FILMAGENS DE NOSSO LAR


Fotos do Filme Nosso Lar – Palestras – Eventos – Conferência Virtual sobre a Revista Espírita – Seminário – Paula Zamp e Dr. Sergio Felipe de Oliveira – Allan Vilches -
O Clarim Caibar Schutel.

FILMAGENS DE NOSSO LAR

Já está sendo filmado “Nosso Lar”, pela Fox Filmes. O roteiro é baseado na obra mediúnica de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, com Renato Prieto representando André Luiz. Um filme que, com certeza, marcará o cenário cinematográfico brasileiro e trará maior compreensão da fé espírita. Estará em cartaz em 2010.

Na esteira do sucesso de “Bezerra de Menezes”, e da pré-produção de “Chico Xavier” pela Globo Filmes, o novo roteiro de temática espírita deve ser o longa-metragem Nosso Lar, baseado na obra de Chico Xavier, pelo espírito André Luiz. O projeto é da Federação Espírita Brasileira (FEB) e da Cinética Filmes.
O roteiro é baseado no livro “Nosso Lar”, primeiro romance trazido pelo médium mineiro Chico Xavier, da série em parceria com o espírito do médico André Luiz. Narra sua trajetória depois de desencarnar, passando pela cidade espiritual que dá nome ao livro, até retornar à Terra para rever seus familiares. Em essência, “é a história de um homem que vai aprender a amar a si e aos semelhantes – e a Deus sobre todas as coisas”.

Publicado inicialmente em 1944, o livro encontra-se em sua 58a. edição e, em breve, alcançará a marca de 2 milhões de exemplares vendidos. Já foi traduzido para o alemão (duas versões), francês (duas versões), inglês (três versões), japonês, esperanto, italiano, espanhol, grego e tcheco. Considerado como um dos 10 melhores livros espíritas do século XX (pesquisa da Organização Candeia), já foi montado em peças de teatro e em programas de rádio. Agora, pela primeira vez, será levado às telas de cinema.

FONTE: http://rascunhopassadoalimpo.blogspot.com/2009/07/nosso-lar-o-filme.html

A cena filmada neste espaço é do momento em que André chega ao hospital da colônia NOSSO LAR, depois de um longo período no Umbral.

É uma produção americana e com a maioria da equipe estrangeora, mas com elenco nacional.
A produção realmente impressiona pela sua estrutura, pelo número de profissionais envolvidos e equipamentos. Uma boa produção, um elenco excelente e uma história fantástica são elementos fundamentais para acreditar que este é um filme que promete!

Mário Cesar Filho
Atividade: Comunicações ou mídia
Profissão: jornalista
Local: Rio de Janeiro : Brasil
Blog:http://rascunhopassadoalimpo.blogspot.com

Besouro

Veja o trailer de três minutos do filme Besouro, de João Daniel Tikhomiroff, produzido pela Mixer e pela Globo Filmes, e distribuído pela Miravista, com lançamento previsto para outubro de 2009

Sinopse

Besouro (Ailton Carmo) foi o maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que – ao se identificar com o inseto que ao voar desafia as leis da física – desafia ele mesmo as leis do preconceito e da opressão. Passado no Recôncavo dos anos 20, Besouro é um filme de aventura, paixão, misticismo e coragem. Uma história imortalizada por gerações, que chega aos cinemas com ação e poesia no cenário deslumbrante do Recôncavo Baiano.

Informações Técnicas

Título no Brasil: Besouro

Título Original: Besouro

País de Origem: Brasil

Gênero: Aventura

Classificação etária: 14 anos

Tempo de Duração: 95 minutos

Ano de Lançamento: 2009

Estréia no Brasil: 30/10/2009

Site Oficial: http://www.besouroofilme.com.br

Estúdio/Distrib.: Buena Vista

Direção: João Daniel Tikhomiroff

Jardins das Folhas Sagradas

Fiquemos atentos!

http://www.jardimdasfolhassagradas.com/

Mais um filme que tenta falar das dificuldades do Povo do Santo…

Saravá!

Curimba

Curimba é o nome que damos para o grupo responsável pelos toques e cantos sagrados dentro de um terreiro de curimbaUmbanda.

São eles que percutem os atabaques (instrumentos sagrados de percussão), assim como conhecem cantos para as muitas “partes” de todo o ritual umbandista.

