Iemanjá

Iemanjá, Yemanjá, Yemaya, Iemoja ou Yemoja,

Iemanjá é um orixá africano, cujo nome deriva da expressão IorubáYèyé omo ejá” (”Mãe cujos filhos são peixes”), identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejibe e ossá.


História

Pierre Verger no livro Dieux D’Afrique registrou:

Iemanjá, é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé eIbadan, onde existe ainda o Rio Yemoja. Com as guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokuta, no início do século XIX. Não lhes foi possível levar o rio, mas, transportaram consigo os objetos sagrados, suportes do axé da divindade, e o rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Iemanjá. Este rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido comÒgún, o orixá do ferro e dos ferreiros“.

 

Brasil

No Brasil, a orixá goza de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras, e até por membros de religiões distintas.

Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de Fevereiro, uma das maiores festas do país em homenagem à “Rainha do Mar“. A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do Rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.

Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional “Banho de pipoca” e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá.

Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos/WIKIPÉDIA

 

FAÇA O SEU RITUAL PARA YEMANJÁ EM CASA

* Acenda uma vela azul claro
* Imagine-se numa bela praia e dê 7 passos adentro fazendo seus pedidos
* Saia do mar, de costas, batendo palmas para saudar a Rainha do Mar
* Faça a oração abaixo em agradecimento à Mãe Yemanjá:

ORAÇÃO DE YEMANJÁ

Odoiá, Odoiá, Iemanjá
Rainha das Ondas, sereia do mar.
Como é belo seu canto, senhora!
Quem escuta chora, mãe das águas,
do oceano, soberana das águas.
Dê-me sucesso, progresso e vitória.
Abra meus caminhos no amor e cuide de mim.
Que as águas sagradas do oceano lavem minha alma e meu ser.
Abençõe, mãe, minha família e meus amigos.
Permita que o amor seja  nossa maior fonte de energia.
Sou suas águas, suas ondas, e a senhora cuida dos meus caminhos.
Iemanjá, em seu poder eu confio.

IEMANJÁ NA UMBANDA

A linha de Iemanjá governa as legiões seguintes: Sereias (Oxun), Ondinas (Nanã Buruku), Caboclos do Mar (Indaiá), Caboclos dos Rios (Iara), Marinheiros (Tarimá), Calungas (Calunguinha) e Estrela Guia (Maria Madalena).

Suas cores são o branco e o azul.

As oferendas a Iemanjá constam de flores de cor branca – rosas, cravos, lírios, palmas-de-santa-rita – perfumes, moedas de niquel, sabonete pequeno e outros agrados, que são deixados na praia, junto do mar, ou colocados num barquinho, que é solto nas ondas.

A bebida das obrigações é champanhe, frequentemente democratizada como cidra espumante.

No Rio de Janeiro, a festa de Iemanjá é celebrada a 15 de agosto, dia de Nossa Senhora da Glória, com quem está identificada. Mas é na passagem do ano que se realiza a gigantesca e impressionante comemoração popular de Iemanjá, nas praias cariocas e fluminenses, o mesmo acontecendo em Santos e em Porto Alegre. Os “filhos de fé”, com suas roupas brancas e colares de muitas cores, improvisam “terreiros” nas praias – um círculo de flores fincadas na areia e velas acesas e garrafas de bebidas e as comidas dos santos… Entoam-se cânticos rituais, ao som dos atabaques. “Baixam” os santos, a maioria Caboclos, que atendem as consultas dos crentes. O povo traz presentes para Iemanjá, com braçadas de flores brancas. Soltam-se no mar barquinhos com oferendas. Jogam-se moedas nas ondas, propiciando um bom Ano Novo.

Até há poucos anos atrás, as velas acesas se multiplicavam nas praias urbanas da Zona Sul que, vistas a uma certa distância, davam a impressão de que as estrelas haviam caído na areia. Era como se, à beira-mar, os “terreiros” se sucedessem. Hoje, a noite de Iemanjá transformou-se num show promovido pela TV e outros meios de comunicação, atraindo grandes multidões, que se movimentam e comprimem em tumulto. Em Copacabana, à meia noite, espetáculos pirotécnicos são realizados por grandes hotéis e firmas comerciais. Sucedem-se por toda a parte, perigosamente, os estouros ininterruptos de morteiros de mão, acesos por populares. Então a gente dos “terreiros” foi procurar praias mais distantes e tranqüilas, longe da curiosidade divertida dos turistas e da fúria contínua dos estampidos. Foi em busca de lugares mais propícios para cultuar Iemanjá, a rainha do mar.


RITUAL DE YEMANJÁ

Para ser abençoado pela rainha do mar e atrair muito sucesso, vá até a praia num sábado e entregue nas águas um barquinho de isopor contendo algumas maçãs, uvas, um mamão, sete rosas brancas, um vidro de pergume de alfazema e um espelho. Junto das oferendas, coloque um papel com todos seus pedidos por escrito. Depois, abra uma champanhe e despeje o líquido por todo seu corpo, enquanto repete seus pedidos em voz alta. Por fim, lave-se nas águas do mar, acenda uma

Fontes e Pesquisas: Walkyria Garcia (por email)
http://naturamistica.com.br/
http://www.mulhernatural.hpg.ig.com.br/trablux/iemanja.htm

Dia de São Sebastião / Oxóssi

saosebastiao São Sebastião nasceu em Petrória *, na Itália, de acordo com Santo Ambrósio, por volta do século III. Pertencente a uma família cristã, foi batizado em criança. Mais tarde, tomou a decisão de engajar-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do Imperador Diocleciano.

Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e ativo. Fazia de tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho, Tibúrcio, foram convertidos por ele.

Em certa ocasião, Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei. Teve, então, que comparecer ante o imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento.

Diante do Imperador, Sebastião não negou a sua fé e foi condenado à morte, sem direito à apelação. Amarrado a um tronco, foi varado por flechas, na presença da guarda pretoriana. No entanto, uma viúva chamada Irene retirou as flechas do peito de Sebastião e o tratou.

Assim que se recuperou, demonstrando muita coragem, se apresentou novamente diante do Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo com tamanha ousadia, Diocleciano ordenou que os guardas o açoitassem até a morte. O fato ocorreu no dia 20 de janeiro de 288.

São Sebastião é um santo muito popular e padroeiro do município do Rio de Janeiro, dando seu nome à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Reza a lenda que, na batalha final que expulsou os franceses que ocupavam o Rio, São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os franceses calvinistas.

Além disso, o dia da batalha coincidiu com o dia do santo, celebrado em 20 de janeiro. São Sebastião é o protetor da Humanidade contra a fome, a peste e a guerra.
Oxóssi é o Orixá masculino iorubá responsável pela fundamental atividade da caça. Por isso na África é também cultuado como Ode, que significa caçador.

Na Umbanda, São Sebastião corresponde a Oxóssi oxossi

No Brasil, o Orixá tem grande prestígio e força popul ar, além de um grande número de filhos, recebendo o título de Rei das Matas. Seus símbolos são ligados à caça: no Candomblé, possui um ou dois chifres de búfalo dependurados na cintura. Na mão, usa o eruquerê (eiru), que são pelos de rabo de boi presos numa bainha de couro enfeitada com búzios.

O filho de Oxóssi apresenta arquetipicamente as características atribuídas ao Orixá. Representa o homem impondo sua marca sobre o mundo selvagem, nele intervindo para sobreviver, mas sem alterá-lo. Oxóssi desconhece a agricultura, não muda o solo para ele plantar, apenas recolhe o que pode ser imediatamente consumido, a caça.

No tipo psicológico a ele identificado, o resultado dessa atividade é o conceito de forte independência e de extrema capacidade de ruptura, o afastar-se de casa e da aldeia para embrenhar-se na mata, afim de caçar.

Geralmente Oxóssi é associado às pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. Tem portanto, grande capacidade de concentração e de atenção, aliada à firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento correto para agir. Buscam preferencialmente trabalhos e funções que possam ser desempenhados de maneira independente, sem ajuda nem participação de muita gente, não gostando do trabalho em equipe. Ao mesmo tempo , é marcado por um forte sentido de dever e uma grande noção de responsabilidade. Afinal, é sobre ele que recai o peso do sustento da tribo.

ORAÇÃO A SÃO SEBASTIÃO PELO RIO DE JANEIRO

São Sebastião,
que a vós temos profundo amor e veneração, exaltamos a Deus por ter-Vos levado a tamanho grau de santidade.

Padroeiro dos que sofrem epidemias, pedimo-vos nestes momentos por quais passam o nosso mundo, com promessas de guerras nucleares, vossa intervenção.

São Sebastião, vós que fostes eleito como padroeiro do Rio de janeiro, intercedei junto a Deus pelos seus habitantes para que corrijam os maus costumes, principalmente da moralidade, fazendo-os crescer em virtudes e santidade.

Por Cristo, Nosso Senhor.

Amém.

OXÓSSI, LÁ NA MATA PIOU

Lá na mata… piou, piou!

Lá na mata… piou, piou!

Lá na mata… piou, piou!

O Rei da Mata chegou! (bis)

Oxóssi é Rei da Mata,

É vencedor de demanda,

É Orixá consagrado,

Coroado na nossa Umbanda.

Lá na mata! (bis)

 

ROMPE-MATO, DIA DE FESTA

Okê Oxossi ! Okê Caboclo!

Hoje tem alegria no terreiro do meu pai,

Sarava seu Rompe-Mato,

Que ele é chefe de gongá! (bis)

Embala eu babá, embala eu !

Embala eu babá, embala eu !

Embala eu babá, embala eu !

Embala eu babá, embala eu !

 

Okê Arô meu Pai Oxóssi!

Okê Okebamo, Salve todo o Povo de Oxóssi!

Fontes:
Os Orixás, Editora Três
http://www.velhosamigos.com.br/datasespeciais

Dia de Santa Edwiges

Festa: 16 de Outubro. Comemora-se todo dia 16.

Santa Edwiges

Se você está com algum PROBLEMA FINANCEIRO de difícil solução,
peça ajuda à SANTA EDWIGES. Esta Santa é a Protetora dos Pobres e Endividados. Em todo o mundo, as pessoas sempre conseguem resolver seus problemas de ordem financeira, graças à intercessão de SANTA EDWIGES junto à N. S. JESUS CRISTO.

Santa Edwiges nasceu na Bavária, por volta do ano 1174. Aos 12 anos casou-se com o duque da Silésia, Henrique I. Foi mãe de seis filhos. Uma mulher marcada pelo sofrimento diante da morte, pois viu seus filhos morrerem um a um, ficando viva apenas uma filha, Gertrudes. Dedicou-se inteiramente ao serviço dos necessitados: protegia os órfãos e as viúvas, visitava hospitais, amparava a juventude carente, educando-a e instruindo-a na fé cristã, cuidando dos leprosos … Quando seu marido morreu, ela se retirou para o convento, onde sua filha Gertrudes era abadessa. Passou os restos de seus dias na austeridade. Morreu no mosteiro de Trebnitz, no ano 1243.

ORAÇÃO

Ó Santa Edwiges, vós que na terra fostes o amparo dos pobres, a ajuda dos desvalidos e o Socorro dos Endividados, e no Céu agora desfrutais do eterno prêmio da caridade que em vida praticastes, suplicante te peço que sejais a minha advogada, para que eu obtenha de Deus o auxílio de que urgentemente preciso: (fazer o pedido).

