Curimba

Curimba é o nome que damos para o grupo responsável pelos toques e cantos sagrados dentro de um terreiro de curimbaUmbanda.

São eles que percutem os atabaques (instrumentos sagrados de percussão), assim como conhecem cantos para as muitas “partes” de todo o ritual umbandista.

Esses pontos cantados, junto dos toques de atabaque, são de suma importância no decorrer da gira e por isso devem ser bem fundamentados, esclarecidos e entendidos por todos nós.

Muitas são as funções que os pontos cantados têm.

Primeiramente uma função ritualística, onde os pontos “marcam” todas as partes do ritual da casa.

Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, etc.

Temos também a função de ajudar na concentração dos médiuns. Os toques assim como os cantos envolvem a mente do médium, não a deixando desviar – se do propósito do trabalho espiritual.

Esse processo também é muito utilizado nas culturas xamânicas do mundo afora.

Entrando na parte espiritual, os cantos, quando vibrados de coração, atuam diretamente nos chacras superiores, notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, ativando-os naturalmente e melhorando a sintonia com a espiritualidade superior.
 
As ondas energéticas – sonoras emitidas pela curimba, vão tomando todo o centro de Umbanda e vão dissolvendo formas – pensamento negativas, energias pesadas agregadas nas auras das pessoas, diluindo miasmas, larvas astrais, limpando e criando toda uma atmosfera psíquica com condições ideais para a realização das práticas espirituais.

A curimba transforma-se em um verdadeiro “pólo” irradiador de energia dentro do terreiro, potencializando ainda mais as vibrações dos Orixás.

Os pontos transformam- se em “orações cantadas”, ou melhor, verdadeiras determinações de magia, com um altíssimo poder de realização, pois é um fundamento sagrado e divino.

Poderíamos chamar tudo isso de “magia do som” dentro da Umbanda.

A Curimba também é de suma importância para a manutenção da ordem nos trabalhos espirituais, com os seus pontos de “chamada” das linhas, “subida”, “firmeza”, “saudação”, etc.

Entendam bem, os guias não são chamados pelos atabaques como muitos dizem. Todos já encontram-se no espaço físico – espiritual do terreiro antes mesmo do começo dos trabalhos.

Portanto a curimba não funciona como um “telefone”, mas sim como uma sustentadora da manifestação dos guias.

O que realmente invoca os guias e os Orixás são os nossos pensamentos e sentimentos positivos vibrados em vossas direções.

Muitas vezes ao cantar expressamos esses sentimentos, mas é o amor aos Orixás a verdadeira invocação de Umbanda.
 
* * *
DIVULGAÇÃO -  C O N V I T E:
 
- ANIVERSÁRIO DE QUATRO ANOS DE FUNDAÇÃO DA CHOUPANA DO CABOCLO PERY
- SESSÃO ESPECIAL FESTIVA
(SÁBADO, DIA 02/05/2009)
 
Programação:
 
- 15h e 30min
Prece de abertura
 
- 15h e 45min
A magia do som e os fundamentos dos pontos cantados /
 Os motivos da distribuição de patuás no aniversário do terreiro
Palestra com Norberto Peixoto
 
- 16h e 15min
Perguntas e respostas
 
- 16h e 30min
Intervalo
 
- 17h e 00min
60 minutos de Cantigas de Umbanda
 Sarau musical com Valter d’Xapanã
 
- 18h e 10min
Ritual do fogo com irradiação para os lares
 
- 18h e 30min
SESSÃO ESPECIAL FESTIVA ALUSIVA AOS 4 ANOS DE FUNDAÇÃO DA CHOUPANA DO CABOCLO PERY
(somente passes)
Todos que comparecerem neste dia, após o passe, receberão um patuá de proteção consagrado em nosso congá e escutarão pela primeira vez o som de nossa curimba..
 
- 20h e 30min
Encerramento
 
Obs: o portão de entrada abrirá às 14h e 30min e fechará às 17h e 00min com o início do Sarau Musical, só reabrindo após os início dos passes.
 
 
LOCAL:
Choupana do Caboclo Pery
Rua Barão de Tramandaí, 23.
Porto Alegre – RS
http://www.caboclopery.com.br/choupana_do_caboclo_pery.htm

PRECE AO PODEROSO ORIXÁ OGUM

 

Pai Ogum, que minhas palavras e pensamentos cheguem até vós, em forma de prece, e quesaojorgesejamouvidas.

 

Que esta prece corra o mundo e o universo, e chegue até os necessitados em forma de conforto para as suas dores.

 

Que corra os quatro cantos da Terra e chegue aos ouvidos dos meus inimigos, em forma de brado de advertência de um filho de OGUM, que sou e nada temo, pois sei que a covardia não muda o destino.

 

OGUM, padroeiro dos agricultores e lavradores, fazei com que minhas ações sejam sempre férteis como o trigo que cresce e alimenta a humanidade, nas suas ceias espirituais, para que todos saibam que sou teu filho.

 

OGUM, Senhor das estradas, fazei de mim um verdadeiro andarilho, que eu seja sempre um fiel caminheiro seguidor do teu exército, e que nas minhas caminhadas só haja vitórias.

 

Que, mesmo quando aparentemente derrotado, eu seja um vitorioso, pois nós, os vossos filhos conhecemos a luta, como esta que travo agora, embora sabendo que é só o começo, mas tendo o Senhor como meu pai, minha vitória será certa.

 

OGUM, meu grande pai e protetor, fazei com que o meu dia de amanhã seja tão bom como o de ontem e hoje, que minhas estradas sejam sempre abertas, que eu trabalhe para que no meu jardim só haja flores, que meus pensamentos sejam sempre bons e que aqueles que me procuram consigam sempre remédios para seus males.

 

OGUM, vencedor de demandas, que todos aqueles que cruzarem a minha estrada, cruzem com o propósito de engrandecer cada vez mais a Ordem dos Cavaleiros de OGUM.

 

Pai, daí luz aos meus inimigos, pois eles me perseguem porque vivem nas  trevas, e na realidade só perseguem a luz que vós me destes.

 

Senhor, livrai-me das pragas, das doenças, das pestes, dos olhos-grandes, da inveja, das mentiras e da vaidade que só leva a destruição. E que todos aqueles que ouvirem esta prece, e também aqueles que a tiverem em seu poder, estejam livres das maldades do mundo.

 

Que em meus caminhos, possa eu seu filho ser merecedor das vossas Bênçãos: a espada que me encoraja, o escudo que me defende e a bandeira que me protege.

 

Meu Pai OGUM, não me deixe cair, não me deixe tombar!

 

PATACURI OGUM!

 

OGUM YÊ, MEU PAI!

 

André Santos um filho de fé de Mãe Monica Caraccio 

Desejamos a todos muita PAZ e muita LUZ!!!
AXÉEEEEEEE!!!

Fonte: Recebido do grupo umbandacarismatica.org.br 

PAI OGUM e JORGE DA CAPADÓCIA

POR MÔNICA BEREZUTCHI

ogum

No mês de abril, mais precisa mente dia 23, é comemorado nos Templos de Umbanda, o dia de Pai Ogum.

Orixá da Lei Maior, que rege atra vés das suas essências eólicas, direcio nando, abrindo caminho, quebrando de manda.