Esses pontos cantados, junto dos toques de atabaque, são de suma importância no decorrer da gira e por isso devem ser bem fundamentados, esclarecidos e entendidos por todos nós.

Muitas são as funções que os pontos cantados têm.

Primeiramente uma função ritualística, onde os pontos “marcam” todas as partes do ritual da casa.

Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, etc.

Temos também a função de ajudar na concentração dos médiuns. Os toques assim como os cantos envolvem a mente do médium, não a deixando desviar – se do propósito do trabalho espiritual.

Esse processo também é muito utilizado nas culturas xamânicas do mundo afora.

Entrando na parte espiritual, os cantos, quando vibrados de coração, atuam diretamente nos chacras superiores, notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, ativando-os naturalmente e melhorando a sintonia com a espiritualidade superior.
 
As ondas energéticas – sonoras emitidas pela curimba, vão tomando todo o centro de Umbanda e vão dissolvendo formas – pensamento negativas, energias pesadas agregadas nas auras das pessoas, diluindo miasmas, larvas astrais, limpando e criando toda uma atmosfera psíquica com condições ideais para a realização das práticas espirituais.

A curimba transforma-se em um verdadeiro “pólo” irradiador de energia dentro do terreiro, potencializando ainda mais as vibrações dos Orixás.

Os pontos transformam- se em “orações cantadas”, ou melhor, verdadeiras determinações de magia, com um altíssimo poder de realização, pois é um fundamento sagrado e divino.

Poderíamos chamar tudo isso de “magia do som” dentro da Umbanda.

A Curimba também é de suma importância para a manutenção da ordem nos trabalhos espirituais, com os seus pontos de “chamada” das linhas, “subida”, “firmeza”, “saudação”, etc.

Entendam bem, os guias não são chamados pelos atabaques como muitos dizem. Todos já encontram-se no espaço físico – espiritual do terreiro antes mesmo do começo dos trabalhos.

Portanto a curimba não funciona como um “telefone”, mas sim como uma sustentadora da manifestação dos guias.

O que realmente invoca os guias e os Orixás são os nossos pensamentos e sentimentos positivos vibrados em vossas direções.

Muitas vezes ao cantar expressamos esses sentimentos, mas é o amor aos Orixás a verdadeira invocação de Umbanda.
 
* * *
DIVULGAÇÃO -  C O N V I T E:
 
- ANIVERSÁRIO DE QUATRO ANOS DE FUNDAÇÃO DA CHOUPANA DO CABOCLO PERY
- SESSÃO ESPECIAL FESTIVA
(SÁBADO, DIA 02/05/2009)
 
Programação:
 
- 15h e 30min
Prece de abertura
 
- 15h e 45min
A magia do som e os fundamentos dos pontos cantados /
 Os motivos da distribuição de patuás no aniversário do terreiro
Palestra com Norberto Peixoto
 
- 16h e 15min
Perguntas e respostas
 
- 16h e 30min
Intervalo
 
- 17h e 00min
60 minutos de Cantigas de Umbanda
 Sarau musical com Valter d’Xapanã
 
- 18h e 10min
Ritual do fogo com irradiação para os lares
 
- 18h e 30min
SESSÃO ESPECIAL FESTIVA ALUSIVA AOS 4 ANOS DE FUNDAÇÃO DA CHOUPANA DO CABOCLO PERY
(somente passes)
Todos que comparecerem neste dia, após o passe, receberão um patuá de proteção consagrado em nosso congá e escutarão pela primeira vez o som de nossa curimba..
 
- 20h e 30min
Encerramento
 
Obs: o portão de entrada abrirá às 14h e 30min e fechará às 17h e 00min com o início do Sarau Musical, só reabrindo após os início dos passes.
 