Alcançai-me também a suprema graça da salvação eterna.

Santa Edwiges, rogai por nós.

Amém.

Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e fazer o Sinal da Cruz.

Fonte: http://www.comamor.com.br/staedwiges.htm

Kawô Xangô

         Xa                                                     Angô

= Raio, fogo, alma                            = Senhor, dirigente

= Senhor do Raio, Senhor das Almas ou Senhor Dirigente das Almas

São Jerônimo – Xângo Agodô = Rei daCachoeira, Senhor da Justiça, Rei das Pedreiras, dos Raios e Trovões edas Forças da Natureza.
São Pedro – Xângo Agajô = Protetor das Almas que entram no céu.
São João Batista – Xangô Kaô = Protetordos que sofrem injustiças, Senhor Chefe das Falanges do Oriente.(Ori=Cabeça) Rei da Cachoeira, Senhor da Justiça, Rei das Pedreiras,dos Raios e Trovões e das Forças da Natureza.

Talvez estejamos diante do Orixá maiscultuado e respeitado no Brasil. Isso porqueXango001 foi ele o primeiro DeusIorubano, por assim dizer, que pisou em terras brasileiras.

Xangô é um Orixá bastante popular no Brasil e às vezesconfundido como um Orixá com especial ascendência sobre os demais, emtermos hierárquicos.
Essa confusão acontece por dois motivos:

  1. em primeiro lugar, Xangô é miticamente um rei, alguém que cuida daadministração, do poder e, principalmente, da justiça – representa aautoridade constituída no panteão africano.
  2. Ao mesmo tempo, há no norte do Brasil diversos cultos que atendem pelo nome de Xangô.

No Nordeste, mais especificamente em Pernambuco e Alagoas, aprática do candomblé recebeu o nome genérico de Xangô, talvez porque naquelas regiões existissem muitos filhos de Xangô entre os negros quevieram trazidos de África.

Na mesma linha de uso impróprio, pode-se encontrar a expressão Xangô de Caboclo, que se refere obviamente ao que chamamos de Candomblé de Caboclo.
Xangô é pesado, íntegro, indivisível,irremovível; com tudo isso, é evidente que um certo autoritarismo faça parte da sua figura e das lendas sobre suas determinações e desígnios, coisa que não é questionada pela maior parte de seus filhos, quando inquiridos.

Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas.
Ele é o Orixá que decide sobre o bem e o mal. Ele é o Orixá do raio e do trovão.

Na África, se uma casa é atingida por umraio, o seu proprietário paga altas multas aos sacerdotes de Xangô,pois se considera que ele incorreu na cólera do Deus. Logo depois ossacerdotes vão revirar os escombros e cavar o solo em busca das pedras-de-raio formadas pelo relâmpago. Pois seu axé está concentrado genericamente nas pedras, mas, principalmente naquelas resultantes dadestruição provocada pelos raios, sendo o Meteorito é seu axé máximo.

Xangô tem a fama de agir sempre com neutralidade (a não ser em contendas pessoais suas, presentes naslendas referentes a seus envolvimentos amorosos e congêneres).
Seu raio e eventual castigo são o resultado de um quase processo judicial, onde todos os prós e os contras foram pensados e pesados exaustivamente. Seu Axé, portanto está concentrado nas formações de rochas cristalinas, nos terrenos rochosos à flor da terra, nas pedreiras, nos maciços. Suas pedras são inteiras,duras de se quebrar, fixas e inabaláveis, como o próprio Orixá.

Xangô não contesta o status de Oxalá de patriarca da Umbanda, mas existe algo de comum entre ele e Zeus, o deus principal da rica mitologia grega. O símbolo do Axé de Xangô é umaespécie de machado estilizado com duas lâminas, o Oxé, que indica opoder de Xangô, corta em duas direções opostas. O administrador da justiça nunca poderia olhar apenas para um lado, defender os interessesde um mesmo ponto de vista sempre. Numa disputa, seu poder pode voltar-se contra qualquer um dos contendores, sendo essa a marca deindependência e de totalidade de abrangência da justiça por eleaplicada.

Segundo Pierre Verger, esse símbolo se aproxima demais do símbolo de Zeus encontrado em Creta.
Assim como Zeus, é uma divindade ligada à força e à justiça, detendo poderes sobre os raios e trovões,demonstrando nas lendas a seu respeito, uma intensa atividade amorosa.
Xango1Outra informação de Pierre Verger especifica que esse Oxé parece ser a estilização de um personagem carregando o fogo sobre a cabeça; este fogo é, ao mesmo tempo, o duplomachado, e lembra, de certa forma a cerimônia chamada ajerê, na qual osiniciados de Xangô devem carregar na cabeça uma jarra cheia de furos, dentro da qual queima um fogo vivo, demonstrando através dessa prova,que o transe não é simulado.

Xangô portanto, já é adulto o suficiente para não se empolgar pelas paixões e pelos destemperos, mas vital e capaz o suficiente para não servir apenas como consultor.
Outro dado saliente sobre a figura dosenhor da justiça é seu mau relacionamento com a morte. Se Nanã é comoOrixá a figura que melhor se entende e predomina sobre os espíritos deseres humanos mortos, Eguns, Xangô é que mais os detesta ou os teme. Háquem diga que, quando a morte se aproxima de um filho de Xangô, o Orixáo abandona, retirando-se de sua cabeça e de sua essência, entregando acabeça de seus filhos a Obaluaiê e Omulu sete meses antes da mortedestes, tal o grau de aversão que tem por doenças e coisas mortas.

Deste tipo de afirmação discordam diversosbabalorixás ligados ao seu culto, mas praticamente todos aceitam comopreceito que um filho que seja um iniciado com o Orixá na cabeça, nãodeve entrar em cemitérios nem acompanhar a enterros.
Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito, contratos, documentos trancados, pertencem a Xangô.

Xangô teria como seu ponto fraco, asensualidade devastadora e o prazer, sendo Xango e esposas apontado como uma figuravaidosa e de intensa atividade sexual em muitas lendas e cantigas,tendo três esposas:

  • Obá, a mais velha e menos amada;
  • Oxum, que era casada com Oxossi e por quem Xangô se apaixona e faz com que ela abandone Oxossi;
  • Iansã, que vivia com Ogum e que Xangô raptou.

No aspecto histórico Xangô teria sido o terceiro Aláàfin Oyó, filho de Oranian e Torosi, e teria reinado sobrea cidade de Oyó (Nigéria), posto que conseguiu após destronar o própriomeio-irmão Dada-Ajaká com um golpe militar. Por isso, sempre existe uma aura de seriedade e de autoridade quando alguém se refere a Xangô.

Conta a lenda que ao ser vencido por seus inimigos, refugiou-se na floresta, sempre acompanhado da fiel Iansã,enforcou-se e ela também. Seu corpo desapareceu debaixo da terra num profundo buraco, do qual saiu uma corrente de ferro – a cadeia dasgerações humanas. E ele se transformou num Orixá. No seu aspecto divino, é filho de Oxalá, tendo Iemanjá como mãe.

Xangô também gera o poder da política. É monarca por natureza e chamado pelo termo obá, que significa Rei. No dia-a-dia encontramos Xangô nos fóruns, delegacias, ministérios políticos, lideranças sindicais, associações, movimentos políticos, nas campanhas e partidos políticos, enfim, em tudo que gera habilidade no trato das relações humanas ou nos governos, de um modo geral.

Xangô é a ideologia, a decisão, à vontade,a iniciativa. É a rigidez, organização, o trabalho, a discussão pelamelhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o levante, à vontade de vencer. Também o sentido de realeza, a atitude imperial,monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado ’sangue azul’, o poder de liderança. Para Xangô, a justiça está acima de tudo e, semela, nenhuma conquista vale a pena; o respeito pelo Rei é maisimportante que o medo.

Xangô é um Orixá de fogo, filho de Oxalácom Iemanjá. Diz a lenda que ele foi rei de Oyó. Rei poderoso eorgulhoso e teve que enfrentar rivalidades e até brigar com seus irmãospara manter-se no poder.

A finalidade principal desta linha é fazer caridade, implantando a justiça e os sentimentos que lhe são entregues.Sua essência é ígnea, manifesta-se nas montanhas rochosas, pedreiras e energiza a estabilidade constante vibrando na musculatura e na razão.

É cultuado nas montanhas e pedreiras e aceita como oferenda cerveja preta, vinho branco doce, melão, abacaxi, rabada de boi e é firmado comvelas brancas e marrons. Simbolizado pela cor marrom e figurativamente pelo desenho de um machado com dois cortes. Irradia justiça eracionalidade, flui resignação, obediência e submissão e seu oposto éIansã.

Xangô exerce uma influêcia muito forte em seu filho. Todos os Orixás, evidentemente, são justos e transmitemeste sentimento aos seus filhos.
Entretanto, em Xangô, a Justiça deixa de ser uma virtude, para passar uma obsessão, o que faz de seu filho umsofredor, principalmente porque o parâmetro da Justiça é o seu julgamento e não o da Justiça Divina, quase sempre diferente do nosso,muito terra. Esta análise é muito importante.

O filho de Xangô apresenta um tipo firme, enérgico, seguro e absolutamente austero. Sua fisionomia, mesmo a jovem, apresenta umavelhice precoce, sem lhe tirar, em absoluto, a beleza ou a alegria.

Tem comportamento medido. É incapaz de dar um passo maior que aperna e todas as suas atitudes e resoluções baseiam-se na segurança echão firme que gosta de pisar.

É tímido no contato mas assume facilmente o poder do mando. É eterno conselheiro e não gosta de ser contrariado, podendo facilmente sair da serenidade para a violência, mas tudo medido, calculado e esquematizado. Acalma-se com a mesma facilidade quando sua opinião é aceita. Não guarda rancor. A discrição faz de seus vestuários um modelo tradicional.

Quando o filho de Xangô consegue equilibrar o seu senso de Justiça, transferindo o seu próprio julgamento para o Julgamento Divino, cuja sentença não nos é permitido conhecer, torna-se uma pessoa admirável.

O medo de cometer injustiças muitas vezes retarda suas decisões, o que, ao contrário de lhe prejudicar, só lhe traz benefícios. O grande defeito dele é julgar os outros. Se aprender a dominar esta característica, torna-se um legítimo representante do Homem Velho, Senhor da Justiça, Rei da Pedreira. Por falar em pedreira, adora colecionar pedras.
Xangô era filho de Oranian, valoroso guerreiro, cujo corpo era branco à esquerda e preto à direita.
Xangô tinha um oxé – machado de duas lâminas; tinha também um saco de couro, pendurado no seu ombro esquerdo. Nele estavam os elementos do seu axé: aquilo que ele engoliapara cuspir fogo e amedrontar seus adversários, e as pedras de raio comas quais ele destruia as casas de seus inimigos.

Assim que ficou adulto, Xangô partiu em busca de aventuras gloriosas. O primeiro lugar que Xangô visitou chamava-se Kossô. Ali chegando, todos de Kossô vieram lhe pedir clemência, gritando: ‘Kabiyesi Xangô, Kawo Kabiyesi Xangô Obá Kossô!’(vamos todos ver e saudar Xangô, o Rei de Kossô!).
Assim ele pôs-se à obra; realizavatrabalhos úteis à comunidade e fazia as coisas com alma e dignidade.Mas esta vida calma não convinha à Xangô. Ele adorava as viagens e as aventuras. Assim, partiu novamente e chegou à cidade de Irê, onde morava Ogum.

