Como é o desenvolvimento do médium umbandista?

LIVRO: Umbanda: Mitos e Realidades – Mãe Iassan Ayporê Pery
 Luz
Embora essa questão seja bastante específica e a resposta varie de  terreiro para terreiro, aliás como a maioria das questões, explanarei algum pontos que julgo importantes.

Em primeiro lugar é fundamental uma avaliação do médium com relação a Umbanda e suas próprias aspirações. É fundamental que o médium esteja absolutamente certo de que é isso que deseja para si, para sua vida. Que entende a Umbanda como uma forma de evoluir e não de resolver seus problemas.

Em segundo lugar vem a Casa que ele escolhe para realizar esse empreendimento. A Casa deve estar o mais próximo possível do que o médium entende, acredita e deseja para si. É fundamental que seja uma Casa séria e comprometida com a Caridade, ou seja, que seja realmente de Umbanda.

As diferentes ritualísticas da Umbanda servem exatamente para atingir as diversas aspirações.

O médium deve, portanto, escolher com muito cuidado a Casa que irá tornar sua, pois ela deverá ser o sustentáculo físico, a provedora de oportunidades para a consecução dos objetivos de caridade, fraternidade e evolução, pois o sustentáculo espiritual é a própria Umbanda.

Freqüentar a assistência assiduamente, observar, envolver-se, estudar… até ter certeza de que ali é o seu lugar.

Cada Casa tem um critério para ingresso na corrente mediúnica, procure saber qual é.

Ao ingressar para corrente, deverá seguir as orientações recebidas pelo dirigente ou pessoas a sua ordem.

Entender que não será apenas umbandista dos portões para dentro do terreiro, mas sim de coração, corpo e alma. Deverá dedicar-se, educar-se, doutrinar-se sempre segundo as orientações recebidas pelo dirigente. A sua conduta moral deverá ser constantemente vigiada, deverá lembrar-se que ao apresentar-se como umbandista fora do terreiro, terá a obrigação de honrar esse nome.

Participar de todas a sessões abertas aos médiuns novos, estudar com afinco e buscar sempre melhorar seus pensamentos, desejos e vontades. Buscar constantemente evoluir, para assim poder preparar o seu corpo e mente para ser um bom instrumento de entidades e guias que estão num patamar evolutivo muito superior ao nosso.

Buscar tudo isso irá facilitar a incorporação das entidades. Entregar-se de corpo e alma verdadeiramente. Não sentir medo, não querer correr.
É fundamental lembrar que é um momento de adaptação, onde tanto médium quanto entidade estarão se adaptando. Não pode haver pressa, pois “A pressa é inimiga da compreensão“.

Agora, se você deseja saber em quanto tempo você estará incorporando, dando passes e consultas, eu respondo que só dependerá de você, da sua dedicação, empenho e preparo, seguindo sempre as orientações do dirigente da sua Casa, ou seja, da Casa que você escolheu.

Fonte: LIVRO: Umbanda: Mitos e Realidades – Mãe Iassan Ayporê Pery 

Mensagem para você

Como as pessoas que creem na comunicação com os mortos transformaram suas vidas a partir de cartas psicografadas

Por Suzane Frutuoso – Revista Isto É

 


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SUPERAÇÃO As cartas ajudaram Jakson e Rosário a tocar a vida

Os resíduos brancos do sal marinho ainda estavam nos cabelos longos, lisos e escuros de Jeison quando sua mãe, a dentista Maria do Rosário Sosa, 58 anos, encontrou seu corpo. Filho único, o rapaz morreu afogado aos 15 anos, enquanto surfava na praia gaúcha de Capão da Canoa, em 1993. “Era como se tivéssemos morrido juntos. Passei um ano chorando”, diz Rosário. Na tentativa de digerir o sofrimento intenso, ela e o marido, Jakson, 57 anos, deixaram Porto Alegre, onde moravam, para recomeçar a vida em São Paulo. Na capital paulista, por meio de familiares, conheceram o espiritismo.

Quem visitou primeiro um centro foi Jakson. Ao contar sua perda, uma das voluntárias do lugar disse a ele que o espírito de um rapaz, com as mesmas descrições da história de seu filho, já deixara uma mensagem a um médium. “Eu sou um surfista que partiu nos mares do Rio Grande do Sul”, teria dito. Dali em diante, detalhes como “a prancha amarela com adesivo de guitarra” batiam com o caso de Jeison. Sem conhecer nada da doutrina, o empresário ficou em choque. Semanas depois, junto com a esposa (eram católicos não-praticantes), passou a frequentar a casa e receber cartas de Jeison – que hoje somam mais de 100. “A prancha na qual parti retorno no mesmo embalo trazendo comigo os beijos que lhe dou com um estalo”, dizia uma das primeiras mensagens do jovem. “Ele sempre repetia ‘mãe, um beijo com um estalo para você’”, lembra Rosário, emocionada.

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A perda de uma pessoa amada é uma das maiores tristezas que alguém pode viver. Rosário e Jakson só retornaram à alegria quando passaram a ter convicção de que o filho está bem, presente como sempre, e que, como depois de uma longa viagem, será possível reencontrá-lo. E, segundo o casal, quem garante tudo isso é ele mesmo, por meio de uma carta. Essa paz era o que faltava para se reerguerem e buscarem ser pessoas melhores a cada dia como gratidão pela bênção de ter notícias do rapaz. A psicografia tem esse poder. Para muitos, o fenômeno em que médiuns transcreveriam mensagens enviadas por espíritos (leia quadro) prova que a vida não acaba com a morte física. Numa nação em que 20 milhões se consideram simpatizantes do espiritismo e 2,3 milhões declaram seguir a doutrina fundada pelo francês Allan Kardec, as mensagens psicografadas chegam às mãos de milhares de crentes – ou não – todos os dias nos 12 mil centros espalhados pelo País, segundo dados da Federação Espírita Brasileira.

Mensagens psicografadas já serviram até como prova em processos judiciais. O caso mais recente aconteceu em Viamão, no Rio Grande do Sul, em 2006. Iara Barcelos, acusada pelo assassinato do amante, Ercy Cardoso, foi absolvida pelo júri depois que a defesa apresentou uma carta psicografada por um médium que teria sido enviada pelo espírito de Ercy. Iara não quis falar sobre o caso. O advogado dela, Lúcio de Constantino, disse que a carta foi uma prova relativa, que “somada às outras firma o contexto probatório”. Valter da Ros a Borges, exprocurador de Justiça em Pernambuco (e um dos pioneiros no Brasil da parapsicologia, estudo dos fenômenos incomuns da mente humana), diz ser possível aceitar a carta psicografada como prova com base no Artigo 332 do Código Civil: “Todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, são hábeis para provar a verdade dos fatos.” E no Artigo 157: “O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova.” Mas o especialista alerta que uma psicografia só pode ser válida em um processo “se reforçar outras provas ou trouxer um fato novo.”

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No Brasil, há outros três casos de homicídio em que a decisão judicial se fundamentou em comunicações mediúnicas psicografadas por Chico Xavier. Foram absolvidos José Divino Gomes, em Goiás, em 1976; José Francisco Marcondes de Deus, em Mato Grosso do Sul, em 1980; e Aparecido Andrade Branco, no Paraná, em 1982. Durante 13 anos, entre as décadas de 70 e 80, o criminólogo Carlos Augusto Perandréa pesquisou mensagens psicografadas por meio da grafoscopia, técnica que estuda a grafia usada em perícias, na avaliação de assinaturas de bancos e no Judiciário. O resultado indicou que as assinaturas nos textos psicografados eram idênticas a das pessoas que morreram. A parapsicóloga forense americana Sally Headding, que se tornou conhecida do público pelo programa Investigadores psíquicos, do canal a cabo Discovery Channel, afirmou à ISTOÉ que é preciso cuidado ao buscar soluções na psicografia. “Charlatões que anunciam ter dons especiais e usam isso para manipular pessoas sensibilizadas estão espalhados por todo lugar”, diz ela.

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A literatura psicografada também é um fenômeno – de vendas. O segmento de livros espíritas é um dos que mais crescem anualmente na área editorial. De acordo com a Associação das Editoras, Distribuidoras e Divulgadoras do Livro Espírita (Adeler), em 2008 o aumento registrado foi de 15%, com dez milhões de exemplares vendidos e mais de dez mil títulos. As obras campeãs foram Nosso lar, de Chico Xavier, Vencendo o passado e Onde está Tereza, ambas de Zibia Gasparetto. Com os livros a psicografia ganhou visibilidade. Chico se tornou referência a partir da década de 70, tanto com as cartas psicografadas que redigia em Uberaba, Minas Gerais, para pessoas de todas as religiões e cantos do Brasil que faziam fila na porta de sua casa, quanto com a literatura espírita. Já os livros de Zibia, com um marketing eficiente, se tornaram presença garantida na lista dos mais vendidos de temas em geral.

