Curimba

Curimba é o nome que damos para o grupo responsável pelos toques e cantos sagrados dentro de um terreiro de curimbaUmbanda.

São eles que percutem os atabaques (instrumentos sagrados de percussão), assim como conhecem cantos para as muitas “partes” de todo o ritual umbandista.

Esses pontos cantados, junto dos toques de atabaque, são de suma importância no decorrer da gira e por isso devem ser bem fundamentados, esclarecidos e entendidos por todos nós.

Muitas são as funções que os pontos cantados têm.

Primeiramente uma função ritualística, onde os pontos “marcam” todas as partes do ritual da casa.

Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, etc.

Temos também a função de ajudar na concentração dos médiuns. Os toques assim como os cantos envolvem a mente do médium, não a deixando desviar – se do propósito do trabalho espiritual.

Esse processo também é muito utilizado nas culturas xamânicas do mundo afora.

Entrando na parte espiritual, os cantos, quando vibrados de coração, atuam diretamente nos chacras superiores, notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, ativando-os naturalmente e melhorando a sintonia com a espiritualidade superior.
 
As ondas energéticas – sonoras emitidas pela curimba, vão tomando todo o centro de Umbanda e vão dissolvendo formas – pensamento negativas, energias pesadas agregadas nas auras das pessoas, diluindo miasmas, larvas astrais, limpando e criando toda uma atmosfera psíquica com condições ideais para a realização das práticas espirituais.

A curimba transforma-se em um verdadeiro “pólo” irradiador de energia dentro do terreiro, potencializando ainda mais as vibrações dos Orixás.

Os pontos transformam- se em “orações cantadas”, ou melhor, verdadeiras determinações de magia, com um altíssimo poder de realização, pois é um fundamento sagrado e divino.

Poderíamos chamar tudo isso de “magia do som” dentro da Umbanda.

A Curimba também é de suma importância para a manutenção da ordem nos trabalhos espirituais, com os seus pontos de “chamada” das linhas, “subida”, “firmeza”, “saudação”, etc.

Entendam bem, os guias não são chamados pelos atabaques como muitos dizem. Todos já encontram-se no espaço físico – espiritual do terreiro antes mesmo do começo dos trabalhos.

Portanto a curimba não funciona como um “telefone”, mas sim como uma sustentadora da manifestação dos guias.

O que realmente invoca os guias e os Orixás são os nossos pensamentos e sentimentos positivos vibrados em vossas direções.

Muitas vezes ao cantar expressamos esses sentimentos, mas é o amor aos Orixás a verdadeira invocação de Umbanda.
 
* * *
DIVULGAÇÃO -  C O N V I T E:
 
- ANIVERSÁRIO DE QUATRO ANOS DE FUNDAÇÃO DA CHOUPANA DO CABOCLO PERY
- SESSÃO ESPECIAL FESTIVA
(SÁBADO, DIA 02/05/2009)
 
Programação:
 
- 15h e 30min
Prece de abertura
 
- 15h e 45min
A magia do som e os fundamentos dos pontos cantados /
 Os motivos da distribuição de patuás no aniversário do terreiro
Palestra com Norberto Peixoto
 
- 16h e 15min
Perguntas e respostas
 
- 16h e 30min
Intervalo
 
- 17h e 00min
60 minutos de Cantigas de Umbanda
 Sarau musical com Valter d’Xapanã
 
- 18h e 10min
Ritual do fogo com irradiação para os lares
 
- 18h e 30min
SESSÃO ESPECIAL FESTIVA ALUSIVA AOS 4 ANOS DE FUNDAÇÃO DA CHOUPANA DO CABOCLO PERY
(somente passes)
Todos que comparecerem neste dia, após o passe, receberão um patuá de proteção consagrado em nosso congá e escutarão pela primeira vez o som de nossa curimba..
 
- 20h e 30min
Encerramento
 
Obs: o portão de entrada abrirá às 14h e 30min e fechará às 17h e 00min com o início do Sarau Musical, só reabrindo após os início dos passes.
 
 
LOCAL:
Choupana do Caboclo Pery
Rua Barão de Tramandaí, 23.
Porto Alegre – RS
http://www.caboclopery.com.br/choupana_do_caboclo_pery.htm

HORAS NA UMBANDA

Todas  as  horas  da  Umbanda,  são  controladas  por um Orixá independente dos demais, pouco  conhecido,  chamado  ORIXÁ TEMPO, que é o determinante do envio das vibrações cósmicas,  assim  como  o  momento  exato  da  utilização  do   ritual   necessário.  Como estamos  encarnados  no  terceiro planeta, do sistema solar, controlado por uma estrela de 5ª grandeza, da 2ª Galáxia,  um planeta presídio por nós chamado de Terra, temos que nos atentar  ao  sistema de contagem de tempo do mesmo, embora que não muito consonante com  o  Tempo Real. Baseados na nossa forma de contagem de Tempo, a Umbanda divide as horas de um dia em três tipos diferentes, a saber:
· Horas Abertas
· Horas Fechadas
· Horas Neutras

HORAS ABERTAS
São consideradas horas abertas na Umbanda, as não classificadas como neutras ou negativas, portanto, positivas para a feitura de qualquer dos trabalhos abaixo enumerados:
1. Mentalização
2. Vidência
3. Irradiação
4. Agrados
5. Amalás
6. Amacís

HORAS FECHADAS
São aquelas que, nenhum dos atos ritualísticos ou litúrgicos descritos acima podem ser efetuados. São consideradas horas fechadas, os 15 minutos anteriores e posteriores à HORA PEQUENA e à HORA GRANDE, ou seja, de 11:45hs às 12:15hs, assim como também de 23:45hs às 00:15hs, horas que são destinadas à entrega de EBÓS, DESCARREGOS, ou o emprego da Força Negativa para a prática do bem.
Nestas Horas Fechadas, não se deve praguejar, amaldiçoar, discutir, entrar ou sair de lugares cobertos e freqüentar locais espúrios.

HORAS NEUTRAS
São aquelas em que qualquer tipo de Ato Litúrgico ou Ritualístico é dado a cada um segundo o seu mérito.
Estas Horas Neutras da Umbanda são muito utilizadas no Esoterismo e classificadas como HORAS TERÇAS e HORAS NONAS (6hs e 18hs).

NOTA: Excetuando-se as Horas Negativas e Neutras, todas as outras horas do dia são consideradas como positivas.

Das 7 Linhas da Umbanda, apenas três podem interferir e alterar o ritual praticado em todas as horas:

1. A Linha de Oxalá
2. A Linha das Senhoras (OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ e NANÃ)
3. IBEJI

Espero ter contribuído.
A Paz de Cristo

Texto recebido do grupo Povo de Aruanda.