 
LOCAL:
Choupana do Caboclo Pery
Rua Barão de Tramandaí, 23.
Porto Alegre – RS
http://www.caboclopery.com.br/choupana_do_caboclo_pery.htm

HORAS NA UMBANDA

Todas  as  horas  da  Umbanda,  são  controladas  por um Orixá independente dos demais, pouco  conhecido,  chamado  ORIXÁ TEMPO, que é o determinante do envio das vibrações cósmicas,  assim  como  o  momento  exato  da  utilização  do   ritual   necessário.  Como estamos  encarnados  no  terceiro planeta, do sistema solar, controlado por uma estrela de 5ª grandeza, da 2ª Galáxia,  um planeta presídio por nós chamado de Terra, temos que nos atentar  ao  sistema de contagem de tempo do mesmo, embora que não muito consonante com  o  Tempo Real. Baseados na nossa forma de contagem de Tempo, a Umbanda divide as horas de um dia em três tipos diferentes, a saber:
· Horas Abertas
· Horas Fechadas
· Horas Neutras

HORAS ABERTAS
São consideradas horas abertas na Umbanda, as não classificadas como neutras ou negativas, portanto, positivas para a feitura de qualquer dos trabalhos abaixo enumerados:
1. Mentalização
2. Vidência
3. Irradiação
4. Agrados
5. Amalás
6. Amacís

HORAS FECHADAS
São aquelas que, nenhum dos atos ritualísticos ou litúrgicos descritos acima podem ser efetuados. São consideradas horas fechadas, os 15 minutos anteriores e posteriores à HORA PEQUENA e à HORA GRANDE, ou seja, de 11:45hs às 12:15hs, assim como também de 23:45hs às 00:15hs, horas que são destinadas à entrega de EBÓS, DESCARREGOS, ou o emprego da Força Negativa para a prática do bem.
Nestas Horas Fechadas, não se deve praguejar, amaldiçoar, discutir, entrar ou sair de lugares cobertos e freqüentar locais espúrios.

HORAS NEUTRAS
São aquelas em que qualquer tipo de Ato Litúrgico ou Ritualístico é dado a cada um segundo o seu mérito.
Estas Horas Neutras da Umbanda são muito utilizadas no Esoterismo e classificadas como HORAS TERÇAS e HORAS NONAS (6hs e 18hs).

NOTA: Excetuando-se as Horas Negativas e Neutras, todas as outras horas do dia são consideradas como positivas.

Das 7 Linhas da Umbanda, apenas três podem interferir e alterar o ritual praticado em todas as horas:

1. A Linha de Oxalá
2. A Linha das Senhoras (OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ e NANÃ)
3. IBEJI

Espero ter contribuído.
A Paz de Cristo

Texto recebido do grupo Povo de Aruanda.

Cursos Gratuitos na APEU – Turmas de 2009

Pioneira em cursos gratuitos destinados aos irmãos umbandistas, jáprece que os realiza desde os anos 80, a APEU abriu as inscrições para as turmas de 2009.

Todos os cursos são sem taxa de matrícula ou mensalidades e com início em abril/2009.

Duração: até o final do ano.

Qualquer pessoa pode participar dos cursos, independente da sua função dentro da religião, bem como de ser ou não umbandista.

* Curso de Iniciação e Aperfeiçoamento Mediúnico: curso teórico sobre os mais diversos fenômenos mediúnicos e suas manifestações e aplicações estudadas. Orientador: Pai Silvio Mattos. Aula às segundas-feiras com início em 13/04/2009 às 21:00 hs.

* Curso Básico de Umbanda – módulo 1: apenas para quem já fez o curso sobre mediunidade. Orientador: Pai Silvio Mattos. Aulas às terças-feiras com início em 14/04/2009 às 21:00 hs.

* Curso de Cânticos de Umbanda: Você sabe porque a Umbanda utiliza os pontos cantados? Sabe o momento correto de entoar um cântico? Entenda a musicalidade da nossa religião e sua função dentro da liturgia. É importante salientar que não ensinaremos toques de atabaques, pois o foco do curso são os pontos cantados e a sua utilização no ritual. Orientador: Ogã Sandro Mattos. Aulas aos sábados com início em 18/04/2009 às 15:15 hs.

* Evangelização Infantil na Umbanda: para crianças de 3 à 10 anos de idade. As crianças aprendem a base sobre religiosidade, ética e moral, dentro da cultura cristã umbandista. Esse curso não tem data limite, pois é aberto o ano todo. Orientadoras: Ariane Aguiar e Cristiane Imaizumi. Aulas aos sábados com início em 25/04/2009.

Contato: (11) 2911-4198
Nosso site – www.apeu.rg.com.br
E-mail: cabocloubatuba.apeu@hotmail.com.br
Endereço: Rua Romildo Finozzi, 137 – Jardim Catarina – zona leste – São Paulo/SP.
                 Altura do nº. 2057 da Av.Barreira Grande, onde tem a lombada eletrônica.
                 Essa rua é conhecida como a rua da feira de sexta-feira.


