QUEM ÉS EXU?

Ditado Pelo Guardião Pinga Fogo – escrito por Alexandre Cumino

Quem és, oh Elegbara!? exu
Que com teu falo em riste deixava estupefatos os zelosos sacerdotes
do clero católico.

Só pode ser o demônio infiltrado nestas tribos primitivas que
habitam o solo árido da África, gritavam os inquisidores preocupados.

Negros sem alma, que só pensam em se reproduzir, em ofertar para a
fertilidade da lavoura,  levem-nos para o Brasil e vendam-nos como
escravos que lá aprenderão as verdades dos céus.

Cá chegando, quem és, Exu, “orixá” amaldiçoado pela dualidade
judaico-católica, que não pôde ser sincretizado com os “santos”
santificados pelos papas infalíveis…

Quem és, Exu, que os homens da Terra determinam que não é santo e
por isto é venerado escondido no escuro das senzalas e seus
assentamentos ficam enterrados em locais secretos?

Quem és, Exu, que o vento da liberdade que aboliu a
escravidão “enxotou” para as periferias da capital de antanho?

Quem és, Exu, que o inconsciente do imaginário popular vestiu com
capa vermelha, tridente, pé de bode, sorridente entre labaredas, que
por alguns vinténs, farofa, galo preto, charuto e cachaça, atende os
pedidos dos fidalgos da zona central que vêm até o morro em busca
dos milagres que os santos não conseguem realizar?

Quem és, Exu, que continua sendo “despachado” para não incomodar o
culto aos “orixás”?

Exu, é entidade? Então não entra dizem os ortodoxos que preconizam a
pureza das nações. Aqui não tem lugar para egum…espírito de
morto…

Exu, fique na tronqueira. Médiuns umbandistas pensem nos caboclos e
pretos velhos, não recebam estes Exus, admoestam certos iniciados 
chefes de terreiro. Eles são perigosos para os iniciantes.

Sim, estes iniciantes e iniciados que pelo desdobramento natural do
espírito durante o sono físico vão direto para os braços do seu
quiumba – obsessor- de fé, e saem de mãos dadas para os antros de
sexo, drogas, jogatinas e outras coisitas prazeirosas do umbral mais
inferior. Noutro dia, sonolentos e cansados do festim sensório,
imputam a ressaca ao temível Exu.

Oh! Quantas ilusões!!!!!!
Afinal, que és tu, Exu?
Por que sois tão controverso?
Eu mesmo vos respondo…
Iah, ah, ah, ah….
Não sou a luz…
Pois a luz cristalina, refulgente, só a de Zambi, Olurum, Incriado,
Deus, seja lá que nome vocês dão…
Não sou a luz…Logo sou espírito em evolução.

Esta não é uma peculiaridade nossa,só dos Exus, mas de todos os espíritos no
infinito cosmo espiritual. Afirmo que não existe espírito evoluído,
como se fosse um produto acabado. Todos os espíritos, independente
da forma, estão em eterna evolução, partindo do pressuposto que só
existe um ser plenamente perfeito, um modelo de absoluta perfeição,
o próprio Absoluto, Deus.

Assim, perante os “olhos” de Olorum, sou igual aos pretos velhos,
caboclos, baianos, boiadeiros, ciganos, orientais…
As distinções preconceituosas ficam por conta de vocês.

Não sou a luz, mas tenho minha própria luminosidade, qual labareda
de uma chama maior, assim como todos vós. Basta tirar as nódoas
escuras do candeeiro que vos nublam o discernimento que podereis
enxerga-la, lá dentro de vós, o que chameis de espírito.

Há algo que me distingue dos demais espíritos. É o fato de eu não
estar na luz. Meu habitat é a escuridão. Os locais trevosos onde há
sofrimento, escravidão, dominação coletiva, magismo negativo,
castelos de poder alimentados pelo mediunismo na Terra que busca a
satisfação imediata dos homens, doa a quem doer.

O que eu faço lá?
Eu, um Exu, entre tantos outros, levo a luz às trevas, qual cavaleiro com estandarte em punho.
Dentro da lei universal de equilíbrio, eu abro e fecho, subo e desço, atuo na horizontal e na vertical, no leste o no oeste, atrás e na frente, encima e embaixo, impondo sempre o equilíbrio às criaturas humanizadas neste planeta, encarnados e desencarnados aos
milhões.

O Cosmo é movimento, nada está parado, nada é estático.
Eu sou movimento. Não sou as ondas do mar, mas eu as faço movimentar-
se…Não sou as estrelas na abóbada celeste, mas meu movimento faz a
sua luz chegar até as retinas…Não sou o ar que perpassa as folhas,
mas as suas moléculas e partículas atômicas são mantidas em coesão e
movimentadas pela minha força….

Iah, ah, ah…

Este equilíbrio não se prende as vontades humanas e aos vossos
julgamentos de pecado, certo ou errado, moral ou imoral. Eu atuo no
contínuo temporal do espírito e naquilo que é necessário para a
evolução. Se tiverdes programado nesta encarnação serdes ricos, o
será com axé de Exu. Se for o contrário, se em vida passada abusou
da riqueza, explorou mão de obra, matou mineiros e estivadores de
canaviais, e é para o equilíbrio de vosso espírito serdes mendigo,
nascerás em favela sentindo nas entranhas o efeito de retorno, com
axé de vosso Exu que vos ama, assim como um elástico que é puxado
esticando e depois volta à posição de repouso inicial, estarei
atuando para que seja cumprida a Lei de Harmonia Universal,  mesmo
que “julgueis” isto uma crueldade.

Eu, Exu, vos compreendo.
Vós ainda não me compreendeis.
Eu sou livre, livre e feliz.
Vós sois preso, preso e infeliz no ciclo das reencarnações sucessivas.
Eu dou risada.
Iah, ah, ah, ah !!!!

Sabe por quê?
Porque eu sei que no dia que o Sol não mais existir, vosso planeta
for mais um amontoado de rocha inerte vagando no cosmo, estaremos
vivos, vivos, muito vivos, evoluindo, evoluindo, sempre evoluindo.
Assim como vim para a Terra como caravaneiro da Divina Luz há
milhares de anos atrás, assim iremos todos para outro orbe quando
este planeta “morrer”.

Quando este dia chegar, vós estareis um pouco menos iludidos com as
pueris verdades emanadas dos homens e seus frágeis julgamentos
religiosos.

Eu, Exu, vou trabalhar arduamente para quando este dia chegar, vós
estejais menos iludidos e quem sabe livre da prisão do escafandro de
carne, assim como eu sou livre, livre, livre e feliz.
Iah, ah, ah, ah, ah.

* * *
Obs: O Exu que ditou esta mensagem é mais um dentre tantos que se
denominam PINGA FOGO e labutam em prol da Divina Luz, nossa amada
Umbanda.

Quanto a quem recebeu a mensagem, isto é só mais uma ilusão.

Fonte: grupo Alexandre Cumino – alexandrecumino@uol.com.br

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Desmistificando Pomba Gira

Fonte: Exus e Pomba Gira na Umbanda – Simbolismo e Função – Autoria do Pai Juruá. 
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QUEM É A POMBA GIRA

Quem são as Guardiãs Pombas Gira?

Vamos falar bem reduzidamente o que seriam as Guardiãs Pombas Gira:

Se os Guardiões Exus são marginalizados, mais ainda são as senhoras Guardiãs Pombas Gira.

Há muitas pessoas que as associam com prostitutas, ou simplesmente, mulheres que gostam de se expor aos homens e sedentas por sexo. As distorções e preconceitos são características dos seres humanos quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou materializar conceitos abstratos, distorcendo-os. Essas nossas irmãs em Deus nada mais são que espíritos desencarnados, que como os Exus, viveram na Terra e hoje, por afinidade fluídica, militam como mais uma corrente de trabalho portentosa dentro da Umbanda.

Não temos culpa se certos “médiuns” medíocres dão passividade para quiumbas ou mesmo fingem uma incorporação de uma Guardiã Pomba Gira, para serem aceitos e terem suas opiniões e mesmo trejeitos aceitos pela comunidade religiosa. Com certeza, exteriorizam somente aquilo que suas mentes doentias acham serem certos.

Dentro da hierarquia das Guardiãs Pombas Gira, estão divididas em níveis diversas outras Pombas Gira, da mesma forma que as demais legiões. É claro que em alguns casos podem ocorrer que uma delas em alguma encarnação tivesse passado pela experiência dolorosa de ser uma prostituta, mas, isso não significa que as Guardiãs Pombas Gira tenham sido todas prostitutas e que assim agem. As que foram, hoje estão integradas na Umbanda, a fim de realizarem a grande reforma íntima através da caridade e do mediunismo redentor.

Não se torna uma Guardiã Pomba Gira pelo simples fato de se ter errado perante as Leis Divinas. Afinal, quem nunca errou na vida? Ser uma Guardiã Pomba Gira exige preparo, conhecimento, magia, discernimento e muito amor. É mais uma corrente de trabalho espiritual na Umbanda, onde espíritos seletos atuam na faixa vibratória que mais se afinizam.

As Guardiãs Pombas Gira não são a representação da sexualidade e nem da sensualidade, mas sim frenam os desvios sexuais dos seres humanos e direcionam essas energias para a construção da espiritualização, evitando a destruição espiritual e material de cada ser.

A sensualidade desenfreada destrói o homem: a volúpia. Este vício moral é alimentado pelos encarnados e desencarnados pela invigilância das Leis de Deus, criando um ciclo ininterrupto, caso as Pombas Gira não atuem neste campo emocional, frenando-o e redirecionando-o.

As Guardiãs Pombas Gira são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São executoras da Lei.

Cabem as Guardiãs Pombas Gira esgotar os vícios ligados ao sexo, equilibrando o ser humano.

Gostaríamos de salientar que as Guardiãs Pombas Gira não são Exus fêmeas como dizem muitas das literaturas encontradas, mas sim, é mais uma das hierarquias de Deus;

Tudo que se refere ao estudo sobre os Guardiões Exus vale também para as Guardiãs Pombas Gira, ou seja, elas se manifestam na Umbanda através de espíritos incorporados as suas hierarquias. Elas são elementos mágicos ativados através de oferendas e elementos religiosos quando ativados num Templo. Também são agentes da Lei de Deus que podem ser ativadas pela Lei Maior. Os Guardiões Exus vitalizam/desvitalizam, as Guardiãs Pombas Gira esgotam o emocional ou despertam o desejo.

As Guardiãs Pombas Gira de Trabalho são tão maravilhosas quanto os Guardiões Exus. Elas realizam curas até mesmo de enfermidades dadas como incuráveis, desmancham trabalhos de magia negra, resolvem problemas, nos dão conselhos preciosos de como bem dirigir nossas vidas, enfim, fazem tudo pelas pessoas bem intencionadas que as procuram para a prática da caridade. È uma pena que ainda existam pessoas que as procuram somente para desmanchar relacionamentos amorosos ou conquistar alguém.

Como nossos irmãos Guias Espirituais, os Guardiões Exus, e as Guardiãs Pombas Gira, quando terminarem o círculo de trabalhos espirituais e permanência nas correntes de trabalho na Umbanda irão para uma faixa de espiritualidade superior, e serão conduzidas pelas Leis do Eterno Amor para o seu verdadeiro destino, a sua perfectibilidade e a verdadeira e eterna felicidade nas moradas do Senhor. Por isso, considerando que as Guardiãs Pombas Gira são criaturas como nós, filhos de Deus, considerando que bem orientadas por Orixás, e Guardiãs Pombas Giras de Lei trabalhem somente para o bem, devemos tratá-las com todo carinho, respeito, procurar compreendê-las e conduzi-las (as não esclarecidas. As que estão iniciando o seu caminho rumo a espiritualidade maior) para o caminho da redenção.