Protetor incansável de seus filhos que lutam por um mundo melhor, que ainda carregam dentro de si a mo ral, a honra, o caráter,  a retidão e a le al dade.

 

Palavras essas que a princípio pa recem muito fáceis de praticar, mas só quem as pratica de verdade, no mundo em que vivemos, sente o impacto que causa nas outras pessoas, achando que tais atitudes são “falsas”, e que hoje não existem mais pessoas com conteúdos interiores nobres.

Por isso, sofrem discriminação, são per seguidas, vilipendiadas e acusadas de querer apa rentar o que não são.

Com todas essas acusações e atra vés delas, só se sabe realmente quem é de fato um filho de Ogum, aquele que passa por isso, e mesmo assim não se corrompe, não desce seu nível vibrató rio, não compro mete sua espiritualida de, e principalmente não destrói seus princípios.

 

Pai Ogum tem a liberdade de percor rer os campos da consciência dos seus filhos, aqueles que são verdadeiros ma nifestadores de suas essências vivas e Divinas. Em suas manifestações, o Orixá Pai Ogum quando ‘incorpora’ em seus filhos traz uma postura de guerreiro.

 

O seu elemento é o ferro e suas armas simbólicas são: espadas, lanças e escudos.

 

Suas pedras são: granada, hematita, rubi, magnetita, sodalita e ágata azul.

 

Suas cores: vermelho, azul escuro, branco e prata.

 

Saudação: Ogum Yê! Seus pontos cantados são fortes e marciais.

 

Os guias espirituais que se mani festam sobre a irradiação de Pai Ogum são: fortes, firmes e direcionadores, tendo como missão trazer a ordem, a disciplina, tanto do ambiente quanto da mente dos médiuns e consulentes.

 

Qualidades de Pai Ogum:

Pai Ogum Matinata;

Pai Ogum Beira Mar;

Pai Ogum Iara;

Pai Ogum Megê;

Pai Ogum 7 Espadas;

Pai Ogum de Lei;

Pai Ogum Rompe Mato.

 

Temos o sincretismo:  São Jorge e  Santo Expedito.

 

Flores: Cravo vermelho, crista de galo, palma vermelha, antúrio, espa da de São Jorge.

 

Ponto de Força: Campo aberto, encruzilhada, estrada e caminhos.

 

Tudo é regido por uma Lei imutável:

a Lei do Criador, que é a ordem das coi sas em todos os planos da vida e em todos os níveis consciências.

 

Lei Divina é a Lei Maior, que rege tudo e a todos e conduz para sua senda evolutiva.

A Lei da Umbanda é essa Lei de Deus, justa e poderosa.

As outras leis estão dento dela:

carma, reencar nação, causa e efeito e afinidades.

 

A Lei Maior é o campo de atuação de Pai Ogum, que ordena os procedi mentos, os processos e as normas ditadas pelo Divino Criador, anulando tudo que estiver em desacordo com ela.

 

Seu campo de atuação é a linha divisória entre a razão, a emoção e a orde nação dos processos e proce dimentos.

É o Senhor do Movi mento, o Senhor dos Caminhos e das Es­tradas, o Senhor que Quebra Demandas e Arrebenta as Amarras e nos liberta. Quando a Lei quer recompensar, é Ogum quem nos dá. Quando caminha mos rumo à Luz, Ogum está à nossa di­rei ta para nos proteger com seus símbolos, escudos e espadas.

 

Que o escudo de Pai Ogum possa proteger todos àqueles que, trabalham na Umbanda com o objetivo da verda deira fé, amor e caridade.

Saravá Ogum!

Salve Ogum!

Axé Ogum!

 

Jorge da Capadócia

Musica/poesia/oração de dominio publico

Gravada por Jorge Ben Jor / Caetano Veloso / Racionais MC / Fernanda Abreu

 

Jorge sentou praça na cavalaria

 

E eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia

 

Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge

 

Para que meus inimigos tenham pés…

e não me alcancem!

 

Para que meus inimigos tenham mãos…

não me peguem, não me toquem!

 

Para que meus inimigos tenham olhos…

e não me vejam!

 

E nem mesmo um pensamento eles possam ter…

para me fazerem mal!

 

Armas de fogo…

Meu corpo não alcançarão!

 

Facas, lanças se quebrem…

Sem o meu corpo tocar!

 

Cordas, correntes se arrebentem…

Sem o meu corpo amarrar!

 

Pois eu estou vestido…

Com as roupas e as armas de Jorge ! ! !

 

Jorge é de Capadócia…

Salve Jorge!

 

Jorge é de Capadócia…

Salve Jorge!

Salve Jorge!

Salve Jorge!

Fonte: Jornal Umbanda Sagrada

 

QUEM ÉS EXU?

Ditado Pelo Guardião Pinga Fogo – escrito por Alexandre Cumino

Quem és, oh Elegbara!? exu
Que com teu falo em riste deixava estupefatos os zelosos sacerdotes
do clero católico.

Só pode ser o demônio infiltrado nestas tribos primitivas que
habitam o solo árido da África, gritavam os inquisidores preocupados.

Negros sem alma, que só pensam em se reproduzir, em ofertar para a
fertilidade da lavoura,  levem-nos para o Brasil e vendam-nos como
escravos que lá aprenderão as verdades dos céus.

Cá chegando, quem és, Exu, “orixá” amaldiçoado pela dualidade
judaico-católica, que não pôde ser sincretizado com os “santos”
santificados pelos papas infalíveis…

Quem és, Exu, que os homens da Terra determinam que não é santo e
por isto é venerado escondido no escuro das senzalas e seus
assentamentos ficam enterrados em locais secretos?

Quem és, Exu, que o vento da liberdade que aboliu a
escravidão “enxotou” para as periferias da capital de antanho?

Quem és, Exu, que o inconsciente do imaginário popular vestiu com
capa vermelha, tridente, pé de bode, sorridente entre labaredas, que
por alguns vinténs, farofa, galo preto, charuto e cachaça, atende os
pedidos dos fidalgos da zona central que vêm até o morro em busca
dos milagres que os santos não conseguem realizar?

Quem és, Exu, que continua sendo “despachado” para não incomodar o
culto aos “orixás”?

Exu, é entidade? Então não entra dizem os ortodoxos que preconizam a
pureza das nações. Aqui não tem lugar para egum…espírito de
morto…

Exu, fique na tronqueira. Médiuns umbandistas pensem nos caboclos e
pretos velhos, não recebam estes Exus, admoestam certos iniciados 
chefes de terreiro. Eles são perigosos para os iniciantes.

Sim, estes iniciantes e iniciados que pelo desdobramento natural do
espírito durante o sono físico vão direto para os braços do seu
quiumba – obsessor- de fé, e saem de mãos dadas para os antros de
sexo, drogas, jogatinas e outras coisitas prazeirosas do umbral mais
inferior. Noutro dia, sonolentos e cansados do festim sensório,
imputam a ressaca ao temível Exu.

Oh! Quantas ilusões!!!!!!
Afinal, que és tu, Exu?
Por que sois tão controverso?
Eu mesmo vos respondo…
Iah, ah, ah, ah….
Não sou a luz…
Pois a luz cristalina, refulgente, só a de Zambi, Olurum, Incriado,
Deus, seja lá que nome vocês dão…
Não sou a luz…Logo sou espírito em evolução.