Obs:
devido ao pequeno espaço, as vagas são limitadas. Todos os cursos dependem de formação de turma, com um número mínimo de alunos.

TODOS OS CURSOS SÃO PRESENCIAIS, OU SEJA, NÃO EXISTE A OPÇÃO PARA ESTUDO À DISTÂNCIA.

 

APEU – ASSOCIAÇÃO DE PESQUISAS ESPIRITUAIS UBATUBA
Templo de Umbanda Branca do Caboclo Ubatuba
28 anos de fé, amor e caridade

Sandro C.Mattos – secretário

Como é o desenvolvimento do médium umbandista?

LIVRO: Umbanda: Mitos e Realidades – Mãe Iassan Ayporê Pery
 Luz
Embora essa questão seja bastante específica e a resposta varie de  terreiro para terreiro, aliás como a maioria das questões, explanarei algum pontos que julgo importantes.

Em primeiro lugar é fundamental uma avaliação do médium com relação a Umbanda e suas próprias aspirações. É fundamental que o médium esteja absolutamente certo de que é isso que deseja para si, para sua vida. Que entende a Umbanda como uma forma de evoluir e não de resolver seus problemas.

Em segundo lugar vem a Casa que ele escolhe para realizar esse empreendimento. A Casa deve estar o mais próximo possível do que o médium entende, acredita e deseja para si. É fundamental que seja uma Casa séria e comprometida com a Caridade, ou seja, que seja realmente de Umbanda.

As diferentes ritualísticas da Umbanda servem exatamente para atingir as diversas aspirações.

O médium deve, portanto, escolher com muito cuidado a Casa que irá tornar sua, pois ela deverá ser o sustentáculo físico, a provedora de oportunidades para a consecução dos objetivos de caridade, fraternidade e evolução, pois o sustentáculo espiritual é a própria Umbanda.

Freqüentar a assistência assiduamente, observar, envolver-se, estudar… até ter certeza de que ali é o seu lugar.

Cada Casa tem um critério para ingresso na corrente mediúnica, procure saber qual é.

Ao ingressar para corrente, deverá seguir as orientações recebidas pelo dirigente ou pessoas a sua ordem.

Entender que não será apenas umbandista dos portões para dentro do terreiro, mas sim de coração, corpo e alma. Deverá dedicar-se, educar-se, doutrinar-se sempre segundo as orientações recebidas pelo dirigente. A sua conduta moral deverá ser constantemente vigiada, deverá lembrar-se que ao apresentar-se como umbandista fora do terreiro, terá a obrigação de honrar esse nome.

Participar de todas a sessões abertas aos médiuns novos, estudar com afinco e buscar sempre melhorar seus pensamentos, desejos e vontades. Buscar constantemente evoluir, para assim poder preparar o seu corpo e mente para ser um bom instrumento de entidades e guias que estão num patamar evolutivo muito superior ao nosso.

Buscar tudo isso irá facilitar a incorporação das entidades. Entregar-se de corpo e alma verdadeiramente. Não sentir medo, não querer correr.
É fundamental lembrar que é um momento de adaptação, onde tanto médium quanto entidade estarão se adaptando. Não pode haver pressa, pois “A pressa é inimiga da compreensão“.

Agora, se você deseja saber em quanto tempo você estará incorporando, dando passes e consultas, eu respondo que só dependerá de você, da sua dedicação, empenho e preparo, seguindo sempre as orientações do dirigente da sua Casa, ou seja, da Casa que você escolheu.

Fonte: LIVRO: Umbanda: Mitos e Realidades – Mãe Iassan Ayporê Pery 

Adaptações e Feituras

Retirado do Livro Umbanda mitos e realidade – Autora Iassan Ayporê Pery

“Umbanda tem fundamento…”

Sobre Adaptações e Feituras218803

É comum o médium acreditar que determinados ritos vão lhe conferir    maior força, ou maior propriedade de trabalho. Se isto for imperioso em sua vida, o médium deve procurar outra religião que lhe seja mais cara ou afim.

Na Umbanda compreendemos através de preceitos, estudo, dedicação, as diferentes formas de manipulação de energia natural e criada e, portanto, procuramos entender melhor os mecanismos sutis que envolvem e pelos quais somos envolvidos.

Não concordo com mistificações ou adaptações.