Ogum o terrível guerreiro; Ogum o poderoso ferreiro. Ogum estava casado com Iansã, senhora dos ventos e tempestades. Ela ajudava Ogum na forja, carregando suas ferramentas eatiçando o fogo com os sopradores.

Xangô gostava de ver Ogum trabalhar;vez por outra, ele olhava para Iansã. Iansã também olhava para Xangô.
Xangô era vaidoso e cuidava muito de sua aparência, a ponto de trançar seus cabelos e furar suas orelhas, onde pendurava grandes argolas de ouro. Usava braceletes e colares de contas vermelhas e brancas.
Muito impressionada pela distinção e pelo brilho de Xangô, Iansã foi-se embora com ele tornando-se sua primeira mulher.

São Jerônimo, sincretizado com Xangô no Brasil, nasceu de uma família abastada, sao provavelmente no ano 331, nacidade de Stridova, entre a Croácia e a Hungria.
Estudou em Roma, especializando-se na arte da oratória.

Como sua juventude fora dedicada à vida mundana, Jerônimo tardou seu batizado e, em carta ao papa, elevislumbrou para si um batismo de fogo no qual suas máculas seriamqueimadas.

Após ter copiado dois livros de Santo Hilário, ele decidiu estudar teologia. Mas sua leitura favorita continuava a ser a literatura dos grandes legisladores e oradores, como Cícero.

Aos 43 anos, ele esteve muito doente epermaneceu muito tempo acamado, durante a Quaresma, jejuou e tevevisões, vendo-se diante do trono do Senhor.
Resolve dedicar-se a uma vida monástica,isolando-se no deserto de Marônia, na Síria. Livros, penas e nanquim são seus companheiros.
Para combater a pensamentos impuros,pegava uma pedra e batia em seu peito, punindo-se, logo após voltava a escrever em hebraico, onde se tornou mestre nessa língua.

O sincretismo entre Xangô e São Jerônimo está no temperamento forte, crítico e na medida que ambos são conhecedores de leis e mandamentos. Xangô tem como lugar as pedreiras.

Sua imagem é representada por um ancião sentado sobre as pedras, segurando a tábua dos 10 Mandamentos e com um leão ao lado.
Xangô tem sua falange também, o mais conhecido é Xangô Kaô.

O GRANDE AMOROSO

Xangô é um deus cotidiano e, portanto, itifálico. De início, vêmo-lo como divindade hermafrodita. Muitas efígies suas na África – imagens de madeira, tendo no alto da cabeça, destacado, o machado bifronte – mostram, também em destaque, os seios volumosos. E mesmo no Brasil, no sincretismo católico, Xangô é às vezes identificado com Santa Bárbara.

Aos poucos,porém, ele vai se afirmando em sua orgulhosa virilidade. Altivo e dominador, elegante e cheio de sedução, usa cabelos encaracolados,brincos de argolas metálicas, colares e pulseiras.

Numa lenda contada por João do Rio, andava Xangô pelas aldeias, de tribo em tribo, apoderando-se das mulheres alheias. Encontrando a velha Olobá, Xangõ agarrou-a à força e depoisfoi com ela viver, numa cama feita de olentes folhas de manjericão. Atéque, cansado da velha, Xangô fugiu. Mas Olobá pertencia à família dos orixás, era avó de Oxun. Por isso Xangô teve de enfrentar perigos incontáveis – um inimigo em cada canto, uma guerra em cada tribo, uma serpente em cada moita. Refugiou-se, por fim, no palácio da rainha Oxum, comparedes de cristal líquido e colossais repuxos de cores estranhas. Após inúmeras peripécias, Xangô consegue livrar-se dos seus inimigos e da velha Olobá.
Triunfalmente, ele se atira nos braços da rainha. ‘Uma nuvem gigantesca encheu os céus, as árvores partiram-se e,ao clangor dos trovões, toda a terra se embebeu sequiosa no temporal’.Do enlace de Xangô e Oxum nasce a chuva benfazeja.

HETEROMORFIA E SINCRETISMO

Xangô é identificado com São Jerônimo, o erudito doutor da Igreja latina e, excepcionalmente, com Santa Bárbara.

No cancomblé, usa saiote e calça, coroa de cobre, metal precioso em Iorubá, braceletes e colares de cauris ou búzios.

Xangô-Airá, velho e alquebrado, veste-se de branco com barras vermelhas. Não come aceite, pois tem pacto comOxalá. Identificado com SãoPedro. Forma cada vez mais rara noscandomblés.

Xangô de Ouro, um adolescente vestido decores variadas, é São João Menino. Não ‘desce’ mais, porque deixaram deser encontradas as ervas necessárias, nos ritos de iniciação, para a’entrada na cabeça’ desse orixá. Um Xangô banido pela destruiçãoecológica.

Xangô Ogodô dança com um ochê em cada mão e o próprio nome é referência ao machado duplo, pois ogodô significa’que corta dos dois lados’.

Em Recife cultuam dois Xangôs principais: Xangô-Velho, identificado com São Jerônimo, cuja festa é a 30 desetembro, e Xangô-Moço (Ani-Xangô), sincretizado com Saõ João e celebrado a 24 de junho.

Dos seus símbolos e insígnias, o machado duploou ‘muleta’ e o pilão são conservados no peji, de onde podem sair emdeterminados rituais. Jamais é retirado, no entanto, o’corisco’ ou itáou otá (pedra-do-raio), que permanece guardado num alguidar (oberá).Xangô é tão popular em Pernambuco, que o nome passou a designar terreiros e, ainda mais extensamente, todas as seitas afro-brasileiras.

Entre as várias formas de Xangô citam Xangô Dadá, em Porto Alegre identificado com São João Batista e que noseu dia, 24 de junho, não ‘baixa’ porque, com a queima de fogos que ofestejam, ele iria incendiar o mundo.

Na realidade, Dadá é o irmão mais velho deXangô, que abdicou em seu favor, quando de Oyá. Dadá dança coroado como adé-de-banhami ou corão de Dadá, um capacete vermelho, todo ornamentado de cauris e de cujas bordas pendem fios também cobertos debúzios.

Quando Dadá se manifesta num candomblé, logo baixo um Xangô,que tira o adé-de-banhami e coloca na própria cabeça. Após dançar algumtempo com essa coroa de Dadá, Xangô acaba por devolvê-la, num símbolo da restituição, após sete anos, do reino de Oyó, que estava em poder deXangô.

Xangô o Zeus iorubano é conhecido também(dependendo da nação) como : Xangô (nagôs), Sobô, Sogbo (jejes), Badé,Quevioçô (fanti-ashanti), Conucon (tapa), Abaçucá (agrôno), Zaze,Cambãranguange ou Kubuco (bantos). Ele foi marido de três iyabás queforam rios africanos: Oiá (Niger), Oxun e Obá. (segundo Pierre FatumbiVerger) – no livro Orixás.

Sua saudação – Kaô kabiecí! – significa ‘Venham ver o Rei!’

Xangô dança brandindo seu machado duplo e,quando o ritmo se acelera, faz o gesto de atirar pedras-do-raio imaginárias, tiradas do labá, uma bolsa decorada que ele leva atiracolo.
Numa festa de Xangô, por vezes, os que estão possuídos pelo Orixá ingerem pedaços de algodão embebidos emazeite-de-dendê, que se incendeia, proeza que presenciamos algumas vezes no terreiro do pai-de-santo Júlio Estaves, em Olinda,RJ (ContaPierre Verger, no livro citado). Esse algodão incandescente – o acará –serve para provar que o Orixá está presente e, portanto, não hásimulação.

XANGÔ RECONDUZ OXALUFÃ AO REINO DE OXAGUIÃ

Mito famoso é aquele em que Oxalufã(Oxalufã, é o Oxalá velho) vai ao reino de Oyó, em visita a Xangô.Confundido com um ladrão pelos súditos do rei, Oxalá velho tem aspernas e os braços quebrados, permanecendo sete anos na prisão.Sobrevêm por isso várias desgraças, que levam Xangô a descobrir a causae reparar a injustiça cometida. Xangô carrega Oxalufã até o seu reinode Infá, de onde partira sete anos atrás.

Esse mito etiológico explica a origem doodô e o porquê das duas cores de Xangô: além do vermelho, como senhordo fogo, recebeu também o branco, como recompensa por haver carregadoOxalufã, o Oxalá velho, orixá da alvura e da pureza.
O OBÔ – milho brancocozido, sem sal, a que algumas tribos africanas juntam limo-da-costa(ouri) – o Obô foi o prato de sustentação no banquete de Oxaguiã,festejando o regresso do seu velho pai, Oxaguiã. E é no pilão de Xangô(odô) que é triturado esse milho ritual, na cerimônia das águas deOxalá.

EDUN ARÁ, A PEDRA-DO-RAIO

As pedras-do-raio – edun ará dos iorubanos – são fetiches de Xangô, imantados com a força da divindade.
Acredita-se que essa pedra-do-raio, tambémchamada pedra-de-santa-bárbara, cai do céu durante as tempestades,conduzida pelas faíscas elétricas, penetrando no chão a umaprofundidade de sete braças e só subindo à superfície após sete anos.

Quem consegue encontrar uma dessas pedras terá em mãos talismã dos mais valiosos, que proporciona todas as venturas.

As pedras-do-raio são, na realidade,achados arquológicos da era neolítica – machados, martelos e fragmentosde artefatos de pedra polida, aos quais se atribuía uma origem meteorológica.

Divindade dos meteoritos, na litolatria deXangô, observou Nina Rodrigues, ’se confendem os casos de adoração dospenhacos e grandes pedras dos campos e estradas’.

XANGÔ, O ZEUS YORUBANO

(Nota: Série de Palestras feitas pela Astróloga Maria Luiza Andrade)

XANGÔ é o senhor da justiça e lançador de raios e meteoritos, tal como ZEUS ou JÚPITER.
O símbolo a ele associado é o de dois martelos (os juizes na sociedade ocidental, também usam o martelo nassuas decisões, no tribunal), que mostram seu poder de determinar o queé certo e o que é errado e sua disposição inabalavelmente imparcial,visando, acima de tudo, a verdade.

É uma figura sólida, tanto por essepapel como pelo elemento que a ele é associado: a pedra. Também a ele pertencem os raios, que, segundo as lendas, só atingem os que foremconsiderados por Xangô.

Esta é a imagem a ele associada, onde sedestacam também certa vaidade e elegância e uma grande consciência desi próprio. Seus filhos possuem a força magnética dos que sentem quetêm poder sobre os outros – e geralmente alcançam o que querem.
Suas cores, no candomblé são o vermelho eo branco e seu dia a quarta-feira.

O Xangô umbandista tem suas cores nomarrom e amarelo-ouro, bebe cerveja preta e tem sua morada e o seu altar na rocha, de preferência onde haja também uma cachoeira.

Na astrologia, Xangô tem relação com oelemento FOGO ou com planetas e Casas desse elemento – Marte e Júpitere o Sol e Casas I (Marte/Áries), Casa V (Sol-Leão) e Casa IX(Júpiter-Sagitário).