Cursos Gratuitos na APEU – Turmas de 2009

Pioneira em cursos gratuitos destinados aos irmãos umbandistas, jáprece que os realiza desde os anos 80, a APEU abriu as inscrições para as turmas de 2009.

Todos os cursos são sem taxa de matrícula ou mensalidades e com início em abril/2009.

Duração: até o final do ano.

Qualquer pessoa pode participar dos cursos, independente da sua função dentro da religião, bem como de ser ou não umbandista.

* Curso de Iniciação e Aperfeiçoamento Mediúnico: curso teórico sobre os mais diversos fenômenos mediúnicos e suas manifestações e aplicações estudadas. Orientador: Pai Silvio Mattos. Aula às segundas-feiras com início em 13/04/2009 às 21:00 hs.

* Curso Básico de Umbanda – módulo 1: apenas para quem já fez o curso sobre mediunidade. Orientador: Pai Silvio Mattos. Aulas às terças-feiras com início em 14/04/2009 às 21:00 hs.

* Curso de Cânticos de Umbanda: Você sabe porque a Umbanda utiliza os pontos cantados? Sabe o momento correto de entoar um cântico? Entenda a musicalidade da nossa religião e sua função dentro da liturgia. É importante salientar que não ensinaremos toques de atabaques, pois o foco do curso são os pontos cantados e a sua utilização no ritual. Orientador: Ogã Sandro Mattos. Aulas aos sábados com início em 18/04/2009 às 15:15 hs.

* Evangelização Infantil na Umbanda: para crianças de 3 à 10 anos de idade. As crianças aprendem a base sobre religiosidade, ética e moral, dentro da cultura cristã umbandista. Esse curso não tem data limite, pois é aberto o ano todo. Orientadoras: Ariane Aguiar e Cristiane Imaizumi. Aulas aos sábados com início em 25/04/2009.

Contato: (11) 2911-4198
Nosso site – www.apeu.rg.com.br
E-mail: cabocloubatuba.apeu@hotmail.com.br
Endereço: Rua Romildo Finozzi, 137 – Jardim Catarina – zona leste – São Paulo/SP.
                 Altura do nº. 2057 da Av.Barreira Grande, onde tem a lombada eletrônica.
                 Essa rua é conhecida como a rua da feira de sexta-feira.


Obs:
devido ao pequeno espaço, as vagas são limitadas. Todos os cursos dependem de formação de turma, com um número mínimo de alunos.

TODOS OS CURSOS SÃO PRESENCIAIS, OU SEJA, NÃO EXISTE A OPÇÃO PARA ESTUDO À DISTÂNCIA.

 

APEU – ASSOCIAÇÃO DE PESQUISAS ESPIRITUAIS UBATUBA
Templo de Umbanda Branca do Caboclo Ubatuba
28 anos de fé, amor e caridade

Sandro C.Mattos – secretário

Como é o desenvolvimento do médium umbandista?

LIVRO: Umbanda: Mitos e Realidades – Mãe Iassan Ayporê Pery
 Luz
Embora essa questão seja bastante específica e a resposta varie de  terreiro para terreiro, aliás como a maioria das questões, explanarei algum pontos que julgo importantes.

Em primeiro lugar é fundamental uma avaliação do médium com relação a Umbanda e suas próprias aspirações. É fundamental que o médium esteja absolutamente certo de que é isso que deseja para si, para sua vida. Que entende a Umbanda como uma forma de evoluir e não de resolver seus problemas.

Em segundo lugar vem a Casa que ele escolhe para realizar esse empreendimento. A Casa deve estar o mais próximo possível do que o médium entende, acredita e deseja para si. É fundamental que seja uma Casa séria e comprometida com a Caridade, ou seja, que seja realmente de Umbanda.

As diferentes ritualísticas da Umbanda servem exatamente para atingir as diversas aspirações.

O médium deve, portanto, escolher com muito cuidado a Casa que irá tornar sua, pois ela deverá ser o sustentáculo físico, a provedora de oportunidades para a consecução dos objetivos de caridade, fraternidade e evolução, pois o sustentáculo espiritual é a própria Umbanda.

Freqüentar a assistência assiduamente, observar, envolver-se, estudar… até ter certeza de que ali é o seu lugar.

Cada Casa tem um critério para ingresso na corrente mediúnica, procure saber qual é.

Ao ingressar para corrente, deverá seguir as orientações recebidas pelo dirigente ou pessoas a sua ordem.

Entender que não será apenas umbandista dos portões para dentro do terreiro, mas sim de coração, corpo e alma. Deverá dedicar-se, educar-se, doutrinar-se sempre segundo as orientações recebidas pelo dirigente. A sua conduta moral deverá ser constantemente vigiada, deverá lembrar-se que ao apresentar-se como umbandista fora do terreiro, terá a obrigação de honrar esse nome.

Participar de todas a sessões abertas aos médiuns novos, estudar com afinco e buscar sempre melhorar seus pensamentos, desejos e vontades. Buscar constantemente evoluir, para assim poder preparar o seu corpo e mente para ser um bom instrumento de entidades e guias que estão num patamar evolutivo muito superior ao nosso.

Buscar tudo isso irá facilitar a incorporação das entidades. Entregar-se de corpo e alma verdadeiramente. Não sentir medo, não querer correr.
É fundamental lembrar que é um momento de adaptação, onde tanto médium quanto entidade estarão se adaptando. Não pode haver pressa, pois “A pressa é inimiga da compreensão“.

Agora, se você deseja saber em quanto tempo você estará incorporando, dando passes e consultas, eu respondo que só dependerá de você, da sua dedicação, empenho e preparo, seguindo sempre as orientações do dirigente da sua Casa, ou seja, da Casa que você escolheu.

Fonte: LIVRO: Umbanda: Mitos e Realidades – Mãe Iassan Ayporê Pery 

Adaptações e Feituras

Retirado do Livro Umbanda mitos e realidade – Autora Iassan Ayporê Pery

“Umbanda tem fundamento…”

Sobre Adaptações e Feituras218803

É comum o médium acreditar que determinados ritos vão lhe conferir    maior força, ou maior propriedade de trabalho. Se isto for imperioso em sua vida, o médium deve procurar outra religião que lhe seja mais cara ou afim.

Na Umbanda compreendemos através de preceitos, estudo, dedicação, as diferentes formas de manipulação de energia natural e criada e, portanto, procuramos entender melhor os mecanismos sutis que envolvem e pelos quais somos envolvidos.