A Legião das Guardiãs Pombas Gira atuam:

• Nas descargas para neutralizar correntes de elementares/elementais vampirizantes, bem conhecidos como súcubus e íncubos, que atuam negativamente, por meio do sexo, fazendo de suas vitimas verdadeiros escravos das distorções sensuais.

• Cortando trabalhos de magia sexual negativa e as ditas “amarrações”, pois ninguém deve se ligar a ninguém a força. Isto é considerado pelos tribunais do astral como desvio de carma e as sanções para aqueles que realizam tais trabalhos são as mais sérias possíveis.

• Cortando trabalhos de magia negra, pois não é permitido pela Lei Divina que as pessoas ou espíritos possam fazer o que bem entenderem, ainda mais ferindo o Livre Arbítrio alheio.

• Neutralizando correntes e trabalhos feitos para desmanchar casamentos.

• Trabalham incansavelmente no combate as hostes infernais, quando estas procuram atingir injustamente quem não merece.

• Trabalham no combate das viciações que escravizam os médiuns, protegendo-os das investidas do baixo astral, quando se fazem merecedores.

• Fazem à proteção dos Templos onde habita a Espiritualidade Maior, principalmente onde se pautam pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

• Combatem a leviandade, promovendo a firmeza que trás o respeito através do poder da palavra. Tais atributos e a harmonia de seus efeitos combinados, trazem a serenidade mental, onde os Sagrados Orixás atuam, pois quem não sabe o que pensa, não sabe o que diz.

• Trabalham incansavelmente fazendo de um tudo para que seus médiuns possam galgar graus conscienciais luminosos perante a espiritualidade maior, equilibrando-os, auxiliando-os, mas jamais são coniventes com os desmandos de seus pupilos, corrigindo-os, às vezes, implacavelmente, para que possam enxergar seus erros e retomarem a senda da Luz.

• A Guardiã Pomba Gira, como entidade de trabalho, não são e nunca foram espíritos lascivos, tenebrosos, viciados, atrasados e maldosos, como muitos querem doutrinar.

• A Guardiã Pombas Gira atuam no combate aos quiumbas (na medida do possível ajudando-os a evoluir) e no combate das energias desvairadas e viciantes; nas cobranças e nos reajustamentos emotivos e passionais; nas cobranças da Lei Divina (carma); nas emoções e nas ações dos indivíduos.

• As Guardiãs Pombas Giras conhecem profundamente os mais íntimos segredos dos seres humanos e que apesar dos absurdos em seus nomes, ainda assim, nos auxiliam a evoluir, esperando pacientemente à hora de nossa maturidade.

• A Guardiã Pombas Gira são valorosas Guardiãs da Antiga Sabedoria, da Tradição da Umbanda. Não são vulgares. São guerreiras, heroínas, protetoras e grandes magas.

Lembre-se que nenhuma Guardiã Pomba Gira jamais atua negativamente na vida de qualquer ser, promovendo desuniões, feitiçarias, magias negras, fofocas, maledicências e toda sorte de coisas ruins. Infelizmente a maldade é um imperativo humano. Quando um ser humano, negativamente invoca o poder da Guardiã Pomba Gira, não é a entidade em si que vai atender ao seu pedido maléfico, mas sim, a força Pomba Gira, força magnética ígnea telúrica, que vai ser acionada e utilizada. Seria a mesma coisa que utilizarmos à força elétrica; podemos usá-la para o bem ou para o mal. A força é a mesma, mas não tem vontade própria.
Vamos agora usar de um artigo maravilhoso (de autor desconhecido), adaptando-o, e encontraremos que é a fiel imagem da uma mulher. E isso é ser a Senhora Guardiã Pomba Gira:
SER GUARDIÃ POMBA GIRA….
• Ser Guardiã Pomba Gira é viver mil vezes em apenas uma vida, é lutar por causas perdidas e sempre sair vencedora, é estar antes do ontem e depois do amanhã, é desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus atos.

• Ser Guardiã Pomba Gira é caminhar na dúvida cheia de certezas, é correr atrás das nuvens num dia de sol e alcançar o sol num dia de chuva.

• Ser Guardiã Guardiã Pomba Gira é chorar de alegria e muitas vezes sorrir com tristeza, é cancelar sonhos em prol de terceiros, é acreditar quando ninguém mais acredita, é esperar quando ninguém mais espera.

• Ser Guardiã Pomba Gira é identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa, é ser enganada e sempre dar mais uma chance, é cair no fundo do poço e emergir sem ajuda.

• Ser Guardiã Pomba Gira é estar em mil lugares de uma só vez, é fazer mil papéis ao mesmo tempo, é ser forte e fingir que é frágil pra ter um carinho.

• Ser Guardiã Pomba Gira é se perder em palavras e depois perceber que se encontrou nelas, é distribuir emoções que nem sempre são captadas.

• Ser Guardiã Pomba Gira é comprar, emprestar, alugar, vender sentimentos, mas jamais dever, é construir castelos na areia, vê-los desmoronados pelas águas e ainda assim amá-las.

• Ser Guardiã Pomba Gira é saber dar o perdão, é tentar recuperar o irrecuperável, é entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.

• Ser Guardiã Pomba Gira é estender a mão a quem ainda não pediu, é doar o que ainda não foi solicitado.

• Ser Guardiã Pomba Gira é não ter vergonha de chorar por amor, é saber a hora certa do fim, é esperar sempre por um recomeço.

• Ser Guardiã Pomba Gira é ter a arrogância de viver apesar dos dissabores, das desilusões, das traições e das decepções.

• Ser Guardiã Pomba Gira é ser mãe dos seus filhos e dos filhos dos outros e amá-los igualmente.

• Ser Guardiã Pomba Gira é ter confiança no amanhã e aceitação pelo ontem, é desbravar caminhos difíceis em instantes inoportunos e fincar a bandeira da conquista.

• Ser Guardiã Pomba Gira é entender as fases da lua por ter suas própria fases. É ser “nova” quando o coração está a espera do amor, ser “crescente” quando o coração está se enchendo de amor, ser “cheia” quando ele já está transbordando de tanto amor e “minguante” quando esse amor vai embora.

• Ser Guardiã Pomba Gira é hospedar dentro de si o sentimento de perdão, é voltar no tempo todos os dias e viver por poucos instantes coisas que nunca ficaram esquecidas.
• Ser Guardiã Pomba Gira é cicatrizar feridas de outros e inúmeras vezes deixar as suas próprias feridas sangrando.

• Ser Guardiã Pomba Gira é ser princesa aos 20, rainha aos 30, imperatriz aos 40 e especial a vida toda.

• Ser Guardiã Pomba Gira é conseguir encontrar uma flor no deserto, água na seca e labaredas no mar.

• Ser Guardiã Pomba Gira é chorar calada as dores do mundo e em apenas um segundo já estar sorrindo.

• Ser Guardiã Pomba Gira é subir degraus e se os tiver que descer não precisar de ajuda, é tropeçar, cair e voltar a andar.

• Ser Guardiã Pomba Gira é saber ser super-homem quando o sol nasce e virar cinderela quando a noite chega.

• Ser Guardiã Pomba Gira é acima de tudo um estado de espírito, é ter dentro de si um tesouro escondido e ainda assim dividi-lo com o mundo.

REVELAÇÃO DE UMA GUARDIÃ POMBA GIRA
Mensagem psicofônica da Senhora Pomba Gira Sete Encruzilhadas – Médium: Luely Figueiró

Nós andamos agitadas nas encruzilhadas, não estamos gostando do que certos escritores mal informados, que apenas cruzam pelos terreiros e que nem possuem a experiência de incorporação ou de trabalhos dentro da curimba de uma Pomba Gira, se arvoram em falar sobre nossa corrente, sobre nossos trabalhos.

Nos comentam como se fossemos lixo do astral ou menos espíritos apaixonados. Como se bastasse apenas nos oferecer elementos físicos, grosseiros materiais, para fazermos a vontade de todas as criaturas da face da Terra.

Pessoas que escrevem sem possuir o menor gabarito espiritual para comentar os mistérios da hierarquia de um espírito.

Nós estamos realmente agitadas no espaço que ocupamos e muito trabalhamos para formar a corrente deste aparelho, para que ela pudesse verdadeiramente receber a vibração e o ensinamento de todo o trabalho de uma Pomba Gira. Vocês não duvidem e não confundam as coisas que vocês vêem por aí. Aprendam se quiserem a ter o merecimento da proteção e do trabalho de uma Pomba Gira, seus giras.

Pomba Gira é gente já com gabarito de incorporação no exército divino, e quem já se encontra incorporado, como elemento deste exército, para a elaboração de evoluções maiores; não é sofredor nem lixo do espaço e nem desavisado e muito menos apegado a elementos tão físicos e baixos como querem nos apregoar.

Tenham mais humildade para aceitar as coisas do grandioso Senhor, que elabora no dia-a-dia a evolução dos universos siderais e não só o vosso.

Não pensais, pois, que sois o centro do universo, porque não sois não. Em todas as horas, em todos os momentos, o grande Senhor nos envia provas através, até mesmo, de aparelhos mediúnicos que nos deixam perplexos, bestializados com os que eles fazem como simples aparelhos e nada mais.

Porque eles são meros veículos de forças maiores; aqui, neste planeta, somos espíritos de certa envergadura, com milênios de aprendizado; nos chamam de Pomba Gira; poderiam ter-nos colocado outros nomes, não importam os nomes que nos tenham colocado.

Nós vos saudamos aqui na Terra, com esta indumentária; respeiteis e saibais compreender nossa natureza espiritual, para que não sejam publicadas aberrações que visem apenas ao comércio medíocre sobre o trabalho sagrado e santificante que traçamos para evolução de todos os paranormais em comunicação conosco.

Isto é de rara importância para todos aqueles que dirigem seus médiuns, seus filhos.

É de rara importância, queridos, que coloqueis sempre a vossa destra sobre os nossos enviados, filhos de Santo, com uma certa humildade e conhecimento de que todos os irmãos que se comunicam através de sua coroa são espíritos já incorporados num exército divino para elaborar uma tarefa de amor e fraternidade e de respeito por vossas vidas e não de desrespeito, porque este sempre parte de vós e não de nós.

Se existem nos planos do baixo astral desrespeitosos Eguns, é porque daqui partiram assim sem o merecimento de serem incorporados em nossas milícias. São esses pobres vagabundos do astral menor que necessitam mais de orações e caridade.

Vós, como chefes de terreiro e guias menores da Terra, que colocais sobre o peito montões de colares para assim serem reconhecidos, pois sois vós que devereis organizar os trabalhos. Sim, de mãos interpostas conosco, os irmãos do outro lado.

Para estes Eguns e sofredores, estes vagabundos, desairosos e desvairados dos espaços, sejam socorridos e não enlameados com vossos propósitos mesquinhos.
Muitas vezes, tomados por vossas vaidades, não sabeis reconhecer quem pisa dentro de vosso terreiro.

Aquele que é sofredor, aquele que é um mistificador de uma Pomba Gira verdadeira.

Porque a vossa vaidade vos cobre os olhos e vosso peito envergado de tantas “guias” não vos permite ver; cuidado…

Por hoje é só.

Dona Sete.

 

Fonte: Texo cedido gentilmente por Pai Juruá.
Trecho extraído do livro: Exus e Pomba Gira na Umbanda – Simbolismo e Função – Autoria do Pai Juruá.

Oferenda de Encruzilhada

por Vovó Benta – Leni W. Saviscki

Francisco era seu nome. Homem que conheceu desde muito jovem as dificuldades  materiais da vida e acostumado a trabalhar desde o nascer do sol até a noite chegar, agora se aposentava. Saudável e com muita energia, não demonstrava seus cinqüenta e oito anos. Embora de família humilde, recebeu a melhor educação possível transmitida pelo exemplo de seus pais. A única herança que não quis herdar dos progenitores foi à fé. Incrédulo, não seguia nenhuma religião e até zombava delas.