A crença nas mensagens do além se fortalece pela riqueza de detalhes sobre a convivência da pessoa com seus familiares ou sobre o momento da morte, revelações, afirmam os envolvidos, que o médium não teria como saber se alguém não lhe contasse. Uma carta psicografada foi a única coisa que trouxe a empresária paulistana Ivani Tereza Cury, 60 anos, de volta à vida.

Em 1989, seu filho Emerson, 17 anos, levou um tiro quando estava num carro com amigos. Cansado de estudar, quis sair um pouco para espairecer um dia antes do vestibular para engenharia.

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O motorista do carro ao lado do que estava Emerson não gostou de pedir passagem e não ser atendido. No semáforo, desceu do carro e atirou aleatoriamente no veículo. O rapaz permaneceu cinco dias em coma, até morrer. “Fiquei revoltada. É uma dor tão forte”, lembra Ivani.

Amigos lhe deram livros de Chico Xavier e a levaram para assistir a palestras sobre espiritismo. Até que, meses depois, recebeu o primeiro recado do filho. “Em outras vidas fui ruim e tive que passar por isso”, dizia a mensagem. No espiritismo, acreditase que pagamos hoje por erros de vidas passadas. “Foi difícil aceitar. Mas, quando Emerson passou a dar detalhes de acontecimentos da nossa família, não tive mais dúvida”, diz. A primeira vez que Ivani teve certeza foi numa manhã na qual, sentindo uma mistura de saudade e raiva, começou a gritar no quarto dizendo que Deus ficara de braços cruzados permitindo a morte de seu filho. De tarde, ao chegar ao centro espírita, havia uma mensagem para ela: “Mãe, Deus não estava de braços cruzados”, dizia.

 

i93494 MEU AMOR, CUIDE DE NOSSAS PÉROLAS

A autoconfiança que a mulher, Suzana, teve em vida o catarinense Edson Coelho Gaspar - espírita há 20 anos – reconhece nas palavras das mensagens que o espírito dela envia por meio da psicografia. Morta em setembro após um atropelamento, aos 44 anos, Suzana procura confortar o marido nas cartas, indicando que o tempo diminuirá a dor e que as filhas de 10 e 7 anos precisam dele. Ela enviou um acróstico (texto em que a primeira letra de cada frase forma uma palavra), hábito que tinha desde a adolescência, com as iniciais do nome do marido. É a carta a seguir.

A primeira parte indica que a mãe de Edson, também já falecida, estava perto de Suzana.

“Ermínia chega e abraça / Dson (seu filho adorado). / Somos duas que dizemos / o quanto o temos amado. / Nunca te abandonaremos. /Como tudo está difícil / o importante é seguir. / Então, meu amor, prossegue. / Lutas, conquistas por vir. / Humildade e alegria./ O mais virá no porvir. / Gostar é pouco pra nós. / Amor é que nos enlaça. / Sabes que sempre estarei / para o que der e vier. /Amor, as nossas princesas / risos e amor.”

Depois disso, Ivani deixou de ser uma católica não-praticante e mergulhou no espiritismo. Hoje, ela também acredita que Emerson interveio no sequestro relâmpago da irmã Roberta Cury, 35 anos, em 2003. No carro com o filho de três anos, ela chorava pedindo ao sequestrador que não lhe fizesse nada, pois sua mãe já perdera um filho e não aguentaria novamente essa dor.

“De repente, ele parou o carro e disse que, pelo meu irmão que estava no céu, me deixaria ir embora sem levar nada”, conta Roberta. Em 25 de novembro de 2008, o espírito de Emerson mostrou à família como agiu: “Peço licença para a aventura-desventura da Roberta no sequestro relâmpago (…) dando uma de anjo da guarda para a mana”, dizia a mensagem.

A psicografia alcançou tamanha popularidade graças às respostas que dá, mesmo subjetivas, devolvendo esperanças a quem perdeu uma pessoa querida. A reportagem de ISTOÉ presenciou uma sessão, em São Paulo, conduzida por Marilusa Moreira Vasconcellos, uma das médiuns de psicografia mais respeitadas no espiritismo. Enquanto ela recebia as mensagens em uma sala fechada (há também demonstrações em público, mas depende do dia e do lugar), 13 pessoas participavam de uma palestra sobre a doutrina e oravam. Elas aguardavam o contato de filhos, esposas, mães que partiram.

Cerca de uma hora e meia depois, Marilusa retornou, chamando as pessoas pelo nome. Não há como não se emocionar. Valquiria (ela não quis revelar o nome todo) tremia e chorava ao ler as palavras que teriam sido ditadas pelo espírito do marido, Jocimar, morto seis meses atrás. “Te amo mais do que demonstrei”, foi a frase apontada na carta por Valquiria, que teve de ser amparada por uma amiga para ir embora. Rosana Elias sorria e enxugava as lágrimas, enquanto lia a carta da mãe, morta há dois anos, após uma cirurgia no coração.

“Ela era minha grande companheira. É difícil, mas as cartas ajudam”, conta Rosana. Desde o falecimento da mãe, ela corre centros espíritas na busca de mais um contato. Para Rosimeire Galiazzi, saber que a filha Bianca, morta aos 17 anos de meningite, está bem em outro lugar “alivia a saudade”.

Para especialistas, a verdade da psicografia é baseada na fé.

“A pessoa está sensível e baixa a guarda quando recebe uma mensagem dessas. A credibilidade de quem envia também é fundamental”, afirma o psicólogo Antonio Carlos Amador Pereira, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Mas não entro no mérito se existe ou não.

O que importa é quem recebe a mensagem acreditar para se sentir confortado.” Na opinião do pesquisador Valter da Rosa Borges, a psicografia é uma manifestação psíquica que acontece por telepatia, cujo conteúdo se origina do inconsciente da outra pessoa, o qual o médium seria capaz de alcançar. “Procedimentos psicoterapêuticos convencionais podem resgatar a pessoa da dor. A fé, porém, fornece segurança e sentido existencial”, diz Borges.

Quem perde um ente querido e o reencontra por intermédio de mensagens, costuma passar por intensas transformações. “A certeza da sobrevivência após a morte mobiliza as pessoas a algum tipo de mudança, levando a uma atuação diferente ou à maior amplitude de visão do mundo”, afirma a médium Marilusa. “Daí a nascerem obras assistenciais é imediato.” Ivani, mãe de Emerson, diz que o egoísmo de se preocupar apenas com os problemas dela deu lugar à generosidade e, hoje, ela se dedica ao trabalho voluntário com gestantes e mães carentes num lar espírita. Rosário, mãe de Jeison, afirma que seus valores mudaram. “Antes, a segurança financeira era fundamental. Mas me senti pequena em pensar assim depois da partida do meu filho. Ajudar é o que me interessa, não ter o carro do ano”, diz.

A caridade é um ponto central do espiritismo e, segundo especialistas, as pessoas acabam considerando um pedido da pessoa que partiu ainda mais urgente. Jakson, engenheiro e físico até então cético, afirma que o espírito do filho Jeison demonstrava preocupação com as crianças – assim como quando estava vivo – tanto nas cartas quanto na comunicação que os dois iniciaram.

“Anoto ideias nunca imaginadas que ele me envia por pensamento. Não ouço sua voz, mas sinto suas palavras”, garante Jakson. Numa dessas inspirações, Jeison teria dito ao pai: “Por que não fazer um instituto para ajudar crianças?”

Ele levou adiante a proposta. Em 1996, surgia a ata de fundação do Instituto Jeison da Criança, com sede no Jardim Novo Santo Amaro, bairro carente de São Paulo, que realizou 1.790 atendimentos odontológicos em 2008 e distribuiu cestas básicas para famílias cadastradas. Rosário trabalha lá como dentista, enquanto Jakson cuida da administração. A despesa mensal de cerca de R$ 10 mil fica por conta do casal. O próximo passo é abrir uma sala para aulas de computação no local. Logo após a fundação do instituto, Jeison disse em uma carta: “Vocês estão tecendo o caudal de luz para as crianças minhas amigas.” As palavras rebuscadas de Jeison são explicadas pelo espiritismo, para o qual continuar estudando faz parte da evolução. Rosário diz ainda que Jeison sempre mostrou interesse por poesias e seu vocabulário era mais rico do que o da maioria dos adolescentes.