Não concordo com mistificações ou adaptações.

Não concordo com misturas de ritos visam exclusivamente atender esse ou aquele. São justamente as adaptações que maculam a Umbanda, trazendo para Ela ritos pertencentes a outros credos. Isto é uma inconseqüência do dirigente que foi “mal preparado” ou mal orientado e, portanto se sente inseguro e vai buscar em outros terreiros a solução para o que não sabe.

O resultado dessas buscas e adaptações mal feitas e mal orientadas é uma má influência na vida do médium e para o nome da Umbanda.

 

Fonte: Texto Retirado do Livro Umbanda mitos e realidade – Autora Iassan Ayporê Pery

Iemanjá

Iemanjá, Yemanjá, Yemaya, Iemoja ou Yemoja,

Iemanjá é um orixá africano, cujo nome deriva da expressão IorubáYèyé omo ejá” (”Mãe cujos filhos são peixes”), identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejibe e ossá.


História

Pierre Verger no livro Dieux D’Afrique registrou:

Iemanjá, é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé eIbadan, onde existe ainda o Rio Yemoja. Com as guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokuta, no início do século XIX. Não lhes foi possível levar o rio, mas, transportaram consigo os objetos sagrados, suportes do axé da divindade, e o rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Iemanjá. Este rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido comÒgún, o orixá do ferro e dos ferreiros“.

 

Brasil

No Brasil, a orixá goza de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras, e até por membros de religiões distintas.

Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de Fevereiro, uma das maiores festas do país em homenagem à “Rainha do Mar“. A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do Rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.

Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional “Banho de pipoca” e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá.

Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos/WIKIPÉDIA

 

FAÇA O SEU RITUAL PARA YEMANJÁ EM CASA

* Acenda uma vela azul claro
* Imagine-se numa bela praia e dê 7 passos adentro fazendo seus pedidos
* Saia do mar, de costas, batendo palmas para saudar a Rainha do Mar
* Faça a oração abaixo em agradecimento à Mãe Yemanjá:

ORAÇÃO DE YEMANJÁ

Odoiá, Odoiá, Iemanjá
Rainha das Ondas, sereia do mar.
Como é belo seu canto, senhora!
Quem escuta chora, mãe das águas,
do oceano, soberana das águas.
Dê-me sucesso, progresso e vitória.
Abra meus caminhos no amor e cuide de mim.
Que as águas sagradas do oceano lavem minha alma e meu ser.
Abençõe, mãe, minha família e meus amigos.
Permita que o amor seja  nossa maior fonte de energia.
Sou suas águas, suas ondas, e a senhora cuida dos meus caminhos.
Iemanjá, em seu poder eu confio.

IEMANJÁ NA UMBANDA

A linha de Iemanjá governa as legiões seguintes: Sereias (Oxun), Ondinas (Nanã Buruku), Caboclos do Mar (Indaiá), Caboclos dos Rios (Iara), Marinheiros (Tarimá), Calungas (Calunguinha) e Estrela Guia (Maria Madalena).

Suas cores são o branco e o azul.

As oferendas a Iemanjá constam de flores de cor branca – rosas, cravos, lírios, palmas-de-santa-rita – perfumes, moedas de niquel, sabonete pequeno e outros agrados, que são deixados na praia, junto do mar, ou colocados num barquinho, que é solto nas ondas.

A bebida das obrigações é champanhe, frequentemente democratizada como cidra espumante.

No Rio de Janeiro, a festa de Iemanjá é celebrada a 15 de agosto, dia de Nossa Senhora da Glória, com quem está identificada. Mas é na passagem do ano que se realiza a gigantesca e impressionante comemoração popular de Iemanjá, nas praias cariocas e fluminenses, o mesmo acontecendo em Santos e em Porto Alegre. Os “filhos de fé”, com suas roupas brancas e colares de muitas cores, improvisam “terreiros” nas praias – um círculo de flores fincadas na areia e velas acesas e garrafas de bebidas e as comidas dos santos… Entoam-se cânticos rituais, ao som dos atabaques. “Baixam” os santos, a maioria Caboclos, que atendem as consultas dos crentes. O povo traz presentes para Iemanjá, com braçadas de flores brancas. Soltam-se no mar barquinhos com oferendas. Jogam-se moedas nas ondas, propiciando um bom Ano Novo.

Até há poucos anos atrás, as velas acesas se multiplicavam nas praias urbanas da Zona Sul que, vistas a uma certa distância, davam a impressão de que as estrelas haviam caído na areia. Era como se, à beira-mar, os “terreiros” se sucedessem. Hoje, a noite de Iemanjá transformou-se num show promovido pela TV e outros meios de comunicação, atraindo grandes multidões, que se movimentam e comprimem em tumulto. Em Copacabana, à meia noite, espetáculos pirotécnicos são realizados por grandes hotéis e firmas comerciais. Sucedem-se por toda a parte, perigosamente, os estouros ininterruptos de morteiros de mão, acesos por populares. Então a gente dos “terreiros” foi procurar praias mais distantes e tranqüilas, longe da curiosidade divertida dos turistas e da fúria contínua dos estampidos. Foi em busca de lugares mais propícios para cultuar Iemanjá, a rainha do mar.


RITUAL DE YEMANJÁ

Para ser abençoado pela rainha do mar e atrair muito sucesso, vá até a praia num sábado e entregue nas águas um barquinho de isopor contendo algumas maçãs, uvas, um mamão, sete rosas brancas, um vidro de pergume de alfazema e um espelho. Junto das oferendas, coloque um papel com todos seus pedidos por escrito. Depois, abra uma champanhe e despeje o líquido por todo seu corpo, enquanto repete seus pedidos em voz alta. Por fim, lave-se nas águas do mar, acenda uma

Fontes e Pesquisas: Walkyria Garcia (por email)
http://naturamistica.com.br/
http://www.mulhernatural.hpg.ig.com.br/trablux/iemanja.htm

OS CIGANOS E A UMBANDA DIVINA

Os ciganos e a espiritualidade

CIGANOS NA UMBANDA

“Eu vi um formoso Cigano Sentado na beira do Rio Com seus cabelos negros E os olhos cor de anil Quando eu me aproximava o cigano me chamou Com seus dados nas mãos O cigano me falou Seus caminhos estão abertos Na saúde, na paz e amor, Foi se despedindo e me abençoou Eu não sou daqui, mas vou levar saudades, Eu sou o Cigano Pablo, lá das Três Trindades.”

gip05 Esta linha de trabalhos espirituais já é muito antiga dentro da  Umbanda, e “carregam as falanges ciganas juntamente com as falanges orientais uma importância muito elevada, sendo cultuadas por todo um seguimento espírita e que se explica por suas próprias razões, elegendo a prioridade de trabalho dentro da ordem natural das coisas em suas próprias tendências e especialidades.