Esta não é uma peculiaridade nossa,só dos Exus, mas de todos os espíritos no
infinito cosmo espiritual. Afirmo que não existe espírito evoluído,
como se fosse um produto acabado. Todos os espíritos, independente
da forma, estão em eterna evolução, partindo do pressuposto que só
existe um ser plenamente perfeito, um modelo de absoluta perfeição,
o próprio Absoluto, Deus.

Assim, perante os “olhos” de Olorum, sou igual aos pretos velhos,
caboclos, baianos, boiadeiros, ciganos, orientais…
As distinções preconceituosas ficam por conta de vocês.

Não sou a luz, mas tenho minha própria luminosidade, qual labareda
de uma chama maior, assim como todos vós. Basta tirar as nódoas
escuras do candeeiro que vos nublam o discernimento que podereis
enxerga-la, lá dentro de vós, o que chameis de espírito.

Há algo que me distingue dos demais espíritos. É o fato de eu não
estar na luz. Meu habitat é a escuridão. Os locais trevosos onde há
sofrimento, escravidão, dominação coletiva, magismo negativo,
castelos de poder alimentados pelo mediunismo na Terra que busca a
satisfação imediata dos homens, doa a quem doer.

O que eu faço lá?
Eu, um Exu, entre tantos outros, levo a luz às trevas, qual cavaleiro com estandarte em punho.
Dentro da lei universal de equilíbrio, eu abro e fecho, subo e desço, atuo na horizontal e na vertical, no leste o no oeste, atrás e na frente, encima e embaixo, impondo sempre o equilíbrio às criaturas humanizadas neste planeta, encarnados e desencarnados aos
milhões.

O Cosmo é movimento, nada está parado, nada é estático.
Eu sou movimento. Não sou as ondas do mar, mas eu as faço movimentar-
se…Não sou as estrelas na abóbada celeste, mas meu movimento faz a
sua luz chegar até as retinas…Não sou o ar que perpassa as folhas,
mas as suas moléculas e partículas atômicas são mantidas em coesão e
movimentadas pela minha força….

Iah, ah, ah…

Este equilíbrio não se prende as vontades humanas e aos vossos
julgamentos de pecado, certo ou errado, moral ou imoral. Eu atuo no
contínuo temporal do espírito e naquilo que é necessário para a
evolução. Se tiverdes programado nesta encarnação serdes ricos, o
será com axé de Exu. Se for o contrário, se em vida passada abusou
da riqueza, explorou mão de obra, matou mineiros e estivadores de
canaviais, e é para o equilíbrio de vosso espírito serdes mendigo,
nascerás em favela sentindo nas entranhas o efeito de retorno, com
axé de vosso Exu que vos ama, assim como um elástico que é puxado
esticando e depois volta à posição de repouso inicial, estarei
atuando para que seja cumprida a Lei de Harmonia Universal,  mesmo
que “julgueis” isto uma crueldade.

Eu, Exu, vos compreendo.
Vós ainda não me compreendeis.
Eu sou livre, livre e feliz.
Vós sois preso, preso e infeliz no ciclo das reencarnações sucessivas.
Eu dou risada.
Iah, ah, ah, ah !!!!

Sabe por quê?
Porque eu sei que no dia que o Sol não mais existir, vosso planeta
for mais um amontoado de rocha inerte vagando no cosmo, estaremos
vivos, vivos, muito vivos, evoluindo, evoluindo, sempre evoluindo.
Assim como vim para a Terra como caravaneiro da Divina Luz há
milhares de anos atrás, assim iremos todos para outro orbe quando
este planeta “morrer”.

Quando este dia chegar, vós estareis um pouco menos iludidos com as
pueris verdades emanadas dos homens e seus frágeis julgamentos
religiosos.

Eu, Exu, vou trabalhar arduamente para quando este dia chegar, vós
estejais menos iludidos e quem sabe livre da prisão do escafandro de
carne, assim como eu sou livre, livre, livre e feliz.
Iah, ah, ah, ah, ah.

* * *
Obs: O Exu que ditou esta mensagem é mais um dentre tantos que se
denominam PINGA FOGO e labutam em prol da Divina Luz, nossa amada
Umbanda.

Quanto a quem recebeu a mensagem, isto é só mais uma ilusão.

Fonte: grupo Alexandre Cumino – alexandrecumino@uol.com.br

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Iemanjá

Iemanjá, Yemanjá, Yemaya, Iemoja ou Yemoja,

Iemanjá é um orixá africano, cujo nome deriva da expressão IorubáYèyé omo ejá” (”Mãe cujos filhos são peixes”), identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejibe e ossá.


História

Pierre Verger no livro Dieux D’Afrique registrou:

Iemanjá, é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé eIbadan, onde existe ainda o Rio Yemoja. Com as guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokuta, no início do século XIX. Não lhes foi possível levar o rio, mas, transportaram consigo os objetos sagrados, suportes do axé da divindade, e o rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Iemanjá. Este rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido comÒgún, o orixá do ferro e dos ferreiros“.

 

Brasil

No Brasil, a orixá goza de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras, e até por membros de religiões distintas.

Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de Fevereiro, uma das maiores festas do país em homenagem à “Rainha do Mar“. A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do Rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados.

Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional “Banho de pipoca” e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá.

Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos/WIKIPÉDIA

 

FAÇA O SEU RITUAL PARA YEMANJÁ EM CASA

* Acenda uma vela azul claro
* Imagine-se numa bela praia e dê 7 passos adentro fazendo seus pedidos
* Saia do mar, de costas, batendo palmas para saudar a Rainha do Mar
* Faça a oração abaixo em agradecimento à Mãe Yemanjá:

ORAÇÃO DE YEMANJÁ

Odoiá, Odoiá, Iemanjá
Rainha das Ondas, sereia do mar.
Como é belo seu canto, senhora!
Quem escuta chora, mãe das águas,
do oceano, soberana das águas.
Dê-me sucesso, progresso e vitória.
Abra meus caminhos no amor e cuide de mim.
Que as águas sagradas do oceano lavem minha alma e meu ser.
Abençõe, mãe, minha família e meus amigos.
Permita que o amor seja  nossa maior fonte de energia.
Sou suas águas, suas ondas, e a senhora cuida dos meus caminhos.
Iemanjá, em seu poder eu confio.

IEMANJÁ NA UMBANDA

A linha de Iemanjá governa as legiões seguintes: Sereias (Oxun), Ondinas (Nanã Buruku), Caboclos do Mar (Indaiá), Caboclos dos Rios (Iara), Marinheiros (Tarimá), Calungas (Calunguinha) e Estrela Guia (Maria Madalena).

Suas cores são o branco e o azul.

As oferendas a Iemanjá constam de flores de cor branca – rosas, cravos, lírios, palmas-de-santa-rita – perfumes, moedas de niquel, sabonete pequeno e outros agrados, que são deixados na praia, junto do mar, ou colocados num barquinho, que é solto nas ondas.

A bebida das obrigações é champanhe, frequentemente democratizada como cidra espumante.