XANGÔ é autoritário, o dono da última palavra (como são os jupiterianos, em geral), capaz de dar socos namesa para dramatizar sua expressão e exibir força física e arrogância.É sensual, majestoso, sólido, líder, difícil de ser derrubado. Seu ponto fraco é o coração, o que nos levaria a relacioná-lo a JUPITER e SAGITÁRIO.

Os filhos de XANGÔ são pessoas totalmente voltadas para a sexualidade e o egocentrismo. A parte negativa está nacrueldade, injustiça, alienação, violência e orgulho desmedido, além daambição cega.

Assim como Zeus no Olimpo, o elemento de XANGÔ são as pedras, os raios;é o Senhor da Força e da Justiça. Por ser a força, XANGÔ é considerado dentro do OBÁ como rei XANGÔ rege, portanto, os signos de LEÃO e SAGITÁRIO.

Autoritário, dominador,é um líder nato, um guerreiro difícil de ser derrotado, característicasdos nativos de Leão. Simboliza ainda a lei e a justiça, atributos de Júpiter. É sociável e aproveita o melhor da vida, o que o associa ao signo de Sagitário. Corresponde a Júpiter.

Os dias do ano em que é festejado:

  • 25 de janeiro (Dia de São Paulo Apóstolo);
  • 29 de junho (Badé)=Dia de SãoPedro);
  • 19 de março (Alafin=Dia de São José);
  • 24 de junho(Afonjá= São João);
  • 30 de setembro(Agodô=São Jerônimo).

 

São-lhe sacrificados: carneiro, galo, cágado (ajapá). Sua comida é umcaruru especial (amalá).

Atributos de Xangô: o machado duplo(oxê)e a pedra-do-raio (edun ará).
De acordo com a nação, Xangô recebe osseguintes nomes: Xangô(nagôs), Sobô, sogbo (jejes), Badé, Quevioçô(fanti-ashanti), Vonucon (tapa), Abaçucá (agrôno), Zaze, Cambãranguangeou Kibuco (bantos).

XANGÔ é associado ao deus grego ZEUS ou JÚPITER que, segundo dizem os poetas, é o pai dos deuses e dos homens,reinando no Olimpo, e com um movimento de sua cabeça, agitava oUniverso.

Após uma batalha para destronar seu pai, eauxiliado por seu irmão NETUNO e PLUTÃO, JÚPITER recebeu dos Ciclopes(Titãs encarcerados no Tártaro, por ordem de seu pai Saturno) o trovão,o relâmpago e o raio; um capacete foi dado a Plutão e a Netuno umtridente. Com essas armas, os três irmãos venceram Saturno,expulsaram-no do trono e da sociedade dos deuses.

Depois do destronamento de Saturno,JÚPITER e seus irmãos repartiram os domínios daquele. A Júpiter coube aparte dos céus; a Netuno, o Oceano e a Plutão, os reinos da morte. ATerra e o Olimpo eram propriedades comum – Júpiter era o rei dos deusese dos homens. O raio era sua arma e carregava um escudo chamado égide,feito para ele por Vulcano. A águia era sua ave favorita. Juno (Hera)foi sua esposa e era a rainha dos deuses. Íris, a deusa do arco-íris,era sua donzela e mensageira. O pavão real era seu pássaro favorito.

Na astronomia, assim como vemos no estudodo Orixá XANGÔ, e no deus Zeus, Júpiter é o maior planeta, capaz até deprojetar sombra na Terra.

Segundo o mito, Júpiter é o pai Abraão, Brahma, Jeovah. O Sol é o poder espiritual e Júpiter é o pode temporal.
Para os egípcios, era AMON, deus de Tebas, no Alto Egito.

O deus invisível que animava todas as coisas e acompanhava as guerra imperiais; o intrépido e insensato, mas o corajoso.
Os nomes Abraão e Brahma derivam do sânscrito e significam: luz.

Na Índia era também Vishnu, o preservador.Para os gregos era ZEUS, o grande deus que reinava no Olimpo, amontanha sagrada. Carregava um raio em sua mão e era o Todo-Poderoso, oonipotente. Mas um deus acessível, com defeitos humanos como a luxuria,e o furor. Teve vários amores e filhos. Seus atributos também eram achuva, as nuvens, os raios e os trovões. Presidia toda a família divina.

SAGITÁRIO, signo regido pelo planeta Júpiter, mostra características deseus filhos, tão semelhantes as dos filhos de Xangô, com umtemperamento ativo, expansivo e egocêntrico, são pessoas desprendidas,generosas, enérgicas e combativas; possuem um temperamento impulsivo,ambicionam posição e poder, além de serem caridosos com os infelizes eoprimidos.

Quem tem a proteção de Xangô sabe: não há nada nem ninguém que destrua um filho
desse orixá. Podem até conseguir levá-lo ao fundo do abismo, mas depois de algum
tempo ele renasce com mais vigor e volta a enfrentar o mundo de peito aberto.
Sem medo.

Essa é uma característica herdada do pai, Xangô, entidade mais forte do Candomblé brasileiro. São dele a força, o poder e a capacidade de fazer e desfazer todas as  coisas. Mas ele não age sem uma boa razão: Xangô tem um senso de justiça muito acentuado.

Exige exclusividade, mas nunca consegue resistir a uma aventurazinha. Segue os passos do pai, marido de muitas esposas, das quais as prediletas são a dengosa Oxum e a guerreira Iansã – esta, a parceira ideal, pois o acompanha a todas as frentes de batalha, luta sempre ao seu lado, ajudando-o a derrotar os inimigos.

São essas as características que os filhos de Xangô exigem dos parceiros.

Ousados e cheios de iniciativa, quando seapaixonam, fazem o impossível para conquistar o ser amado. São diretos,sem rodeios, vão logo ao que interessa.
Atrevidísssimos, não descansam enquanto não conseguem o que querem. E adoram variar as relações amorosas.

Xangô é o próprio Fogo, energia inesgotável, devastadora. Ninguém fica imune ou indiferente à suapassagem. Não há como ignorar a pompa e a altivez desse integrante
da alta aristocracia africana que um dia, encurralado pelas lutas em torno do poder,
acabou se suicidando em plena selva. Preferiu a morte a perder adignidade. Além disso, Xangô nunca suportou disputas pelo poder.

Tem consciência de que só ele possui as qualidades necessárias para exercê-lo com
vigor e justiça. Porque não conhece o significado das palavras obediência, submissão
e medo.

Valente e protetor, ele foi rei de Oió, e fundou uma dinastia de heróis lutadores.
Orixá da Justiça e do Fogo, Xangô é o quarto Alafin de Oió, e viveu em 1450 A.C.,
destacando-se pela sua valentia e liderança. Foi marido de Oxum, Obá e Oiá (Iansã).
Ele é filho de Oranyian, e tem Yamassecomo sua mãe. Castiga mentirosos, infratores e ladrões. Por isso amorte pelo raio é considerada infamante, assim como uma casa atingidapor uma descarga elétrica é tida como marcada pela ira de Xangô.
O xeré é um chocalho feito de cabaça alongada, que quando agitado lembra o barulho da chuva. Ele é um dos símbolos de Xangô.

Garboso, Xangô é conhecido também como o ‘dono das mulheres’, mas mesmo assim
frequentemente seus filhos do sexo masculino terminam a vida solitários. Um dos mais
popularesOrixás do Novo Mundo (não somente no Brasil, mas também nas Antilhas),seu arquétipo pode ser resumido assim: pessoa voluntariosa, altiva, masque não tolera ser contrariada. Geralmente, imbuída de um profundosentido de justiça e sinceridade, sendo bem consciente de sua própriadignidade e valor.

CARACTERÍSTICAS

CorMarrom (branco e vermelho)
Fio de ContasMarrom leitosa
ErvasErvade São João, Erva de Santa Maria, Beti Cheiroso, Nega Mina, Elevante,Cordão de Frade, Jarrinha, Erva de Bicho, Erva Tostão, Caruru, Pararaio, Umbaúba. (Em algumas casas: Xequelê)
SímboloMachado
Pontos da NaturezaPedreira
FloresCravos Vermelhos e brancos
EssênciasCravo (flor)
PedrasMeteorito, pirita, jaspe.
MetalEstanho
Saúdefígado e vesícula
PlanetaJúpiter
Dia da SemanaQuarta-Feira
ElementoFogo
ChacraCardíaco
SaudaçãoKaô Cabecile (Opanixé ô Kaô)
BebidaCerveja Preta
AnimaisTartaruga, Carneiro
ComidasAgebô, Amalá
Numero12
Data Comemorativa30 de Setembro
Sincretismo:São José, Santo Antônio, São Pedro, Moisés, São João Batista, São Gerônimo.
Incompatibilidades:Caranguejo, Doenças
Qualidades:Dadá, Afonjá, Lubé, Agodô, Koso, Jakuta, Aganju, Baru, Oloroke, Airá Intile, Airá Igbonam, Airá Mofe, Afonjá, Agogo, Alafim

ATRIBUIÇÕES

Xangô é o Orixá da Justiça e seu campopreferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso deequilíbrio e eqüidade, já que só conscientizando e despertando para osreais valores da vida a evolução se processa num fluir contínuo

AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE XANGÔ

Para a descrição dos arquétipospsicológico e físico das pessoas que correspondem a Xangô, deve-se terem mente uma palavra básica: Pedra. É da rocha que eles mais seaproximam no mundo natural e todas as suas características sãobalizadas pela habilidade em verem os dois lados de uma questão, comisenção e firmeza granítica que apresentam em todos os sentidos.

Atribui-se ao tipo Xangô um físico forte,mas com certa quantidade de gordura e uma discreta tendência para aobesidade, que se ode manifestar menos ou mais claramente de acordo comos Ajuntós (segundo e terceiro Orixá de uma pessoa). Por outro lado,essa tendência é acompanhada quase que certamente por uma estruturaóssea bem-desenvolvida e firme como uma rocha.

Tenderá a ser um tipo atarracado, com tronco forte e largo, ombros emdesenvolvidos e claramente marcados em oposição à pequena estatura;
A mulher que é filha de Xangô, pode terforte tendência à falta de elegância. Não que não saiba reconhecerroupas bonitas – tem, graças à vaidade intrínseca do tipo, especial fascínio por indumentárias requintadas e caras, sabendo muito bem distinguir o que é melhor em cada caso.

Mas sua melhor qualidadeconsiste em saber escolher as roupas numa vitrina e não em usá-las. Nãose deve estranhar seu jeito meio masculino de andar e de se portar etal fato não deve nunca ser entendido como indicador de preferênciassexuais, mas, numa filha de Xangô é um processo de comportamento a sercuidadosamente estabelecido, já que seu corpo pode aproximar-se maisdos arquétipos culturais masculinos do que femininos; ombros largos,ossatura desenvolvida, porte decidido e passos pesados, sempre lembrando sua consistência de pedra.

Em termos sexuais, Xangô é um tipo completamente mulherengo. Seus filhos, portanto, costumam trazer essamarca, sejam homens, sejam mulheres (que estão entre as mais ardentesdo mundo). Os filhos de Xangô são tidos como grandes conquistadores,são fortemente atraídos pelo sexo oposto e a conquista sexual assumepapel importante em sua vida.