Segundo a doutrina espírita, o desencarnado (como são chamadas as pessoas que morreram) pode levar dias ou anos para se comunicar. Com o contato rápido do espírito da mulher, Suzana, o professor de dança de salão catarinense Edson Coelho Gaspar, 45 anos, viu seu sofrimento aliviado e assim pôde recuperar forças, voltar ao trabalho e cuidar das filhas de 10 e 7 anos. “Edson, meu amor, obrigada pela luz que deste. Nossas pérolas precisam de você. Não se entregue agora. Saudade sim, tristeza não”, dizia a primeira mensagem de Suzana para o marido, que chegou apenas quatro dias após sua morte. Ela morreu em decorrência de um atropelamento em setembro do ano passado.

Espírita há mais de 20 anos, Edson diz que a comunicação por meio da psicografia dá a sensação de que a pessoa amada está apenas longe, mandando notícias. “É como se fosse uma grande viagem”, afirma o professor.

“Mas é uma lapidação dura do espírito para nossa evolução.”

Quando lê as cartas de Suzana para as filhas, as meninas sorriem. Aos que recebem uma carta de alguém querido a quem não podem mais tocar, beijar e abraçar, letras, assinaturas e até o conteúdo acabam não importando tanto. Mesmo sem uma indicação forte que demonstrasse realmente ser a filha Bianca nas palavras que a mensagem trazia, Rosemeire – um das pessoas presentes na sessão de psicografia da médium Marilusa – não tinha dúvida. “É ela aqui”, dizia, enquanto segurava a carta, a qual olhava com o carinho com que só uma mãe pode olhar um filho. Uma alegria que resulta em serenidade, compreendida apenas por quem sente uma saudade que ultrapassa a eternidade.

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Fonte: Revista Isto É
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2048/artigo125286-3.htm

A VITÓRIA

Guilherme estava indo para o centro umbandista que freqüentava há pouco mais de seis meses e onde ocorreria, naquela noite, uma gira de preto-velho em que ele teria a gratificante oportunidade de cambonar mais uma vez a Pai Guiné do Congo.
Guilherme era um jovem universitário que procurava desenvolver as atividades do centro com a maior boa-vontade possível.
Auxiliava àqueles que eram atendidos pelo preto-velho e sempre, após o último atendimento, Pai Guiné solicitava ao jovem que sentasse a sua frente para trocarem alguns “dedos de prosa”. Eram nestes momentos que Guilherme mostrava à entidade o sentimento e a idéia de que ser umbandista é ser sempre um vitorioso, como podemos observar no diálogo que se segue:
— Salve Zambi, menino Guilherme! Como vai suncê?
— Salve Deus, Pai Guiné!!! Melhor do que estou seria impossível!!!
— E, por que, zifio?
— Desde que entrei na umbanda só conheci vitórias: minhas notas melhoraram, parei de farrear e encontrei uma menina incrível pra namorar que é médium da corrente deste terreiro.
— Olha zifio, Nêgo fica feliz com sua alegria no desabrochar de sua descoberta de qual é a real felicidade de ser umbandista.
— Olha meu pai-velho, para mim, ser umbandista é ser vitorioso sempre e, se Deus quiser, eu vou vencer ainda mais nesta vida!!!
— Zifio, de fato, ser umbandista é ser vitorioso sempre, desde que se saiba o que é vitória!
— Como?
— O que é vitória pra suncê, meu filho?
— Para mim vitória é vencer, alcançar aquilo que se quer!!!
— Suncê inté que ta certo, mas como se vai saber se aquilo que suncês quer, é aquilo que vai fazer suncês vencer???
— Não entendi!!!
— A sabedoria meu menino!!! É ela o instrumento com que Deus dotou cada ser humano afim de que ele, ao exercê-la, seja sempre um vitorioso em qualquer situação que enfrente na vida.
— Ainda não consegui entender, Pai Guiné!!! O senhor está meio enigmático hoje!!!
— Num se preocupe não zifio, pois nas forças de zambi no tempo certo suncê há de entender!!! Agora Nêgo deve dizer que tá muito ditoso com o namoro entre suncê e a “cavalinha” Gabrielle!
— Mesmo?
— Sim meu fio, pois ela é uma fia tão formosa que é capaz de fazer os zifios crescer moralmente só pelo fato de estarem juntos dela e aprenderem com seus exemplos práticos de amor, bondade e caridade!!!
— Para mim ela é quase uma santa!!!
— É por que suncê só tá vendo ela, nestes três meses de relacionamento, com os olhos do amor, mas em breve o tempo o fará vê-la como é: imperfeita, mas portadora de virtudes morais e edificantes!!!
— Se o senhor diz, eu acredito, mas será que eu poderia tocar em um outro assunto?
— Fique a vontade zifio!!!”
— É que eu gostaria de uma ajuda para alcançar mais uma vitória através da umbanda!
— Qual ajuda?
— É que eu estou muito interessado em uma vaga de estágio numa grande firma de advocacia!
— Vamos ver né zifio, pois só Zambi Nosso Pai é que pode todas as coisas!!!
Guilherme continuou cambonando a entidade e três semanas após o diálogo em questão podemos vê-lo travar uma nova conversa com Pai Guiné do Congo:
—Puxa vovô, eu estou muito feliz por ter obtido minha vitória!!!
— Conseguiu a vaga zifio?
— Graças a Deus, alcancei minha vitória!!!
— Peça sempre sabedoria a Zambi para que esta vitória não seja uma derrota na sua vida!
— Pode deixar vovô, pode deixar!!!
Um ano após esta conversa, encontraremos Guilherme a ter uma nova conversa com o preto-velho:
— Pai Guiné, continuo vencendo na umbanda, alcancei nova vitória!!!
— Como assim, zifio?
— Comprei um carro usado, mas que está tão bonito e ajeitado que parece novo, agora a vida vai ficar mais fácil com esta minha conquista!
— Zifio, peça sempre sabedoria a Zambi para que esta vitória não seja uma derrota na sua vida!!!
— Pode deixar vovô, pode deixar!!!
Três meses após esta prosa lá estava o jovem guilherme em mais um “bate-papo” com Pai Guiné:
— Vovô, é capaz até de o senhor ficar triste, mas eu consegui vencer de novo por meio da umbanda!!! Terminei com a Gabrielle e estou namorando com uma menina da minha turma na faculdade e que me entende melhor; o nome dela é Valquíria.
— Zifio, peça sempre sabedoria a Zambi para que essa vitória não seja uma derrota na sua vida!!!
— Pode deixar vovô, pode deixar!!!
Quatro meses depois Guilherme, abatido, estava novamente a dialogar com o pai-velho:
— Pai Guiné, tive minha primeira derrota desde que sou umbandista!
— Conta pra Nêgo o que aconteceu, meu menino!!!
— Olha, sem eu dar motivo algum, fui dispensado do meu estágio!!!
— Zifio, peça a Zambi nosso pai que faça você ver a vitória que esta derrota é na sua vida!!!
— Como?
— O umbandista é sempre vitorioso zifio!!! Lembra quando nóis conversou sobre isso?
— Lembro sim vovô! Pode deixar que eu vou fazer isto vovô, pode deixar!!!
Três semanas após, Guilherme está outra vez em frente a Pai Guiné a dizer-lhe:
— Pai Guiné, apesar das minhas rogativas a Deus o meu pai desenvolveu uma grave doença e não tem muitas chances de cura!!!
— E na visão de suncê isto é uma vitória ou uma derrota?
Guilherme pensou profundamente antes de responder a entidade, mas só conseguiu dizer:
— Desculpa Pai Guiné, mas para mim é uma derrota!
— Num precisa se desculpar zifio, Nêgo gostou da sinceridade!!! Mas peça a Zambi nosso pai que faça você ver a vitória que esta derrota é na sua vida!!!
— Eu vou fazer!!! Pode deixar vovô, pode deixar!!!
Cinco meses depois Guilherme está de frente a Pai Guiné para ter com ele aquela que, na opinião do jovem, seria a última conversa que teria com a entidade:
— Vovô, graças a Deus, o meu pai já está praticamente curado, mas é que eu acabo de sofrer a maior derrota da minha vida e vim até aqui comunicar ao senhor que vou pedir desligamento do terreiro hoje!!!
Guilherme chorava muito e o pranto era copioso. Pai guiné estalava os dedos enquanto aguardava as emoções do seu pupilo serenarem. Poucos minutos depois a entidade retomou o diálogo:
— Suncê pode dizer pra Nêgo que derrota foi essa meu fio?
— Para que vovô? Para o senhor dizer que a minha derrota é vitória?
— Se o zifio tá zangado e for pra aliviar a dor do seu coração, suncê ta autorizado a fazer malcriação com Nêgo até ficar aliviado, mas depois que suncê tiver falado tudo; Nêgo vai pedir silêncio para que suncê possa escutar tudo o que ele tem a dizer, tudo bem?
— Desculpe Pai Guiné, o senhor pode falar agora que eu escutarei!!!
— Suncê tem certeza?
— Sim senhor!!!
— Então Nêgo vai conversar com suncê, meu menino!!! O zifio tá zangado por que a “rabo-de-saia” Valquiria, vendo que não tinha mais o que sugar de suncê, terminou o namoro, não é?
Boquiaberto, Guilherme respondeu:
— Sim senhor!
— Suncê num tem mais o carro porque teve que vender para ajudar no tratamento do seu pai, não tem mais dinheiro por que está sem emprego; e sem carro e sem dinheiro ela não te quis mais, não é verdade?
— Sim senhor!
— E isto foi uma derrota ou uma vitória em sua vida?
— Agora com o senhor falando assim deste jeito eu, sinceramente, não sei!!!
— Então vamos começar do inicio, certo???
— Certo!
— Um tempo atrás suncê procurou Nêgo pra dizer que tinha conseguido uma vitória que Nêgo sentia que poderia ser uma derrota em sua vida, lembra???
— A vaga de estágio na firma conceituada de advocacia?
— Exatamente!!! Esta vitória não deveria, mas foi uma derrota na sua vida pelo que o motivou prioritariamente a alcançá-la!!!
— Como?
— Comprar um carro, não era o que suncê mais queria?
— Mas isso é ruim?
— Depende do que motiva prioritariamente uma pessoa a adquirir um carro, o que nos leva a segunda vitória que não deveria, mas foi uma derrota em sua vida!!!
— Como?
— Não foi o desejo ardente de impressionar Valquiria e tê-la apenas para si que o motivou prioritariamente a comprar o carro?
— Sim, mas isto é ruim???
— Zifio, isso levou suncê a terceira vitória que não deveria, mas foi uma derrota em sua vida!
— Como assim?
— O desejo de impressionar e ter para si uma mulher de beleza rara e extasiante foi o que fez você abrir mão do relacionamento com a fia Gabrielle, certo?
Boquiaberto, novamente, Guilherme respondeu:
— Sim senhor!
— Suncê abandonou uma fia que só fazia compartilhar para ficar com outra que só queria tudo pra si, isso foi derrota ou vitória?
— Meu Deus!!! Foi por isso que fui mandado embora do estágio: por estar fazendo tudo errado!!! Por isso eu tive minha primeira derrota!!!
— Menino Guilherme, aquilo que suncê chama de primeira derrota foi, na realidade, sua primeira vitória!
— Mas, por quê?
— Por que você estar desempregado proporcionou-lhe a oportunidade de assistir melhor e por mais tempo ao seu pai na ocasião do adoecimento dele!
— Meu Deus!!! Olhando por este lado eu vejo que o senhor tem razão!!!
— E, quando seu pai adoeceu, aconteceu aquilo que suncê chamou de segunda derrota, mas que foi, na verdade, sua segunda vitória.
— Vitória? A doença do meu pai foi vitória?
— Não, mas proporcionou-lhe uma sensibilização na sua vida que o ajudou a sentir e pensar a vida e o amor de uma forma moralmente mais elevada, ou não é verdade que você quase terminou o relacionamento com a Valquiria por três vezes, devido ao excesso de materialismo por parte dela?
— É verdade vovô, é verdade!!!!
— Suncê foi intuído por seus mentores para terminar o relacionamento com ela, mas como a beleza e o envolvimento carnal foram maiores que o seu bom senso, eis que suncê obteve a sua terceira vitória que foi o término da relação só que por iniciativa dela; e logo agora que suncê tá tão perto de conseguir uma vitória crucial pra sua evolução, suncê pensa em largar a sua fé? Nêgo num entende!!!!
— Vitória? Vitória sobre o que? Sobre o desemprego? Sobre o desamor?
— Não meu menino, nas forças de Zambi, há de ser uma vitória sobre suncê mesmo: sobre suas más tendências, sobre a ilusão da matéria e sobre sua ignorância acerca da beleza do espírito. Vitória não é só conseguir o que se deseja, pois se suncê pedir a Zambi e desenvolver a sabedoria, suncê verá a real vitória em todas as situações de sua vida: até mesmo nas derrotas aparentes, suncê entende meu fio?
— Estou entendendo vovô!!!
— Sem sabedoria vencer é só alcançar aquilo que suncês quer, já com sabedoria vencer é encarar as dificuldades da vida como oportunidades sagradas de Deus para a evolução de suncês, pois se isto for alcançado a vitória é certeira, mesmo que aos olhos do mundo seja a mais flagrante derrota, suncê entende?
— Estou entendendo, sim senhor!!!
— Por isso o verdadeiro umbandista vence sempre: por que pede sempre a Zambi que o faça enxergar todas as situações da vida com a visão espiritual da sabedoria!
— É verdade vovô!!!
— Neste mundo tão materializado e ilusório somente o olhar da sabedoria espiritual pode vislumbrar os caminhos que levam suncês a real vitória que, por sua vez, não é aquela sobre o próximo ou sobre a carne, mas sobre suncês mesmos, suncê entende meu menino?
— Sim senhor!!!
— Suncê ainda quer sair do terreiro pelo que lhe parece uma derrota? Ou quer continuar na sua fé aprendendo, a cada gira, a enxergar os fatos com a visão espiritual através dos “óculos” que vem da sabedoria infinita de Zambi nosso pai?
E com o coração e a mente transformados pela misericórdia de Deus foi que Guilherme respondeu:
— Eu fico com Deus, fico com o senhor, fico com Jesus, fico com os orixás, fico com a Umbanda e tudo com muita felicidade!!!!!
E talvez para trazer um pouquinho mais de paz para o coração de Guilherme, foi que Pai Guiné do Congo lhe disse:
— Vamos aprender a vencer sempre?
— Vamos, mas como?
— Fazendo aquilo que Nêgo explicou pra suncê: pedindo a Zambi nosso pai o desenvolvimento da sabedoria!
— Mas como é que se faz isso?
— Tem um jeito muito simples, que foi ensinado pelo próprio mestre Jesus!
— É uma prece?
— É!
— O senhor me ensina?
— A prece fio já conhece, agora o fio deve começar a fazê-la direcionando-a não mais apenas pela memória, mas pelo pensar e pelo coração. Suncê ta pronto?
— Sim senhor!!!
— Então vamos: feche os olhos, relaxe o corpo, esvazie sua mente, concentre-se nas batidas de seu coração e chame Deus para junto de si conectando-se a Ele através da seguinte prece:

“ Pai nosso que estais no céu,
santificado seja Vosso nome,
venha a nós o vosso reino,
seja feita a Vossa vontade,
assim na terra como nos céus….”

Fonte:
Texto escrito por Pedro Rangel.
http://pedrorangelsa.blogspot.com/2009/02/vitoria.html

Desenvolvimento Mediúnico

vol143-033

…Falar sobre a mediunidade e sua mecânica é algo muito comum no  meio espiritualista. Porém, é sempre um tema bastante complicado e polêmico. Exige sempre muita responsabilidade ao falar sobre este tema.

Mas o que todo autor sempre espera do seu leitor é que ele reflita e pondere sempre para o bom senso crítico, racional e emocional.

…Dia-a-dia chegam pessoas novas para o nosso meio religioso, na maioria das vezes dotadas de mediunidade a ser desenvolvida e é aí que mora o perigo…

…A mediunidade têm várias funções para o ser humano, sendo que a principal é encaminhar o médium a uma evolução acelerada.

…Mas como usar disto para evoluir? Ora irmão, ser médium não é ser diferente de ninguém; na verdade, é ter que saber resolver os seus problemas e dos que te procuram, e digo isto a “grosso modo”.

Mas para se ter este equilíbrio é necessário uma caminhada ao seu interior. A espiritualidade espera sempre que com o desenvolvimento mediúnico a pessoa busque sua reforma íntima, afim de ser ajudada e depois poder ajudar o próximo. Quando digo ’se ajudar’, quero dizer que a pessoa deve encontrar seus erros e seus defeitos e na seqüência buscar o aprimoramento moral. Somente assim a mediunidade começará a ter função em sua vida.

Senhores médiuns, problemas materiais todos nós temos; então, isto nunca deverá ser desculpa para evitar os seus trabalhos mediúnicos e caritativos. Devemos saber administrar tudo isto, sem que uma coisa atrapalhe a outra.