No Rio de Janeiro, a festa de Iemanjá é celebrada a 15 de agosto, dia de Nossa Senhora da Glória, com quem está identificada. Mas é na passagem do ano que se realiza a gigantesca e impressionante comemoração popular de Iemanjá, nas praias cariocas e fluminenses, o mesmo acontecendo em Santos e em Porto Alegre. Os “filhos de fé”, com suas roupas brancas e colares de muitas cores, improvisam “terreiros” nas praias – um círculo de flores fincadas na areia e velas acesas e garrafas de bebidas e as comidas dos santos… Entoam-se cânticos rituais, ao som dos atabaques. “Baixam” os santos, a maioria Caboclos, que atendem as consultas dos crentes. O povo traz presentes para Iemanjá, com braçadas de flores brancas. Soltam-se no mar barquinhos com oferendas. Jogam-se moedas nas ondas, propiciando um bom Ano Novo.

Até há poucos anos atrás, as velas acesas se multiplicavam nas praias urbanas da Zona Sul que, vistas a uma certa distância, davam a impressão de que as estrelas haviam caído na areia. Era como se, à beira-mar, os “terreiros” se sucedessem. Hoje, a noite de Iemanjá transformou-se num show promovido pela TV e outros meios de comunicação, atraindo grandes multidões, que se movimentam e comprimem em tumulto. Em Copacabana, à meia noite, espetáculos pirotécnicos são realizados por grandes hotéis e firmas comerciais. Sucedem-se por toda a parte, perigosamente, os estouros ininterruptos de morteiros de mão, acesos por populares. Então a gente dos “terreiros” foi procurar praias mais distantes e tranqüilas, longe da curiosidade divertida dos turistas e da fúria contínua dos estampidos. Foi em busca de lugares mais propícios para cultuar Iemanjá, a rainha do mar.


RITUAL DE YEMANJÁ

Para ser abençoado pela rainha do mar e atrair muito sucesso, vá até a praia num sábado e entregue nas águas um barquinho de isopor contendo algumas maçãs, uvas, um mamão, sete rosas brancas, um vidro de pergume de alfazema e um espelho. Junto das oferendas, coloque um papel com todos seus pedidos por escrito. Depois, abra uma champanhe e despeje o líquido por todo seu corpo, enquanto repete seus pedidos em voz alta. Por fim, lave-se nas águas do mar, acenda uma

Fontes e Pesquisas: Walkyria Garcia (por email)
http://naturamistica.com.br/
http://www.mulhernatural.hpg.ig.com.br/trablux/iemanja.htm

Banhos

Pequeno Histórico sobre o uso dos Banhos 
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O banho é a renovação do corpo e da alma, pois quando o corpo se sente bem e se acha refeito do cansaço, a alma fica também apta a vibrar harmoniosamente. Os antigos hebreus já usavam as abluções, que não deixavam de ser banhos sagrados. Moisés, o grande legislador hebreu, impôs o uso do banho em seus seguidores.

O batismo nas águas ministrado por São João Batista, no Rio Jordão, era um banho sagrado, pois o batismo nas águas senão o banho mais natural (e porque não o primeiro banho purificador do ser humano nos dias de hoje, afinal, se batizam crianças ainda pequenos) que conhecemos, purificador do espírito, mente e do corpo.

Os banhos sempre foram um potente integrante do sentimento religioso, haja vista os povos da Índia milenar serem levados a banhar-se nas águas do rio sagrado, o Ganges, cumprindo assim parte de um ritual que, para eles, é indispensável e sagrado.
Há em toda a época antiga um Rio Sagrado, no qual os povos iam se banhar para purificar-se física ou mentalmente. Na África, a água é tida como de grande poder de força e de magia. Vemos até hoje nos candomblés as Águas de Oxalá. Águas nos potes e tigelas, além de mirongas com água e axé. E quem nunca viu ou ouviu falar em lavar com água-de-cheiro as ESCADARIAS DO SENHOR DO BONFIM, em Salvador na Bahia ?

Para nossos índios, hoje os Caboclos da Umbanda, o banho de Rio era alegria, prazer, lazer, satisfação e descarga. O rio Paraíba é um rio sagrado para os Tupinambás. Nele os índios faziam (ou fazem) seus rituais secretos.

A Utilização dos Banhos em qualquer época, nos Centros e Terreiros de Umbanda, os banhos tem sido de grande importância na fase de iniciação espiritual; por isso, torna-se necessário um grande conhecimento do uso das ervas, raízes, cascas, frutos e plantas naturais.

E como já sabemos, os banhos de ervas devem ser preparados por pessoas especializadas dentro dos terreiros ou por você mesmo(a). Se forem preparados por outra pessoa, que ela esteja com o seu corpo físico e seu corpo astral purificados, pelo menos pelo banho de uma erva, e livres de excitações sexuais; nem por mulheres na fase de menstruação (corpo liberto). A orientação e o uso das ervas são atribuições dos GUIAS ESPIRITUAIS, das ENTIDADES e dos ORIXÁS, através dos Chefes de Terreiros.

Alguns Tipos de Banhos

Banhos de descarga
O mais conhecido, e como o próprio nome diz, o Banho de Descarga (ou descarrego) serve para descarregar e limpar o corpo astral, eliminando a precipitação de fluídos negativos (inveja, ódio, olho grande, irritação, nervosismo, etc). Suprime os males físicos externamente, adquiridos de outrem ou de locais onde estiverem os médiuns. Este banho pode ser utilizado por qualquer adepto da Umbanda, desde que seguindo as recomendações das Entidades/Guias Espirituais.

Banhos de ritual
É o banho de incorporantes (médiuns de incorporação). Esses banhos têm a função de estimular os fluídos da mediunidade, ativando, revitalizando as funções psíquicas para uma excelente trabalho de ritualização dos Guias Espirituais e é também recomendado para ativar e afinizar as forças dos Orixás, Protetores de Cabeça e do Anjo da Guarda.

Banhos de iniciados

Este tipo de banho deve ser utilizado nos centros e terreiros de Umbanda por seus aparelhos, médiuns, iniciantes ou não dentro da Lei da Umbanda. Ele propicia o equilíbrio entre a aura do corpo mental e a aura do corpo astral. Equilibra, de maneira satisfatória, a incorporação das Entidades em seus aparelhos mediúnicos (filhos-de-santo) .É um banho para ser usado com muito critério e cautela, pois para cada tipo de Entidade Espiritual é destinada uma planta ou várias plantas, num conjunto ritualístico. Um exemplo de banho de iniciados é o BANHO DE AMACI, aqui especialmente tratado

Banho de Amaci

É o banho mais conhecido pelas pessoas que começam a freqüentar os Centros de Umbanda e que somente deve ser preparado por uma Entidade Espiritual ou pelo Guia Chefe do Terreiro, Pai/Mãe-de-Santo, Zelador(a) do Terreiro,Babalaô ou Chefe de Culto. É o banho que pode ser preparado da cabeça aos pés, ou simplesmente da cabeça, porque é preparado de acordo com o Santo,Orixá protetor do filho, iniciante na Umbanda.
O banho de amaci é próprio para a cabeça onde reside o nosso Santo Protetor, nosso Guia Espiritual. Só podem tomar o banho de amaci aqueles que forem freqüentar e desenvolver- se na gira de Umbanda, no Centro ou Terreiro. O próprio adepto não deve nunca prepará-lo e nem tomá-lo em casa; existe todo um ritual para que seja feito o amaci da Umbanda, isto é, ervas selecionadas de acordo com o Santo do Iniciante, bem como dia e hora apropriados, e demais requIsitos que o banho exige.