São honestos e sinceros em seusrelacionamentos mais duradouros, porque para eles sexo é algo vital,insubstituível, mas o objeto sexual em si não é merecedor de tantaatenção depois de satisfeito desejo.

Psicologicamente, os filhos de Xangô apresentam uma alta dose de energia e uma enorme auto-estima, uma claraconsciência de que são importantes, dignos de respeito e atenção,principalmente, que sua opinião será decisiva sobre quase todos ostópicos – consciência essa um pouco egocêntrica e nada relacionada comseu real papel social. Os filhos de Xangô são sempre ouvidos; em certasocasiões por gente mais importante que eles e até mesmo quando não sãoconsiderados especialistas num assunto ou de fato capacitados paraemitir opinião.

Porém, o senhor de engenho que habitadentro deles faz com que não aceitem o questionamento de suas atitudespelos outros, especialmente se já tiverem considerado o assunto emdiscussão encerrado por uma determinação sua. Gostam portanto, de dar aúltima palavra em tudo, se bem que saibam ouvir. Quando contrariadosporém, se tornam rapidamente violentos e incontroláveis. Nesse momento,resolvem tudo de maneira demolidora e rápida mas, feita a lei, retornama seu comportamento mais usual.

Em síntese, o arquétipo associado a Xangôestá próximo do déspota esclarecido, aquele que tem o poder, exerce-oinflexivelmente, não admite dúvidas em relação a seu direito dedetê-lo, mas julga a todos segundo um conceito estrito e sólido devalores claros e pouco discutíveis. É variável no humor, mas incapaz deconscientemente cometer uma injustiça, fazer escolha movido porpaixões, interesses ou amizades.

Os filhos de Xangô são extremamenteenérgicos, autoritários, gostam de exercer influência nas pessoas edominar a todos, são líderes por natureza, justos honestos eequilibrados, porém quando contrariados, ficam possuídos de iraviolenta e incontrolável.

TENDÊNCIA PROFISSIONAL

Advogados, religiosos, mecânicos, dentistas, cabeleireiros, médicos, enfermeiros

SÃO AS SEGUINTES AS FALANGES DE XANGÔ:

1. Falange de Iansã – chefiada por Santa Bárbara
2. Falange do Caboclo do Sol e da Lua – chefiada pela mesma entidade
3. Falange do Caboclo dos Ventos – chefiada pela mesma entidade
4. Falange do Caboclo das Cachoeiras – chefiada pela mesma entidade
5. Falange do Caboclo Treme-Terra – chefiada pela mesma entidade
6. Falange do Caboclo da Pedra Branca – chefiada pela mesma entidade
7. Falange dos Pretos Velhos – chefiada por Quenguelê.

SÃO AS SEGUINTES AS LEGIÕES DE XANGÔ:

1. Legião do Caboclo Ventania
2. Legião do Caboclo das Cachoeiras
3. Legião do Caboclo 7 Montanhas
4. Legião do Caboclo Pedra Branca
5. Legião do Caboclo Cobra Coral
6. Povo de Quenguelê

COZINHA RITUALÍSTICA

Caruru

Afervente o camarão seco, descasque-o epasse na máquina de moer. Descasque o amendoim torrado, o alho e acebola e passe também na máquina de moer. Misture todos essesingredientes moídos e refogue-os no dendê, até que comecem a dourar.Junte os quiabos lavados, secos e cortados em rodelinhas bem finas.Misture com uma colher de pau e junte um pouco de água e de dendê emquantidade bastante para cozinhar o quiabo. Se precisar, ponha maiságua e dendê enquanto cozinha. Prove e tempere com sal a gosto. Mexa ocaruru com colher de pau durante todo o tempo que cozinha. Quando oquiabo estiver cozido, junte os camarões frescos cozidos e o peixefrito (este em lascas grandes), dê mais uma fervura e sirva, bem quente.

Ajebô

Corte os quiabos em rodelas bem fininhasem uma Gamela, e vá batendo eles como se estivesse ajuntando eles comas mãos, até que crie uma liga bem Homogênea.
Rabada

Cozinhe a rabada com cebola e dendê. Emuma panela separada faça um refogado de cebola dendê, separe 12 quiabose corte o restante em rodelas bem tirinhas,
junte a rabada cozida.Com o fubá, faça uma polenta e com ela forre uma gamela, coloque orefogado e enfeite com os 12 quiabos enfiando-os no amalá de cabeçapara baixo.

LENDAS DE XANGÔ

A Justiça de Xangô

Certa vez, viu-se Xangô acompanhado deseus exércitos frente a frente com um inimigo que tinha ordens de seussuperiores de não fazer prisioneiros, as ordens era aniquilar oexército de Xangô, e assim foi feito, aqueles que caiam prisioneiroseram barbaramente aniquilados, destroçados, mutilados e seus pedaçosjogados ao pé da montanha onde Xangô estava. Isso provocou a ira deXangô que num movimento rápido, bate com o seu machado na pedraprovocando faíscas que mais pareciam raios. E quanto mais batia mais osraios ganhavam forças e mais inimigos com eles abatia. Tantos foram osraios que todos os inimigos foram vencidos. Pela força do seu machado,mais uma vez Xangô saíra vencedor. Aos prisioneiros, os ministros deXangô pediam os mesmo tratamento dado aos seus guerreiros, mutilação,atrocidades, destruição total. Com isso não concordou com Xangô.
- Não! O meu ódio não pode ultrapassar os limites da justiça, eram guerreiros cumprindo ordens, seus líderes é quem devem pagar!
E levantando novamente seu machado emdireção ao céu, gerou uma série de raios, dirigindo-os todos, contra oslíderes, destruindo-os completamente e em seguida libertou a todos osprisioneiros que fascinados pela maneira de agir de Xangô, passaram asegui-lo e fazer parte de seus exércitos.

A Lenda da Riqueza de Obará

Eram dezesseis irmãos, Okaram, Megioko,Etaogunda, Yorossum, Oxé, Odí, Edjioenile, Ossá, Ofum, Owarin,Edjilaxebora, Ogilaban, Iká, Obetagunda, Alafia e Obará. Entre todosObará era o mais pobre, vivendo em uma casinha de palha no meio dafloresta, com sua vida humilde e simples.
Um dia os irmãos foram fazer a visitaanual ao babalaô para fazer suas consultas, e prontamente o babalaôperguntou: Onde está o irmão mais pobre? Os outros irmão disseram-lheque avia se adoentado e não poderia comparecer, mas na verdade elestinham vergonha do irmão pobre. Como era de costume o babalaôpresenteou a cada irmão com uma lembrança, simples, mas de coração eapós a consulta foram todos a caminho de casa. Enquanto caminhavam,maldiziam o presente dado pelo babalaô, Morangas? Isso é presente quese dê? Abóboras? .
A noite se aproximava e a casa de Obaráestava perto, resolveram então passar a noite lá. Chegando a casa doirmão, todos entraram e foram muito bem recebidos, Obará pediu a esposaque preparasse comida e bebida a todos, e acabaram com tudo o que haviapara comer na casa. O dia raiando os irmãos foram embora sem agradecer,mas antes lhe deixaram as abóboras como presente, pois se negavam acome-las.
Na hora do almoço, a esposa de Obará lhedisse que não havia mais nada o que comer, apenas as abóboras que nãoestavam boas, mas Obará pediu-lhe que as fizesse assim mesmo. Quandoabriram as abóboras, dentro delas haviam várias riquezas em ouro epedras preciosas e Obará prosperou.
Tempos depois, os irmãos de Obará passavampor tempos de miséria, e foram ao Babalaô para tentar resolver asituação, ao chegar lá escutaram a multidão saldando um príncipe em seucavalo branco e muitos servos em sua comitiva entrando na cidade,quando olharam para o príncipe perceberam que era seu irmão Obará eperguntaram ao Babalaô como poderia ser possível e ele respondeu:Lembram-se das abóboras que vos dei, dentro haviam riquezas em pedras eouro mas a vaidade e orgulho não vos deixaram ver e hoje quem era omais pobre tornou-se o mais rico.
Foram então os irmãos ao palácio de Obará para tentar recuperar as abóboras e lá chegando, disseram a Obará que lhes devolvessem as Abóboras e Obará assim o fez, mas antes esvazioutodas e disse: Eis aqui meus irmãos, as abóboras que me deram paracomer, agora são vocês que as comerão. E quando o babalaô em visita aopalácio de Obará lhe disse: Enquanto não revelares o que tens, tusempre terás. E foi assim que se explica o motivo que quem carrega este Odú não pode revelar o que tem pois corre o risco de perder tudo, comoos irmãos de Obará.

ORAÇÕES E PRECES xango

PRECE PARA XANGÔ
Oh! Senhor dos Trovões. Pai da Justiça eda retidão. Orixá que abençoa os injustiçados e castiga os mentirosos ecaluniadores. Defenda, meu Senhor, minha casa, minha família dosinimigos ocultos, dos ladrões e dos mentirosos.
Oh! Xangô rogo-te as vibrações de amor e misericórdia, Pai da dinastia humana, livra-me de todo escândalo.
KAÔ CABECILE!

ORAÇÃO PARA XANGÔ
Poderoso Orixá de Umbanda,
Pai, companheiro e guia.
Senhor do equilíbrio e da justiça.
Auxiliar da Lei do Carma,
Só tu, tens o direito de acompanhar pela eternidade,
Todas as causas, todas as defesas, acusações e eleições,
Promanadas das ações desordenadas, ou dos atos impuros e benfazejos que praticamos.
Senhor de todos os maciços e cordilheiras,
Símbolo e sede da tua atuação planetária no físico e astral.
Soberano Senhor do Equilíbrio, da equidade,
Velai pela inteireza do nosso caráter.
Ajude-nos com sua prudência.
Defenda-nos das nossas perversões,
Ingratidões, antipatias, falsidades,
Incontenção da palavra e julgamento indevido dos atos
Dos nossos irmãos em humanidade.
Só Tu és o grande Julgador.
Kaô Cabecilê Xangô.

ORAÇÃO A XANGÔ
Bondoso São Jerônimo, o vosso nome Xangô,nos terreiros de Umbanda, desperta as mais puras vibrações.Protegei-nos, Xangô, contra os fluidos grosseiros dos espíritosmalfazejos,
amparai-nos nos momentos de aflição, afastai de nossa pessoa todos os males que forem
provocados pelos trabalhos de magia negra.
Rogamo-vos,também, São Jerônimo, usar de nossa influência caridosa junto às mentesdaqueles que por ambição, ignorância ou maldade, praticam o mal contraos seus irmãos empregando as forças elementais e astrais inferiores.Iluminai a mente desses irmãos, Afastando-os do erro e conduzindo-os àprática do bem.
Assim Seja!
Kaô Cabecilê

PRECE A XANGÔ

Senhor de Oyó. Pai justiceiro e dosincautos. Protetor da fé e da harmonia. Kaô Cabecile do Trovão. KaôCabecile da Justiça. Kaô Cabecile, meu Pai Xangô. Morador no alto dapedreira. Dono de nossos destinos. Livrai-nos de todos os males. Detodos os inimigos visíveis e invisíveis. Hoje e sempre, Kaô meu Pai.