Médiuns, vocês são o espelho dos que lhe procuram.
…Então parem e pensem:
“Eu estou sendo um bom exemplo?”
…Por favor, não venham com a conversa de que sua vida particular não tem nada a ver com a mediúnica.
…Esta desculpa é o mais cruel pecado que o médium pode cometer. Outros usam um ditado que diz: “Faça o que eu falo e não faça o que eu faço”. Um ABSURDO!
…Ser médium é buscar viver a vida terrena em paralelo com a vida espiritual e, para isto, é necessário a reforma íntima, a evangelização e o estudo teológico da religião. É o tal do “Orai e Vigiai”; porém, na verdade, devemos vigiar e orar.
…Agora, para que sair desenvolvendo sua mediunidade de forma desordenada e acelerada se você nem sabe o que vai fazer com este dom? Para que? Para daqui a alguns anos você jogar no lixo !? ! Saiba irmão que, nessa história de mediunidade, o maior necessitado é você mesmo. É você que precisa se ajudar.
…Ser médium é ter a função de aparelho (cavalo ou burro, como queira) para os espíritos. Mas para ser um bom aparelho é necessário ser bem preparado, usar tecnologia de ponta, material de primeira, para que se tenha vida longa, senão será descartado rapidamente e substituído por outro. É assim que a dona de casa faz com a faca que ela compra nas lojas de “R$ 1,99″; porém, se ela comprar uma faca de marca reconhecida e que passou pelos testes de qualidade e procedência, provavelmente irá durar toda a vida.
…O processo de desenvolvimento mediúnico e até mesmo a sua continuidade vai muito além dos rodopios na gira ou do comparecimento no terreiro para incorporar um Caboclo ou Preto-velho.
…Saiba que o desenvolvimento é eterno.
…Após você incorporar o mentor, aí sim seu desenvolvimento espiritual começará.
…O trabalho mediúnico não é só incorporar os mentores em datas e horas predeterminadas.
…Já disse o grande mentor e mestre Ramatís :
…”Não conseguireis bons fluidos em horas programadas, se os contaminais com a intolerância, a cólera, a irritação e o desamor de minutos anteriores.”

Fonte:
Pai Géro – Dirigente C.E.U. – ESPERANÇA –

CENTRO ESPIRITUALISTA DE UMBANDA – ESPERANÇA – Fundado em 20/05/2007
GRUPO SOCORRISTA BEZERRA DE MENEZES e JÉSUS GONÇALVES
Cidade da Fraternidade

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C.E.U. – ESPERANÇA
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Onde estiver a caridade, aí se encontra a presença de Deus.
Bezerra de Menezes

A Pirâmide e a Energia Humana

Há várias centenas de anos, a energia humana vem sendo pesquisada  por inúmeros pesquisadores do mundo todo. Porém, os povos que mais persistiram em suas pesquisas foram os maometanos, tibetanos, hindus e caldeus; e por fim, todos queriam saber exatamente em que consistia o corpo humano.

Mas, devido, naquela época, leis proibitivas que não admitiam que se falasse em energia humana… reis e sábios acreditavam existir no corpo humano, além de carne e ossos, nervos e músculos, apenas um espírito dominante, a matéria e nada mais.

Acreditavam ainda que, quando se falava em energia humana, estava-almase atribuindo a crendices… feitiçarias e, por essa razão, foram criadas leis proibitivas, castigando, condenando, e até mesmo sacrificando aquele que ousasse falar em energia humana.

De todos os povos, o que mais sofreu, na pesquisa da aura humana, foi o hindu, pelo seu arrojado valor científico e persistente, enfrentando a tudo e a todos, a fim de levar a cabo todas as experiências que, porventura, tivessem como saliência o ser humano.

Na teoria do maometanos e tibetanos o homem receberia energia diretamente da luz solar que deveria penetrar no cérebro, dando às células forças para sobrevivência.

O Hindus, muito mais aguerridos à pesquisa humana (admitiam a possibilidade da existência de cinco cavidades microscópicas no cérebro, que receberiam, talvez, uma energia até então desconhecida, capaz de fazer funcionar as células cerebrais.

As pesquisas se intensificaram e correram o mundo.
Todos pesquisavam secretamente, quando, em 1935,  aproximadamente, vinha a público o casal Kirlian, conseguindo provar, através de uma kirliangrafia, a existência de uma energia na periferia do corpo humano.

Mais e mais se interessaram os pesquisadores pela energia humana, por mais esse fio de esperança que se abria em suas frentes, quando, por volta de 1938, nos Estados Unidos, um pesquisador inglês admitia a possibilidade de penetração de uma energia no cérebro humano, vindo confirmar a teoria dos Hindus.

Depois de intensas pesquisas e de longo tempo, chegou-se à conclusão de que, realmente, cinco cavidades microscópicas existentes no cérebro humano eram receptoras e emissoras da energia humana.

Mas, que energia seria essa?

Cósmica, telúrica, radiônica, orgônica, clutônica?

Não se tinha certeza, pois ainda não se havia pesquisado a espéciem da energia penetrante no cérebro.

Seis meses após, o Rádio Biômetro em testes de um pesquisador norte-americano acusava a penetração de uma energia no cérebro humano, talvez telúrica, radiônica, ou mesmo cósmica, contornando- o com uma defasagem na altura do ombro esquerdo.

Meses após, nos vinha outra informação de que a energia em pauta era telúrica e se alojava justaposta ao nosso corpo, seguida de uma onda de vinte e um centímetros de comprimento sobrepondo-se à primeira, e que as mesmas penetrariam em nosso corpo através de nossos pés.

Em Setembro de 1940, descobríamos que uma outra energia realmente penetrava em nosso cérebro, e após orvalhá-lo iria unir-se às demais, já alojadas na periferia do nosso corpo.

Depois de longas pesquisas, conseguimos discernir as energias assim distribuídas: Telúrica, Radiônica e Cósmica. Energias essas, penetrantes no corpo humano, que dariam consistência ao nosso emaranhado celular.

Mas, como uma energia nunca poderá sofrer impacto com a mesma energia, em nossa opinião, as três energias deveriam trabalhar pela lógica, da seguinte forma: Uma seria positiva, outra, a negativa e uma restante, a que iria servir de resistor, resistência, no fechamento do circuito.

Exemplificando: Um ferro elétrico, tendo apenas uma energia, jamais aquecerá sua resistência, pois lhe faltaria uma resistência de impacto.
É necessário que haja um pólo positivo e um pólo negativo, onde ligaríamos um resistor, ou um fio níquel cromo para o encandecimento,
parte elementar da eletricidade.

No corpo humano, sucede a mesma coisa; após sabermos que as energias telúrica e radiônica tinham seus princípios na terra, restaria saber se a energia penetrante em nosso cérebro, a energia detectada, logo em seguida, como sendo uma energia cósmica, viria do espaço.

Nessa distribuição seria muito difícil um curto-circuito no corpo humano, porém não impossível. Uma vez que já eram do nosso conhecimento as principais energias constantes do corpo humano, restava-nos agora, saber seus efeitos e ações sobre o mesmo, e também as suas reações, época em que começamos a testar os seres humanos.

Depois de milhares de testes realizados, notamos que 87% tinham suas energias fora do comportamento normal e o nosso trabalho agora seria descobrir como centralizá-los.

Prosseguimos em nossas pesquisas para descobrir algo que fosse capaz de centralizá-las e somente conseguimos em 1963, através de réplicas de pirâmide de cartolina.

Partimos depois para outros materiais, chegando, finalmente, no mais arrojado e eficiente que é o cristal.

Uma vez conscientes de que a energia cósmica penetrava pelo chacra central, coronário ou mesmo centro do cérebro, sua evasão, após o aproveitamento energético, deveria se processar pelos chacras auxiliares que simbolizam as laterais direita e esquerda, ou temporal direito e temporal esquerdo, frontal e glândula hipófise e cerebelo.

Começamos a testar os comportamentos humanos com as energias fora de posição e após corrigidas. Notamos que todas as pessoas, com as energias penetrando pelo frontal ou glândula hipófise, sofriam um esquecimento alarmante, e após sua correção, tudo voltava ao normal.

Quando as penetrações se davam pelo temporal direito, as pessoas apresentavam sintomatologia de angústias, melancolias etc. Quando se davam pelo temporal esquerdo, as mesmas tinham propensão mórbida pelo sexo oposto, taras sexuais etc., e pelo cerebelo, apresentavam sintomas de insônia, ódio, vingança, repulsa, inveja e sempre estavam com os pensamentos voltados à delinquência.

Tínhamos uma boa parte do conhecimento nas mãos para ajudar a humanidade que sempre foi o nosso mais sincero objetivo, uma vida de paz e de tranquilidade.

Restava-nos saber até onde iria essa recomposição de energia, e qual a segurança de sua centralização. E, por mero acaso, a fatalidade,
que também nos traz momentos de grandes realces, mostrou- nos uma jovem, cujas energias acabávamos de centralizar, que ao atravessar a rua quase foi atropelada, bem de frente de nossa casa.

Pedimos para que ela voltasse para examinarmos de novo a sua energia e, para nosso espanto, estava fora do lugar.