Não concordo com misturas de ritos visam exclusivamente atender esse ou aquele. São justamente as adaptações que maculam a Umbanda, trazendo para Ela ritos pertencentes a outros credos. Isto é uma inconseqüência do dirigente que foi “mal preparado” ou mal orientado e, portanto se sente inseguro e vai buscar em outros terreiros a solução para o que não sabe.

O resultado dessas buscas e adaptações mal feitas e mal orientadas é uma má influência na vida do médium e para o nome da Umbanda.

 

Fonte: Texto Retirado do Livro Umbanda mitos e realidade – Autora Iassan Ayporê Pery

Iemanjá

Iemanjá, Yemanjá, Yemaya, Iemoja ou Yemoja,

Iemanjá é um orixá africano, cujo nome deriva da expressão IorubáYèyé omo ejá” (”Mãe cujos filhos são peixes”), identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejibe e ossá.


História

Pierre Verger no livro Dieux D’Afrique registrou:

Iemanjá, é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé eIbadan, onde existe ainda o Rio Yemoja. Com as guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokuta, no início do século XIX. Não lhes foi possível levar o rio, mas, transportaram consigo os objetos sagrados, suportes do axé da divindade, e o rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Iemanjá. Este rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido comÒgún, o orixá do ferro e dos ferreiros“.

 

Brasil

No Brasil, a orixá goza de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras, e até por membros de religiões distintas.

Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de Fevereiro, uma das maiores festas do país em homenagem à “Rainha do Mar“. A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do Rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.

Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional “Banho de pipoca” e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá.

Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos/WIKIPÉDIA

 

FAÇA O SEU RITUAL PARA YEMANJÁ EM CASA

* Acenda uma vela azul claro
* Imagine-se numa bela praia e dê 7 passos adentro fazendo seus pedidos
* Saia do mar, de costas, batendo palmas para saudar a Rainha do Mar
* Faça a oração abaixo em agradecimento à Mãe Yemanjá:

ORAÇÃO DE YEMANJÁ

Odoiá, Odoiá, Iemanjá
Rainha das Ondas, sereia do mar.
Como é belo seu canto, senhora!
Quem escuta chora, mãe das águas,
do oceano, soberana das águas.
Dê-me sucesso, progresso e vitória.
Abra meus caminhos no amor e cuide de mim.
Que as águas sagradas do oceano lavem minha alma e meu ser.
Abençõe, mãe, minha família e meus amigos.
Permita que o amor seja  nossa maior fonte de energia.
Sou suas águas, suas ondas, e a senhora cuida dos meus caminhos.
Iemanjá, em seu poder eu confio.

IEMANJÁ NA UMBANDA

A linha de Iemanjá governa as legiões seguintes: Sereias (Oxun), Ondinas (Nanã Buruku), Caboclos do Mar (Indaiá), Caboclos dos Rios (Iara), Marinheiros (Tarimá), Calungas (Calunguinha) e Estrela Guia (Maria Madalena).

Suas cores são o branco e o azul.

As oferendas a Iemanjá constam de flores de cor branca – rosas, cravos, lírios, palmas-de-santa-rita – perfumes, moedas de niquel, sabonete pequeno e outros agrados, que são deixados na praia, junto do mar, ou colocados num barquinho, que é solto nas ondas.

A bebida das obrigações é champanhe, frequentemente democratizada como cidra espumante.

No Rio de Janeiro, a festa de Iemanjá é celebrada a 15 de agosto, dia de Nossa Senhora da Glória, com quem está identificada. Mas é na passagem do ano que se realiza a gigantesca e impressionante comemoração popular de Iemanjá, nas praias cariocas e fluminenses, o mesmo acontecendo em Santos e em Porto Alegre. Os “filhos de fé”, com suas roupas brancas e colares de muitas cores, improvisam “terreiros” nas praias – um círculo de flores fincadas na areia e velas acesas e garrafas de bebidas e as comidas dos santos… Entoam-se cânticos rituais, ao som dos atabaques. “Baixam” os santos, a maioria Caboclos, que atendem as consultas dos crentes. O povo traz presentes para Iemanjá, com braçadas de flores brancas. Soltam-se no mar barquinhos com oferendas. Jogam-se moedas nas ondas, propiciando um bom Ano Novo.

