIA Entidades que os médiuns supostamente recebem. Também servem para designar os colares coloridos usados nos cultos
PEMBA Tipo de giz que teria poderes mágicos, usado nos rituais de benzer

Os espíritos da umbanda
Os arquétipos das entidades que atendem os fiéis nos terreiros
caboc preto crianc bahian

CABOCLOS
Esses seriam os espíritos que se comportam como índios. Usam palavras em tupi. Fumam charuto e, por vezes, tomam cerveja. Usam cocar de penas e capas. Seriam os mais evoluídos, ao lado dos Pretos Velhos

PRETOS VELHOS
Representariam os escravos brasileiros. O médium que supostamente os recebe anda arqueado. Fumam cachimbo e tomam café. São procurados pelo poder de cura que teriam e nomeados de
“vô” e “vó”

ERÊS
Seriam espíritos das crianças. A maior parte não sabe andar. Toma guaraná, chupa pirulito e benze os fiéis com brinquedos. Alegres, seus nomes estão no diminutivo. Chamam os adultos de “tio” ou “tia”

BAIANOS
Seriam arquétipos de espíritos nascidos na Bahia. Com forte sotaque baiano, usam expressões típicas, como “meu rei”. Fumam cigarro de palha, tomam batida de coco. Os homens geralmente carregam uma peixeira
boiad marinh cig exu
 BOIADEIROS O mítico peão sertanejo responsável pelo gado seria representado por eles. hicote, boleadeiras e berrante são seus instrumentos. São valentes e fortes. Com voz grave, é difícil entender o que falam  MARINHEIROS Quando baixam, faz o médium ter dificuldade de equilíbrio, chacoalhando de um lado para o outro, como se estivesse em alto-mar. Explicam o mundo por meio de metáforas
sobre navegação
 CIGANOS É uma nova entidade na umbanda. Eles dançam e tocam castanholas e pandeiros. A capacidade de adivinhação e leitura de cartas costuma estar relacionada à presença desses espíritos  EXUS/POMBAJIRAS Conhecidos como nossos queridos  espíritos guardiões, diferentemente do que muitos pensam, são espíritos de luz que ajudam em nossas jornadas. O Exu toma uísque e cachaça. A Pombajira, champanhe
e anis.
Fonte:

Foto: Marcelo Min/ÉPOCA, Cris Bierrenbach/ÉPOCA, Michel Bonfigli/ÉPOCA e Cláudio Rossi/ÉPOCA
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG78474-6014-481-2,00.html

 

As Entidades que Trabalham na Umbanda

informe@aumpram.org.br – www.aumpram.org.br

As entidades que trabalham na Umbanda se apresentam em dois graus hierárquicos, a saber:
- Guias (que podem ou não ser chefes de falange ou de legião)
- Protetores.
Obs: O grau hierárquico das entidades pode ser constatado pelos pontos riscados, dos quais falaremos em capítulo próprio.

Os guias podem se apresentar com vários corpos de ilusão. Corpo de ilusão é a forma plasmada pela entidade para se manifestar. Por exemplo, uma entidade que se manifesta na Umbanda com o nome de Pai Benedito, pode se manifestar no Kardecismo, por exemplo, com o nome de Dr. Fulano de Tal, e assim por diante.
Os guias são entidades que estão encerrando praticamente seus compromissos cármicos (podem ter ainda algum resíduo de carma – muitos já o são o que chamamos de Nyrmanacayas, isto é, entidades que já esgotaram quase que totalmente seus carmas). A maioria destas entidades são incorporantes.

Os protetores são entidades que ainda tem pela frente de 2 a 4 reencarnações, podendo se apresentar em apenas um único corpo de ilusão.

Obs: Falaremos sobre incorporação no capítulo de mediunidade.

Chefes de legião e chefes de falange não incorporam, ao contrário do que se pensa.
Isto significa que os chefes de legião (ou orixás menores) não se manifestam através da mecânica incorporação.

Abaixo dos 7 chefes de legião de cada linha, estão 49 entidades, de hierarquia imediatamente inferior, com os mesmos nomes, que são os chefes de falanges. Abaixo deles estão os guias, em número de 343. E abaixo deles estão os protetores, em número de 2401. Para cada linha. Guias e protetores se manifestam sob os mais variados nomes.

Obs: Não é incomum vermos algumas entidades se manifestarem com os mesmos nomes de chefes de legião, por exemplo, quando seu conhecimento demonstra obviamente que não o são; isto se dá, geralmente, apenas como uma forma carinhosa de manifestação ou por desejo inconsciente ou não do médium. Todos estão fazendo sua caridade.

Isto quer dizer que: o mesmo caboclo Pena Branca, por exemplo, que se manifesta num centro, não precisa ser, necessariamente, aquele que se manifesta em outro.

Além dessas entidades, estão aquelas que fazem parte de agrupamentos, enfeixadas nas diversas linhas, com um número ilimitado de entidades. Os agrupamentos mais conhecidos são os agrupamentos das Almas (conhecido como Linha das Almas), enfeixados nas linhas de Xangô e de Yorimá e o agrupamento do Oriente (enfeixado na linha de Oxalá).

Existem outras entidades que se manifestam em algumas casas de Umbanda, mas que não fazem parte da síntese da Umbanda, como por exemplo, baianos, boiadeiros, marinheiros e ciganos. São apenas espíritos que desejam trabalhar, mas não são nem guias e nem protetores e também não estão enfeixados em nenhuma das linhas de Umbanda e não se relacionam, portanto, a nenhum orixá. Estes espíritos trabalham apenas na base do aconselhamento em cima de seus sistemas particulares de crenças enquanto indivíduos comuns, pois não têm acesso aos registros cármicos dos consulentes e tampouco maior conhecimento.
7 Orixás (linhas)
7 Chefes de Legião
7 Chefes de Legião
7 Chefes de Legião
7 Chefes de Legião
7 Chefes de Legião
7 Chefes de Legião
7 Chefes de Legião
49 Chefes de Falange
49 Chefes de Falange
49 Chefes de Falange
49 Chefes de Falange
49 Chefes de Falange
49 Chefes de Falange
49 Chefes de Falange
343 Guias
2401 Protetores

A seguir, detalhes de um Orixá (Linha):

Obs: Os símbolos utilizados são apenas para exemplificar, não representando a simbologia da Umbanda.
7 Chefes de Legião com nomes diferentes
Para cada Chefe de Legião encontramos 7 Chefes de Falange com o mesmo nome
Para cada Chefe de Falange encontramos 7 Guias com nomes diversos
Para cada Guia encontramos 7 Protetores com nomes diversos
Chefe de Legião
Chefe de Falange
Guia
Protetores
Exemplos de entidades e seus graus hierárquicos:
Chefes de Legião:
Oxalá – Guarani
Ogum – De Male
Oxossi – Araribóia
Xangô – Pedra Branca
Yemanjá – Estrela do Mar
Yori – Yrai
Yorimá – Pai José de Aruanda.

Guias:
Oxalá – Água Branca
Oxossi – Tupinambá
Ogum – Rompe Mato
Xangô – Cachoeira
Yemanjá – Jacira
Yori – Crispim
Yorimá – Pai Jacó

Agentes mágicos (exus)
Outro tipo de entidade que se apresenta na Umbanda é o agente mágico (conhecido popularmente com o nome de exu). É a entidade que trabalha transmutando a magia no plano astral, a qual, infelizmente, é muitas vezes conhecida erroneamente com conotações pejorativas. Falaremos dos agentes mágicos em capítulo próprio.