PONTOS CANTADOS PARA OUVIR:

http://umbandacantada.blogspot.com/2007/11/pontos-de-xang.html

LETRAS DE PONTOS CANTADOS:

É Xangô o rei de lá da pedreira
É Oxum, rainha da cachoeira >
Xangô é rei, Xangô é rei Orixá
Escreve lei pros filhos de Oxalá
============================================
Ele vem de Aruanda
Ele vem trabalhar
Ele vence demanda
Ele é seu Pangará
Kaô, kaô, kaô, kaô
A justiça chegou, Xangô
Ele vem de Aruanda
Ele vem trabalhar
Ele vence demanda
Ele é seu Airá
Kaô, kaô, kaô, kaô
A justiça chegou, Xangô
============================================
Escureceu, a noite chegou >
Firma ponto na pedreira, saravá Xangô >
Saravá Xangô, saravá Xangô
============================================
Lá em cima daquela pedreira
Tem um livro que é de Xangô >
Kaô, kaô
Kaô é kabecile é de Xangô >
============================================
Machadinha de cabo de ouro
De ouro, de ouro
Machadinha de cabo de ouro
É machadinha de Xangô
============================================
Meu pai Xangô
Deixa essa pedreira aí >
A Umbanda está lhe chamando
Deixa essa pedreira aí >
============================================
Na beira do Cariri
Eu vi Xangô sentado
Yemanjá e Oxum
E Santa Bárbara de lado
Na beira do Cariri
============================================
Pedra rolou, Pai Xangô, lá na pedreira
Segura o ponto, meu Pai, na cachoeira
Tenho o meu corpo fechado
Xangô é meu protetor
Firma esse ponto, meu filho
Pai de cabeça chegou
============================================
Quem rola pedra na pedreira é Xangô >
Vivô a coroa de Zambi 2>
Vivô a coroa de Zambi é maio
============================================
Subi na pedreira, subi
Uma pedra rolou no corisco de Xangô
Dizem que Xangô mora na pedreira
Mas não é lá sua morada verdadeira >
Xangô mora na cidade de Luz
Aonde está Maria e o Menino Jesus
Dizem que Xangô mora na pedreira
Mas não é lá sua morada verdadeira >
============================================
Xangô chegou na terra
Xangô girou na Umbanda
Com seu grito de guerra
Xangô venceu demanda
============================================
Xangô é corisco
Nasceu na trovoada >
Trabalha na pedreira
Acorda na madrugada >
Longe, tão longe
Aonde o sol raiou >
Saravá Umbanda
Oi, saravá Xangô >
============================================
Xangô mostrai a força que vós tendes >
Xangô é o rei da justiça
E não engana ninguém
Xangô Kaô, Xangô Agodô 3>
============================================
Xangô, Xangô, meu pai Xangô
Xangô mora na pedreira
Quem mandou relampejar
Kaô kabecile obá, Xangô
Saravá Xangô 3>
============================================
Deixei meu filho em cima da pedreira
E de repente ele escorregou
Me ajoelhei e olhei pra baixo
Estava nos braços de meu pai Xangô
============================================
Xangô, meu pai, atende essa romaria >
Dos filhos que vem de longe
E não podem vir outro dia >
============================================
Estava olhando a pedreira uma pedra rolou >
Com a licença de Zambi vou saravá meu Pai Xangô >
Quem foi que disse que eu não sou filho de Xangô >
Se me atiram uma pedra ele faz dessa pedra uma flor >
São tantas flores de justiça e proteção >
Sou filho de Pai Xangô ninguém me joga no chão >
Oh! Quantas flores já plantei no meu jardim >
Cada pedra atirada era mais uma flor para mim >
Pontos de Subida
Xangô já vai
Já vai pra Aruanda >
A bênção meu pai
Proteção pra nossa banda >
============================================
Já volteei lá na pedreira
E Xangô disse que sim
Quem tem Santo de Caboclo
Tá na hora de subir

Fonte: http://blog.povodearuanda.com.br
Texto
montado por Alex de Oxossi

Imagens retiradas da internet:
artefolk.files.wordpress.com/2008/03/xango.jpg
http://www.wsgrimas.com/Xango%20e%20esposas.jpg
falangeirosdaaruanda.blogspot.com

Dia do Arcanjo Miguel

NOSSO anjo de luz

Ele é considerado o mais importante de todos os Anjos na tradição cristã, judia e islâmicas. Nestas três tradições, Miguel trabalha incansavelmente a fim de criar um mundo de paz e harmonia. Ele é o chefe e protetor daqueles que buscam ter Deus em suas vidas.

Miguel é o único arcanjo mencionado pelo nome nos textos religiosos do Judaísmo e do Islamismo, assim como na Bíblia.

O nome Miguel foi interpretado de várias maneiras. Pode significar “que é como Deus”, “quem é semelhante a Deus?” ou “quem é semelhante ao Senhor”.
Eles revelam a sua importância, utilizando nomes diferentes, Miguel assistiu a humanidade desde o princípio.

Ele é conhecido como INDRA no Rio Veda indiano, VAHMAN na enciclopédia Denkard persa, MARDUK na Epopéia Babilônica da criação e APOLO no Hino de Homero a Apolo. Foi associado também ao Deus egípcio Anúbis, que “pesava almas”.

Assim conta a Bíblia que… quando Lúcifer, recusava submeter-se e adorar a Deus, e, como resultado, Miguel o expulsou do céu com seus seguidores. A batalha entre o dragão e Lúcifer pode ser encontrada no Apocalipse (12:7-17).

Uma lenda antiga diz que Miguel acorrentou os anjos derrotados no meio do ar até o Dia do Julgamento. Então Deus recompensou-o com a permissão de receber as almas imortais enquanto entravam no céu. Miguel pesa estas almas para avaliar suas boas e más ações.(salmo 62:9, Daniel 5:27)

Desde o século V, os romanos comemoram no dia 29 de Setembro o Dia de Arcanjo Miguel e também a igreja Católica comemora neste dia o Dia de Todos os Anjos.

Acenda uma vela dourada (ou branca) e azul índigo (ou azul clara) faça seus pedidos .

Conecte-se com o Arcanjo Miguel hoje e sempre !!!

Oração ao Arcanjo Miguel

São Miguel Arcanjo foi escolhido por Deus para ser defensor de todos os cristãos.
Ele com seus anjos formam uma imensa legião de luz pronta para interceder por todos aqueles que o invocam com humildade e sinceridade no coração.
Para invocar o seu auxílio, reze diariamente a Oração a São Miguel Arcanjo e repetir durante o dia: “São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate”.

Oração
Glorioso Príncipe do Céu e Protetor das Almas,
eu vos chamo e invoco para que me livreis de toda adversidade
e de todo pecado, fazendo-me progredir no serviço de Deus
e conseguindo-me dele a graça da perseverança final,
que me faça gozá-la eternamente.
Amém!

São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate,
cobri-nos com vosso escudo contra os embustes e ciladas do maligno. Subjugue-o Deus, instantemente vos pedimos.
E vós, príncipe da milícia celeste, precipitai ao inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos que andam pelo mundo a perder as almas.
Amém!

 

Fonte: http://www.anjodeluz.com.br/diadoarcanjo.htm

ORAÇÃO DOS PRETOS VELHOS

FestaPretoVelho006

“Senhor, Nosso Pai, que sois o Poder, a Bondade, a Misericórdia,
olhai por aqueles que acreditam em Vós e esperam por vossa bondade, poder e misericórdia.

Dá Pai, aos que vacilam ao Vosso Poder, na Vossa Misericórdia e Bondade,
a clareza de pensamento e abri-lhes,
Senhor, os olhos para que pratiquem sempre o bem,
a caridade para com os outros dentro da humildade de Vossa Sabedoria, reconhecendo assim a Vossa Existência, Poder e Misericórdia,
bem assim, o Vosso Reino.

Senhor, perdoa aqueles que a escuridão ainda não deixou ver os erros cometidos na sua passagem terrena.

Dá, Senhor, a eles que sofrem a luz de Seu imenso Amor e da Sua Sabedoria.

Que a sua luz nos ilumine neste mundo e em outros que ainda desconhecemos, e em todos os lugares por onde passarmos nos proteja.

Oh ! Meu Pai Santíssimo !!
A nós pecadores, aceita o nosso arrependimento dos erros que temos cometido.
Pai, pela sua sagrada bondade e paixão, consenti que caminhe até vós pelo caminho da perfeição.

Dá Senhor, orientação perfeita no caminho da virtude, único caminho pelo qual devemos trilhar.
Misericórdia aos nossos inimigos.

Perdão a todos os nossos erros, e que Vossa Bondade não nos falte hoje e sempre…

Amém”.

 

Fonte: www.jmhpr.hpg.com.br

A Música Sacra Afro-brasileira ganha reconhecimento na cidade de São Paulo.

LEI 14.556 DE 23 DE OUTUBRO DE 2007

(PROJETO DE LEI 527/04 – VEREADORES ARSELINO TATTO – PT e RUBENS CALVO – PT)

Inclui no Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo o Encontro Musical Afro-Religioso e dá outras providências.

Antonio Carlos Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, faz saber que a Câmara Municipal de São Paulo, de acordo com o § 7º do artigo 42 da Lei Orgânica do Município de São Paulo, promulga a seguinte lei:

Art. 1º Fica incluído no Calendário Oficial do Município de São Paulo o evento Encontro Musical Afro-Religioso, a ser realizado, todos os anos, no primeiro final de semana do mês de julho.

Parágrafo único. O Encontro Musical Afro-Religioso tem a finalidade de reunir integrantes da Umbanda, do Candomblé e da Quimbanda.

Art. 2º As despesas decorrentes da execução da presente lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Câmara Municipal de São Paulo, 25 de outubro de 2007.

O Presidente, Antonio Carlos Rodrigues

Publicada na Secretaria Geral Parlamentar da Câmara Municipal de São Paulo, em 25 de outubro de 2007.

O Secretário Geral Parlamentar, Breno Gandelman

Dia de Xangô – São João Batista

Na região norte e nordeste do Brasil, o sincretismo considera São João Batista como Xangô menino, e muitos terreiros neste dia convocam a população para suas festas saindo em procissão nas ruas, levando a multidão para o local da festividade em homenagem ao santo.
São João, Xangô menino
Caetano Veloso / Gilberto Gil
Música cantada por Maria Bethania

Ai, Xangô, Xangô menino da fogueira de São João
Quero ser sempre o menino, Xangô, da fogueira de São João
Céu de estrela sem destino de beleza sem razão
Tome conta do destino, Xangô, da beleza e da razão
Viva São João,
viva o milho verde Viva São João, viva o brilho verde
Viva São João das matas de Oxossi Viva São João
Olha pro céu, meu amor, veja como ele está lindo
Noite tão fria de junho, Xangô, canto tanto canto lindo
Fogo, fogo de artifício, quero ser sempre o menino
As estrelas deste mundo Xangô, ah, São João, Xangô Menino
Viva São João, viva o milho verde Viva São João, viva o brilho verde
Viva São João das matas de Oxossi Viva São João

São João: o culto a São João é um dos mais antigos e populares.
A comemoração de inspiração católica dedicada a São João Batista é realizada na noite de 23 para 24 de junho (solstício de inverno no hemisfério Sul), a festa é assinalada por comidas e bebidas típicas (pipoca, canjica, pé-de-moleque, quentão, etc) e por fogueiras, danças, brincadeiras, queima de fogo, etc.