A ociosidade que a aposentadoria trouxe para seu Francisco, o deixava ansioso. Agora que já havia reformado a casa, o galpão, plantado a horta, os dias demoravam muito a passar. Relembrando o dito popular que “cabeça vazia é oficina do mal”, em pouco tempo Francisco sentiu vontade de começar a divertir-se já que até então só havia pensado em trabalho. Morando próximo à cidade, ao entardecer oferendas01resolveu visitar uma casa de diversões que existia por lá. Entre bebidas, mulheres e prazeres, perdeu a noção de tempo e retornava cambaleante já de madrugada, quando ao chegar numa encruzilhada avistou uma luz fraca no chão. Chegando próximo percebeu que ali tinha um “despacho”, como chamavam aquilo por lá. Uma bandeja grande onde repousava uma ave morta, velas, charutos e uma garrafa de cachaça, além de outros materiais.

Aliado a sua falta de crença em qualquer coisa, estava agora a bebedeira e todas as energias condizentes ao lugar de onde viera. Com desdém e desaforando com palavrões, juntou a garrafa de bebida e os charutos e chutou o resto do material. Até chegar em casa bebeu quase tudo e fumou alguns charutos.

No outro dia contava para a esposa sobre o “achado” e debochava com sarcasmo. A bondosa mulher, cuja mãe em vida era médium benzedeira, respeitava todas as manifestações ligadas ao mundo espiritual, conforme ensinamentos que havia recebido e por isso chamou a atenção do marido, dizendo-lhe que, se não acreditava deveria pelo menos respeitar. “Não presta mexer com trabalho de encruza”, repetia ela preocupada.

Outras noites a cena se repetiu da mesma forma, até o dia em que ao chutar a oferenda, enxergou na sua frente um homem de capa negra, com um chicote trançado na mão. Sua perna paralisou no ar e em pânico saiu pulando numa perna só, caindo e levantando. Por uma boa distância ainda, ouvia a gargalhada daquele homem ressoando no ar.

No outro dia, sentia dor nas costas como se houvesse apanhado e só de lembrar a cena vivida na noite anterior, arrepiava de medo. Temia contar para a esposa, pois sabia que o condenaria novamente pela atitude. Esta, vendo o marido cabisbaixo e triste, perguntou se estava adoentado. Nada respondeu, pois sentia-se como se estivesse, inclusive apresentando febre. Seus sonhos passaram a ser povoados pelo homem de negro e sua gargalhada. Acordava aos gritos e suando muito. Várias noites se repetiram desta maneira, até que resolveu contar para a esposa o que havia acontecido. Ela o aconselhou a tomar umas benzeduras, convidando para ir até um terreiro na vila vizinha. Meio renitente, mas sentindo a necessidade, ele aceitou com um misto de medo e curiosidade.

Após a abertura dos trabalhos com os pontos cantados e orações, ele já se sentia mais tranqüilo. Em frente ao médium que servia de aparelho ao um Caboclo, suas pernas tremiam que mal conseguia parar em pé. Nos ouvidos agora ressoava novamente a gargalhada do homem de negro e seu corpo arrepiava sem parar. Teve vontade de sair correndo daquele lugar, mas suas pernas não o ajudavam. Auxiliado pela esposa e pelo cambono, sentou-se numa cadeira para poder ser atendido pelo caboclo.

-Ogum é que está de ronda…Ogum é que vem rondar… -cantava a corrente, enquanto a entidade limpava com uma espada de São Jorge, o seu corpo etérico impregnado pela energia captada na encruzilhada. Depois com a firmeza característica de sua linha, o caboclo ordenou que ele ficasse de pé e lhe contasse porque estava ali. Desajeitado, mas já mais tranqüilo, falou:
_ Acho que mexi com o que não devia. Andei chutando uns “despachos” na encruzilhada e me apavorei com um homem estranho, que acredito não ser deste mundo…
_ Tranqüilize que tudo o que é possível ver, ouvir e sentir é deste mundo sim. O senhor acha certo ou errado a sua atitude?
_ Ah, eu não sei…Só fazia aquilo por brincadeira…
_ E se alguém fosse até a sua casa, chegasse lá chutando os móveis e quebrando tudo, se apoderando de sua comida na hora da refeição, iria gostar?
_ Lógico que não!
_ Pois é meu senhor. Foi o que fez lá na encruzilhada e por várias vezes, não foi?
_ É, foi.
_ O que não nos pertence não pode ser por nós seqüestrado. Não importa se o que estava lá é certo ou errado diante de seu entendimento. Além do físico, aquilo tudo tinha uma duplicata etérica que pertencia a alguém no mundo espiritual, com um objetivo e endereço vibratório certo. Cabe aos homens incrédulos, no mínimo respeitar a crença e atitudes dos outros. Lá estava um trabalho de magia – a cor dela não importa – era magia! Elementos e elementares, além de entidades espirituais, lá estavam atuando, se abastecendo da energia animal e etílica e foram incomodados, desrespeitados. O que o senhor presenciou na figura do homem, nada mais foi que a atuação enérgica de seu Exu guardião lhe colocando no devido lugar, antes que a Lei tivesse que atuar mais duramente. De difícil entendimento com as coisas do espírito, não crendo em nada que não seja palpável, se fez necessário a atuação materializada. Como criança teimosa, precisou da repreensão para só então respeitar. Isso não significa que encruzilhada é lugar de Exu, pelo contrário. Os espíritos que lá buscam se energizar com as oferendas são os chamados quiumbas, espíritos que embora fora do corpo físico, necessitam ainda de energias materiais.
- Exu… cruzes! Isso é coisa do capeta!
Era momento de esclarecer a verdadeira identidade deste guardião da luz tão mal falado. E assim foi feito.
Ao voltar para casa sentia tamanho bem estar, que naquela noite dormiu tranqüilamente depois de muitas noites de sobressalto, quando não, de insônia.
Suas visitas ao terreiro de Umbanda tornavam-se assíduas onde buscava sabedoria, força espiritual e conforto para sua alma. Ele tinha uma missão que se estendia além de aprender a ter fé. Era preciso cumpri-la, por isso em pouco tempo manifestava-se através dele, seu protetor Ogum de Ronda abrindo caminho para o Exu, que chegava gargalhando e de chicote na mão. Artefatos que usava no astral para auxiliar, acordando a todos quantos estivessem esbarrando nos limites da Lei.
Ao sentir sua presença, Francisco agradecia. Ele foi privilegiado em conhecer estes artefatos, graças a Deus.

Fonte: História Contada por Vovó Benta – Leni W. Saviscki

Zé Pelintra – O Malandro Divino

por Sr. Boiadeiro Rei

A Umbanda, religião brasileira, é um misto de Cristianismo, Espiritismo, Catolicismo, culto aos orixás e Catimbó. A Umbanda tem seu edificio solidificado nas bases principais do evangelho cristão, e sua maior lei é Amar a Deus sobre todas as coisas e o amar ao próximo como a si mesmo.

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A Umbanda é uma religião, espírita – magista, trabalhando com os espíritos, de diversas faixas vibratórias, a Umbanda, tem seu catecismo em simbologias enigmáticas (Pontos riscados, cantados, velas coloridas, etc.) A Umbanda de Zé Pelintra é voltada para a prática da caridade (fora da caridade não há salvação), tanto espiritual quanto material (Ajuda entre irmãos), propagando que o respeito ao ser humano, é a base fundamental para o progresso de qualquer sociedade.

Zé Pelintra também prega a TOLERÂNCIA RELIGIOSA, sem a qual o homem viverá constantemente em guerras.

Para Zé Pelintra, todas as religiões são boas, e o princípio delas é fazer o homem se tornar espiritualizado, se aproximando cada vez mais dos valores reais, que são
Deus e as obras espirituais. Na humildade que lhe é peculiar, Zé Pelintra, afirma que todos são sempre aprendizes, mesmo que estejam em graus evolutórios superiores, pois quem sabe mais, deve ensinar a quem ainda não apreendeu e compreender aquele que não consegui saber.

Zé Pelintra, espírito da Umbanda e mestre catimbozeiro, faz suas orações pelo povo do mundo, independente de suas religiões. Prega que cada um colhe aquilo que planta, e que o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória. Zé Pelintra faz da
Umbanda, o local de encontro para todos os necessitados, procurando solução para o problema das pessoas que lhe procuram.
Ajudando e auxiliando os demais espíritos.

Zé Pelintra é o médico dos pobres e advogado dos injustiçados, e protetor dos comerciantes, principalmente Bares, Lanchonetes Restaurantes e Boates, e sempre recorre a Jesus, fonte inesgotável de amor e vida.

Na gira em que Zé Pelintra participa são invocados os caboclos, pretos velhos, baianos, marinheiros e exus. Em cada linha, a segurança e a esperança de uma conquista certa e segura.Viva Deus, Viva Jesus, Viva Nossa Senhora da Aparecida, Viva o Senhor do Bonfim, Viva os Anjos, Viva os espíritos do bem, Viva nossos cabloco, Viva nossos pretos velhos, Viva Zé Pelintra, Viva sempre nossa UMBANDA.

A gira de Zé Pelintra é muito alegre e com excelente vibração, e também disciplina é o que não falta. Sempre Zé pelintra procura trabalhar com seus camaradas, e às vezes, por ser muito festeiro, gosta de uma roda de amigos para conversar, e ensinar o que traz do astral.

Zé Pelintra atende a todos sem distinção, seja pobre ou rico, branco ou negro, idoso ou jovem. Seu Zé Pelintra tem várias estórias da sua vida, desde a Lapa do Rio de Janeiro até o Recife. Todavia, a principal história que seu Zé Pelintra quer escrever, é a da CARIDADE, e que ela seja praticada e que passemos os bons exemplos, de Pai para filho, de amigo para amigo, de parente para parente, a fim de que possa existir uma corrente inesgotável de Amor ao Próximo.

Zé Pelintra prega o amparo aos idosos e às crianças desamparadas por esse mundo de Deus. Se você, ajudar com pelo menos um sorriso, a um desamparado, estarás, não importa sua religião ou credo, fazendo com que Deus também Sorria e que o Amor Fraterno triunfe sobre o egoísmo.

ZÉ PELINTRA pede que os filhos de fé achem uma creche ou um asilio e ajudem no que puder as pessoas e crianças jogadas ao descaso. Não devemos esquecer que a Fé sem as obras boas é morta.

Entidades de luz, carismáticas, chegam com seu samba no pé, seu charuto na boca, chapéu de panamá de lado com toda a ginga de um malandro.

tem como sua origem, os rituais do catimbó, provenientes do Nordeste brasileiro, onde até hoje é cultuado a imagem do malandro Zé Pelintra, chefe da linha dos malandros.

Zé Pelintra nasceu no nordeste, foi abandonado pelos pais, se supeou das dificuldades e jovem foi par Recife e depois para o Rio de Janeiro, onde se malandriou na Lapa.

Assim, Zé Pelintra formou uma bela Falange de malandros de luz, que vêm ajudar aqueles que necessitam, os malandros são entidades amigas e de muito respeito, sendo assim não aceitamos que pessoas que não respeitam as entidades e a umbanda, as entidades usam cigarros e charutos, pois a fumaça funciona como defumador astral.

Sua cor: Vermelho e Branco ou Preto e Branco

Fonte: recebido por email Sr. Boiadeiro Rei

Tranca Ruas das Almas

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Tranca ruas das almas (O Guardião dos Caminhos), não é demônio que muitos  acreditam que ele seja. Sua atribuição é trancar a evolução dos desqualificados, desequilibrados e desvirtuados espíritos humanos. Não deseja ser amado ou odiado, mas apenas respeitado e compreendido.

Surpreenda-se com esse Mehi Guardião de Mistérios a serviço da Lei Maior!

