ESTUDO DOS CHAKRAS

Compilado por Laércio de Melo Duarte, baseado em matérias recolhidas em sites da internet, dos seguintes autores:
Jorge Antonio Salum (salum@uol.com.<WBR>br)
Paulo Simões (www.grandefraternid<WBR>adebranca.<WBR>com.br)
Wanderley Sasso (www.caminhada3milen<WBR>io.pro.br)
Marlene Gatti (www.guiaesoterico.<WBR>com.br)
Carmen Ballestrero (www.carmenbalhester<WBR>o.com.br)


INTRODUÇÃO AOS DIFERENTES CORPOS DO SER HUMANO

CORPOS SUPERIORES
– Armazenam tudo o que o Espírito vivenciou e aprendeu ao longo de suas vidas, assim como o projeto de aprendizagem da vida atual. Uma parte do Todo que se individualiza através da Alma. Também chamado Eu Superior, Divina Presença, Anjo da Guarda, etc. – Nível energético superior, alimentado pelo Sopro Divino.

CORPO MENTAL – Armazena o padrão de personalidade, crenças e modelos de vida. Controla o intelecto, pensamentos, idéias e os conhecimentos racionais e intuitivos. Onde atuam as terapias energéticas em geral (Reiki, Cristalterapia, Cromoterapia)

CORPO EMOCIONAL (MENTAL) – Armazena os sentimentos, emoções, medos, desejos, anseios, etc., os quais, se não resolvidos e liberados, acarretarão doenças físicas.

CORPO ETÉRICO – Cópia energética anatômica e fisiológica direta do corpo físico. Nele atuam a homeopatia e a acupuntura. Eliminando-se disfunções energéticas neste nível, a cura torna-se possível no nível físico.

CORPO FÍSICO – Todas as manifestações físicas que podem ser percebidas com os cinco sentidos humanos e que vibram numa freqüência abaixo daquela dos demais corpos.

Os chakras são os pontos de manifestação da energia divina nos diferentes corpos do ser humano.

Os conceitos sobre corpos do ser humano variam tanto quantas são as diferentes escolas e religiões já criadas pela humanidade. No entanto, se algum consenso pode ser expresso é o de que existem corpos superiores e corpos inferiores.

Aos primeiros está reservada a missão de elevar o ser humano e a sua alma, evoluindo nos planos da matéria para realizar o Plano Divino. O significado dos corpos superiores pode ser resumido na afirmação “EU SOU O QUE EU SOU”, que Deus revelou a Moisés e individualizou para cada um de seus filhos. Estas características superiores do ser humano é eterna e permanecem unificadas com um só espírito, vida após vida, para aqueles que acreditam na reencarnação, a qual, junto com a lei do carma, são os dois dogmas básicos da filosofia esotérica de base oriental ou teosófica.

Os corpos inferiores tem sido caracterizados como os veículos ou ferramentas, instrumentos nos quais é possível corrigir as falhas e os erros de rota cometidos pelos seres humanos na viagem volta para a presença do Pai Celestial, no cumprimento do Plano Divino. Isto significa que estes corpos são os instrumentos para a limpeza do carma negativo acumulado.

O Corpo Etérico é uma cópia sutil do corpo físico, vibrando energeticamente a uma velocidade muito superior (alguns estudiosos dizem que superior à velocidade da luz). Ele também tem um aspecto superior, chamado de Eu Interior; que é a presença da Memória Divina no indivíduo. Qualquer doença manifesta-se antes no corpo etérico, sendo esta a base dos tratamentos energéticos para prevenção dos males físicos.

O Corpo Emocional é o arquivo de nossos sentimentos, tais como: medos, dúvidas, ódios, sentimentos de culpa, etc., nesta e em outras existências. É o gerador de carmas negativos na emanação de vida, que retardam sua evolução espiritual. Para a aceleração dessa evolução e, conseqüente Ascensão da emanação de vida, há necessidade de resgate de, pelo menos, 51% desse “carma”, através de orações, meditações, purificações e outras técnicas milenarmente estudadas pelos sábios e mestres da humanidade e ensinadas aos seres humanos.

O Corpo Mental não deve ser confundido com a nossa mente inferior; aquela que usamos diuturnamente. Ele vai além de nossas sensações físicas. Está ligado à Mente Universal, sendo responsável pelos nossos registros cósmicos. Daí, entender-se a expressão: EU SOU O QUE EU SOU, isto é, a interatividade entre Criador e criatura.