Xangô: orixá do culto afro-brasileiro.
Fonte:
www.terrabrasileira.net/…/bethania.html

PRETOS VELHOS

História

As grandes metrópoles do período colonial: Portugal, Espanha, Inglaterra, França, etc; subjugaram nações africanas, fazendo dos negros mercadorias, objetos sem direitos ou alma. Os negros africanos foram levados a diversas colônias espalhadas principalmente nas Américas e em plantações no Sul de Portugal e em serviços de casa na Inglaterra e França. Os traficantes coloniais utilizavam-se de diversas técnicas para poder arrematar os negros: Chegavam de assalto e prendiam os mais jovens e mais fortes da tribo, que viviam principalmente no litoral Oeste, no Centro-oeste, Nordeste e Sul da África. Trocavam por mercadoria: espelhos, facas, bebidas, etc. Os cativos de uma tribo que fora vencida em guerras tribais ou corrompiam os chefes da tribo financiando as guerras e fazendo dos vencidos escravos. No Brasil os escravos negros chegavam por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no Rio de Janeiro, no século XVIII. Os primeiros grupos que vieram para essas regiões foram os bantos; cabindos; sudaneses; iorubás; geges; hauçá; minas e malês. A valorização do tráfico negreiro, fonte da riqueza colonial, custou muito caro; em quatro séculos, do XV ao XIX, a África perdeu, entre escravizados e mortos 65 a 75 milhões de pessoas, e estas constituiam uma parte selecionada da população. Arrancados de sua terra de origem, uma vida amarga e penosa esperava esses homens e mulheres na colônia: trabalho de sol a sol nas grandes fazendas de açúcar. Tanto esforço, que um africano aqui chegado durava, em média, de sete a dez anos! Em anos! Em troca de seu trabalho os negros recebiam três “pês”: Pau, Pano e Pão. E reagiam a tantos tormentos suicidando-se, evitando a reprodução, assassinando feitores, capitães-do-mato e proprietários. Em seus cultos, os escravos resistiam, simbolicamente, à dominação. A “macumba” era, e ainda é, um ritual de liberdade, protesto, reação à opressão. As rezas, batucadas, danças e cantos eram maneiras de aliviar a asfixia da escravidão. A resistência também acontecia na fuga das fazendas e na formação dos quilombos, onde os negros tentaram reconstituir sua vida africana. Um dos maiores quilombos foi o Quilombo dos Palmares onde reinou Ganga Zumba ao lado de seu guerreiro Zumbi (protegido de Ogum). Os negros que se adaptavam mais facilmente à nova situação recebiam tarefas mais especializadas, reprodutores, caldeireiro, carpinteiros, tocheiros, trabalhador na casa grande (escravos domésticos) e outros, ganharam alforria pelos seus senhores ou pelas leis do Sexagenário, do Ventre livre e, enfim, pela Lei Áurea. A Legião de espíritos chamados “Pretos-Velhos” foi formada no Brasil, devido a esse torpe comércio do tráfico de escravos arrebanhados da África. Estes negros aos poucos conseguiram envelhecer e constituir mesmo de maneira precária uma união representativa da língua, culto aos Orixás e aos antepassados e tornaram-se um elemento de referência para os mais novos, refletindo os velhos costumes da Mãe África. Eles conseguiram preservar e até modificar, no sincretismo, sua cultura e sua religião. Idosos mesmo, poucos vieram, já que os escravagistas preferiam os jovens e fortes, tanto para resistirem ao trabalho braçal como às exemplificações com o látego. Porém, foi esta minoria o compêndio no qual os incipientes puderam ler e aprender a ciência e sabedoria milenar de seus ancestrais, tais como o conhecimento e emprego de ervas, plantas, raízes, enfim, tudo aquilo que nos dá graciosamente a mãe natureza. Mesmo contando com a religião, suas cerimônias, cânticos, esses moços logicamente não poderiam resistir à erosão que o grande mestre, o tempo, produz sobre o invólucro carnal, como todos os mortais. Mas a mente não envelhece, apenas amadurece. Não podendo mais trabalhar duro de sol a sol, constituíram-se a nata da sociedade negra subjugada. Contudo, o peso dos anos é implacavelmente destruidor, como sempre acontece. O ato final da peça que encarnamos no vale de lágrimas que é o planeta Terra é a morte. Mas eles voltaram. A sua missão não estava ainda cumprida. Precisavam evoluir gradualmente no plano espiritual. Muitos ainda, usando seu linguajar característico, praticando os sagrados rituais do culto, utilizados desde tempos imemoriais, manifestaram-se em indivíduos previamente selecionados de acordo com a sua ascendência (linhagem), costumes, tradições e cultura. Teriam que possuir a essência intrínseca da civilização que se aprimorou após incontáveis anos de vivência.

Formação da Falange dos Pretos-Velhos na Umbanda

Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados, principalmente para se manifestarem. Ao se incorporarem, trazem os Pretos-Velhos os sinais característicos das tribos a que pertenciam. Os Pretos-velhos são nossos Guias ou Protetores, mas no Candomblé, são considerados Eguns (almas desencarnadas), e decorrente disso, só têm fio de conta (Guia) na Umbanda. Usam branco ou preto e branco. Essas cores são usadas porque, sendo os Pretos-Velhos almas de escravos, lembram que eles só podiam andar de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria. Temos também a Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha dentro. Essa Guia vem dos tempos dos cativeiros, porque era o material mais fácil de se encontrar na época dos escravos, cuja planta era encontrada em quase todos os lugares. O dia em que a Umbanda homenageia os Pretos-Velhos é 13 de maio, que é a data em que foi assinada a Lei Áurea (libertação dos escravos).

O NOMES DOS PRETOS-VELHOS

Há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto-Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas. Voltemos ao passado, na época que cognominamos “A Idade das Trevas” no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitiam a seus escravos a liberdade de culto. Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos. Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não há resistência, só a inteligência vence. Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados. As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes. A primeira, ocultamente, na nação a que que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a seita. A segunda vez, na pia batismal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome dado pelo seu senhor, sendo o sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Ex.: Antônio da Coroa Grande), ou então da região africana de onde vieram (Ex.: Joaquim D’Angola). O termo “Velho”, “Vovô” e “Vovó” é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha vivido mais tempo, adquirindo assim sabedoria, paciência, compreensão. É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham. No mundo espiritual é bastante semelhante, a grande característica dessa linha é o conselho. É devido a esse fator que carinhosamente dizemos que são os “Psicólogos da Umbanda”.
Eis aqui, como exemplo, o nome de alguns Pretos-Velhos:
Pai Cambinda (ou Cambina), Pai Roberto, Pai Cipriano, Pai João, Pai Congo, Pai José D’Angola, Pai Benguela, Pai Jerônimo, Pai Francisco, Pai Guiné, Pai Joaquim, Pai Antônio, Pai Serafim, Pai Firmino D’Angola, Pai Serapião, Pai Fabrício das Almas, Pai Benedito, Pai Julião, Pai Jobim, Pai Jobá, Pai Jacó, Pai Caetano, Pai Tomaz, Pai Tomé, Pai Malaquias, Pai Dindó, Vovó Maria Conga, Vovó Manuela, Vovó Chica, Vovó Cambinda (ou Cambina), Vovó Ana, Vovó Maria, Vovó Maria Maria Redonda, Vovó Catarina, Vovó Luiza, Vovó Rita, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Gabriela, Vovó Mariana, Vovó Maria da Serra, Vovó Maria de Minas, Vovó Rosa da Bahia, Vovó Maria do Rosário, Vovó Benedita.
Obs: Normalmente os Pretos-Velhos tratados por Vovô ou Vovó são mais velhos do que aqueles tratados por Pai, Mãe, Tio ou Tia.

Atribuições

Eles representam a humildade, força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz. Não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram foram submetidos no passado. Com seus cachimbos, fala pausada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião. São extremamente pacientes com os seus filhos e, como poucos, sabem incutir-lhes os conceitos de karma e ensinar-lhes resignação. Não se pode dizer que em sua totalidade esses espíritos são diretamente os mesmos Pretos-Velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados, e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporada de Preto-Velho. Outros, nem negros foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo-forma. Outros foram até mesmo Exus, que evoluíram e tomaram as formas de um Pretos-Velhos. Este comentário pode deixar algumas pessoas, do culto e fora dele, meio confusas: “então o Preto-Velho não é um Preto-Velho, ou é, ou o que acontece???”. Esses espíritos assumem esta forma com o objetivo de manter uma perfeita comunicação com aqueles que os vão procurar em busca de ajuda. O espírito que evoluiu tem a capacidade de assumir qualquer forma, pois ele é energia viva e conduzente de luz, a forma é apenas uma conseqüência do que eles tenham que fazer na terra. Esses espíritos podem se apresentar, por exemplo, em lugares como um médico e em outros como um Preto-Velho ou até mesmo um caboclo ou exu. Tudo isso vai de vai de acordo com o seu trabalho, sua missão. Não é uma forma de enganar ou má fé com relação àqueles que acreditam, muito pelo pelo contrário, quando se conversa sinceramente, eles mesmos nos dizem quem são, caso tenham autorização. Por isso, se você for falar com um Preto-Velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo. Para muitos os Pretos-Velhos são conselheiros mostrando a vida e seus caminhos; para outros, são pisicólogos, amigos, confidentes, mentores espirituais; para outros, são os exorcistas que lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e outros, apoiados pelos exus desfazendo trabalhos. Também combatem as forças negativas (o mal), espíritos obssessores e kiumbas.

A MENSAGEM DOS PRETOS-VELHOS

A figura do Preto-Velho é um símbolo magnífico. Ela representa o espírito de humildade, de serenidade e de de paciência que devemos ter sempre em mente para que possamos evoluir espiritualmente.
Certa vez, em um centro do interior de Minas, uma senhora consultando-se com um Preto-Velho comentou que ficava muito triste ao ver no terreiro pessoas unicamente interessadas em resolver seus problemas particulares de cunho material, usando os trabalhos de Umbanda sem pensar no próximo e, só retornavam ao terreiro, quando estavam com outros problemas. O Preto-Velho deu uma baforada com seu cachimbo e respondeu tranquilamente: “Sabe filha, essas pessoas preocupadas consigo próprias, são escravas do egoísmo. Procuramos ajudá-las, resolvendo seus problemas; mas, aquelas que podem ser aproveitadas, depois de algum tempo, sem que percebam, estarão vestidas de roupa branca, descalças, fazendo parte do terreiro. Muitas pessoas vem aqui buscar lã e saem tosqueadas; acabam nos ajudando nos trabalhos de caridade”. Essa é a sabedoria dos Pretos-Velhos… Os Pretos-Velhos levam a força de Deus (Zambi) a todos que queiram aprender e encontrar uma fé. Sem ver a quem, sem julgar, ou colocando pecados. Mostrando que o amor a Deus, o respeito ao próximo e a si mesmo, o amor próprio, a força de vontade e encarar o ciclo da reencarnação podem aliviar os sofrimentos do karma e elevar o espírito para a luz divina. Fazendo com que as pessoas entendam e encarem seus problemas e procurem suas soluções da melhor maneira possível dentro da lei do dharma e da causa e efeito. Eles aliviam o fardo espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça espiritualmente. Se a pessoa se fortalece e cresce consegue carregar mais comodamente o peso de seus sofrimentos. Ao passo que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero enfraquece e sucumbe por terra pelo peso que carrega. Então cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo como encare seu destino e os acontecimentos de sua vida: “Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade. Mas, se tu entenderes que com luta o sofrimento pode tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciência do que foste teu passado aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a felicidade do futuro. Não sejais egoísta, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podeis podeis encontrar o teu encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS” (Pai Cipriano).