“O Guardião Tranca Ruas pode ser tudo o que queiram, menos como tentam mostrar: Um demônio. Jamais foi ou é o que este termo deturbado significa na atualidade e nem o aceita como qualificativo das suas atribuições:

Trancar a evolução dos desqualificados, desequilibrados e desvirtuados espíritos humanos. Odeia os que odeiam, sente asco dos blasfemos, nojo dos invejosos, repulsa pelos falsos, ira pelos soberbos e pena dos libidinosos. Saibam que foi um dos Mehis que velaram a descida do “ACH-ME ou MISTÉRIO JESUS CRISTO”.

Assim é TRANCA-RUAS, Mehi por Origem, Natureza e Formação. Não importa a Religião que tens que guardar, pois nela, dela e para ela, Mehi, sempre será.”

Senhor Tranca-Rua das Almas, senhor do Sétimo Grau de Evolução da Lei Maior de Ogum, conhecedor de todas as magias e demandas praticadas por seres sem luz, interceda no caminho de todos os filhos de fé, livrando-os de toda a energia que possa atrapalhar a evolução de todos os seres iluminados; fazei dos pensamentos uma porta fechada para a inveja, discórdia e egoísmo.

Dos sete caminhos por ti ultrapassados, foi na rua que passou a ser dono de direito, abrindo as portas para os espíritos que merecem ajuda e evolução e fechando para os que querem praticar a maldade e a inveja contra seus semelhantes. Fazei dos nossos corações o mais puro que nossos próprios atos; Senhor (Pai) Tranca-Ruas das Almas agradeçemos por tudo que fizeste apren-der nesta vida e em outras que passamos lado a lado, rogo por vós a proteção, para os irmãos de fé, para toda a família e porque não para os inimigos Abençõe a guarde esses filhos que um dia entenderão o verdadeiro sentido da palavra Umbanda.

Muito grande, muito forte, Seu Tranca Ruas vem trazendo a sorte

Salihed, Mehi Mahar Selmi Laresh Lach Me Yê!

Saravá, Senhor Exu Guardião Tranca Ruas!

Saravá, Ogum Sete Lanças da Lei e da Vida!

Saravá Pai Ogum!

Saravá Mãe Iemanjá!

Saravá, Regente Oxalá!

Saravá, Umbanda!!!

 

 

PONTOS DE TRANCA RUAS
http://br.youtube.com/watch?v=yBGuidU7xA4&NR=1
http://br.youtube.com/watch?v=0UF5BJQVxbs
Autor: Adelaide Scritori

ORAÇÃO AO EXU TRANCA-RUA DAS ALMAS

Senhor Tranca-Rua das Almas,
senhor do sétimo grau de evolução da lei maior de Ogum,
conhecedor de todas as magias e demandas praticadas por seres sem luz,
interceda em meu caminho livrando-me de toda a energia que possa atrapalhar minha evolução;
fazei de meus pensamentos uma porta fechada para a inveja,
discórdia e egoísmo.
Dos sete caminhos por ti ultrapassados,
foi na rua que passou a ser dono de direito,
abrindo as portas para os espíritos que merecem ajuda e evolução
e fechando para os que querem praticar a maldade e a inveja
contra seus semelhantes.
Fazei meu coração mais puro que meus próprios atos;
Fazei de minhas palavras a transparência da humildade;
Fazei do meu corpo aparelho da caridade.
Pois a teu lado demanda comigo não existirá,
estarei coberto por sua capa que protege e abriga seus filhos.
Senhor Tranca-Ruas das Almas agradeço por tudo que me fizeste
aprender nesta vida e em outras que passei ao seu lado,
rogo por vós a proteção para mim,
para meus irmãos de fé,
para minha família e porque não para meus inimigos
Abençoe a guarde esses filhos que um dia entenderam
o verdadeiro sentido da palavra Umbanda.
Laroiê Exu !

Autor: Adelaide Scritori

Fonte do texto retirado do livro O Guardião dos Caminhos “A história do Senhor Guardião Tranca-Ruas”.
Autor: Rubens Saraceni inspirada por Pai Benedito de Aruanda.
Editora: Madras (www.madras.com.br)

Senhor Malandro

Zé Pilintra ou Senhor Malandro é um Entidade de luz dapovos_clip_image001_0001 nossa querida Umbanda.
Ajuda a todos que lhe pedem auxílio. Ajuda em casos de negócios, empregos e muitas outras coisas se o “pedinte” for merecedor. Na gira em que Zé Pelintra participa são invocados os caboclos, pretos velhos, baianos, marinheiros, ciganos e exus.

Os malandros têm como principal característica de identificação, a malandragem, o amor pela noite, pela música, pelo jogo, pela boemia e uma atração pelas mulheres(principalmente pelas prostitutas, mulheres da noite, etc…).

Isso quer dizer que em vários lugares de culturas e características regionais completamente diferentes, sempre haverá um malandro. O malandro de Pernambuco, dança côco, xaxado, passa a noite inteira no forró; no Rio de Janeiro ele vive na Lapa, gosta de samba e passa suas noites na gafieira. Atitudes regionais bem diferentes, mas que marcam exatamente a figura do malandro.

No Rio de Janeiro aproximou-se do arquétipo do antigo malandro da Lapa, contado em histórias, músicas e peças de teatro. Alguns quando se manifestam se vestem a caráter. Terno e gravata brancos. Mas a maioria, gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda, e justificam o gosto lembrando que: “a seda, a navalha não corta”. Navalha esta que levavam no bolso, e quando brigavam, jogavam capoeira (rabos-de-arraia, pernadas), às vezes arrancavam os sapatos e prendiam a navalha entre os dedos do pé, visando atingir o inimigo. Bebem de tudo, da Cachaça ao Whisky, fumam na maioria das vezes cigarros, mas utilizam também o charuto. São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá.
Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los, podem curar, desamarrar, desmanchar, como podem proteger e abrir caminhos. Têm sempre grandes amigos entre os que os vão visitar em suas sessões ou festas.

Existem também as manifestações femininas da malandragem, Maria Navalha é um bom exemplo. Manifesta-se como características semelhantes aos malandros, dança, samba, bebe e fuma da mesma maneira. Apesar do aspecto, demonstram sempre muita feminilidade, são vaidosas, gostam de presentes bonitos, de flores principalmente vermelhas e vestem-se sempre muito bem.

Ainda que tratado muitas vezes como Exu, os Malandros não são Exus.
Essa idéia existe porque quando não são homenageados em festas ou sessões particulares, manifestam-se tranqüilamente nas sessões de Exu e parecem um deles. Os Malandros são espíritos em evolução, que após um determinado tempo podem (caso o desejem) se tornarem Exus. Mas, desde o início trabalham dentro da linha dos Exus.
Pode-se notar o apelo popular e a simplicidade das palavras e dos termos com os quais são compostos os pontos e cantigas dessas entidades. Assim é o malandro, simples, amigo, leal, verdadeiro. Se você pensa que pode enganá-lo, ele o desmascara sem a menor cerimônia na frente de todos. Apesar da figura do malandro, do jogador, do arruaceiro, detesta que façam mal ou enganem aos mais fracos. Salve a Malandragem!

Na Umbanda o malandro vem com sua tradicional vestimenta: Calça Branca, sapato branco(ou branco e vermelho), seu terno branco, sua gravata vermelha, seu chapéu branco com uma fita vermelha ou chapéu de palha e finalmente sua bengala.
Gosta muito de ser agradado com presentes, festas, ter sua roupa completa, é muito vaidoso, tem duas características marcantes:
Uma é de ser muito brincalhão, gosta muito de dançar, gosta muito da presença de mulheres, gosta de elogiá-las ,etc…

Outra é ficar mais sério, parado num canto assim como sua imagem, gosta de observar o movimento ao seu redor mas sem perder suas características.
Às vezes muda um pouco, pede uma outra roupa, um terno preto, calças e sapatos também pretos, gravata vermelha e às vezes até cartola. Em alguns terreiros ele usa até uma capa preta.

E outra característica dele é continuar com a mesma roupa da direita, com um sapato de cor diferente, fuma cigarros, cigarilhas ou até charutos, bebe batidas, pinga de coquinho, marafo, conhaque e uísque, rabo-de-galo; é sempre muito brincalhão, extrovertido.
Seu ponto de força é na subida de morros, esquinas, encruzilhadas e até em cemitérios, pois ele trabalha muito com as almas, assim como é de característica na linha dos pretos velhos e exus. Sua imagem costuma ficar na porta de entrada dos terreiros, pois ele também toma conta das portas, das entradas, etc…

É muito conhecido por sua irreverência, suas guias podem ser de vários tipos, desde coquinhos com olho de Exu, até vermelho e preto, vermelho e branco ou preto e branco.

Zé Pilintra no Catimbópovos_clip_image003_0001

No Nordeste do Pais, mas precisamente em Recife (na religião que conhecemos como Catimbó), ainda que nas vestes de um malandrão, a figura de Zé Pelintra, tem uma conotação completamente diferente. Lá, ele é doutor, é curador, é Mestre e é muito respeitado. Em poucas reuniões não aparece seu Zé.

O reino espiritual chamado “Jurema”, é o local sagrado onde vivem os Mestres do Catimbó, religião forte do Nordeste, muito aproximada da Umbanda, mas que mantém suas características bem independentes. Na Jurema, Seu Zé, não tem a menor conotação de Exu, a não ser quando a reunião é de esquerda, por que o Mestre tem essa capacidade.

Tanto pode vir na direita ou na esquerda. Quando vem na esquerda, não é que venha para praticar o mal, é justamente o contrário, vem revestido desse tipo de energia para poder cortá-la com mais propriedade e assim ajudar mais facilmente aos que vem lhe rogar ajuda.

No Catimbó, Seu Zé usa bengala, que pode ser qualquer cajado, fuma cachimbo e bebe cachaça. Dança côco, Baião e Xaxado, sorri para as mulheres, abençoa a todos, que o abraçam e o chamam de padrinho.

Nomes de Alguns Malandros e Malandras:
Zé Pilintra
Zé Malandro
Zé do Coco
Zé da Luz
Zé de Légua
Zé Moreno
Zé Pereira
Zé Pretinho
Malandrinho
Camisa Listrada
7 Navalhadas
Maria do Cais
Maria Navalha

O MALANDRO ‘ DA CASA’

Seu Zé Pelintra tem várias estórias da sua vida, desde a Lapa do Rio de Janeiro até o Recife. Porém, muitos não acreditam que também podem vir da Linha do Oriente. E o que há de errado nisso?

Seu Zé é um desencarnado com muita luz, e ninguém pode negar, nem tampouco chamá-lo de “catiço”, pois assim como viveu na Lapa e em outros lugares, como um desencarnado de luz, ele pode ter vivido no Oriente também. Por um acaso, lá não existia a malandragem? Contudo, não importa de onde a energia veio, o que nos importa é  caridade  e o amor inesgotável ao próximo que essa Entidade pode doar.
Na nossa Casa, O Sr. Zé é malandro compositor, poeta e do Oriente e quem pode duvidar disso?
A prova esta aí, num concurso de Pontos de Umbanda onde o nosso Malandro foi representado por nosso médium, tirou em 5º lugar com sua música. Muitos estão prontos para provar o quanto o Nosso Malandro é um grande compositor. Ele já fez 12 pontos de Umbanda!

Ele tem o seu “bar” onde recebe aqueles que no momento, “são merecedores” de estar ali, ao seu lado, proseando, adquirindo a grande sabedoria que o Espírito pode nos dar. A sua conversa vai pela madrugada a dentro e muitos médiuns ficam lá, sentadinhos, escutando a sua sabedoria divina.

É assim o Zé que vem na energia do Povo do Oriente, na energia de Cigana Sarita, a nossa grande mentora!

A.D.

Texto recebido por email do grupo 7 elementos.

EXU (O MENSAGEIRO DOS ORIXÁS)

exu45411 Exu é a figura mais controvertida dos cultos afro-brasileiros e também a mais conhecida. Há, antes de mais nada, a discussão se Exu é um Orixá ou apenas uma Entidade diferente, que ficaria entre a classificação de Orixá e Ser Humano.