Até há poucos anos atrás, as velas acesas se multiplicavam nas praias urbanas da Zona Sul que, vistas a uma certa distância, davam a impressão de que as estrelas haviam caído na areia. Era como se, à beira-mar, os “terreiros” se sucedessem. Hoje, a noite de Iemanjá transformou-se num show promovido pela TV e outros meios de comunicação, atraindo grandes multidões, que se movimentam e comprimem em tumulto. Em Copacabana, à meia noite, espetáculos pirotécnicos são realizados por grandes hotéis e firmas comerciais. Sucedem-se por toda a parte, perigosamente, os estouros ininterruptos de morteiros de mão, acesos por populares. Então a gente dos “terreiros” foi procurar praias mais distantes e tranqüilas, longe da curiosidade divertida dos turistas e da fúria contínua dos estampidos. Foi em busca de lugares mais propícios para cultuar Iemanjá, a rainha do mar.


RITUAL DE YEMANJÁ

Para ser abençoado pela rainha do mar e atrair muito sucesso, vá até a praia num sábado e entregue nas águas um barquinho de isopor contendo algumas maçãs, uvas, um mamão, sete rosas brancas, um vidro de pergume de alfazema e um espelho. Junto das oferendas, coloque um papel com todos seus pedidos por escrito. Depois, abra uma champanhe e despeje o líquido por todo seu corpo, enquanto repete seus pedidos em voz alta. Por fim, lave-se nas águas do mar, acenda uma

Fontes e Pesquisas: Walkyria Garcia (por email)
http://naturamistica.com.br/
http://www.mulhernatural.hpg.ig.com.br/trablux/iemanja.htm

OS CIGANOS E A UMBANDA DIVINA

Os ciganos e a espiritualidade

CIGANOS NA UMBANDA

“Eu vi um formoso Cigano Sentado na beira do Rio Com seus cabelos negros E os olhos cor de anil Quando eu me aproximava o cigano me chamou Com seus dados nas mãos O cigano me falou Seus caminhos estão abertos Na saúde, na paz e amor, Foi se despedindo e me abençoou Eu não sou daqui, mas vou levar saudades, Eu sou o Cigano Pablo, lá das Três Trindades.”

gip05 Esta linha de trabalhos espirituais já é muito antiga dentro da  Umbanda, e “carregam as falanges ciganas juntamente com as falanges orientais uma importância muito elevada, sendo cultuadas por todo um seguimento espírita e que se explica por suas próprias razões, elegendo a prioridade de trabalho dentro da ordem natural das coisas em suas próprias tendências e especialidades.

 

Assim, numerosas correntes ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles espíritos mais evoluídos e antigos dentro da ordem de aprendizado, confundindo-se muitas vezes pela repetição dos nomes comuns apresentados para melhor reconhecimento, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo astral seu paradeiro, como ocorre com todas as outras correntes do espaço.

O povo cigano designado ao encarne na Terra, através dos tempos e de todo o trabalho desenvolvido até então, conseguiu conquistar um lugar de razoável importância dentro deste contexto espiritual, tendo muitos deles alçado a graça de seguirem para outros espaços de maior evolução espiritual, juntamente com outros grupos de espíritos, também de longa data de reencarnações repetidas na Terra e de grande contribuição, caridade e aprendizado no plano imaterial.

A argumentação de que espíritos ciganos não deveriam falar por não gip04 ciganos ou por médiuns não ciganos e que se assim o fizessem deveriam faze-lo no idioma próprio de seu povo, é totalmente descabida e está em desarranjo total com os ensinamentos da espiritualidade sua doutrina evangélica, até as impossíveis limitações que se pretende implantar com essa afirmação na evolução do espírito humano e na lei de causa e efeito, pretendendo alterar a obra divina do Criador e da justiça divina como se possível fosse, pretendendo questionar os desígnios da criação e carregar para o universo espiritual nossas diminutas limitações e desinformação, fato que nos levaria a inviabilização doutrinária.

Bem como a eleger nossa estada na Terra como mera passagem e de grande prepotência discriminatória, destituindo lamentavelmente de legitimidade as obras divinas.

Outrossim, mantêm-se as falanges ciganas, tanto quanto todas as outras, organizadas dentro dos quadros ocidentais e dos mistérios que não nos é possível relatar. Obras existem, que dão conta de suas atuações dentro de seu plano de trabalho, chegando mesmo a divulgar passagens de suas encarnações terrenas.