CARACTERISTICAS:

Irradiação
Todos os Pretos-Velhos vem na linha das Almas, mas cada um vem na irradiação de um Orixá diferente.

Fios de Contas (Guias)
Muitos dos Pretos-Velhos Gostam de Guias com Contas de Rosário de Nossa Senhora, alguns misturam favas e colocam Cruzes ou Figas feitas de Guiné ou Arruda.

Roupas
Preta e branca; carijó (xadrez preto e branco). As Pretas-Velhas às vezes usam lenços na cabeça e/ou batas; e os Pretos-Velhos às vezes usam chapéude palha.

Bebida
Café preto, vinho tinto, vinho moscatel, cachaça com mel (às vezes misturam ervas, sal, alho e outros elementos na bebida).

Dia da semana: Segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Cor representativa: preto e branco;
Fumo: cachimbos ou cigarros de palha.

Obs: Os Pretos-Velhos às vezes usam bengalas ou cajados.

Cozinha Ritualística
Tutu de feijão preto

Mingau das almas
É um mingau feito de maizena e leite de vaca (às vezes com leite de coco), sem açúcar ou sal, colocado em tigela de louça branca. É comum colocar-se uma cruz feita de fitas pretas sobre esse mingau, antes de entregá-lo na natureza.

Bolinhos de tapioca
Os bolinhos de tapioca são feitos colocando-se a tapioca de molho em água quente (ou leite de coco, se preferir), de modo a inchar. Quando inchado, enrole os bolinhos em forma de croquete e passe-os em farinha de mesa crua. Asse na grelha. Colocar os bolinhos em prato de louça branca podendo acrescentar arruda, rapadura, fumo de rolo, etc.

Obs: Nas sessões festivas de Pretos-Velhos, é usual servir a tradicional feijoada completa, feita de feijao preto, miúdos e carne salgada de boi, acompanhada de couve à mineira e farofa.

***************
==================================================================================================
Pretos-Velhos

Existe na Umbanda uma linda falange denominada de “Falange dos Pretos-Velhos” ou “Linha das Almas”. Originários dos escravos no cativeiro, os pretos-velhos tem como característica principal a prática da caridade.
Como disse, os pretos-velhos viviam no cativeiro amontoados em senzalas, alimentava-se de mingau de farinha, inhame, toucinho, banana, enfim comiam tudo que tivesse calorias baratas. Eram submetidos às condições desumanas e implacáveis de trabalho. Só os mais fortes sobreviviam.
Um preto-velho quando incorpora no médiun vem de forma envergada, sob o peso dos anos de existência em vida na terra, senta-se com a dificuldade das juntas enrijecidas e os músculos fatigados num pequeno banco de madeira, que lembra o antigo tosco que existia nas senzalas.
Os pretos-velhos ainda fumam cachimbo de barro ou de madeira rudimentar, falando com os visitantes e filhos-de-santo, usando um linguajar comum aos escravos que não falavam bem o português.

Destaco abaixo alguns nomes de pretos-velhos que baixam prestando inúmeras caridades:

*Pai Joaquim da Angola
*Pai Joaquim do Congo
*Tia Maria
*Vovó Benedita
*Vovó Maria Conga
*Vovó Maria Redonda
*Vovó Cambinda
*Vovó Luíza
*Vovô Rei do Congo
*Vovó Catarina D’Angola

Adorei as Almas!

Preto velho – entidades benevolentes da Umbanda. São amorosos e oferecem conselhos as pessoas, conselhos esses considerados indiscutíveis. São considerados espíritos de luz não apenas de escravos, mas de outras raças também.
==================================================================================================
Oferenda:
- Caldo de Feijão
Arriar com o pedido para o Vovô.
==================================================================================================
Os pretos velhos, tanto espíritos de idosos africanos escravizados e trazidos para o Brasil como de negros que nasceram em solo pátrio são símbolos de sabedoria e humildade, verdadeiros psicólogos pelo profundo conhecimento dos sofrimentos e aflições humanas. A todos, estes espíritos missionários consolam amorosamente, como faziam antigamente, inclusive nas senzalas após longo dia de incansável trabalho físico. A infinita paciência em ouvir as mazelas e choramingas dos consulentes fazem dos pretos (as) velhos (as) as entidades das mais procuradas nos terreiros. Suas rezas e invocações são poderosas. Com suas cachimbadas e fala matreira, espargem fumaça sobre a pessoa que está recebendo o passe e higienizam as auras de larvas astrais e energias negativas. Com seus rosários e grande amor, são notáveis evangelizadores do Cristo e com muita “facilidade” doutrinam os obsessores que acompanham os consulentes.
Demonstram que não é o conhecimento intelectual ou uma forma racial que vale na expressão da amorosidade, e sim a maneira que ele é aplicado, com sabedoria, de acordo com a capacidade de entendimento de cada filho de fé que os procuram.

Mãe Luzia Nascimento
Dirigente do Centro Espiritualista Luz de Aruanda
“Só através da caridade, simplicidade e humildade é possível refletir na terra a luz de Oxalá”- Pai Firmino do Congo

Falanges dos Exus

Linha das Almas

São os que vivem onde tem almas, ou seja, na calunga, e existem várias Calungas. Calunga grande (Mar), Calunga (Cemitério), Calunga das Matas (Matas). Em cada área específica existem Exus responsáveis e cada Exu com seu exército ou falange.

Exu Pimenta pertence a linha das almas e vive na calunga das matas, onde socorre as almas que vagam levando-as à luz, se merecedora ou fica com ele, ou outros exus, onde a alma é reeducada sempre visando levá-la à luz.

Existe a Pomba-Gira Rainha dos 7 Cruzeiros da Calunga Grande, que vive no mar, fazendo o mesmo papel do Exu Pimenta.

Assim como o Exu 7 Cruzes, 7 Covas, 7 Catacumbas, que vivem no Cemitério e fazem o mesmo papel.
Todos os Exus dessa linha trabalham com velas brancas, pretas e brancas, amarelas e pretas e guias da mesma cor.

Linha das Encruzilhadas
Destina-se a linha da rua, ou seja, o povo da rua responsável por todos os caminhos, o responsável por todas as encruzilhadas seria o Rei das Sete Encruzilhadas.

Existem vários exus dessa linha Capa Preta da Encruzilhada, 7 Encruzilhadas, 7 Estradas, 7 Caminhos, Tranca Ruas, entre outros. Trabalham muito com velas vermelhas e pretas, ou pretas e usam guias da mesma cor.
Recebem suas oferendas em encruzilhadas ou matas.

“As encruzilhadas de cimento não são boas para fazer oferendas para exus, pois lá vivem muitos kiumbas, eguns, espíritos atrasados que usam os nomes dos exus para atrapalhar as pessoas”.

Linha das Matas
Onde vivem os exus que trabalham nas cachoeiras, pedreiras, em matas, rios, etc. Onde muitos são caboclos quimbandeiros, trabalham muito com ervas, gostam de ensinar banhos, defumações, tudo que envolva ervas. Existem vários tipos de matas, matas serradas, matas fechadas, matas em beira de estrada, de mar, onde existem os determinados exus responsáveis. Os mais conhecidos são: Arranca-Toco, 7 Cachoeiras, Pimenta, das Matas, dos Rios, entre outros.

Trabalham muito com velas verdes, verdes e pretas ou pretas, usam guias da mesma cor e muitas ervas.

Outras Linhas
Existe a linha dos mirins, onde cada exu tem um mirim representante, trabalham com velas cor de rosa e preta, azul e preta, doces, balas, guaranás, mel, etc. o exu chefe seria Tiriri.

Existe também a linha dos exus do mar, são piratas, marinheiros e exus das almas, afinal o mar é a calunga grande. Trabalham com velas pretas ou azuis, com areia. Suas guias são da mesma cor e com conchas e búzios.

Outra linha é a dos ciganos que em sua maioria são da linha das almas. Trabalham com anéis, jóias, correntes, tudo que envolva dinheiro, usam velas de várias cores. As guias variam bastante entre correntes ou amarelo ou preto.

Pomba-Giras
Pertencem a todas as linhas entre elas temos: Pomba-Gira Cigana, 7 Saia das Matas, Pomba-Gira Menina, Dama da Noite, Rosa Caveira.

Companheiras (os)
Cada exu (ou pomba-gira) tem sua companhia preferida, atuando como seu braço direito, a qual, sempre acompanha seu companheiro. E esse comportamento é uma coisa singular e pessoal variando de exu para exu. Por exemplo: o Tranca Rua das Almas tem como companheira Pomba-Gira das Almas, mas talvez o Tranca Ruas que incorpora no José é da mesma falange (família) daquele que incorpora no João, porém não é o mesmo e com isso prefere uma companheira diferente.

Médium e Exu
Todo médium possui um ou mais de um exu, que pode ser bem evoluído, em luz, força e sabedoria, mas para que esta entidade possa desenvolver bem seus trabalhos também depende dos conhecimentos do médium e do tratamento que o médium dispensa a entidade. Por isso sempre se aconselha ao médium que estude, procure manter suas obrigações em dia, cuide dos seus assentamentos, todo médium tem a responsabilidade de saber tratar com seus Exus.

“Calunga seria onde os corpos das pessoas são enterrados e as almas ficam vagando, como por exemplo o cemitério. O mar é a morada final de muitas pessoas que morrem afogadas, assim como as matas também guardam aqueles que lá se perderam e jamais voltaram…”.
==================================================================================================
Linhas e Arquétipo dos Guardiões EXU
Por Rodrigo Queiroz
Ditado pelo Sr. Tranca Ruas das 7 Encruzilhadas

“Exu de Umbanda é um espírito humano que sofreu sua queda, se redimiu e trabalha nas Trevas em prol da Luz, na busca de sua evolução em auxílio dos encarnados.”

- Salve tu “cabra”!
- Salve vós Exu!
- Então escreve aí… Já que tanto se fala sobre nós e pouco se consegue entender vou tentar colocar minha colaboração.
- Obrigado Exu!
- Somos vocês amanhã. Há há há. Se é que deu pra me entender. Somos como vocês, vivemos uma série de oportunidades terrenas, quando se chegou num determinado “limite” a oportunidade de evoluir na carne estava esgotada, por incompetência nossa mesmo.
Vou organizar o raciocínio. De maneira coletiva, Exu na Umbanda, este que incorpora é um espírito humano e digo isso pra poderem começar entender que somos totalmente diferentes do Exu cultuado na África através do Culto de Nação e no Brasil através do Candomblé que neste caso são Encantados e isso é outra história.
Em nosso caso somos um espírito comum. Que viveu sua experiência pessoal e num certo momento de fazer o “acerto de contas” o saldo estava negativo.
Assim negativo tornou-se o nosso espírito. Desta forma somos enviados para as faixas negativas que no seu conjunto é chamado de Trevas. Cada qual dependendo do seu histórico vai habitar uma faixa própria pertinente à seu caso.
Então vou falar por mim.

CONTINUA NO BLOG: www.rodrigoqueiroz.blogspot.com