Tínhamos um boa parte do conhecimento nas mãos provocar impactos em uma grande quantidade de pessoas para testar o comportamento
áurico, e para nossa satisfação, com excelentes resultados.

Já podíamos afirmar que apenas um impacto emocional seria o bastante para desequilibrar a aura humana.

Muitas e muitas pesquisas foram feitas, a fim de poder selecionar todos os comportamentos áuricos, inerentes a essa energia. Somente assim pudemos testar que muitas e muitas pessoas estavam com as suas energias penetrando por todos os pontos energéticos, tanto de recepção como de emissão.

Isto aconteceu inúmeras vezes e com relativa frequência, o que nos permitiu delinear o caminho correto, para as nossas pesquisas científicas áuricas.

A nossa equipe do Centro Nacional de Pesquisas Científicas e Psicotrônicas, cuidadosamente, começou a selecionar os casos. E assim, iniciava-se uma nova tarefa, selecionar os vários pontos de penetração de energia em nosso cérebro e seus efeitos no corpo humano.

Com essas pesquisas, conseguimos saber que a energia penetrando pelo chacra central e passando através da glândula Pineal, traz ao
corpo exatamente o suprimento de suas necessidades energéticas, dando-nos consistência à vida e, consequentemente, equilíbrio ao
sistema nervoso.

Sabemos que a formação de todos os cérebros é composta de dois hemisférios, sendo que o hemisfério direito comanda o lado esquerdo
do corpo humano e o esquerdo comanda o lado direito. Hemisférios esses, compostos cada um, de aproximadamente 30.000 células em formatos piramidais.

Quando a penetração se faz correta, a energia passa por esses dois globos, descendo pela glândula Pineal, fazendo com que esse mecanismo funcione religiosamente perfeito.

Quando a penetração energética se dá pelas perfurações auxiliares, o centro do cérebro ou chacra central fica desprovida de energia, pois, a mesma passará por debaixo do cérebro, razão do estado nervoso imediato.

As sintomatologias das penetrações por cavidades indevidas, causam aos seres humanos os seguintes distúrbios: confirmando dados
anteriores.

Quando a penetração se dá pelo temporal direito, os sintomas são os seguintes: abstenção pela vida, melancolia, tristezas etc.,
Quando se der pelo cerebelo, os sintomas são os seguintes: raiva, ódio, vingança, maldades, tendências à criminalidade, insônia e estado de nervos excessivo.

Quando a penetração se der pelo chacra frontal ou glândula Hipófise, a propensão é para o esquecimento, a divagação.
Quando a penetração se der pelo temporal esquerdo, a sintomatologia é: estado nervoso e propensão mórbida pelo sexo oposto, e taras sexuais.

Quando a penetração se der pela glândula hipófise, o sintoma é o esquecimento e a mente aérea.

A energia cósmica deverá penetrar pela chacra central e se esvair pelos chacras auxiliares, que é o correto.

As pesquisas se intensificaram e continuamos na esperança de encontrar uma solução para esses casos. Em equilíbrio energético, chegamos a testar as energias das pirâmides e concluímos, que na realidade eram idênticas às energias humanas, e após muito testá-las começamos a usá-las com eficientes resultados.

Em 1952, um pesquisador, nos Estados Unidos, propagava aos quatro ventos que a energia perfeita do ser humano era a energia Cósmica.
Ora, compreendemos, então, que estávamos no caminho certo, pois, a nossa teoria era a mesma do aludido cidadão.

Foi quando começamos a construir uma grande quantidade de réplicas de pirâmides, para conseguir captar essa energia e usá-la em benefício do homem.

Começamos a testá-las na centralização energética de milhares e milhares de pessoas, com excelentes resultados, data em que começamos a centralizar as auras humanas, sem o menor risco ou prejuízo aos seres humanos.

E assim, estávamos certos de termos em nossas mãos o domínio da energia humana. Sabíamos, também, que o homem era possuidor da mesma energia contida na pirâmide de Quéops.

Nossas pesquisas não pararam aí, pois tínhamos que pensar em aproveitar essa mesma energia nas enfermidades corriqueiras, como: dores de cabeça, inflamações, enfim, saber sua total utilidade a todos nós.

Começamos a testar essa energia para saber, depois de aproveitada em nosso corpo, por onde se esvaía, foi quando pudemos ampliar os nossos conhecimentos de aura que contorna o nosso corpo, conhecida hoje entre nós por aura humana.

A rigor, o comportamento energético assim se posta: energia telúrica: cor rosada junto do corpo;
a energia radiônica é de cor azulada, sobrepondo-se a rosada;
e a cósmica que é de cor branca, sobrepondo-se às demais, formando assim a aura humana, sem suas três cores.

Continuando os nossos testes, passamos a detectar os corpos, principalmente quando enfermos, e para nossa surpresa, passamos a constatar que: cada lugar dolorido ou ferido, era carente de energia, e tomado de calor, intenso (febre) pois, o comando passaria a ser da energia telúrica, desprovida das demais energias.

Razão pela qual hoje afirmamos que todos os lugares sem energia contêm calor e, contendo calor, logicamente, estão doentes.

Um corpo humano perfeito tem, em seu contorno, três energias, formando a aura, numa espessura de aproximadamente sete a oito centímetros, obedecendo à mesma largura.

Da nossa frontal, ou testa, um jato energético de, aproximadamente um metro, esvai-se do nosso cérebro, ou terceira visão. Da nossa coluna inteira se esvai uma larga energia, formando a nossa reserva vital, que deverá ser, sempre que possível, de um metro e cinquenta centímetros,para as pessoas normais, pois para os paranormais, não há medida certa, às vezes chegam a dezenas de metros.

Qualquer deficiência energética em seu corpo físico poderá ser recomposta com a energia das pirâmides, que lhe dará pronto restabelecimento. Portanto, chegamos à conclusão que a energia humana deverá ser cuidada carinhosamente, para que possamos sentir perfeita saúde e desfrutarmos as belezas da vida.

Fonte: Texto tirado do livro Pirâmides – Zhannko Idhao Tsw

Umbanda – Mitos e Realidade

por Mãe Iassan – Caboclo Pery

Todo mundo é médium?

Todos somos sensitivos. Alguns mais do que outros. Esses diferentes níveis de sensibilidade podem também ser compreendidos como diferentes tipos de mediunidade.

Todo ser humano possui um nível de sensibilidade que estará diretamente ligado a missão do mesmo na terra. Alguns possuem a sensibilidade ou mediunidade de incorporação, audiência, clarividência, vidência, psicofonia, psicografia, etc. Todas cabíveis de serem desenvolvidas e despertadas de acordo com o livre-arbítrio de cada um.

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Afinal, há a necessidade de todos os médiuns se desenvolverem?

É conveniente que sim, ou pelo menos manterem-se harmonizados com o Alto de alguma maneira. Maneira essa através de orações, pensamentos elevados, vida equilibrada e conduta correta, ou freqüentando alguma religião. Tudo isso para evitarem a manifestação de obsessores que utilizarão sem cerimônia a mediunidade da pessoa. Nem todos são médiuns de incorporação. Existem inúmeras formas de mediunidade.

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Como descobrir se sou mesmo médium?

Prestando atenção a o que está a sua volta, visível e invisível, aos convites abertos e velados da espiritualidade. Estudando-se como ser humano e o que está fazendo aqui na terra. Entendendo que somos pessoas encarnadas com um karma a resgatar e absorver os ensinamentos que recebemos todos os dias das pessoas que nos rodeiam. Não deixar a vida passar achando-se muito novo para desenvolver ou descobrir a espiritualidade e não temendo o compromisso.

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Qual a função dos banhos de ervas?

Tem ervas que são para descarrego, outras para energização, outras com ambas as funções, outras preparatórias para algum tipo de trabalho.

Dependendo da necessidade, o médium tomará o seu banho de ervas objetivando sempre uma melhor harmonização com as forças da natureza, para a consecução dos objetivos propostos.

Os banhos de ervas envolvem uma ritualística preparatória e não devem ser tomados indiscriminadamente, mas com orientação do Dirigente do Terreiro ou de pessoas a sua ordem, pois sem o conhecimento específico do problema ou objetivo, o banho pode ter efeito contrário. Exemplo disto: se a pessoa estiver agitada demais não deverá nunca tomar banho com uma erva de Ogum ou Iansã, pois poderá ficar mais agitada ainda.

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O médium quando está incorporado sabe tudo que está acontecendo e o que a pessoa está conversando com o guia?

Normalmente sim. A grande maioria dos médiuns é consciente ou semi-consciente (como alguns falam), ou seja, sabe o que está acontecendo mas não têm ingerência sobre as atitudes da Entidade. Normalmente logo após a consulta ainda lembram algumas coisas, que vem como forma de “flash”, mas logo depois vão se esquecendo. Após um determinado tempo só lembram que atenderam com suas entidades, uma ou outra pessoa. Somente os médiuns totalmente inconscientes é que não sabem o que está se passando durante a consulta, mas esses médiuns são cada vez mais raros.