Agem no plano da saúde, do amor e do conhecimento, suportam princípios magísticos e tem um tratamento todo especial e diferenciado de outras correntes e falanges.

Ao contrário do que se pensa os espíritos ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço do mau e trazendo uma contribuição inesgotável aos homens e aos seus pares, claro que dentro do critério de merecimento, tanto quanto qualquer outro espírito teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços, por não serem diferentes de nenhum outro espírito humano.

Trabalham preferencialmente na vibração da direita e aqueles que trabalham na vibração da esquerda, não são os mesmo espíritos de ex ciganos, que mantêm-se na direita, como não poderia deixar de ser, e, ostentam a condição de Guardiões e Guardiãs.

O que existe são os Exus Ciganos e as Moças Ciganas, que são verdadeiros Guardiões à serviço da luz nas trevas, como todo Guardião e Guardiã dentro de seus reinos de atuação, cada um com seu próprio nome de identificação dentro do nome de força coletivo, trabalhando na atuação do plano negativo à serviço da justiça divina, com suas falanges e trabalhadores, levando seus nomes de mistérios coletivos e individuais de identificação, assunto este que levaria uma obra inteira para se abordar e não se esgotaria.

gip10 Contudo, encontramos no plano positivo falanges diversas chefiadas por ciganos diversos em planos de atuação diversos, porém, o tratamento religioso não se difere muito e se mantêm dentro de algumas características gerais.

Imenso é o número de espíritos ciganos que alcançaram lugar de destaque no plano espiritual e são responsáveis pela regência e atuação em mistérios do plano de luz e seus serviços, carregando a mística de seu povo como característica e identificação.

Dentro os mais conhecidos, podemos citar os ciganos Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros, da mesma forma as ciganas, como Esmeralda, Carme, Salomé, Carmensita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.

É imprescindível que se afirme que na ordem elencada dos nomes não existe hierarquia, apenas lembrança e critério de notoriedade, sem contudo, contrariar a notoriedade de todos os outros ciganos e ciganas, que são muitos e com o mesmo valor e importância.

Por sua própria razão diferenciada, também diferenciado como dissemos é a forma de cultuá-los, sem pretender em tempo algum estabelecer regras ou esgotar o assunto, o que jamais foi nossa pretensão, mesmo porque não possuímos conhecimento de para tanto. A razão é que a respeito sofremos de uma carência muito grande de informação sobre o assunto e a intenção é dividir o que conseguimos aprender a respeito deste seguimento e tratamento.

Somos sabedores que muitas outras forças também existem e o que passamos neste trabalho são maneiras simples a respeito, sem entrar em fundamentos mais aprofundados, o que é bom deixar induvidosamente claro.

É importante que se esclareça, que a vinculação vibratória é de axé dos espíritos ciganos, tem relação estreita com as cores estilizadas no culto e também com os incensos, pratica muito utilizada entre ciganos.

Os ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem  sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação é utilizada para velas em seu louvor. Uma das cores, a de vinculação raramente se torna conhecida, mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc. Os incensos são sempre utilizados em seus trabalhos e de acordo com o que se pretende fazer ou alcançar.

Para o cigano de trabalho se possível deve-se manter um altar separado do altar geral, o que não quer dizer que não se possa cultua-lo no altar normal.

Devendo esse altar manter sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferencia do cigano em um suporte de alumínio, fazendo oferendas periódicas para ciganos, mantendo-o iluminado sempre com vela branca e outra da cor referenciada. Da mesma forma quando se tratar de ciganas, apenas alterando a bebida para licor doce.

E sempre que possível derramar algumas gotas de azeite doce na pedra, deixando por três dias e depois limpá-la.

Os espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante fruta, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras de vinho tinto com um pouco de mel.

Podendo ainda fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal e leva-los ao forno, por alguns minutos, muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se possível incenso de lótus. gip09[1]

As saias das ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos ciganos em geral.

Os ciganos trabalham com seus encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus olhos. Uma das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza.

Um dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão e contou o que aconteceu.

Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza.

Deus então, preocupado em atende-los, concedeu e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselha-las para o bem.

É muito comum usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua…”

Trecho extraído do livro “Rituais e Mistérios do povo Cigano” de Nelson Pires Filho Ed.Madras

Web site: www.feguardioesdaluz.com.br
Autor: Nelson Pires Filho