Sem dúvida, ele trafega tanto pelo mundo material (ayé), onde habitam os seres humanos e todas as figuras vivas que conhecemos, como pela região do sobrenatural (orum), onde trafegam Orixás, Entidades afins e as Almas dos mortos (eguns).

Esse Orixá (ou Entidade) não deve ser confundido com os “eguns”, apesar de transitar na mesma Linha das Almas (uma das três linhas independentes) sendo o seu dia a segunda-feira; ficando sob o seu controle e comando, os Kiumbas (espíritos atrasadíssimos na evolução).

Exu é figura de status entre os Orixás, que apesar de ser subordinado ao poder deles, constitui uma figura tão poderosa que freqüentemente desafia as próprias divindades.

Sua função e condição de figura-limite entre o astral e a matéria, se revela em suas cores, o negro e o vermelho, sendo esta última a vibração de menor freqüência no espectro do olho humano, abaixo do qual tudo é negro, há ausência de luz.

Seus aspectos contraditórios também podem ser analisados sob outro ponto de vista: o negro significa em quase todas as teologias o desconhecido;
o vermelho é a cor mais quente, a forte iluminação em oposição à escuridão do negro. Até em suas cores, Exu é o símbolo das grandes contradições, do amplo terreno de atuação.

Os Exus são considerados entidades poderosas, mas nem sempre conscientes dessa força, desconhecendo seus limites e suas conseqüências ao envolver os seres humanos vivos.

Assim ao utilizar-se de suas vibrações, um iniciado precisa tomar cuidado para não permitir que Exu, mesmo com o propósito de ajudá-lo, provoque um descontrole energético que possa ser prejudicial ao ser humano.

Sua função mítica é a de mensageiro – é o que leva os pedidos e oferendas do homens aos Orixás, já que o único contato direto entre essas diferentes categorias só acontece no momento da incorporação, quando o corpo do ser humano é tomado pela energia e pela consciência do seu Orixá pessoal (quando a consciência de quem “carrega” o Orixá desaparece). É Exu quem traduz as linguagens humanas para a das divindades. Por isso, é imprescindível para a realização de qualquer ritual, porque é o único que efetivamente assegura em uma dimensão (ayé ou orum) o que está acontecendo na outra, abrindo os caminhos para os Orixás se aproximarem dos locais onde estão sendo cultuados.

O poder de comunicar e ligar, confere à ele também o oposto; a possibilidade de desligar e comprometer qualquer comunicação. Se possibilita a construção, também permite a destruição. Esse poder foi traduzido mitologicamente no fato de Exu habitar as encruzilhadas, passagens, os diferentes e vários cruzamentos entre caminhos e rotas, e ser o senhor das porteiras, portas entradas e saídas. Isso não entra em contradição com o fato de Ogum, o Orixá da guerra, ser considerado o senhor dos caminhos. Além da grande afinidade entre as duas figuras míticas (que são irmãos, de acordo com as lendas), Ogum é responsável pelo desbravamento, pelo desmatar e o criar de novos caminhos, pela expansão do reino, enquanto Exu é o senhor da força que percorre esses caminhos.

Como, então, essa imagem de menino brincalhão, mesmo que imprudente, se coaduna com a imagem popular que associa Exu ao Diabo? Mesmo em cultos de Umbanda (alguns) Exu é freqüentemente considerado um representante do mal, das forças perigosas e não totalmente recomendáveis.

Qual a visão está correta?

A rigor, ambas ou nenhuma delas. Exu realmente brinca e se diverte, possibilitando brincadeiras e prazeres aos seres humanos. Também mexe com forças terríveis, provoca acontecimentos dramáticos, causando o mal.

Em termos históricos, as culturas africanas que cultuam os Orixás – muito diversificadas, conseqüência evidente de uma sociedade dividida em raças, tribos, muito pouco centralizada para os parâmetros ocidentais – são muito mais antigas que as que conhecemos. Há lendas de Orixás que se explicam como respostas socialmente criativas a acontecimentos perdidos num longínquo passado, como a substituição do matriarcado pelo patriarcado, o surgimento do primeiro conceito de sociedade agrária, em oposição a uma cultura nômade e caçadora.

Assim, como encontrar uma figura que representa o mal numa cultura onde não existe a dicotomia bem-mal? A moralidade ou imoralidade portanto, não está nas figuras dos Orixás, nem principalmente em Exu, mas sim nas interpretações que nós, ocidentais, fazemos a respeito de seus desígnios.

Para a cultura africana, politeísta, onde os deuses brigam entre si, cada um tomando atitudes radicalmente opostas às dos outros, não existe um certo e um errado, mas vários. Cada ser humano é “filho” de dois Orixás e, para ele, suas atitudes serão as mais corretas, enquanto um “filho” de outro Orixá deverá manter postura diferente, mas adaptada ao arquétipo de comportamento associado ao seu próprio Orixá.
Outra razão de confusão vem do fato de os negros terem chegado ao Brasil na condição de escravos, tratados como subumanos e sem os mínimos direitos.
Nenhuma hipótese havia, portanto, para que Exu e outras figuras míticas do Candomblé e da Umbanda, fossem aceitas como independentes: os negros tinham de ser convertidos ao “Deus Único”, aos mitos cristãos.

Uma divindade africana ao ser “capturada” pelas explicações católicas, teria no máximo o status de santo, divindade menor, praticamente humana, na teologia cristã.
Como precisavam de um Diabo, os jesuítas encontraram na figura de Exu, o Orixá que poderia meio forçadamente, vestir a sua roupa, provavelmente porque, sendo o mais humano dos Orixás, à ele se pede interferência nas questões mais mundanas e práticas, o que resulta que a maior parte das oferendas do culto vá, para ele.

Exatamente por isso, Exu era a divindade que protegia, na medida do possível, os negros dos repressivos senhores. Era para Exu que pediam desgraças para seus senhores.

Dois outros fatores associam Exu ao Demônio; o fogo – elemento do Diabo e também freqüente nos cultos e oferendas para o mensageiro dos Orixás africanos – e o sexo, território considerado tabu pelos católicos, e o prazer – em geral, as atividades favoritas de Exu. A sensualidade desenfreada costuma ser atribuída à influência de Exu, que significa a paixão pelo gozo, sendo freqüentemente representado em estatuetas, como figura humana sorridente, debochada. Para completar os tabus que marcavam Exu como uma figura que subvertia o conceito de “faça o bem e será recompensado, faça o mal e será punido” – já que ele podia fazer qualquer coisa e alterar qualquer resultado – mas um fator fez com que fosse não só usado como o Diabo mas reconhecido como sua própria encarnação por parte dos jesuítas: Exu gosta de sangue.

É costume que, em oferendas, o sangue de animais seja o último ingrediente.
Como, porém, essa base filosófica africana foi esquecida na prática pelos brasileiros, existe certo temor e preconceito com relação a Exu. Isso se revela no temor que os babalorixás (sacerdotes que dirigem a Umbanda ou um Candomblé) têm em identificar alguém como filho de Exu, ou seja, como pessoas cuja energia básica é a mesma do mensageiro dos deuses. Reforçam-se assim, os mitos de desgraça que ronda a figura de Exu.

A Pomba Gira, figura comum nos cultos de Umbanda e presente em diversos Candomblés, dada a grande intercomunicação entre as duas vertentes, não passa, de um Exu Feminino, onde estão em destaque o senso de humor debochado, a voluptuosidade e sensibilidade desenfreadas, usando cabelos soltos, saias rodadas e vaidosas flores na cabeça. Sua dança é uma gira frenética, desenfreada, violenta até, com quase nenhum controle – sem “compostura”, de acordo com a visão ocidental.

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE EXU

São muitas as pessoas que têm Exu, como fonte energética principal, mas são poucas as que o sabem. É comum um certo temor do pai-de-santo em comunicar ao iniciado que é um filho de Exu (englobado na Linha das Almas), após a confirmação do jogo de búzios. Acontece que os mitos ocidentais e orientais de perigo e desgraça que andam junto de Exu, fazem com que a pessoa que está sob a égide desse Orixá seja considerada uma perseguida da sorte, marcada pelo destino, e são comumente apontados como sofredores, como se ligados ao mal ou ao padecimento.

O arquétipo psicológico associado aos filhos de um Orixá é a síntese das características comportamentais que fazem parte de cada Orixá e que são atribuídas aos seus filhos. Não deve ser encarado como camisa de força que limite os seres humanos, mas guias de comportamento. Essas guias de comportamento ou “matrizes”, são os Orixás.

No caso dos filhos de Exu, suas características principais seriam a ambivalência e o relativismo, a falta de posturas morais rígidas e inabaláveis, preferindo certo apego à maleabilidade e ao pragmatismo que faz cada situação ser encarada como totalmente independente de outra, cada uma, portanto, merecendo uma saída diferente.

A.D.

Texto rebido por email.

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Esclarecendo dúvidas sobre Exu

Só posso te dizer uma coisa meu amigo:

“Não creiai a todo espiritos, mas primeiro provai se ele é vindo de Deus”.
Seguindo essa regra, voce será sabedor com quem esta lidando.

Trecho extraído do livro: AS HIERARQUIAS ESPIRITUAIS DE TRABALHO NA UMBANDA – FORMAS DE APRESENTAÇÃO E ATUAÇÃO DOS GUIAS ESPIRITUAIS NA UMBANDA – Pai Juruá – no prelo.

ORDENS DOS ESPÍRITOS

A Doutrina Umbandista nos ensina que há três ordens de espíritos: espíritos puros; espíritos bons e espíritos imperfeitos.
Primeira Ordem – Os espíritos puros são aqueles que já alcançaram à perfeição (grau de Orixá).
Segunda Ordem – Os espíritos bons alcançaram a metade da escala evolutiva e o desejo do bem é a sua preocupação (são os Guias Espirituais e os Guardiões de Lei militantes na faze de incorporação).
Terceira Ordem – Os espíritos imperfeitos, caracterizados pela ignorância, o desejo do mal e todas as más paixões que lhes retardam o progresso (são os quiumbas).

Terceira Ordem – Os espíritos imperfeitos:
Os espíritos da terceira ordem, os imperfeitos (predominância da matéria sobre o espírito), dividem-se em:
Espíritos impuros – são inclinados ao mal e fazem dele o objeto de suas preocupações. Como espíritos dão conselhos desleais, fomentam a discórdia, a desconfiança e se mascaram de todas as formas para melhor enganar. Ligam-se aos homens de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de prejudicá-los, satisfeitos em poderem retardar o seu progresso e fazê-los sucumbir nas provas por que passam.

Espíritos levianos – são ignorantes, maliciosos, inconseqüentes e zombeteiros. Envolvem-se em tudo, respondem a tudo, sem se preocuparem com a verdade. Comprazem-se em causar pequenos desgostos e pequenas alegrias, atormentando, induzindo maliciosamente ao erro por meio de mistificações e travessuras. Sua linguagem durante as comunicações é algumas vezes espiritual e engraçada, mas quase sempre sem conteúdo.

Espíritos pseudo – sábios – seus conhecimentos são bastante amplos, mas crêem saber mais do que realmente sabem. Suas comunicações revelam uma mistura de verdades ao lado dos erros mais absurdos, nos quais se percebem a presunção e o orgulho, a inveja e a obstinação das quais não puderam se despir.

Espíritos neutros – não são nem muito bons para fazerem o bem, nem muito maus para fazerem o mal, inclinando-se tanto para um como para outro e não se elevam acima da condição vulgar da Humanidade, tanto pela moral como pela inteligência. Apegam-se às coisas deste mundo, cujas alegrias grosseiras não têm mais.

Espíritos batedores e perturbadores – estes espíritos não formam, propriamente falando, uma classe distinta pelas suas qualidades pessoais, podendo pertencer a todas as classes da terceira ordem evolutiva. Manifestam freqüentemente sua presença por meio de efeitos sensíveis e físicos, tais como: pancadas, o movimento e o deslocamento anormal dos corpos sólidos, a agitação do ar, etc.
Todos os espíritos podem produzir esses fenômenos, mas os espíritos elevados os deixam em geral como atribuições dos espíritos subalternos, mais aptos às coisas materiais do que as coisas inteligentes.