 

Assim, numerosas correntes ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles espíritos mais evoluídos e antigos dentro da ordem de aprendizado, confundindo-se muitas vezes pela repetição dos nomes comuns apresentados para melhor reconhecimento, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo astral seu paradeiro, como ocorre com todas as outras correntes do espaço.

O povo cigano designado ao encarne na Terra, através dos tempos e de todo o trabalho desenvolvido até então, conseguiu conquistar um lugar de razoável importância dentro deste contexto espiritual, tendo muitos deles alçado a graça de seguirem para outros espaços de maior evolução espiritual, juntamente com outros grupos de espíritos, também de longa data de reencarnações repetidas na Terra e de grande contribuição, caridade e aprendizado no plano imaterial.

A argumentação de que espíritos ciganos não deveriam falar por não gip04 ciganos ou por médiuns não ciganos e que se assim o fizessem deveriam faze-lo no idioma próprio de seu povo, é totalmente descabida e está em desarranjo total com os ensinamentos da espiritualidade sua doutrina evangélica, até as impossíveis limitações que se pretende implantar com essa afirmação na evolução do espírito humano e na lei de causa e efeito, pretendendo alterar a obra divina do Criador e da justiça divina como se possível fosse, pretendendo questionar os desígnios da criação e carregar para o universo espiritual nossas diminutas limitações e desinformação, fato que nos levaria a inviabilização doutrinária.

Bem como a eleger nossa estada na Terra como mera passagem e de grande prepotência discriminatória, destituindo lamentavelmente de legitimidade as obras divinas.

Outrossim, mantêm-se as falanges ciganas, tanto quanto todas as outras, organizadas dentro dos quadros ocidentais e dos mistérios que não nos é possível relatar. Obras existem, que dão conta de suas atuações dentro de seu plano de trabalho, chegando mesmo a divulgar passagens de suas encarnações terrenas.

Agem no plano da saúde, do amor e do conhecimento, suportam princípios magísticos e tem um tratamento todo especial e diferenciado de outras correntes e falanges.

Ao contrário do que se pensa os espíritos ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço do mau e trazendo uma contribuição inesgotável aos homens e aos seus pares, claro que dentro do critério de merecimento, tanto quanto qualquer outro espírito teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços, por não serem diferentes de nenhum outro espírito humano.

Trabalham preferencialmente na vibração da direita e aqueles que trabalham na vibração da esquerda, não são os mesmo espíritos de ex ciganos, que mantêm-se na direita, como não poderia deixar de ser, e, ostentam a condição de Guardiões e Guardiãs.

O que existe são os Exus Ciganos e as Moças Ciganas, que são verdadeiros Guardiões à serviço da luz nas trevas, como todo Guardião e Guardiã dentro de seus reinos de atuação, cada um com seu próprio nome de identificação dentro do nome de força coletivo, trabalhando na atuação do plano negativo à serviço da justiça divina, com suas falanges e trabalhadores, levando seus nomes de mistérios coletivos e individuais de identificação, assunto este que levaria uma obra inteira para se abordar e não se esgotaria.

gip10 Contudo, encontramos no plano positivo falanges diversas chefiadas por ciganos diversos em planos de atuação diversos, porém, o tratamento religioso não se difere muito e se mantêm dentro de algumas características gerais.

Imenso é o número de espíritos ciganos que alcançaram lugar de destaque no plano espiritual e são responsáveis pela regência e atuação em mistérios do plano de luz e seus serviços, carregando a mística de seu povo como característica e identificação.

Dentro os mais conhecidos, podemos citar os ciganos Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros, da mesma forma as ciganas, como Esmeralda, Carme, Salomé, Carmensita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.

É imprescindível que se afirme que na ordem elencada dos nomes não existe hierarquia, apenas lembrança e critério de notoriedade, sem contudo, contrariar a notoriedade de todos os outros ciganos e ciganas, que são muitos e com o mesmo valor e importância.

Por sua própria razão diferenciada, também diferenciado como dissemos é a forma de cultuá-los, sem pretender em tempo algum estabelecer regras ou esgotar o assunto, o que jamais foi nossa pretensão, mesmo porque não possuímos conhecimento de para tanto. A razão é que a respeito sofremos de uma carência muito grande de informação sobre o assunto e a intenção é dividir o que conseguimos aprender a respeito deste seguimento e tratamento.

Somos sabedores que muitas outras forças também existem e o que passamos neste trabalho são maneiras simples a respeito, sem entrar em fundamentos mais aprofundados, o que é bom deixar induvidosamente claro.

É importante que se esclareça, que a vinculação vibratória é de axé dos espíritos ciganos, tem relação estreita com as cores estilizadas no culto e também com os incensos, pratica muito utilizada entre ciganos.

Os ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem  sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação é utilizada para velas em seu louvor. Uma das cores, a de vinculação raramente se torna conhecida, mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc. Os incensos são sempre utilizados em seus trabalhos e de acordo com o que se pretende fazer ou alcançar.

Para o cigano de trabalho se possível deve-se manter um altar separado do altar geral, o que não quer dizer que não se possa cultua-lo no altar normal.

Devendo esse altar manter sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferencia do cigano em um suporte de alumínio, fazendo oferendas periódicas para ciganos, mantendo-o iluminado sempre com vela branca e outra da cor referenciada. Da mesma forma quando se tratar de ciganas, apenas alterando a bebida para licor doce.

E sempre que possível derramar algumas gotas de azeite doce na pedra, deixando por três dias e depois limpá-la.

Os espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante fruta, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras de vinho tinto com um pouco de mel.

Podendo ainda fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal e leva-los ao forno, por alguns minutos, muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se possível incenso de lótus. gip09[1]

As saias das ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos ciganos em geral.

Os ciganos trabalham com seus encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus olhos. Uma das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza.

Um dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão e contou o que aconteceu.

Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza.

Deus então, preocupado em atende-los, concedeu e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselha-las para o bem.

É muito comum usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua…”

Trecho extraído do livro “Rituais e Mistérios do povo Cigano” de Nelson Pires Filho Ed.Madras

Web site: www.feguardioesdaluz.com.br
Autor: Nelson Pires Filho

Entidades religiosas lançam cartilha contra intolerância, no Rio

por Alba Valéria Mendonça – Do G1, no Rio

Cerimônia reúne representantes de 18 organizações não overnamentais.  Cartilha vai orientar vítimas e policiais no registro dos casos.