Mas se a sua preocupação com essa pergunta é se você pode conversar sobre qualquer assunto com a Entidade que o médium não vai contar prá ninguém, isso dependerá da índole do médium e da Casa, mas o princípio básico de todas as Casas de Umbanda sérias, é o sigilo das consultas e o respeito pelo problema da cada um.

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Se uma pessoa tem que trabalhar e se a mesma não entrar para o Centro, ela pode receber algum guia na rua, no trabalho ou em qualquer lugar?

Acredito que seja muito difícil que a pessoa receba um guia, um protetor ou entidade de luz em lugares públicos, expondo-a ao ridículo ou a situações constrangedoras.

O fato é que a pessoa sendo médium e não desenvolvendo a mediunidade não faz com que deixe de ser médium. O que ocorre é que a sua mediunidade ficará “embrutecida” e desamparada expondo-a a ação de espíritos trevosos, que, esses sim, podem se manifestar em lugares públicos expondo a pessoa a situações embaraçosas.

Importante ressaltar é que ser médium é uma oportunidade que recebemos de Zambi (Deus) para expurgar parte de nosso karma. Negar ou fugir disso não ajuda em nada. O importante é aprender a lidar com isso. E a melhor maneira é desenvolvendo.

A religião ou a Umbanda deve entrar em nossas vidas para nosso crescimento enquanto pessoas. Nunca deve ser imposta. Não concordo com fórmulas impostas, entretanto sabemos que existem pessoas e pessoas. Cada um com seu karma, merecimento, missão e vontade. Claro que todo ato nosso tem conseqüências, resta saber se estamos dispostos a arcar com elas.

É óbvio também que se acreditamos que antes de encarnar assumimos alguns compromissos com o objetivo de resgatarmos o nosso karma, e nesses compromissos assumidos estão envolvidas entidades de Umbanda que nos auxiliarão nesse processo, ao nos recusarmos a trabalhar num terreiro de Umbanda, ao nos recusarmos a ouvir os convites feitos pelas nossas entidades para obrarmos o bem, estaremos nos expondo a não cumprirmos com o prometido.

É claro que existem outras formas de fazermos caridade. É bem verdade que com o concurso de um terreiro, de uma corrente essa tarefa fica facilitada, já que era isso que estava “combinado”. Fazer parte de uma corrente facilita a nossa comunhão com Deus e com os espíritos do bem, mas não adiantará de nada o médium estar dentro de uma corrente contrariado.

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Pode uma pessoa praticar o mal, influenciada por espíritos?

Tudo depende de como esta pessoa vibra, vive, busca a vida e da moral dela.

Não existe isso de que a pessoa sempre foi “boazinha” e de uma hora prá outra, estupra, rouba, mata alguém sob a influência de espíritos trevosos ou demoníacos. O que pode acontecer é que, desta vez a pessoa cedeu as influências, ou ainda que sempre teve “vontade” (desejo oculto, inconfessado) de cometer esses atos, e aí passou a atrair uma gama de espíritos que também querem a mesma coisa.

Mas estejam certos de que para que as influências negativas, tanto quanto as positivas, atuem em nossas vidas é fundamental haver sintonia.

Lembrem-se irmãos, o corpo é seu, a mente é sua, portanto nenhuma força tomará conta de você se você não o permitir ou sintonizar com ela.

Às vezes as pessoas fazem pequenas concessões a maldades, “pequenas” maldades do tipo: atirar uma pedra na vidraça do prédio que trabalha (revolta com relação ao chefe ou emprego), chutar um animal doente (ciúme da atenção que o animal está recebendo), riscar com prego um carro estacionado na rua (inveja)… Aos poucos essas pequenas maldades vão se avolumando, porque são sentimentos menores e mesquinhos que estão sendo alimentados pela pessoa, e a pessoa não reage a elas. Imediatamente, começa a atrair para si, uma categoria de espíritos que se sintonizam com estes sentimentos, deixa-se envolver, deixa-se dominar, e faz isso porque não quer tentar reagir, não aceita ajuda de ninguém, não busca melhorar ou ainda porque simplesmente até sente um certo prazer com as companhias que lhes são afins e o que é pior, não acha que esteja errada, ou seja, completamente cega.

Então ao ouvirmos dizer que alguém cometeu determinado ato porque estava sofrendo a atuação de espíritos, mesmo que isto seja verdade, não a exime de forma alguma da culpa integral por tal ato, porque o espírito só atuou porque encontrou ali respaldo para as suas intenções maléficas, porque encontrou sintonia.

A pessoa pode dizer que não percebeu a influência dos espíritos, incitando-a ao crime. Se ela disser isto o quadro é mais grave ainda, porque a sintonia é tão perfeita que chegou a haver uma simbiose, onde a troca de sentimentos, de energias e de intenções íntimas ou reveladas, é tão símile que não houve resistência alguma.

Portanto cuidado! Orai e Vigiai! Você tem o seu livre arbítrio e é o único responsável pelas companhias invisíveis que atrair e que permitir atuar.

 

Ser umbandista deve ser uma opção e não uma imposição.

Como disse anteriormente, nossos atos geram conseqüências, resta saber se estamos dispostos a arcar com elas.

 

Postado por CECP no Centro Espiritualista Caboclo Pery em 10/13/1998 02:25:00 PM

Mãe Iassan Ayporê Pery
Dirigente do CECP – Centro Espiritualista Caboclo Pery

ENDEREÇO:
Rua Barão de Tramandaí, 23. Bairro Passo d’Areia.Porto Alegre – RS.
Mais informações:http://www.caboclopery.com.br/choupana_do_caboclo_pery.htm

TÉCNICA PARA MELHORAR A CONCENTRAÇÃO E AS ENERGIAS

d6daf071 Eleve os pensamentos, sentimentos e aspirações ao Grande Arquiteto do
Universo.

Manifeste boa vontade e amor por todos os seres.

Usando a concentração, visualize uma tocha acesa em sua cabeça.

A base da tocha está fixada em sua glândula pineal (epífise)* e sua abertura acesa está bem no centro do chacra coronário (chacra da coroa, lótus das 1000 pétalas).

O fogo é azul turquesa. Esse fogo é alto, mas suave.
Permaneça assim por cerca de um minuto. Visualize que o fogo torna-se
violeta. Fique assim por um minuto. Se a cor do fogo mudar sozinha,
sem o concurso direto de sua vontade, pode deixar, pois o chacra
coronário pode convertê-la em uma cor mais apropriada a seu caso no
momento. Se desejar firmar melhor sua concentração, pense em um mantra de real significado para você e que expresse algo bom.

Sugestão:
“EU SOU!” (em sânscrito: “SO HAM”, significa uma auto-afirmação de que
a divindade mora em seu coração);
ou simplesmente o “OM”; ou a palavra “LUZ” ou “AMOR”.

O mantra deve ser repetido mentalmente com firmeza no centro do chacra frontal.

A seguir, visualize uma bola de luz dourada no centro interno de seu peito. É como um sol de ouro aceso no centro da caixa peitoral. Procure manter a concentração (firme, porém pacífica) nos dois pontos ao mesmo tempo. A tocha acesa no alto da cabeça e a bola dourada acesa no peito. Fique assim por cerca de uns três minutos.

Pense em coisas boas.

Sinta que você é luz.

Agradeça ao Supremo Amor as chances de crescimento. Tenha confiança espiritual e lembre-se dos amparadores extrafísicos.

Essa prática dissolve bloqueios energéticos, aumenta o poder de  concentração e preenche a pessoa de lucidez e aspirações positivas. Lembre-se de uma coisa: aqui ou em qualquer lugar, seu ego (o meu  também e o de todo mundo) não vale nada. Por isso, faça alguma coisa e combata a inércia de sua consciência.

Paz e luz!
Saravá
Claudemir O. Rodrigues

Fonte: texto recebido por email.

Mediunidade Êta Exercício Difícil !

por Vânia

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A  Faculdade Mediúnica, torna-se difícil de ser exercida, não pelo  fato de   desenvolvê-la e fazer caridade, mas sim, por ser uma faculdade que nascemos com ela por trazermos do  Plano Astral firmada dentro de nós, por escolha e solicitação do  “Espírito Encarnante”,  na maioria das vezes, a fim de resgatar débitos passados.

Portanto está intrínseco neste Espírito Encarnado, selado com o Astral Superior um compromisso, nesta existência, que na verdade é a “Reforma Interna daquele Espírito para com o Astral Superior em modificar a trajetória de seu caminho”.