Dentro da classificação dos espíritos de terceira ordem, os espíritos imperfeitos, encontraremos o que nominamos na Umbanda de quiumba.

O QUE É QUIUMBA

Existem casos de médiuns desavisados, não doutrinados, ignorantes e não evangelizados, que abrem as portas da sua mediunidade para a atuação de quiumbas, verdadeiros marginais do baixo astral, que tudo farão para ridicularizar não só o médium, como o terreiro, bem como a Umbanda.

Em muitas incorporações onde a entidade espiritual ora se faz presente como Guia Espiritual e hora como Guardião, ou é a presença do animismo do médium (arquétipo) ou é a presença de um quiumba. Vamos estudar e entender a atuação dos quiumbas, para uma fácil identificação:

O quiumba nada mais é do que o marginal do baixo astral, e também é considerado um tipo de obsessor. Espíritos endurecidos e maldosos, que fazem o mal pelo simples prazer de fazer, e tudo o que é da luz e o que é do bem querem a todo custo destruir. Esses espíritos, “quiumbas”, vivem onde conhecemos por “Umbral” onde não há ordem de espécie alguma, onde não há governantes e é cada um por si. Muitas vezes são recrutados através de propinas, pelos magos negros para que atuem em algum desafeto.

Na Umbanda existe uma corrente de luz, denominada de Boiadeiros, que são especializados em desobsessão, na caça e captura desses marginais (os quiumbas os temem muito), e os trazem até nós para que através da mediunidade redentora possam ser “tratados”, ou seja, terem seu corpo energético negativo paralisado através da incorporação e serem levados para as celas prisionais das Confrarias de Umbanda, onde serão devidamente esgotados em seus mentais e futuramente se transformarão em um sofredor, e ai sim estarão prontos a serem encaminhados aos Postos de Socorros Espirituais mais avançados, pois já se libertaram através do sofrimento, de toda a maldade adquirida.

O processo que devemos realizar para evitar os nossos irmãos “quiumbas” é o mesmo da obsessão, mas, o processo para “tratá-los” é peculiar a Umbanda e cada caso é analisado particularmente pelos Guias Espirituais que utilizam diversas formas (que conhecemos como arsenal da Umbanda) para desestruturar as manifestações deletérias negativas desses nossos irmãos.

Como identificar um quiumba incorporado

O que infelizmente observamos na mediunidade de muitos é a abertura para a atuação dos verdadeiros quiumbas, se fazendo passar por Exus, Pombas Gira ou mesmo Guias Espirituais, trazendo desgraças na vida do médium e de todos que dele se acercam.

Notem bem, que um quiumba, ser trevoso e inteligente, somente atuará na vida de alguém, se esta pessoa for concomitante com ele, em seus atos e em sua vida. Os afins se atraem.

O médium disciplinado, doutrinado e evangelizado, jamais será repasto vivo dessas entidades. Lembre-se que o astral superior é sabedor e permite esse tipo de atuação e vibração para que o médium acorde e reavalie seus erros, voltado à linha justa de seu equilíbrio e iniciação.

Como os quiumbas são inteligentes, quando atuam sobre um médium, se fazendo passar por um Guardião, e imediatamente assumem um nome, que jamais será os mesmos dos Guardiões de Lei, pois são sabedores da gravidade do fato, pois quando assumirem um nome exotérico ou cabalístico iniciático de um verdadeiro Guardião, imediatamente e severamente serão punidos.

Por isso vemos, infelizmente, em muitos médiuns, esses irmãos do baixo astral incorporados, mas é fácil identificá-los. Vamos lá:

Pelo modo de se portarem: são levianos, indecorosos, jocosos, pedantes, ignorantes, maledicentes, fofoqueiros e sem classe nenhuma;

    • Quando incorporados: machões, com deformidades contundentes, carrancudos, sem educação, com esgares horrorosos e geralmente olhos esbugalhados. Muitos se portam com total falta de higiene, babando, rosnando, se arrastando pelo chão, comendo carnes cruas, pimentas, ingerindo grandes quantidades de bebidas alcoólicas, fumando feito um desesperado, ameaçando a tudo e a todos. Geralmente ficam com o peito desnudo (isso quando não tiram à roupa toda); utilizam imensos garfos pretos nas mãos.

      Geralmente, nos ambientes em que predominam a presença de quiumbas, tudo é encenação, fantasia, fofoca, libertinagem, feitiçaria pra tudo, músicas (pontos) ensurdecedoras e desconexas, nos remetendo a estarmos presentes num grande banquete entre marginais e pessoas de moral duvidosa.

      Nesses ambientes, as consultas são exclusivamente efetuadas para casos amorosos, políticos, empregatícios, malandragem, castigar o vizinho, algum familiar, um ex-amigo, o patrão, etc. Os atendimentos são preferenciais, dando uma grande atenção aos marginais, traficantes, sonegadores, estelionatários, odiosos, invejosos, pedantes, malandros, alcoólatras, drogados, etc., sempre incentivando, e dando guarida a tais indivíduos, procedendo a fechamento de corpos, distribuindo “patuás e guias” a fim de protegê-los. Com certeza, neste ambiente estará um quiumba como mentor.

      Certamente será um quiumba, quando este pedir o nome de algum desafeto para formular alguma feitiçaria para derrubá-lo ou destruí-lo.

      Os quiumbas costumam convencer as pessoas de que são portadoras de demandas, magias negras, feitiçarias, olhos gordos, invejas, etc. inexistentes, sempre dando nome aos bois, ou seja, identificando o feitor da magia negra, geralmente um inocente (parente, amigo, pai de santo, etc.) para que a pessoa fique com raiva ou ódio, e faça um contra feitiço, a fim de pretender atingir o inocente para derrubá-lo. Agindo assim, matam dois coelhos com uma cajadada só: afundam ainda mais o consulente incauto que irá criar uma condição de antipatia pelo pretenso feitor da magia, e pelo inocente que pretendem prejudicar.

      Os quiumbas invariavelmente exigem rituais disparatados, e uma oferenda atrás da outra, todas regadas a muita carne crua, bebidas alcoólicas, sangue e outros materiais de baixo teor vibratório. Atentem bem, que sempre irão exigir tais oferendas constantemente, a fim de alimentarem suas sórdidas manipulações contra os da Luz, e sempre efetuadas nas ditas encruzilhadas de rua ou de cemitério, morada dos quiumbas.

Pelo modo de falarem: impróprio para qualquer ambiente (impropérios); É impressionante como alguém pode se permitir ouvir palavrões horrorosos, a guiza de estarem diante de uma pretensa entidade a trabalho da luz.

Pelas vestimentas: são exuberantes, exigentes e sempre pedem dinheiro e jóias aos seus médiuns e consulentes.

  • Os quiumbas incitam a luxúria, incentivam às traições conjugais, as separações matrimonias e geralmente quando incorporados, gostam de terem como cambonos, alguém do sexo oposto do médium, geralmente mais novos e bonitos (imaginem o que advirá disso tudo).
  • Os quiumbas, nos atendimentos, gostam de se esfregarem nas pessoas, geralmente passando as mãos do médium pelo corpo todo do consulente, principalmente nas partes pudentas.
  • Os quiumbas incorporados conseguem convencer algumas consulentes, que devem fazer sexo com ele, a fim de se livrarem de possíveis magias negras que estão atrapalhando sua vida amorosa. E ainda tem gente que cai nessa.
  • Se for uma quiumba, mesmo incorporadas em homens, costumam alterar o modo de se portarem, fazendo com que o homem fique com trejeitos femininos e escrachados. Costumam também travestir o médium (homem) com roupas femininas com direito a maquiagem e bijuterias.
  • Os quiumbas atendem a qualquer tipo de pedido, o que um Guia Espiritual ou um Guardião de Lei jamais fariam. Ao contrário, eles bem orientariam o consulente ou o seu médium, da gravidade e das conseqüências do seu pedido infeliz.
  • Os quiumbas (e só os quiumbas) adoram realizar trabalhos de amarração, convencendo todos de que tais trabalhos são necessários e que trarão a pessoa amada de volta (ledo engano quem assim pensa). Esquecem-se de que existe uma Lei Maior que a tudo vê e a tudo provê. Se fosse assim tão fácil “amarrar” alguém, certamente não existiriam tantos solteiros por este país afora.
  • Os quiumbas fazem de um tudo para acabar com um casamento, um namoro, uma família, incitando as fofocas, desuniões e magias negras.
  • No caso de quiumbas se passando por um Guia Espiritual ou mesmo um Guardião, geralmente utilizam de nomes exdrúluxos, indecorosos e horrorosos, remetendo a uma condição inferior (os nomes que daremos são do nosso conhecimento. Não é invenção da nossa parte. Veja como a coisa é grave).

 

Sempre que encontrarem algum espírito incorporado, dizendo-se ser um Guia Espiritual, um Guardião e utilizando algum nome esdrúxulo, que remete a inferioridade, à condição de baixa moral, tenha cuidado; com certeza é a presença de um quiumba, ou é puro animismo do médium.

Exemplos:
No caso de Guardiãs:
Pomba Gira Leviana;
Pomba Gira Assanhada;
Pomba Gira Prostituta;
Pomba Gira Mariposa;
Pomba Gira da Desgraça
Pomba Gira Rameira;
Pomba Gira Siririca;
Pomba Gira Profana;
Pomba Gira Presepeira;
Pomba Gira Rumbiera;
Pomba Gira Peralta;
Pomba Gira Mundana;
Pomba Gira Pervertida;
Pomba Gira Preguiçosa;
Pomba Gira da Perdição;
Pomba Gira Alcoviteira;
Pomba Gira Sete Camas;
Pomba Gira Cortesã;
Pomba Gira Catingosa;
Pomba Gira Cheirosa;
Pomba Gira Faladora;
Pomba Gira Sete Canas;
Pomba Gira Sete Cornos;
Pomba Gira Sete Maridos;
Pomba Gira Pega Homem;
Pomba Gira Sete Maridos;
Pomba Gira Pega Homem;
Pomba Gira Vira Ponto;
Pomba Gira Apaixonada;
Pomba Gira Arrebentada;
Pomba Gira Azarenta;
Pomba Gira Bandalha;
Pomba Gira Vale Tudo;
Pomba Gira Quebra Pé;
Pomba Gira Gargalhada; Pomba Gira Arrepiada;
Pomba Gira Cantora;
Pomba Gira Elegante;
Pomba Gira Pomposa;
Pomba Gira Dengosa;
Pomba Gira Adúltera;
Pomba Gira Boneca;
Pomba Gira Vaidosa;
Pomba Gira Boêmia
Pomba Gira Galhofeira;
Pomba Gira Lufa-Lufa;
Pomba Gira Libertina;
Pomba Gira Sedutora;
Pomba Gira Ordinária;
Pomba Gira Sete Homens;
Pomba Gira Encrenqueira;
Pomba Gira Traiçoeira;
Pomba Gira Trapaceira;
Pomba Gira Espantalho;
Pomba Gira Perdida;
Pomba Gira Rita Piranha;
Pomba Gira Amarra Pé;
Pomba Gira Tagarela;
Pomba Gira Tatuada;
Pomba Gira Egoísta;
Pomba Gira Bate Boca;
Pomba Gira Maltrapilha;
Pomba Gira Galante;
Pomba Gira Furacão;
Pomba Gira Provocante;
Pomba Gira Maria Tentação;
Pomba Gira Lambe Lambe;
Pomba Gira Mete Mete
Pomba Gira Tatuada;
Pomba Gira Egoísta;
Pomba Gira Devassa;
Pomba Gira Valentona;
Pomba Gira do Cais;
Pomba Gira Bolero;
Pomba Gira Carpideira;
Pomba Gira Sapeca;
Pomba Gira Tagarela;
Pomba Gira Vagabunda;
Pomba Gira Tirana;
Pomba Gira Puxa Vista;
Pomba Gira Puritana;
Pomba Gira Invejosa;
Pomba Gira Exótica;
Pomba Gira Curiosa;
Pomba Gira Traiçoeira;
Pomba Gira Sabe Tudo;
Pomba Gira Valente;
Pomba Gira Taberneira;
Pomba Gira Remelexo;
Pomba Gira Puxadeira;
Pomba Gira Pingonheira;
Pomba Gira Explosiva;
Pomba Gira Beiçola;
Pomba Gira Assobiadeira;
Pomba Gira Lava Trapos;
Pomba Gira da Favela;
Pomba Gira da Luxúria;
Pomba Gira Gulosa;
Pomba Gira Invejosa;
Pomba Gira Pintora;
Pomba Gira Bate Punha
Pomba Gira Assobiadeira;
Pomba Gira Lava Trapos,
E assim por diante……