A real importância do banho de ervas
Sua função dentro da terapia vegeto-astromagné tica é de serem condensadores das energias solares e cósmicas. Há ervas que recebem influxos mais diretos de certos planetas. Como sabemos, um corpo celeste é a concretização de certas Linhas de Força ou Forças Sutis que determinado Orixá comanda. Assim, temos ervas para determinados Orixás.

Deve ser colhida dentro na quinzena positiva, isto é, nas Luas Nova e Crescente porque a energia vital ou prana faz seu ciclo, no reino vegetal obedecendo ao seguinte ritmo:

Lua minguante: força prânica se concentra na raiz, vitalizando- a permitindo que ela tire do solo nutriente físicos e hiperfísicos. Dura 7 dias para ser completada.

Lua Nova: o éter vital ou prana se concentra nas folhas, flores e frutos.

Lua Crescente: Nessa fase ainda há uma corrente prânica nas folhas, após o 4 dia, a corrente se desloca para os galhos menores, e até o 7 passa para os galhos maiores.

Lua Cheia: A corrente prânica desce mais ainda, alcançando o caule primário; desce até o 7 dia da Lua Cheia, quando o prana já está praticamente acumulado na raiz.

Portanto:
Não se deve colher ervas nas Luas Cheia e Minguante, pois a força vital, o prana, as energias eletromagnéticas estão na raiz, e é claro que ninguém vai tomar banho de raiz, pois se tomar será uma só vez, e não é de nosso feitio aniquilar o reino vegetal, nobre auxiliar para a sobrevivência do homem.

Para os banhos, as ervas deverão ser colhidas e logo depois usadas. Devem ser verdes.
Para os chás, os mais eficientes serão os colhidos e usados logo, mas se estiverem secas suas folhas podem se prestar a sua função, pois ainda mantêm em sua composição física certas substâncias que serão úteis. Mas é importante que tenham sido colhidas nas Luas Nova ou Crescente.

Banho de desimpregnação ou eliminação de cargas negativas:
Sua função é eliminar as cargas negativas que ficam no Auro do indivíduo.
Como se faz:

• As ervas deverão ser colhidas verdes na Lua Crescente, na quantidade de 1,3,5 ou 7 qualidades, mas da mesma Vibração Espiritual, Linha.

• Após lavarem as ervas, são colocadas numa vasilha de louça branca, sobre uma mesa, onde se acende uma vela branca dentro de um pentagrama, isso tudo preparado com orações.

• A seguir, acrescenta-se na vasilha, onde já contidas as ervas, água fervente ou água de cachoeira, rio, mar etc. Se for água dessas procedências, tritura-se as ervas com as mãos (previamente lavadas e depois limpas com álcool) e, antes de banhar-se, retiram-se os restos, coando o sumo.

• Se for água quente, espera-se o tempo suficiente para que haja as transmutações vibratórias e para que a água se esfrie até a temperatura que permita ser usada sem lesar ou trazer queimaduras.

• Após o banho de higienização, o indivíduo volta-se para o ponto Sul e toma o banho de ervas, deixando o mesmo, junto com as ervas, passar pelo corpo todo, isto é do pescoço para baixo.

• Ao tomar o banho de descarga, colocar sob os pés pequenos pedaços de carvão, os quais devido ao elemento carbono, fixarão as cargas que as ervas deslocarem.
O mecanismo básico deste banho é o de que a água, junto com as ervas, desloca cargas ou formas-pensamento que se tenham agregado ao Corpo Astral ou Corpo Etérico do indivíduo. Liberando as tensões, bloqueios e doenças e também limpando o corpo Astral.

• Após o banho, os detritos de ervas devem ser retirados do corpo, um a dois minutos depois, e colocados em algum recipiente de vidro por ser ele isolante, juntamente com o carvão, devendo ambos ser despachados em água corrente, sem o vidro é claro ou o resto das ervas, no caso de maceradas, podem ser despachados num rio ou numa mata.

O banho deve ser tomado com o indivíduo voltando-se de costas para o cardeal Oeste ou Leste. Quando a erva for macerada com as mãos as ervas não devem passar pelo corpo. Esse banho deve ser efetuado do pescoço para baixo.

Banho de sal grosso
Água e sal grosso, ou água do mar, ou sal-grosso mais espada de S.Jorge e guiné ou folhas de fumo. Passando o de sal grosso pela cabeça.

Banho de fixação ou ritualístico
Uma das mais importantes práticas para o bem estar físico e espiritual são os banhos ritualísticos. Preferimos denominá-los assim, visto que existem banhos com propósitos diferentes do popularmente conhecido como “banho de descarrego”, desta forma faremos uma diferenciação.

É de caráter essencialmente mediúnico visando a precipitar em maior abundância fluidos eletro-físicos dos médiuns, aos quais facilitarão a ligação fluídico-vibrató ria entre o médium e o seu mentor espiritual. É também uma espécie de catalisador ou facilitador da assimilação fluídica entre o complexo astro-psíquico médium-Entidade atuante, isto é, além dos fluidos próprios da tônica vibratória do médium, há uma produção de fluidos da própria tônica vibracional da Entidade.

Como isso acontece?
Há uma transformação dos fluidos do médium nos da Entidade atuante, através dos processos complexos, mas que são facilitados e ativados com ervas que vibrem na mesma sintonia do Mentor atuante.

Levam em sua composição:
Neste artigo trataremos dos três principais banhos preconizados pela Umbanda Esotérica, quais sejam: Banhos de Descarga, Banhos Litúrgicos e Banhos de Essências.
Os chamados “banhos de descarga” ou “banhos de descarrego” , tem como finalidade deslocar ou eliminar as cargas negativas que ficam agregadas ao AURA ou Corpo Etérico do indivíduo. Temos variadas causas de energias negativas, como emissão de cargas mentais através de pessoas que nutrem sentimentos de ódio, vingança, inveja, ciúmes, despeito e outros sentimentos negativos, além das causas de ordem Astral, através da ação negativa de seres desencarnados. Este tipo de banho não deve ser aplicado na cabeça.

Os “banhos de elevação” ou “litúrgicos”, são utilizados por médiuns já Iniciados, considerados aptos a atuarem mediunicamente ou que estejam prestes a sê-los. Este tipo de banho movimenta certas energias de ordem psíquicas, podendo trazer vários distúrbios se a pessoa que for usá-lo não estiver nestas condições.

Os “banhos de essências” tem como finalidade harmonizar o indivíduo consigo mesmo, com seu grupo vibratório afim ou mesmo predispô-lo a níveis de consciência mais elevados. Este banhos podem ser usados em qualquer fase da lua, em qualquer horário, devendo obrigatoriamente passar pela cabeça.

Para que cada banho deste tenha o efeito desejado, é necessário observar alguns pontos importantes. Antes de mais nada, temos que “descobrir” qual o Orixá que rege a pessoa. Isto é bastante simples, visto que o signo natal está diretamente relacionado com sua Vibração Original.

Senão, vejamos:

Banho para médiuns já iniciados – banho de elevação

Este banho mexe certas energias de ordem psíquica, podendo trazer sérios distúrbios se o médium que for usá-lo não estiver nas condições citadas. Esse banho liga o médium com o seu interior, fazendo-o a elevar-se a níveis superiores de consciência, sendo por isso elo de ligação com os mentores do dito médium.