Os estudiosos da espiritualidade lembram da necessidade de harmonização freqüente dos quatro Corpos Inferiores, para se obter uma vida saudável, alegre e feliz. Recomenda-se a prática, com regularidade, de exercícios de meditação e relaxamento.

Perdemos tanto tempo lidando com pensamentos negativos e imagens bombardeadas pela televisão e rádio, que deixamos a criatividade e construção de um futuro positivo de lado.

A vida é como um trem em movimento. Somos os comandantes deste trem e quando acordamos pela manhã, temos de tomar o seu comando e direção. Cada dia, cada 24 horas, o carma é lançado. Como não podemos voltar ao passado para modificar o presente, precisamos pensar em atuar hoje sobre o amanhã. Quando nos levantamos pela manhã, precisamos tomar as rédeas de nossos corpos inferiores. Precisamos abrir logo um canal de comunicação com Deus e seus anjos etéricos de Luz, fazendo orações matinais e pedindo a elevação de nossa consciência para atuarmos corretamente junto às demais pessoas e ao planeta que habitamos.

COMPREENDENDO O SIGNIFICADO DOS CHAKRAS

Chakras são órgãos energéticos que absorvem a energia, transformando-a e redistribuindo-a entre os corpos. Através deles, também, são eliminadas as toxinas energéticas de todo o sistema. chacras33

O chakra pode ser considerado, também, como uma “glândula energética” que está relacionada com aspectos da aprendizagem da alma, que tem atuação sobre determinadas partes, órgãos e glândulas do corpo físico.

Nos chakras é onde estão registrados todas as lembranças, traumas, bloqueios e padrões mentais e emocionais condicionantes do passado. São as “glândulas dos sentimentos e dos pensamentos” e representam a personalidade, a maneira de ser e de se expressar no mundo.

O que é chamado de doença no corpo físico é, apenas, um sintoma de uma disfunção no nível dos chakras e dos corpos energéticos. Quando o corpo físico adoece, a disfunção energética já existe muitos meses ou anos antes. A causa da doença não está no corpo físico, mas nos chakras, onde estão os padrões mentais e emocionais, ou seja, a maneira como nós vemos e reagimos às outras pessoas e aos eventos da vida.

São sete os chakras principais:

  1. CORONÁRIO
    COR: núcleo dourado, pétalas violetas douradas
    LOCALIZAÇÃO: Acima da cabeça
    GLÂNDULA: Pineal
    PLEXO: Coronário
    É o maior e o mais importante dos centros. Ele afeta toda a função do cérebro, mas está relacionado com a glândula pineal. Por causa da sua ligação com os outros chacras, qualquer perturbação no centro coronário se reflete na maioria dos centros. O “Lotus de mil Pétalas” da terminologia oriental está no alto da cabeça, com cores dos mais diversos matizes e atividade intensíssima.
  2. FRONTAL
    COR: Rosa/Amarelo e Azul/Roxo
    LOCALIZAÇÃO: Entre os olhos
    GLÂNDULA: Pituitária ou hipófise
    PLEXO: Frontal
    Está localizado na fronte, entre as sobrancelhas, e se compõe de 48 raios, dividido em duas porções. É o chakra da intuição e da criatividade, por excelência.
  3. LARÍNGEO
    COR: Azul-Prateado
    LOCALIZAÇÃO: Base do pescoço
    GLÂNDULA:Tiróide
    PLEXO: Laríngeo
    Auxilia o Homem no desenvolvimento da audição de sons provindos do plano astral. Situado sobre a garganta, em frente à cartilagem tireóide, esse chakra tem faixas de freqüências energéticas distribuídas pelos dezesseis raios que o compõem. A glândula produz o hormônio tireoideano para o controle do metabolismo, e a calcitonina, que ajuda a reduzir o cálcio no sangue.
  4. CARDÍACO
    COR: Amarelo-Dourado
    LOCALIZAÇÃO: Entre os Omoplatas
    GLÂNDULA: Timo
    PLEXO: Cardíaco
    Responsável pelo equilíbrio e intercâmbio das emoções (sentimentos). Sobre o coração, este é de um dourado brilhante e se divide em doze partes ou raios. Está ligado às emoções superiores, afetos e sentimentos. Nele residem, por exemplo, a bondade, a afeição, a piedade e também o ódio. Em suma, as emoções sob vontade. As violentas e descontroladas afetam diretamente a fisiologia do coração, que pode sofrer até mesmo uma parada, provocando a morte.
  5. ESPLÊNICO ou Plexo Solar
    COR: Multicolorido com predominância do amarelo e cor-de-rosa
    LOCALIZAÇÃO: A esquerda do diafragma, abaixo da 10ª costela
    GLÂNDULA: Baço
    PLEXO: Mesentérico
    Regula a entrada do prâna no duplo etérico do homem. Localizado sobre o baço, a vitalidade que distribui é superior à do básico, quanto ao nível de freqüência. É o Chakra da vida vegetativa, tem colorido variável.
  6. UMBILICAL
    COR: Multicolorido: vermelho e verde
    LOCALIZAÇÃO: Umbigo
    GLÂNDULA: Supra-renais(Pâncreas)
    PLEXO: Solar Interno, externo e médio.
    Confere ao homem a sensibilidade (intuições e percepções). Situado sobre o umbigo, tem dez raios, também chamados de”pétalas”. De coloração que vai do avermelhado ao esverdeado, está ligado à fisiologia da alma, ao campo das emoções e sentimentos primários, e também ao sistema nervoso – razão porque as emoções violentas paralisam a digestão e repercutem sobre o fígado.
  7. BÁSICO
    COR: vermelho laranja
    LOCALIZAÇÃO: Base da Espinha Dorsal
    GLÂNDULA: Supra-renal
    PLEXO: Sagrado
    Situado na base da coluna vertebral, abaixo do órgão sexual, é o principal modelador dos estímulos da vida orgânica e espiritual do homem. Segundo os clarividentes, este chakra – o mais primário de todos – compõe-se de quatro raios de cor predominantemente vermelha. Chakra vital por execelência se ativado (isto é, energizado) acentua-se essa cor, que se torna cada vez mais viva. Neste chakra tem uma energia chamada “Fogo Serpentino” ou “Kundalini”, devido à forma de serpente que toma ao subir ao longo do corpo para vitalizar outros chakras.