Alba Valéria Mendonça/ G1

Líderes religiosos lançam cartilha para orientar vítimas de intolerância religiosa (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)

Representantes de 18 entidades não governamentais que integram a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa lançam nesta quarta-feira (21) a Cartilha da Liberdade, no Cine Odeon, na Cinelândia, no Centro do Rio. A cartilha, produzida em dez dias pelo coronel da reserva da Polícia Militar e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Jorge da Silva, traz uma série de orientações para vítimas da intolerância religiosa e racial.

A cartilha, segundo Silva, também vai ajudar os policiais civis no registro das queixas que chegam às delegacias. De acordo com o professor, existe uma tendência histórica por parte dos policiais de minimizar os casos de intolerância religiosa.

“Os policiais não sabem qualificar o caso. Aí, não registram ou registram somente como injúria ou vilipêndio. Eles esquecem que existe o artigo 20 da Lei Caó (número 7.716) que considera crime a intolerância religiosa”, enfatizou Silva.

Minuto de silêncio

Neste Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa – 21 de janeiro -, a cerimônia de lançamento da cartilha foi aberta com um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do desabamento do prédio da Igreja Renascer , em São Paulo.

O ministro interino da Igualdade Racial, Eloi Ferreira Araújo, acrescentou ainda que o guia traz recomendações importantes para vítimas, como as entidades que devem ser procuradas para prestar socorro ou fazer denúncias.

“A cartilha vai ser distribuída a todas as entidades religiosas e divulgada ao máximo. No Brasil, sempre houve perseguições religiosas, principalmente às de matriz africanas. Mas estamos combatendo esses problemas desde a criação da Lei Afonso Arinos e agora, com a Lei Caó. Precisamos trabalhar neste processo de construção coletiva de novos valores. O Estado brasileiro reconhece que existem problemas dessa ordem, mas estamos procurando tratar disso”, disse Araújo.

Além do lançamento do guia serão realizados debates com vítimas da intolerância religiosa, artistas, intelectuais e líderes religiosos. Eles vão dar testemunhos das agressões verbais que sofreram por conta do preconceito religioso.

Projeto Legal tem 15 casos

De acordo com o Carlos Nicodemus, coordenador executivo da ONG Projeto Legal – entidade fluminense pioneira na assistência jurídica às vítimas de intolerância religiosa – em um ano foram registrados 15 casos no Rio.

“Cerca de 70% dos casos são contra seguidores de religiões de matriz africanas. Por enquanto, só temos casos registrados de agressões verbais. Mas sabemos que há casos em que as pessoas são agredidas fisicamente só porque professam uma religião diferente do outro”, disse Nicodemus, lembrando que em junho o Juizado Especial Criminal deu ganho de causa a um umbandista agredido verbalmente pelo vizinho, em Paty do Alferes, na Região Centro-Sul Fluminense.

Policiais conscientes e qualificados

Também esteve presente ao fórum o coordenador da Central de Inteligência da Polícia Civil, delegado Henrique Pessoa. Ele disse que já foi feito um workshop com 180 policiais sobre a questão da intolerância religiosa e racial.

“O guia vai ser distribuído a todas as unidades da Polícia Civil. Essa cartilha vai acrescentar muito na conscientização e na qualificação dos policiais. O Rio quer ser uma referência nacional no combate à intolerância religiosa. Esse é o nosso objetivo”, disse o delegado, acrescentando que a Polícia Civil vai trabalhar para acabar com o preconceito, para que não seja necessária a criação de uma delegacia especializada para cuidar desses casos – o que só acontece quando o número de casos é muito alto.

No final do dia será lançado o DVD da caminhada contra a intolerância religiosa, realizada no dia 8 de setembro de 2008.

O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa também está sendo lembrado em São Paulo, Salvador e Porto Alegre, além de Buenos Aires, na Argentina.  De acordo com Ivanir dos Santos, da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, a demonização de determinada religião coloca em risco a democracia.

“Só vamos conseguir avançar contra o preconceito religioso, quando entendermos que o que está em risco é a democracia. O nazismo e o fascismo começaram com a demonização desta e daquela religião. Vivemos num país laico e não queremos um país teocrático”, disse Ivanir.

Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL965424-5606,00-ENTIDADES+RELIGIOSAS+LANCAM+CARTILHA+CONTRA+INTOLERANCIA+NO+RIO.html

Banhos

Pequeno Histórico sobre o uso dos Banhos 
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O banho é a renovação do corpo e da alma, pois quando o corpo se sente bem e se acha refeito do cansaço, a alma fica também apta a vibrar harmoniosamente. Os antigos hebreus já usavam as abluções, que não deixavam de ser banhos sagrados. Moisés, o grande legislador hebreu, impôs o uso do banho em seus seguidores.

O batismo nas águas ministrado por São João Batista, no Rio Jordão, era um banho sagrado, pois o batismo nas águas senão o banho mais natural (e porque não o primeiro banho purificador do ser humano nos dias de hoje, afinal, se batizam crianças ainda pequenos) que conhecemos, purificador do espírito, mente e do corpo.

Os banhos sempre foram um potente integrante do sentimento religioso, haja vista os povos da Índia milenar serem levados a banhar-se nas águas do rio sagrado, o Ganges, cumprindo assim parte de um ritual que, para eles, é indispensável e sagrado.
Há em toda a época antiga um Rio Sagrado, no qual os povos iam se banhar para purificar-se física ou mentalmente. Na África, a água é tida como de grande poder de força e de magia. Vemos até hoje nos candomblés as Águas de Oxalá. Águas nos potes e tigelas, além de mirongas com água e axé. E quem nunca viu ou ouviu falar em lavar com água-de-cheiro as ESCADARIAS DO SENHOR DO BONFIM, em Salvador na Bahia ?

Para nossos índios, hoje os Caboclos da Umbanda, o banho de Rio era alegria, prazer, lazer, satisfação e descarga. O rio Paraíba é um rio sagrado para os Tupinambás. Nele os índios faziam (ou fazem) seus rituais secretos.

A Utilização dos Banhos em qualquer época, nos Centros e Terreiros de Umbanda, os banhos tem sido de grande importância na fase de iniciação espiritual; por isso, torna-se necessário um grande conhecimento do uso das ervas, raízes, cascas, frutos e plantas naturais.