O preparo:

• Escolher 3, 5 ou 7 qualidades de ervas de Orixalá. Sim, nesse banho só se utiliza ervas de Orixalá. Às outras ervas é interditada a função de serem utilizadas nesse tipo de banho.
• Após colhidas e lavadas, as ervas são colocadas numa vasilha de louça branca ou ágata. Após adicionar água de cachoeira ou água de mina, ou seja, uma água pura.
• A seguir, acende-se sobre uma mesa uma luz de lamparina (lamparina dentro de um pentagrama).
• Assim feito, inicia-se a trituração de ervas, sendo as mesmas com as mãos bem limpas (limpas com álcool) e com a corrente mental ou de pensamentos mais puros possíveis , que se prenda às finalidades do banho. Ao assim fazer, as vibrações serão melhor catalisadas na água, tornando o banho um possante agente de elevação vibracional.
• Após a trituração, coa-se, retirando o resto das folhas, estando o sumo pronto para ser usado, se possível dentro ainda da hora favorável do Sol.
• Para se usar o banho de elevação toma-se primeiro o banho de higienização física; logo a seguir, toma-se esse banho, passando-o pela cabeça, fato primordial, sendo que, se possível for, deve-se ficar voltado para o cardeal Oeste ou Leste (de costas para os mesmos), respirando-se lenta e profundamente.
• Não se enxugue por um período de 3 minutos, para que possa haver plena transfusão e precipitação de elementos de ordem mental, astral e física. Repetir esse banho sempre que sentir necessidade ou quando for para a sua sessão. Caso fique difícil para o filho de fé escolher o melhor horário, faça no horário vibratório de Orixalá, que é das 9:00 às 12:00 podendo-se tomar também no domingo, que é o dia de Orixalá.

Identificada a Vibração Original do indivíduo, devemos escolher as ervas afins a esta Vibração. Toda erva a ser usada em qualquer banho deve ser colhida apenas nas luas NOVA ou CRESCENTE (Luas positivas) e nunca nas luas CHEIA e MINGUANTE (Luas Negativas).

As ervas devem ser maceradas (amassadas com a mão) e nunca fervidas, sendo a sua quantidade sempre em número de 1,3,5,ou 7 ervas, que devem ser colhidas e preparadas, preferencialmente no horário vibratório do Orixá.

Data de Nascimento , Signo e Vibração original
21 de Março a 20 de Abril
Áries
OGUM

21 de Abril a 20 de Maio
Touro
OXÓSSI

21 de Maio a 20 de Junho
Gêmeos
YORI

21 de Junho a 20 de Julho
Câncer
YEMANJÁ

22 de Julho a 22 de Agosto
Leão
OXALÁ

23 de Agosto a 22 de Setembro
Virgem
YORI

23 de Setembro a 22 de Outubro
Libra
OXOSSI

23 de Outubro a 21 de Novembro
Escorpião
OGUM

22 de Novembro a 21 de Dezembro
Sagitário
XANGÔ

22 de dezembro a 20 de janeiro
Capricórnio
YORIMÁ 

21 de Janeiro a 19 de Fevereiro
Aquário
YORIMÁ

20 de Fevereiro a 20 de Março
Peixes
XANGÔ
 

Vibração Original, Ervas Afins e Horário Vibratório

OXALÁ Image9
Arruda
Levante
Erva Cidreira
Alecrim
Girassol
Hortelã
Laranja (folhas)
Arnica
Poejo
09:00 às 12:00

YEMANJÁ
Unha de vaca
Picão do Mato
Folhas de Lágrimas de Nossa Senhora
Erva Quaresma
Abóbora d’anta
Mastruço
Chapéu de couro
18:00 às 21:00

YORI
Amoreira
Anil
Abre-Caminho
Alfazema
Suma-roxa
Quina-Roxa
Capim Pé de Galinha
Salsaparrilha
Arranha-Gato
Manjericão
12:00 às 15:00

XANGÔ
Maria-Nera
Limoeiro
Erva Moura
Aperta-Ruã
Erva Lírio
Maria Preta
Café (Folhas)
Mangueira (Folhas)
Erva de Xangô
15:00 às 18:00

OGUM
Losna
Comigo-ningué m-pode
Romã (folhas)
Espada de Ogum
Flecha de Ogum, Erva de Coelho
Cinco Folhas
Macaé
Erva de Bicho (Folha de Jurupitã)
Jurubeba (Folhas)
03:00 às 06:00

OXÓSSI
Malva Rosa
Malvisco
Mil Folhas
Sabugueiro
Funcho
Sete Sangrias
Cravo de Defunto
Folhas de Aroeira
Azedinho
Fava de Quebrante (Folhas) Gervão Roxo
Grama Pernambuco
Grama Barbante
06:00 às 09:00

YORIMÁ
Mal-com-tudo
Guiné-pipi
Negramina
Tamarindo
Eucalipto
Cipó Caboclo
Cambará
Erva grossa
Vassoura Preta
Vassoura Branca
21:00 às 24:00

Após o banho, deve-se fazer a limpeza do local, colocando resto de ervas e os pedaços de carvão em uma sacola plástica, lavando-se toda a área de banho com uma solução de uma colher de sopa de vinagre para dois litros d’água.

Tomado o banho de descarga, o indivíduo pode (e deve) tomar o banho de essências, sendo as mais indicadas para cada Vibração Original as seguintes:

Vibração Original – Essências

OXALÁ – Sândalo / Jasmim / Acácia e Angélica

YEMANJÁ  -Verbena / Açucena

YORI  -Benjoim / Alfazema / Verbena

XANGÔ – Bálsamo / Mirra

OGUM  – Aloés Vera / Tuberosa / Ciclame

OXÓSSI  – Narciso / Jacinto / Violeta

YORIMÁ  – Alfazema / Junquilho / Mandrágora
 

Para um litro d’água, usar uma colher das de chá com a essência pura (não o perfume), agitando o recipiente para ativar o banho. Toma-se da cabeça para baixo.

Bibliografia utilizada:

  • Umbanda de Todos Nós – W.W. da Matta e Silva – 9ª Edição, Editora Ícone
  • Mistérios e Práticas na Lei de Umbanda – W.W. da Matta e Silva – 1999, Editora Ícone
  • Umbanda – A Proto-Síntese Cósmica – Francisco Rivas Neto – 3ª Edição Ampliada
  • Por BruxaZaira – http://br.groups.yahoo.com/group/BruxaZaira/

Dia de São Sebastião / Oxóssi

saosebastiao São Sebastião nasceu em Petrória *, na Itália, de acordo com Santo Ambrósio, por volta do século III. Pertencente a uma família cristã, foi batizado em criança. Mais tarde, tomou a decisão de engajar-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do Imperador Diocleciano.

Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e ativo. Fazia de tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho, Tibúrcio, foram convertidos por ele.

Em certa ocasião, Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei. Teve, então, que comparecer ante o imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento.

Diante do Imperador, Sebastião não negou a sua fé e foi condenado à morte, sem direito à apelação. Amarrado a um tronco, foi varado por flechas, na presença da guarda pretoriana. No entanto, uma viúva chamada Irene retirou as flechas do peito de Sebastião e o tratou.