No caso de Guardião:
Exú Trapaceiro;
Exú Tagarela;
Exu Lambada;
Exú Fracalhão;
Exú Gostoso;
Exú Falador;
Exú Suspiro;
Exú Come Tuia;
Exú Acadêmico;
Exú Galhofeiro;
Exú Arruaça;
Exú Alegria;
Exú Cheira-Cheira;
Exú Malandrinho;
Exú Encrenca;
Exú Topada;
Exú Rola-Rola;
Exú Rola Dura;
Exú Amarra-pé;
Exú Risada;
Exú Pé de Valsa;
Exú Mexe-Mexe;
Exú Pisa Macio;
Exú Vale Ouro;
Exú Vertigem;
Exú Cospe-Cospe;
Exú Vital;
Exu Come-Fogo;
Exú Corneta;
Exú Baderna;
Exú Trapalhada;
Exú Cortezão;
Exú Trapaceiro;
Exú Some-Some;
Exú Renegado;
Exú Capeta;
Exú Vagaroso;
Exú Desengano;
Exú Faiscador;
Exú Grinalda;
Exú Malandro;
Exú Esfarrapado;
Exú Clareza;
Exú Bexiga;
Exú Bordoada;
Exú Zé Pilintra;
Exú Requenquela
Exu Omulú…
E assim por diante

Obs: No caso de Exu Omulú, porque será que não existe então um Exu Ogum, Exu Oxossi, Exu Xangô, Exu Oxalá???.

Nesse caso específico, houve uma massificação no sentido de se considerar o Orixá Omulú como Exu, pelo seu campo de atuação, que seria a morte, e ter sua energia ligada pelos encarnados, ao cemitério.

Então observam que a manifestação de uma entidade com nome de Exu Omulú, ou é um espírito atrasado que assim aje (quiumba), ou é a mente ignorante do médium (animismo).
E assim por diante.

No caso de se passarem por Guias Espirituais, com certeza utilizarão nomes simbólicos que representam condições humanas degradantes, como:
Caboclo da Saia Curta
Caboclo da Pá Virada
Preto Velho Beiçudo
Preta Velha Barriguda
Baiano 7 Facadas
Baiano da Morte Certeira
Baiano Cabra Macho
Baiana Risca Faca
Boiadeiro Lascado
Boiadeiro Pé de Boi
Boiadeiro Laço da Morte
Marinheiro da Morte
Marinheiro da Cana Forte
Marinheiro do Rum
Cigano da Sorte Grande
Cigano da Azaração
Cigana Mendinga
E assim por diante…

Então. É fácil identificá-los, pois utilizam nomes esdrúxulos, horrorosos, que nos remetem a coisas ruins, e que nada tem há ver com a espiritualidade superior e muito menos com nomes simbólicos que representam os Poderes Reinantes do Divino Criador.

Obs: Dificilmente encontraremos quiumbas se passando por Caboclos, Pretos Velhos, Crianças ou Linha do Oriente.

Já os Baianos, Boiadeiros, Marinheiros e Ciganos, favorecem aos médiuns incautos a presença de quiumbas mistificando, pelo fato de terem o arquétipo totalmente desvirtuados pelos humanos.

É só observar. É simples verificar a presença de um quiumba em algum médium. Tudo o que for desonesto, desamor, desunião, invigilância aos preceitos ensinados pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, personalismos, egocentrismo, egolatrias, sexo, falta de moral, etc., com certeza estará na presença de um quiumba.

Cuidado meus irmãos. Não caiam nessa armadilha.
Quando um quiumba se agarra vibratoriamente em um médium, dificilmente largarão aqueles que os alimentam com negatividade, dando-lhes guarida por afinidade.

Segunda Ordem – Bons Espíritos

Características gerais: predominância do espírito sobre a matéria. Desejo do bem. Suas qualidades e seu poder em fazer o bem estão relacionados com o adiantamento que alcançaram, uns tem a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Os mais avançados reúnem o saber às qualidades morais.

Compreendem Deus e o infinito e já desfrutam da felicidade dos bons.

Os bons espíritos classificam-se em quatro grupos principais:

Espíritos benevolentes – sua qualidade dominante é a bondade.

Espíritos sábios – são os que se distinguem, principalmente, pela extensão dos seus conhecimentos.

Espíritos de sabedoria – caracterizam-se pelas qualidades morais da natureza mais elevada.

Espíritos superiores – reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Sua linguagem não revela, senão benevolência, e é constantemente digna, elevada e freqüentemente sublime. Comunicam-se voluntariamente com aqueles que procuram a verdade de boa fé e que têm alma desligada dos laços terrenos.

Distanciam-se daqueles que se animam só de curiosidade ou que a influência da matéria afasta da prática do bem.
A esta ordem pertencem os espíritos designados pelas crenças vulgares sob o nome de gênios bons, gênios protetores e espíritos do bem.

Na Umbanda são conhecidos como Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Baianos, Boiadeiros, Marinheiros, Ciganos, Sakaangás, Yaras Mirins, Sereias, Povo do Oriente e Guardiões de Lei.

Primeira Ordem – Espíritos Puros

Caracteres gerais – não sofrem influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta em relação aos espíritos de outras ordens.

Primeira classe (classe única) – Percorrem todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeições de que é suscetível a criatura, não têm mais que suportar provas ou expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação (venceram a Roda de Samsara, segundo os Hindus) em corpos perecíveis, é para ele a vida eterna que desfrutam no seio de Deus.

Gozam de inalterável felicidade. São os mensageiros e ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal. Comandam a todos os espíritos que lhe são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoarem e lhes designam as suas missões. Assistir os homens em suas aflições concitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os mantêm distanciados da felicidade suprema é, para eles, uma doce ocupação. São designados à vezes sob o nome de “anjos”, “arcanjos” ou “serafins”.

Os homens podem entrar em comunicação com eles, mas bem presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens.
Por Espíritos Puros temos os Guias Espirituais no grau de espíritos ascencionados, que perfazem a direção e a manifestação dos Sagrados Orixás.

Fonte: tópico do forum da RBU.
Trecho extraído do livro: AS HIERARQUIAS ESPIRITUAIS DE TRABALHO NA UMBANDA – FORMAS DE APRESENTAÇÃO E ATUAÇÃO DOS GUIAS ESPIRITUAIS NA UMBANDA – Pai Juruá – no prelo.

No astral inferior

Aranauam a todos, adoro os textos do Pedro Rangel de Sá, sou frequentadora ativa do seu blog, faço questão de compartilhar com vocês o mais novo texto dele. Aproveitem e visitem seu blog http://www.pedrorangelsa.blogspot.com/, são vários textos de leitura interessantíssimas.
Saravá fraterno a todos