E como já sabemos, os banhos de ervas devem ser preparados por pessoas especializadas dentro dos terreiros ou por você mesmo(a). Se forem preparados por outra pessoa, que ela esteja com o seu corpo físico e seu corpo astral purificados, pelo menos pelo banho de uma erva, e livres de excitações sexuais; nem por mulheres na fase de menstruação (corpo liberto). A orientação e o uso das ervas são atribuições dos GUIAS ESPIRITUAIS, das ENTIDADES e dos ORIXÁS, através dos Chefes de Terreiros.

Alguns Tipos de Banhos

Banhos de descarga
O mais conhecido, e como o próprio nome diz, o Banho de Descarga (ou descarrego) serve para descarregar e limpar o corpo astral, eliminando a precipitação de fluídos negativos (inveja, ódio, olho grande, irritação, nervosismo, etc). Suprime os males físicos externamente, adquiridos de outrem ou de locais onde estiverem os médiuns. Este banho pode ser utilizado por qualquer adepto da Umbanda, desde que seguindo as recomendações das Entidades/Guias Espirituais.

Banhos de ritual
É o banho de incorporantes (médiuns de incorporação). Esses banhos têm a função de estimular os fluídos da mediunidade, ativando, revitalizando as funções psíquicas para uma excelente trabalho de ritualização dos Guias Espirituais e é também recomendado para ativar e afinizar as forças dos Orixás, Protetores de Cabeça e do Anjo da Guarda.

Banhos de iniciados

Este tipo de banho deve ser utilizado nos centros e terreiros de Umbanda por seus aparelhos, médiuns, iniciantes ou não dentro da Lei da Umbanda. Ele propicia o equilíbrio entre a aura do corpo mental e a aura do corpo astral. Equilibra, de maneira satisfatória, a incorporação das Entidades em seus aparelhos mediúnicos (filhos-de-santo) .É um banho para ser usado com muito critério e cautela, pois para cada tipo de Entidade Espiritual é destinada uma planta ou várias plantas, num conjunto ritualístico. Um exemplo de banho de iniciados é o BANHO DE AMACI, aqui especialmente tratado

Banho de Amaci

É o banho mais conhecido pelas pessoas que começam a freqüentar os Centros de Umbanda e que somente deve ser preparado por uma Entidade Espiritual ou pelo Guia Chefe do Terreiro, Pai/Mãe-de-Santo, Zelador(a) do Terreiro,Babalaô ou Chefe de Culto. É o banho que pode ser preparado da cabeça aos pés, ou simplesmente da cabeça, porque é preparado de acordo com o Santo,Orixá protetor do filho, iniciante na Umbanda.
O banho de amaci é próprio para a cabeça onde reside o nosso Santo Protetor, nosso Guia Espiritual. Só podem tomar o banho de amaci aqueles que forem freqüentar e desenvolver- se na gira de Umbanda, no Centro ou Terreiro. O próprio adepto não deve nunca prepará-lo e nem tomá-lo em casa; existe todo um ritual para que seja feito o amaci da Umbanda, isto é, ervas selecionadas de acordo com o Santo do Iniciante, bem como dia e hora apropriados, e demais requIsitos que o banho exige.

A real importância do banho de ervas
Sua função dentro da terapia vegeto-astromagné tica é de serem condensadores das energias solares e cósmicas. Há ervas que recebem influxos mais diretos de certos planetas. Como sabemos, um corpo celeste é a concretização de certas Linhas de Força ou Forças Sutis que determinado Orixá comanda. Assim, temos ervas para determinados Orixás.

Deve ser colhida dentro na quinzena positiva, isto é, nas Luas Nova e Crescente porque a energia vital ou prana faz seu ciclo, no reino vegetal obedecendo ao seguinte ritmo:

Lua minguante: força prânica se concentra na raiz, vitalizando- a permitindo que ela tire do solo nutriente físicos e hiperfísicos. Dura 7 dias para ser completada.

Lua Nova: o éter vital ou prana se concentra nas folhas, flores e frutos.

Lua Crescente: Nessa fase ainda há uma corrente prânica nas folhas, após o 4 dia, a corrente se desloca para os galhos menores, e até o 7 passa para os galhos maiores.

Lua Cheia: A corrente prânica desce mais ainda, alcançando o caule primário; desce até o 7 dia da Lua Cheia, quando o prana já está praticamente acumulado na raiz.

Portanto:
Não se deve colher ervas nas Luas Cheia e Minguante, pois a força vital, o prana, as energias eletromagnéticas estão na raiz, e é claro que ninguém vai tomar banho de raiz, pois se tomar será uma só vez, e não é de nosso feitio aniquilar o reino vegetal, nobre auxiliar para a sobrevivência do homem.

Para os banhos, as ervas deverão ser colhidas e logo depois usadas. Devem ser verdes.
Para os chás, os mais eficientes serão os colhidos e usados logo, mas se estiverem secas suas folhas podem se prestar a sua função, pois ainda mantêm em sua composição física certas substâncias que serão úteis. Mas é importante que tenham sido colhidas nas Luas Nova ou Crescente.

Banho de desimpregnação ou eliminação de cargas negativas:
Sua função é eliminar as cargas negativas que ficam no Auro do indivíduo.
Como se faz:

• As ervas deverão ser colhidas verdes na Lua Crescente, na quantidade de 1,3,5 ou 7 qualidades, mas da mesma Vibração Espiritual, Linha.

• Após lavarem as ervas, são colocadas numa vasilha de louça branca, sobre uma mesa, onde se acende uma vela branca dentro de um pentagrama, isso tudo preparado com orações.

• A seguir, acrescenta-se na vasilha, onde já contidas as ervas, água fervente ou água de cachoeira, rio, mar etc. Se for água dessas procedências, tritura-se as ervas com as mãos (previamente lavadas e depois limpas com álcool) e, antes de banhar-se, retiram-se os restos, coando o sumo.

• Se for água quente, espera-se o tempo suficiente para que haja as transmutações vibratórias e para que a água se esfrie até a temperatura que permita ser usada sem lesar ou trazer queimaduras.

• Após o banho de higienização, o indivíduo volta-se para o ponto Sul e toma o banho de ervas, deixando o mesmo, junto com as ervas, passar pelo corpo todo, isto é do pescoço para baixo.

• Ao tomar o banho de descarga, colocar sob os pés pequenos pedaços de carvão, os quais devido ao elemento carbono, fixarão as cargas que as ervas deslocarem.
O mecanismo básico deste banho é o de que a água, junto com as ervas, desloca cargas ou formas-pensamento que se tenham agregado ao Corpo Astral ou Corpo Etérico do indivíduo. Liberando as tensões, bloqueios e doenças e também limpando o corpo Astral.