Assim que se recuperou, demonstrando muita coragem, se apresentou novamente diante do Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo com tamanha ousadia, Diocleciano ordenou que os guardas o açoitassem até a morte. O fato ocorreu no dia 20 de janeiro de 288.

São Sebastião é um santo muito popular e padroeiro do município do Rio de Janeiro, dando seu nome à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Reza a lenda que, na batalha final que expulsou os franceses que ocupavam o Rio, São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os franceses calvinistas.

Além disso, o dia da batalha coincidiu com o dia do santo, celebrado em 20 de janeiro. São Sebastião é o protetor da Humanidade contra a fome, a peste e a guerra.
Oxóssi é o Orixá masculino iorubá responsável pela fundamental atividade da caça. Por isso na África é também cultuado como Ode, que significa caçador.

Na Umbanda, São Sebastião corresponde a Oxóssi oxossi

No Brasil, o Orixá tem grande prestígio e força popul ar, além de um grande número de filhos, recebendo o título de Rei das Matas. Seus símbolos são ligados à caça: no Candomblé, possui um ou dois chifres de búfalo dependurados na cintura. Na mão, usa o eruquerê (eiru), que são pelos de rabo de boi presos numa bainha de couro enfeitada com búzios.

O filho de Oxóssi apresenta arquetipicamente as características atribuídas ao Orixá. Representa o homem impondo sua marca sobre o mundo selvagem, nele intervindo para sobreviver, mas sem alterá-lo. Oxóssi desconhece a agricultura, não muda o solo para ele plantar, apenas recolhe o que pode ser imediatamente consumido, a caça.

No tipo psicológico a ele identificado, o resultado dessa atividade é o conceito de forte independência e de extrema capacidade de ruptura, o afastar-se de casa e da aldeia para embrenhar-se na mata, afim de caçar.

Geralmente Oxóssi é associado às pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. Tem portanto, grande capacidade de concentração e de atenção, aliada à firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento correto para agir. Buscam preferencialmente trabalhos e funções que possam ser desempenhados de maneira independente, sem ajuda nem participação de muita gente, não gostando do trabalho em equipe. Ao mesmo tempo , é marcado por um forte sentido de dever e uma grande noção de responsabilidade. Afinal, é sobre ele que recai o peso do sustento da tribo.

ORAÇÃO A SÃO SEBASTIÃO PELO RIO DE JANEIRO

São Sebastião,
que a vós temos profundo amor e veneração, exaltamos a Deus por ter-Vos levado a tamanho grau de santidade.

Padroeiro dos que sofrem epidemias, pedimo-vos nestes momentos por quais passam o nosso mundo, com promessas de guerras nucleares, vossa intervenção.

São Sebastião, vós que fostes eleito como padroeiro do Rio de janeiro, intercedei junto a Deus pelos seus habitantes para que corrijam os maus costumes, principalmente da moralidade, fazendo-os crescer em virtudes e santidade.

Por Cristo, Nosso Senhor.

Amém.

OXÓSSI, LÁ NA MATA PIOU

Lá na mata… piou, piou!

Lá na mata… piou, piou!

Lá na mata… piou, piou!

O Rei da Mata chegou! (bis)

Oxóssi é Rei da Mata,

É vencedor de demanda,

É Orixá consagrado,

Coroado na nossa Umbanda.

Lá na mata! (bis)

 

ROMPE-MATO, DIA DE FESTA

Okê Oxossi ! Okê Caboclo!

Hoje tem alegria no terreiro do meu pai,

Sarava seu Rompe-Mato,

Que ele é chefe de gongá! (bis)

Embala eu babá, embala eu !

Embala eu babá, embala eu !

Embala eu babá, embala eu !

Embala eu babá, embala eu !

 

Okê Arô meu Pai Oxóssi!

Okê Okebamo, Salve todo o Povo de Oxóssi!

Fontes:
Os Orixás, Editora Três
http://www.velhosamigos.com.br/datasespeciais

Umbanda – Mitos e Realidade

por Mãe Iassan – Caboclo Pery

Todo mundo é médium?

Todos somos sensitivos. Alguns mais do que outros. Esses diferentes níveis de sensibilidade podem também ser compreendidos como diferentes tipos de mediunidade.

Todo ser humano possui um nível de sensibilidade que estará diretamente ligado a missão do mesmo na terra. Alguns possuem a sensibilidade ou mediunidade de incorporação, audiência, clarividência, vidência, psicofonia, psicografia, etc. Todas cabíveis de serem desenvolvidas e despertadas de acordo com o livre-arbítrio de cada um.

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Afinal, há a necessidade de todos os médiuns se desenvolverem?

É conveniente que sim, ou pelo menos manterem-se harmonizados com o Alto de alguma maneira. Maneira essa através de orações, pensamentos elevados, vida equilibrada e conduta correta, ou freqüentando alguma religião. Tudo isso para evitarem a manifestação de obsessores que utilizarão sem cerimônia a mediunidade da pessoa. Nem todos são médiuns de incorporação. Existem inúmeras formas de mediunidade.

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Como descobrir se sou mesmo médium?

Prestando atenção a o que está a sua volta, visível e invisível, aos convites abertos e velados da espiritualidade. Estudando-se como ser humano e o que está fazendo aqui na terra. Entendendo que somos pessoas encarnadas com um karma a resgatar e absorver os ensinamentos que recebemos todos os dias das pessoas que nos rodeiam. Não deixar a vida passar achando-se muito novo para desenvolver ou descobrir a espiritualidade e não temendo o compromisso.

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Qual a função dos banhos de ervas?

Tem ervas que são para descarrego, outras para energização, outras com ambas as funções, outras preparatórias para algum tipo de trabalho.

Dependendo da necessidade, o médium tomará o seu banho de ervas objetivando sempre uma melhor harmonização com as forças da natureza, para a consecução dos objetivos propostos.

Os banhos de ervas envolvem uma ritualística preparatória e não devem ser tomados indiscriminadamente, mas com orientação do Dirigente do Terreiro ou de pessoas a sua ordem, pois sem o conhecimento específico do problema ou objetivo, o banho pode ter efeito contrário. Exemplo disto: se a pessoa estiver agitada demais não deverá nunca tomar banho com uma erva de Ogum ou Iansã, pois poderá ficar mais agitada ainda.

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O médium quando está incorporado sabe tudo que está acontecendo e o que a pessoa está conversando com o guia?

Normalmente sim. A grande maioria dos médiuns é consciente ou semi-consciente (como alguns falam), ou seja, sabe o que está acontecendo mas não têm ingerência sobre as atitudes da Entidade. Normalmente logo após a consulta ainda lembram algumas coisas, que vem como forma de “flash”, mas logo depois vão se esquecendo. Após um determinado tempo só lembram que atenderam com suas entidades, uma ou outra pessoa. Somente os médiuns totalmente inconscientes é que não sabem o que está se passando durante a consulta, mas esses médiuns são cada vez mais raros.

Mas se a sua preocupação com essa pergunta é se você pode conversar sobre qualquer assunto com a Entidade que o médium não vai contar prá ninguém, isso dependerá da índole do médium e da Casa, mas o princípio básico de todas as Casas de Umbanda sérias, é o sigilo das consultas e o respeito pelo problema da cada um.