Mensagem de um guardião

estudo

— Firma o seu pensamento cabra porque esta noite o “pau vai quebrar”!
Tal foi a determinação que escutei mentalmente instantes antes de dormir. Nem pensei duas vezes e obedeci, mas devo confessar que me assustei mesmo assim quando despertei e me vi no meio de uma região de mata onde estava acesa uma enorme fogueira; junto de mim havia vinte e cinco médiuns que percebi serem encarnados pela presença de um cordão de prata junto a cada um deles.
No comando de todos nós havia um espírito que eu intuitivamente tinha a convicção de ser um Exu. Foi ele, inclusive, quem determinou que déssemos as mãos em torno da fogueira e formássemos uma roda para, posteriormente, nos falar nestes termos:
— Camaradas, nós todos estamos presentes em uma região de mata do plano físico e em volta de uma fogueira também acesa no mesmo plano. É vital que todos vos, de olhos abertos, firmem suas visões nestas chamas e peçam a Deus a vossa entronização com a energia ígnea.
Enquanto o exu passava as determinações eu estava desesperadamente tentando entender quem, àquela hora da noite, ateara aquelas chamas no plano físico, mas ele enquanto falava dentro da roda veio caminhando em minha direção e resolveu parar diante de mim para dizer:
— Não importa quem acendeu a fogueira, o importante é que ela está acesa assim como também não importa como vocês vieram parar aqui, pois o importante é que vocês aqui estão.
O Exu dissera estas últimas palavras enquanto olhava para todos, mas fiquei desconcertado por sentir que ele falava para mim. Ele, então, continuou:
— Muitos precisam ver para crer, outros vêem e julgam inacreditável. Muitos se julgam aptos sem a devida preparação enquanto outros se julgam despreparados apesar de estarem aptos. E todos estes exemplos que estou lhes passando representam de uma forma ou de outra, o caso de cada um de vocês aqui presentes.
Devo confessar que não estava entendendo precisamente o que o Exu estava querendo dizer, mas ele continuou:
— O Divino Criador, cuja soberana vontade se faz presente em todas as coisas também faz com que nenhuma folha caia da árvore se não for da justa e sábia vontade Dele e é por isso que vos falo que todos que aqui estão aqui se encontram por estarem preparados e não por serem perfeitos, vocês entendem?
Todos nós balançamos a cabeça afirmativamente e o guardião continuou:
— Assim vos falo porque não quero nenhum cabra deslumbrado com a tarefa de hoje, assim como também não quero ninguém “borrando nas calças” e é por isso que, onde posso e vocês mereçam, estarei vos esclarecendo agora: saindo daqui nós iremos para uma edificação no baixo-astral que precisa ser destruída e, para tanto, contamos com o auxilio das vibrações superiores de vocês. Estou sendo claro?
Todos nós balançamos novamente a cabeça de forma afirmativa e o Exu prosseguiu:
— Sentem-se no mesmo lugar que agora estão numa posição confortável e concentrem-se, desta vez de olhos fechados, na divina energia ígnea, pois enquanto isto vos estarei preparando para que vossos corpos mentais me acompanhem na tarefa da noite.
Procurei executar o que nos fora recomendado e, depois que o guardião trabalhou em minha fronte, algo incrível ocorreu por que eu passei a me sentir infinitamente mais leve como se eu tivesse dormido em espírito e acordado de novo, é estranho de dizer, mas parecia que eu era pura e simplesmente o meu pensar, o meu pensamento; outra coisa interessante de comentar é que eu me encontrava sem nenhuma gota de suor pelo corpo e, entretanto, eu me sentia como se fosse uma centelha do fogo da misericórdia divina e relato isso a vocês porque parecia que o meu corpo ardia em chamas invisíveis sem que eu sentisse o mínimo de calor; entretanto, era só eu pensar em amor, caridade e fraternidade que meu corpo se incandescia ainda mais, enfim, naquele estado em que eu estava parecia que amar o próximo e fazer o bem era a coisa mais prática e fácil do mundo.
De repente fomos todos direcionados para uma localidade onde o ar era pesado, úmido e mal-cheiroso como esgoto. Chegamos a um bairro onde as casas possuíam um aspecto asqueroso e os moradores destas uma energia pessoal vil e repugnante. Havia muitas sombras neste local e caminhávamos entre elas; então, alguns minutos depois nós paramos de frente a um edifício de dez andares em que só pelo fato de encará-lo eu misteriosamente sentia todo aquele ardor dentro de mim diminuir intensamente, já estava começando a me desequilibrar quando senti o guardião a se comunicar mentalmente comigo:
— Controle o seu emocional cabra!!! Mantenha o equilíbrio ou você se perderá!!!
Perder-me? Não quis nem saber o que significava o que o exu acabara de me dizer e procurei mentalizar fervorosamente na fogueira que estava diante de meu corpo astral lá no plano físico e na divina energia ígnea equilibradora inundando o meu ser. Percebi o calor tornar a me aquecer com toda a intensidade e foi quando o Exu tornou a se comunicar, só que desta vez com todos nós:
— Ok cabras, percebi que todos vocês conseguiram eliminar a curiosidade de dentro de si e retomarem o equilíbrio em vossas consciências. Isto será muito importante na realização da tarefa que eu e meus companheiros temos a desempenhar.
Interessante é que foi somente nesta hora, enquanto o Exu falava, que eu notei a presença de trinta e dois Exus aguardando o guardião que estava nos servindo de ‘guia’ até aquela macabra localidade.
Recebi a permissão destes Exus e narrarei para vocês como se deu esta ação deles a favor da caridade:
O prédio que seria destruído era como eu disse antes: tinha uma energia tão desgraçada que eu só poderia definir como absorvedora, inclusive fora esta propriedade do prédio que absorvera boa parte de meu calor quando eu havia me desequilibrado momentaneamente minutos atrás.
— Calor não zifio: ectoplasma, energia vital.
Tal foi a resposta mental que um espírito militante da linha dos preto-velhos e que me acompanha no ritual de umbanda oferecera para mim
— Verdade? Perguntei a ele.
— Certamente. Esta energia aqui para eles vale infinitamente mais que ouro. Agora, por caridade, continue a narração dos trabalhos que nossos irmãos exus estão realizando!
— Sim senhor, perdão!
Quanto ao prédio é só isso que pude perceber energeticamente, já a explosão, por sua vez, deu-se da seguinte forma:
O Exu que nos guiara até ali determinou que todos nós déssemos as mãos e ficássemos fazendo orações e, antes que ele e seus companheiros fossem realizar o trabalho, aproximou-se de mim e de outra médium que se encontrava ao meu lado esquerdo para encostar em nossa testa algum tipo de cristal de rocha que não pude precisar o que era por estar de olhos fechados; após este procedimento ele disse a nós dois:
— Vocês permanecerão aqui onde estão, mas também me acompanharão para conhecerem um pouco deste nosso trabalho aqui embaixo.
Devo confessar que o que eu via era tão fantástico que beira o surreal: os exus entraram no prédio em questão e eu conseguia ver tudo aquilo que o exu que encostou o cristal de rocha em minha fronte conseguia ver, era como se acima da cabeça dele houvesse uma micro câmera que me permitia visualizar tudo o que ele enxergava sem que eu precisasse sair do lugar onde estava, qual seja, na frente do referido edifício de mãos dadas com meus irmãos de jornada.
Foi assim que pude ver quando ele subiu no décimo andar daquela edificação e começou a instalar no canto esquerdo posterior alguma espécie de bomba programada que tinha a coloração rubro-alaranjada. Enquanto ele e mais dois exus realizavam esta tarefa, os demais realizavam a parte operacional dela. Devo informar também que naquele andar havia por volta de vinte salas e dentro de cada uma delas entes trevosos fomentadores de pedofilia e vampirizadores de pedófilos. Na sala de número 180, por exemplo, havia um homem branco, calvo, com aproximadamente quarenta anos de idade que tinha à sua cabeça acoplado um capacete que incitava infernais desejos carnais neste pela sua enteada de onze anos de idade e eu sei disso por que as imagens que eram sugeridas a este homem passavam sucessivamente numa espécie de TV. Este homem encontrava-se sentado junto com mais outros treze que também deveriam estar passando pelo mesmo processo de hipnotização.
No andar imediatamente inferior a este que estávamos, após o Exu ter plantado outra bomba no local análogo ao andar superior, eu pude ver na sala 161 quatorze espíritos deitados em uma cama e que tinham aderidos aos seus corpos uma espécie de fio transparente que retirava uma substância que, por sua vez, desembocava em um tipo de recipiente de cristal translúcido de 0,5 litros.
Os exus foram descendo até o térreo da construção e, à medida que isto ocorria, eles implantavam as bombas e eu via um festival de atrocidades inenarráveis e tão bestiais que, tanto eu quanto minha companheira, tínhamos que nos esforçar bastante para não nos desequilibrarmos através das lágrimas de uma sincera compaixão que teimava em descer por nossos rostos.
Terminada esta tarefa o Exu me explicou que todas aquelas pessoas que eu via acopladas a algum tipo de aparelho eram encarnados momentaneamente libertos do corpo físico pelo momento do sono. Esclareceu-me, ainda, que aguardariam até que o último dos encarnados deixasse aquela construção para que as bombas fossem detonadas.
Quando aquelas bombas começaram a explodir eu percebi que elas só poderiam ser mágicas e explico por que: quando uma bomba explodia, eu via junto com as chamas, milhões de pequenas “fadas” de fogo que se alimentavam de tudo em que tocavam, quanto mais maldades elas devoravam, mais alaranjadas elas ficavam.
O prédio caiu e quando isto ocorreu nós, os médiuns encarnados ali presentes, já estávamos de volta ao nosso corpo astral diante da fogueira acesa no plano físico. Milhões de perguntas já fomentavam em minha mente quando o Exu novamente se pronunciou:
— Gostei de ver, cabras!!! A ajuda de vocês foi valiosa e prestimosa!!! Vocês acabaram de nos ajudar, com as bênçãos e permissão do Divino Criador, a derrubar uma edificação numa cidade do baixo-astral. Sem a ajuda, principalmente, da energia e boa-vontade de vocês, médiuns encarnados, nós não teríamos meio de fabricarmos as bombas que para destruir estes tipos de construção precisam desta energia. Outras coisas não devemos falar porque não temos permissão, mas o que nós devemos fazer nós assim o faremos que é agradecer a boa vontade de todos vós para com a prática do bem.
Mesmo sabendo que talvez não devesse, levantei o meu dedo indicador e o guardião, ao avistá-lo, determinou:
— Solta a língua cabra!!!
— Você me desculpe senhor exu! Entendi que os senhores acabaram de realizar um tipo de trabalho contra a pedofilia, entretanto, será que não existem outros prédios funcionalmente similares a este hoje destruído onde aqueles espíritos encarnados que tinham fios acoplados em seus corpos continuarão a ser submetidos às mais terríveis atrocidades?
— Cabra, nós acabamos de vencer uma batalha, mas a guerra ainda é longa! Além do mais você pensa que nossa ação desta noite foi em beneficio daqueles que, como você mesmo disse, estavam presos a fios? Pois você está enganado, cabra!!! Saiba que se não existissem seres humanos como àqueles estes tipos de construção do baixo-astral talvez nem existissem, pois são eles mesmos que oferecem condições e materiais para a edificação destes antros de maldades; são eles os invigilantes e os imprudentes!!!
Tentei levantar novamente o indicador, mas o guardião nos disse:
— O tempo de vocês acabou cabra!!! Vocês devem retornar agora para o corpo físico, mas antes posso lhes oferecer mais um breve esclarecimento: Sim cabras, a ação desta noite foi em beneficio das criancinhas e posso vos afirmar que nunca mais um destes anjos de Deus tão admirados por Jesus será direta ou indiretamente afetado por aquele antro de perversidades que detonamos esta noite. A explosão desta construção voltada para o mal deveria acontecer seis meses à frente, mas as milhões de preces fervorosas de várias das mais diversas denominações religiosas ao Divino Criador pedindo que Ele elimine a maldade contra as crianças no mundo, aliada ao merecimento de cada um, catalisaram a misericórdia Dele fazendo com que Ele acabasse por determinar que destruíssemos o prédio de hoje a noite. Vocês entenderam?
E eu, tremendamente emocionado, juntamente com meus irmãos de jornada, respondi:
— Sim senhor!!!
— Então vão e reassumam o corpo físico de vocês agora mesmo, pois esta é a vontade do Divino Criador, só não esqueçam de pedir a todos os seus irmãos de fé que continuem a orar pedindo as bênçãos de Deus em favor não só de vocês, mas de todos os necessitados no mundo, pois todos vocês puderam comprovar esta noite que nenhuma prece dirigida a Ele com sinceridade, equilíbrio e amor deixa de ser respondida!!!
Este Exu vos agradece por terem deixado todas as vossas misérias e más tendências momentaneamente de lado em prol da caridade e roga a Deus que ajude tanto a vós quanto a nós a fazermos desta bendita abnegação uma constante em vossas vidas!!!

Mensagem recebida em 06/06/2008

Fonte: http://www.pedrorangelsa.blogspot.com/
Texto escrito pelo irmao: Pedro Rangel de Sá

Para entender a umbanda

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Para entender a umbanda
Significados de termos usados na religião
 

ADJÁ Sino metálico de três bocas agitado pelo pai-de-santo
ARUANDA Morada dos orixás, o céu na tradição católica
ATABAQUE De origem árabe, é um instrumento de percussão africano, usado nos cantos
BABALORIXÁ Sinônimo de pai-de-santo, que também pode ser dirigente, babalaô
ENCRUZILHADA Nos cruzamentos de ruas, linhas férreas ou qualquer via terrestre estariam as moradas dos Exus e Pombajiras
GIRA Nome dado aos rituais em que os espíritos viriam para atender os fiéis
GUIA Entidades que os médiuns supostamente recebem. Também servem para designar os colares coloridos usados nos cultos
PEMBA Tipo de giz que teria poderes mágicos, usado nos rituais de benzer

Os espíritos da umbanda
Os arquétipos das entidades que atendem os fiéis nos terreiros
caboc preto crianc bahian

CABOCLOS
Esses seriam os espíritos que se comportam como índios. Usam palavras em tupi. Fumam charuto e, por vezes, tomam cerveja. Usam cocar de penas e capas. Seriam os mais evoluídos, ao lado dos Pretos Velhos

PRETOS VELHOS
Representariam os escravos brasileiros. O médium que supostamente os recebe anda arqueado. Fumam cachimbo e tomam café. São procurados pelo poder de cura que teriam e nomeados de
“vô” e “vó”

ERÊS
Seriam espíritos das crianças. A maior parte não sabe andar. Toma guaraná, chupa pirulito e benze os fiéis com brinquedos. Alegres, seus nomes estão no diminutivo. Chamam os adultos de “tio” ou “tia”

BAIANOS
Seriam arquétipos de espíritos nascidos na Bahia. Com forte sotaque baiano, usam expressões típicas, como “meu rei”. Fumam cigarro de palha, tomam batida de coco. Os homens geralmente carregam uma peixeira
boiad marinh cig exu
 BOIADEIROS O mítico peão sertanejo responsável pelo gado seria representado por eles. hicote, boleadeiras e berrante são seus instrumentos. São valentes e fortes. Com voz grave, é difícil entender o que falam  MARINHEIROS Quando baixam, faz o médium ter dificuldade de equilíbrio, chacoalhando de um lado para o outro, como se estivesse em alto-mar. Explicam o mundo por meio de metáforas
sobre navegação
 CIGANOS É uma nova entidade na umbanda. Eles dançam e tocam castanholas e pandeiros. A capacidade de adivinhação e leitura de cartas costuma estar relacionada à presença desses espíritos  EXUS/POMBAJIRAS Conhecidos como nossos queridos  espíritos guardiões, diferentemente do que muitos pensam, são espíritos de luz que ajudam em nossas jornadas. O Exu toma uísque e cachaça. A Pombajira, champanhe
e anis.
Fonte:

Foto: Marcelo Min/ÉPOCA, Cris Bierrenbach/ÉPOCA, Michel Bonfigli/ÉPOCA e Cláudio Rossi/ÉPOCA
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG78474-6014-481-2,00.html