• Após o banho, os detritos de ervas devem ser retirados do corpo, um a dois minutos depois, e colocados em algum recipiente de vidro por ser ele isolante, juntamente com o carvão, devendo ambos ser despachados em água corrente, sem o vidro é claro ou o resto das ervas, no caso de maceradas, podem ser despachados num rio ou numa mata.

O banho deve ser tomado com o indivíduo voltando-se de costas para o cardeal Oeste ou Leste. Quando a erva for macerada com as mãos as ervas não devem passar pelo corpo. Esse banho deve ser efetuado do pescoço para baixo.

Banho de sal grosso
Água e sal grosso, ou água do mar, ou sal-grosso mais espada de S.Jorge e guiné ou folhas de fumo. Passando o de sal grosso pela cabeça.

Banho de fixação ou ritualístico
Uma das mais importantes práticas para o bem estar físico e espiritual são os banhos ritualísticos. Preferimos denominá-los assim, visto que existem banhos com propósitos diferentes do popularmente conhecido como “banho de descarrego”, desta forma faremos uma diferenciação.

É de caráter essencialmente mediúnico visando a precipitar em maior abundância fluidos eletro-físicos dos médiuns, aos quais facilitarão a ligação fluídico-vibrató ria entre o médium e o seu mentor espiritual. É também uma espécie de catalisador ou facilitador da assimilação fluídica entre o complexo astro-psíquico médium-Entidade atuante, isto é, além dos fluidos próprios da tônica vibratória do médium, há uma produção de fluidos da própria tônica vibracional da Entidade.

Como isso acontece?
Há uma transformação dos fluidos do médium nos da Entidade atuante, através dos processos complexos, mas que são facilitados e ativados com ervas que vibrem na mesma sintonia do Mentor atuante.

Levam em sua composição:
Neste artigo trataremos dos três principais banhos preconizados pela Umbanda Esotérica, quais sejam: Banhos de Descarga, Banhos Litúrgicos e Banhos de Essências.
Os chamados “banhos de descarga” ou “banhos de descarrego” , tem como finalidade deslocar ou eliminar as cargas negativas que ficam agregadas ao AURA ou Corpo Etérico do indivíduo. Temos variadas causas de energias negativas, como emissão de cargas mentais através de pessoas que nutrem sentimentos de ódio, vingança, inveja, ciúmes, despeito e outros sentimentos negativos, além das causas de ordem Astral, através da ação negativa de seres desencarnados. Este tipo de banho não deve ser aplicado na cabeça.

Os “banhos de elevação” ou “litúrgicos”, são utilizados por médiuns já Iniciados, considerados aptos a atuarem mediunicamente ou que estejam prestes a sê-los. Este tipo de banho movimenta certas energias de ordem psíquicas, podendo trazer vários distúrbios se a pessoa que for usá-lo não estiver nestas condições.

Os “banhos de essências” tem como finalidade harmonizar o indivíduo consigo mesmo, com seu grupo vibratório afim ou mesmo predispô-lo a níveis de consciência mais elevados. Este banhos podem ser usados em qualquer fase da lua, em qualquer horário, devendo obrigatoriamente passar pela cabeça.

Para que cada banho deste tenha o efeito desejado, é necessário observar alguns pontos importantes. Antes de mais nada, temos que “descobrir” qual o Orixá que rege a pessoa. Isto é bastante simples, visto que o signo natal está diretamente relacionado com sua Vibração Original.

Senão, vejamos:

Banho para médiuns já iniciados – banho de elevação

Este banho mexe certas energias de ordem psíquica, podendo trazer sérios distúrbios se o médium que for usá-lo não estiver nas condições citadas. Esse banho liga o médium com o seu interior, fazendo-o a elevar-se a níveis superiores de consciência, sendo por isso elo de ligação com os mentores do dito médium.

O preparo:

• Escolher 3, 5 ou 7 qualidades de ervas de Orixalá. Sim, nesse banho só se utiliza ervas de Orixalá. Às outras ervas é interditada a função de serem utilizadas nesse tipo de banho.
• Após colhidas e lavadas, as ervas são colocadas numa vasilha de louça branca ou ágata. Após adicionar água de cachoeira ou água de mina, ou seja, uma água pura.
• A seguir, acende-se sobre uma mesa uma luz de lamparina (lamparina dentro de um pentagrama).
• Assim feito, inicia-se a trituração de ervas, sendo as mesmas com as mãos bem limpas (limpas com álcool) e com a corrente mental ou de pensamentos mais puros possíveis , que se prenda às finalidades do banho. Ao assim fazer, as vibrações serão melhor catalisadas na água, tornando o banho um possante agente de elevação vibracional.
• Após a trituração, coa-se, retirando o resto das folhas, estando o sumo pronto para ser usado, se possível dentro ainda da hora favorável do Sol.
• Para se usar o banho de elevação toma-se primeiro o banho de higienização física; logo a seguir, toma-se esse banho, passando-o pela cabeça, fato primordial, sendo que, se possível for, deve-se ficar voltado para o cardeal Oeste ou Leste (de costas para os mesmos), respirando-se lenta e profundamente.
• Não se enxugue por um período de 3 minutos, para que possa haver plena transfusão e precipitação de elementos de ordem mental, astral e física. Repetir esse banho sempre que sentir necessidade ou quando for para a sua sessão. Caso fique difícil para o filho de fé escolher o melhor horário, faça no horário vibratório de Orixalá, que é das 9:00 às 12:00 podendo-se tomar também no domingo, que é o dia de Orixalá.

Identificada a Vibração Original do indivíduo, devemos escolher as ervas afins a esta Vibração. Toda erva a ser usada em qualquer banho deve ser colhida apenas nas luas NOVA ou CRESCENTE (Luas positivas) e nunca nas luas CHEIA e MINGUANTE (Luas Negativas).

As ervas devem ser maceradas (amassadas com a mão) e nunca fervidas, sendo a sua quantidade sempre em número de 1,3,5,ou 7 ervas, que devem ser colhidas e preparadas, preferencialmente no horário vibratório do Orixá.