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Se uma pessoa tem que trabalhar e se a mesma não entrar para o Centro, ela pode receber algum guia na rua, no trabalho ou em qualquer lugar?

Acredito que seja muito difícil que a pessoa receba um guia, um protetor ou entidade de luz em lugares públicos, expondo-a ao ridículo ou a situações constrangedoras.

O fato é que a pessoa sendo médium e não desenvolvendo a mediunidade não faz com que deixe de ser médium. O que ocorre é que a sua mediunidade ficará “embrutecida” e desamparada expondo-a a ação de espíritos trevosos, que, esses sim, podem se manifestar em lugares públicos expondo a pessoa a situações embaraçosas.

Importante ressaltar é que ser médium é uma oportunidade que recebemos de Zambi (Deus) para expurgar parte de nosso karma. Negar ou fugir disso não ajuda em nada. O importante é aprender a lidar com isso. E a melhor maneira é desenvolvendo.

A religião ou a Umbanda deve entrar em nossas vidas para nosso crescimento enquanto pessoas. Nunca deve ser imposta. Não concordo com fórmulas impostas, entretanto sabemos que existem pessoas e pessoas. Cada um com seu karma, merecimento, missão e vontade. Claro que todo ato nosso tem conseqüências, resta saber se estamos dispostos a arcar com elas.

É óbvio também que se acreditamos que antes de encarnar assumimos alguns compromissos com o objetivo de resgatarmos o nosso karma, e nesses compromissos assumidos estão envolvidas entidades de Umbanda que nos auxiliarão nesse processo, ao nos recusarmos a trabalhar num terreiro de Umbanda, ao nos recusarmos a ouvir os convites feitos pelas nossas entidades para obrarmos o bem, estaremos nos expondo a não cumprirmos com o prometido.

É claro que existem outras formas de fazermos caridade. É bem verdade que com o concurso de um terreiro, de uma corrente essa tarefa fica facilitada, já que era isso que estava “combinado”. Fazer parte de uma corrente facilita a nossa comunhão com Deus e com os espíritos do bem, mas não adiantará de nada o médium estar dentro de uma corrente contrariado.

———————————————————

Pode uma pessoa praticar o mal, influenciada por espíritos?

Tudo depende de como esta pessoa vibra, vive, busca a vida e da moral dela.

Não existe isso de que a pessoa sempre foi “boazinha” e de uma hora prá outra, estupra, rouba, mata alguém sob a influência de espíritos trevosos ou demoníacos. O que pode acontecer é que, desta vez a pessoa cedeu as influências, ou ainda que sempre teve “vontade” (desejo oculto, inconfessado) de cometer esses atos, e aí passou a atrair uma gama de espíritos que também querem a mesma coisa.

Mas estejam certos de que para que as influências negativas, tanto quanto as positivas, atuem em nossas vidas é fundamental haver sintonia.

Lembrem-se irmãos, o corpo é seu, a mente é sua, portanto nenhuma força tomará conta de você se você não o permitir ou sintonizar com ela.

Às vezes as pessoas fazem pequenas concessões a maldades, “pequenas” maldades do tipo: atirar uma pedra na vidraça do prédio que trabalha (revolta com relação ao chefe ou emprego), chutar um animal doente (ciúme da atenção que o animal está recebendo), riscar com prego um carro estacionado na rua (inveja)… Aos poucos essas pequenas maldades vão se avolumando, porque são sentimentos menores e mesquinhos que estão sendo alimentados pela pessoa, e a pessoa não reage a elas. Imediatamente, começa a atrair para si, uma categoria de espíritos que se sintonizam com estes sentimentos, deixa-se envolver, deixa-se dominar, e faz isso porque não quer tentar reagir, não aceita ajuda de ninguém, não busca melhorar ou ainda porque simplesmente até sente um certo prazer com as companhias que lhes são afins e o que é pior, não acha que esteja errada, ou seja, completamente cega.

Então ao ouvirmos dizer que alguém cometeu determinado ato porque estava sofrendo a atuação de espíritos, mesmo que isto seja verdade, não a exime de forma alguma da culpa integral por tal ato, porque o espírito só atuou porque encontrou ali respaldo para as suas intenções maléficas, porque encontrou sintonia.

A pessoa pode dizer que não percebeu a influência dos espíritos, incitando-a ao crime. Se ela disser isto o quadro é mais grave ainda, porque a sintonia é tão perfeita que chegou a haver uma simbiose, onde a troca de sentimentos, de energias e de intenções íntimas ou reveladas, é tão símile que não houve resistência alguma.

Portanto cuidado! Orai e Vigiai! Você tem o seu livre arbítrio e é o único responsável pelas companhias invisíveis que atrair e que permitir atuar.

 

Ser umbandista deve ser uma opção e não uma imposição.

Como disse anteriormente, nossos atos geram conseqüências, resta saber se estamos dispostos a arcar com elas.

 

Postado por CECP no Centro Espiritualista Caboclo Pery em 10/13/1998 02:25:00 PM

Mãe Iassan Ayporê Pery
Dirigente do CECP – Centro Espiritualista Caboclo Pery

ENDEREÇO:
Rua Barão de Tramandaí, 23. Bairro Passo d’Areia.Porto Alegre – RS.
Mais informações:http://www.caboclopery.com.br/choupana_do_caboclo_pery.htm

PRECE AOS ORIXÁS

 l13

Tudo o que eu quero!!!


… Ter a longevidade das palavras de Oxalá.
… Ser livre como os ventos de Iansa.
… Ser justo como o machado de Xangô.
… Ser forte como a espada de Ogum.
… Ser firme como o arco e reto como as flechas de Oxóssi.

… Ser mágico como as forças de Obaluaê.
… Ser infinito como a sabedoria de Nanã.
… Ter a doçura das águas de Oxum.
… E as forças dos mares de Yemanjá.
… Ter a alegria do gargalhar dos Exús.
… E a boa esperteza do Malandro Zé Pilintra.
… Ser humilde e paciente como meus Preto >Velhos.
… Carregar a lealdade dos amigos Caboclos.
… Ter o equilíbrio dos Marujos.
… A fé na reza dos Boiadeiro.
… E o amor ao mundo dos amigos Ciganos.
… E um dia merecer a doçura de meus Erês.


A.D.

Paz e luz!!!

PRECE AOS ORIXÁS

 l13

Tudo o que eu quero!!!


… Ter a longevidade das palavras de Oxalá.
… Ser livre como os ventos de Iansa.
… Ser justo como o machado de Xangô.
… Ser forte como a espada de Ogum.
… Ser firme como o arco e reto como as flechas de Oxóssi.

… Ser mágico como as forças de Obaluaê.
… Ser infinito como a sabedoria de Nanã.
… Ter a doçura das águas de Oxum.
… E as forças dos mares de Yemanjá.
… Ter a alegria do gargalhar dos Exús.
… E a boa esperteza do Malandro Zé Pilintra.
… Ser humilde e paciente como meus Preto >Velhos.
… Carregar a lealdade dos amigos Caboclos.
… Ter o equilíbrio dos Marujos.
… A fé na reza dos Boiadeiro.
… E o amor ao mundo dos amigos Ciganos.
… E um dia merecer a doçura de meus Erês.


A.D.

Paz e luz!!!