Por um lado, após encontrarmos o local de trabalho, parece ser fácil, mas é neste momento que o compromisso começa. Como?

Primeiro exercitando dentro de nós a fraternidade, o amor universal, a caridade material e espiritual, o desligamento do nosso “ego”, pensamos ser fácil realizar tudo isso? Pois, não é, “desligarmos nosso Ego”, é difícil.

No Templo(Choupana, Barracão, Terreiro, Casa Espiritual, Centro, etc), durante a incorporação quando damos passagem a nossos irmãos espirituais para cumprirem suas missões de auxiliar aos necessitados é o maior dos exercícios pois temos todo um trabalho até chegarmos até ao ato de incorporação:

Temos que estar de corpo, mente e espírito limpos, tanto na parte material como na espiritual, como:

a) tomando os banhos, orando, praticando a caridade verdadeira, estudando, aprendendo, observando, calando “nosso eu”, calando nosso espírito encarnado para poder absorver os ensinamentos em volta;

b) apagar nosso eu, esquecer de nós em prol dos outros, não é fácil, pois requer que esqueçamos os elogios, nossas vontades, nossos desejos, nossa imposição de posicionamento diante das pessoas;

c) significa abandonar, deixar cair os véus da vaidade, orgulho, materialidade e ligar-se nos exemplos passados por nossos irmãos espirituais, por mais difícil que nos pareça.

d) sabedoria, requer  tempo e observação.

e) obediência, respeito, amor universal para com seus semelhantes, seus superiores, tolerância com os irmãos e com os diferentes tipos de pessoas e cultos.

Quando damos passagem a nossos irmãos espirituais para cumprirem suas missões de auxiliar aos necessitados, inclusive nós, estamos exercitando a humildade, caridade verdadeira, cedendo nossos recursos como ectoplasma, corpo mental e físico, acreditando sem ter dúvidas nos doando realmente sem cobranças.

E nosso trabalho no dia-a-dia continua, pois mediunidade está intrínseca no Espírito, portanto, ele pratica 24  hs,  tem que estar  em consonância com o que pratica. Não adianta ser “bonzinho” no local de trabalho espiritual e quando sair de lá praticar erros, maltratar os irmãos, não ter tolerância, freqüentar lugares pesados, mentir, enganar, pois com essas atitudes estamos na realidade nos iludindo cada vez mais, o Plano Astral nunca se engana, no falar e no observar, devemos ser cuidadosos com nossas escolhas de vida.

O ensinamento vem “de cima para baixo” ( do plano Astral para o plano  material) e nós somos meros aprendizes, não devemos nos envaidecer de nada, pois, cada coisa material que alcançamos , serve para nos testar também, se iremos modificar ao simples despertar de ambições materiais.

As Leis Universais, não são nem boas, nem más, são a balança cósmica nos cobrando o  comprometimento que realizamos com o Plano Astral, em nos sintonizarmos realmente com o Plano Espiritual, que é a Unidade e não a Individualidade.

Lembremos sempre ao dar qualquer passo na vida material, não viemos aqui julgar, condenar, pois somos falíveis também. Viemos para aprender, amoldar o espírito, recuperar nossos erros, melhorar espiritualmente. Como então apontar erros, julgar, condenar nossos irmãos por atitudes que eles tenham, se somos tão falíveis quanto eles.

Ensinemos através do bom exemplo( o amor, a tolerância, o carinho, sem arrogância, praticando o bem estaremos  ensinando da melhor forma possível  nós mesmos. O bom Umbandista:

Tem boca para falar do bem

Tem olhos para ver o Bem

Atitudes direcionadas para o bem.

Tem compreensão com seus irmãos,

Levando-os ao caminho do Bem.

Perdoa, tem Lealdade e comprometimento

com o irmão, com seus orientadores, com sua doutrina,

respeitando assim a Lei Universal.

Sendo sincero com si mesmo estaremos sendo honestos com nossos irmão.

Enxergar nossos erros, em vez de apontar os de nossos semelhantes, se doar , trabalhar para nossa Umbanda, com amor, fidelidade, humildade e vontade, esse é o caminho espiritual aceito pelo Astral Superior.

Por esses motivos ser Umbandista de “Fato e Direito”, cumprindo com as Leis Universais, é um “Exercício Difícil”, mas não impossível, vamos tentar, melhorarmos a “nós mesmos”, exercendo nosso “Livre Arbítrio”, da melhor forma possível.

Desejo a todos os irmãos uma feliz caminhada, de conquistas espirituais, um Natal  de verdadeira renovação interna a fim de alcançarmos nossos objetivos espirituais de comprometimento com o Plano Astral Superior, paz, harmonia, saúde, amor, fraternidade, união.

Vânia
(dezembro 2008)

Fonte: Texto recebido do grupo Boiadeiro Rei.

Oração do médium

Jesus,

Eis-me aqui à Tua disposição.9c1b

A Ti e ao Teu trabalho entrego cada célula de meu corpo físico e de perispírito.

Ficam a Teu serviço os meus olhos para que, através da vidência possa relatar a presença e as imagens que auxiliarão o trabalho. Visões de belas paisagens ou trevas e lúgubres masmorras; anjos de luz ou sofredores perseguidores.

Minhas mãos, que um dia podem ter cometido nefastos crimes, as coloco à disposição de poesias, pinturas ou palavras de carinho, saudade ou orientação.

Meus ouvidos que agora me trazem o lamento de vítimas, gargalhadas de algozes ou benditas mensagens de amor, a Teu serviço os coloco.

Minha boca que antes blasfemava, hoje desejo que somente traga palavras de orientação, de incentivo e de louvor.

Enfim, Senhor, à Tua disposição cada parte do meu ser a Ti entrego, para que os irmãos que se encontram na erraticidade se comuniquem com os encarnados.

Não me importo se através de mim se apresentem reis, sábios, sofredores, perseguidores ou vítimas.

Basta-me, apenas, a satisfação de saldar dívidas pela simples razão de poder dizer: SOU MÉDIUM!

Mensagem psicografada em 21/05/2008 no CEAV – Mangaratiba, Rj.

SAUDAÇÕES AOS ORIXÁS E ENTIDADES

Oxalá 2431.jpg
- Epa epa Babá! (yorubá)
Epa epa(exclamação de surpresa, grande admiração pela honrosa presença); Babá (pai)

Omulu/Obaluaie
- Atoto! (yorubá)
Atoto (Silêncio) – Silêncio! Ele está entre nós!

Oxóssi
- Okê arô! (yorubá)
Okê (monte); arô (título honroso dado aos caçadores) – Salve o grande Caçador!

Oxum
- Ora iê iê ô ! (yorubá)
Salve a Senhora da bondade!

Ogum
- Patakori Ogun! (yorubá)    ou ainda, Ogunhê! (brado que representa o força de Ogun) pàtàki (principal); ori (cabeça) – Muita honra em ter o mais importante dignitário do Ser Supremo em minha cabeça!

Yemanjá
- Odô-fe-iaba! (yorubá)   ou ainda, Odô iá!
Odô (rio); fe (amada); iyàagba (senhora) – Amada Senhora do Rio (das águas) !

Xangô
- Kawô Kabiecile! (yorubá)
Ká (permita-nos); wô (olhar para); Ka biyê si (Sua Alteza Real); le (complemento de cumprimento a um chefe) – Permita-nos olhar para Vossa Alteza Real!

Iansã
- Eparrê Oiá! (yorubá)
Eparrê (saudação a um dos raios do Orixá da decisão); Oyá (nome por que é conhecida Iansã) – Saudação aos majestosos ventos de Oyá!

Ibêji
-   Oni Beijada! (yorubá)   ou ainda, Beji, Beijada!
Ele é dois!

Nanã
- Saluba Nanã! (yorubá)
Salve a Senhora Mãe de todas as Mães

Ossaim
- Euê-ô! Euê-ô! Euê-ô! (yorubá)
Ewe (folhas); O (sufixo para cumprimentos (salve) – “Salve as folhas!” ,ou melhor  “Salve o Senhor das folhas!”

Preto Velho
- Adorei as Almas!

Caboclo
- Okê, Caboclo!
“Salve o Grande Caboclo”

Boiadeiro
- Xetro marrumbaxetro! Xetruá!
Significação desconhecida. Figuração onomatopéica.

Exú
- Laroyê exú! (yorubá)   ou ainda, Exú é mojubá!
“Saudação amiga à Exú” ; móju (viver à noite) bá (armar emboscada) -  “Exú gosta de viver a noite, sempre capaz de armar emboscadas”.

Crianças
- Oni, beijada!
“Ele é dois!” , saudação igual a dos orixás Ibeji.

Ciganos
- Arriba!

Malandros
-   Salve a Malandragem !   ou ainda, Acosta! Malandro!

A.D.