Data de Nascimento , Signo e Vibração original
21 de Março a 20 de Abril
Áries
OGUM

21 de Abril a 20 de Maio
Touro
OXÓSSI

21 de Maio a 20 de Junho
Gêmeos
YORI

21 de Junho a 20 de Julho
Câncer
YEMANJÁ

22 de Julho a 22 de Agosto
Leão
OXALÁ

23 de Agosto a 22 de Setembro
Virgem
YORI

23 de Setembro a 22 de Outubro
Libra
OXOSSI

23 de Outubro a 21 de Novembro
Escorpião
OGUM

22 de Novembro a 21 de Dezembro
Sagitário
XANGÔ

22 de dezembro a 20 de janeiro
Capricórnio
YORIMÁ 

21 de Janeiro a 19 de Fevereiro
Aquário
YORIMÁ

20 de Fevereiro a 20 de Março
Peixes
XANGÔ
 

Vibração Original, Ervas Afins e Horário Vibratório

OXALÁ Image9
Arruda
Levante
Erva Cidreira
Alecrim
Girassol
Hortelã
Laranja (folhas)
Arnica
Poejo
09:00 às 12:00

YEMANJÁ
Unha de vaca
Picão do Mato
Folhas de Lágrimas de Nossa Senhora
Erva Quaresma
Abóbora d’anta
Mastruço
Chapéu de couro
18:00 às 21:00

YORI
Amoreira
Anil
Abre-Caminho
Alfazema
Suma-roxa
Quina-Roxa
Capim Pé de Galinha
Salsaparrilha
Arranha-Gato
Manjericão
12:00 às 15:00

XANGÔ
Maria-Nera
Limoeiro
Erva Moura
Aperta-Ruã
Erva Lírio
Maria Preta
Café (Folhas)
Mangueira (Folhas)
Erva de Xangô
15:00 às 18:00

OGUM
Losna
Comigo-ningué m-pode
Romã (folhas)
Espada de Ogum
Flecha de Ogum, Erva de Coelho
Cinco Folhas
Macaé
Erva de Bicho (Folha de Jurupitã)
Jurubeba (Folhas)
03:00 às 06:00

OXÓSSI
Malva Rosa
Malvisco
Mil Folhas
Sabugueiro
Funcho
Sete Sangrias
Cravo de Defunto
Folhas de Aroeira
Azedinho
Fava de Quebrante (Folhas) Gervão Roxo
Grama Pernambuco
Grama Barbante
06:00 às 09:00

YORIMÁ
Mal-com-tudo
Guiné-pipi
Negramina
Tamarindo
Eucalipto
Cipó Caboclo
Cambará
Erva grossa
Vassoura Preta
Vassoura Branca
21:00 às 24:00

Após o banho, deve-se fazer a limpeza do local, colocando resto de ervas e os pedaços de carvão em uma sacola plástica, lavando-se toda a área de banho com uma solução de uma colher de sopa de vinagre para dois litros d’água.

Tomado o banho de descarga, o indivíduo pode (e deve) tomar o banho de essências, sendo as mais indicadas para cada Vibração Original as seguintes:

Vibração Original – Essências

OXALÁ – Sândalo / Jasmim / Acácia e Angélica

YEMANJÁ  -Verbena / Açucena

YORI  -Benjoim / Alfazema / Verbena

XANGÔ – Bálsamo / Mirra

OGUM  – Aloés Vera / Tuberosa / Ciclame

OXÓSSI  – Narciso / Jacinto / Violeta

YORIMÁ  – Alfazema / Junquilho / Mandrágora
 

Para um litro d’água, usar uma colher das de chá com a essência pura (não o perfume), agitando o recipiente para ativar o banho. Toma-se da cabeça para baixo.

Bibliografia utilizada:

  • Umbanda de Todos Nós – W.W. da Matta e Silva – 9ª Edição, Editora Ícone
  • Mistérios e Práticas na Lei de Umbanda – W.W. da Matta e Silva – 1999, Editora Ícone
  • Umbanda – A Proto-Síntese Cósmica – Francisco Rivas Neto – 3ª Edição Ampliada
  • Por BruxaZaira – http://br.groups.yahoo.com/group/BruxaZaira/

Briga entre pastor e candomblecista acaba na polícia

Destruição de oferenda na Zona Oeste do Rio motivou queixa.
Evengélico diz que só pediu que material fosse retirado da porta de igreja.

Alícia Uchôa – Do G1, no Rio

Às vésperas do lançamento do “Guia da luta contra intolerância religiosa”, uma briga entre um pastor evangélico e um candomblecista foi parar na polícia carioca. Segundo Cosme Luis dos Santos, autor da queixa, ele teve uma oferenda destruída pelo pastor, que o teria cercado com um grupo. Segundo o líder evangélico, no entanto, ele só pediu que o material fosse retirado da porta da igreja.

De acordo com Cosme, pouco depois de realizar a oferenda de agradecimento próximo à sua casa, no bairro de Paciência, na Zona Oeste do Rio, soube por um conhecido que ela havia sido destruída. Inconformado, resolveu pegar sua câmera e registrou fotos do vaso quebrado, quando teria sido abordado por um pastor com um grupo de cerca de 20 fiéis.
“Não queriam me deixar filmar e um dos membros da igreja chegou a tentar me agredir, mas foi contido pelo grupo. Eles se diziam servos de Deus e repetiam que não havia lei no país que me permitisse aquilo, só a lei de Deus. No dia seguinte, resolvi ir até a delegacia”, conta ele, que é praticante do candomblé. 

Pastor nega acusação

Ampliar FotoDivulgação / Comissão de Combate à Intolerância Religiosa

Cosme fotografou os destroços da oferenda (Foto: Divulgação / Comissão de Combate à Intolerância Religiosa)

Segundo o pastor Romildo, da Igreja de Cristo Rio de Vida, no entanto, não houve conflito direto no episódio.

“Ele estava fazendo um trabalho na porta da igreja, a menos de 15 metros. Pedi que tirasse aquilo dali e, como ele não quis, esperei ele ir embora para retirar. Fica com cheiro muito forte na hora do culto. Não houve agressão, ninguém tem esse direito. Temos que nos respeitar e eu queria respeito”, ponderou o pastor.
“Cada religião tem sua prática e sua reverência. Agressão não é atitude religiosa, é crime. O Brasil representa todas as diferenças e devemos prezar pela democracia”, disse o babalaô Ivanir dos Santos, sacerdote da tradição iorubá e membro da Comissão de Combate à Intolerância religiosa.
De acordo com a Lei Caó, a intolerância religiosa pode ser considerada crime inafiançável e a pena pode chegar a três anos de prisão.

Cartilha

Na próxima quarta-feira (21), Dia Nacional Contra a Intolerância Religiosa, a comissão vai lançar uma cartilha para orientar policiais e líderes religiosos a lidar com casos de intolerância.
O evento vai acontecer no Cine Odeon, na Cinelândia, no Centro do Rio, e terá mesa de autoridades religiosas, com vítimas de intolerância religiosa, além de encontro com intelectuais e artistas debatendo o tema. A entrada é gratuita.

 

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MRP962562-5606,00.html