QUADRO RESUMO DO SIGNIFICADO DOS CHAKRAS

chacras

chacrasEfeitos

chacrasGlandulas

Somente uma personalidade equilibrada, dotada de auto-estima e autoconfiança, poderá fazer frente às demandas e restrições impostas pelo mundo moderno com sua competitividade e individualismo crescentes, geradores de estresse.

Há uma grande variedade de exercícios para direcionar intencionalmente a energia sutil (Prana) para os diversos Chakras, através do uso intencional da respiração e do relaxamento.

Indicados para problemas do sistema nervoso, tais como depressão, fadiga, ansiedade e insônia, estas técnicas de relaxamento são instrumentos valiosos que permitem o alívio das tensões, o gerenciamento do estresse e contribuem para desenvolver no indivíduo a capacidade de usufruir a vida com equilíbrio e espontaneidade.

Existem também diversas técnicas para energização e tratamento dos chakras, mas não é propósito deste artigo discuti-los aqui. Estas técnicas poderão ser acessadas em diversas entidades de profissionais e/ou voluntários holísticos, que estão fartamente disseminadas pelas mídias esotéricas e disponíveis na internet ou no mercado editorial.

Fonte:
Laércio de Melo Duarte, baseado em matérias recolhidas em sites da internet, dos seguintes autores:
Jorge Antonio Salum (salum@uol.com.<WBR>br)
Paulo Simões (www.grandefraternid<WBR>adebranca.<WBR>com.br)
Wanderley Sasso (www.caminhada3milen<WBR>io.pro.br)
Marlene Gatti (www.guiaesoterico.<WBR>com.br)
Carmen Ballestrero (www.carmenbalhester<WBR>o.com.br)

Os Elementais

Aranaum irmãos,
Mais um trecho extraído de outro belissimo livro do espirito Angelo Inácio (ARUANDA) psicografado por Robson Pinheiro, com o diálogo entre Pai João e Angelo Inácio em uma explicação detalhada sobre o tema complexo dos elementais.
No fim da matéria, sinopse do livro com link.

“A medicina milenar da China, por exemplo, que já começa a ser endossada pelas pesquisas científicas atuais, igualmente identifica os quatro elementos.
Sob o ponto de vista da magia, os quatro elementos ainda permanecem, sem entrar em conflito com as explicações científicas modernas.

Os magistas e ocultistas estabeleceram uma classificação dos elementais sob o ponto de vista desses elementos, considerando-os como forças da natureza ou tipos de energia.

- Então os elementais não possuem consciência de si mesmos? São apenas energia, é isso que entendi?

- Não, meu filho. Os seres elementais, irmãos nossos na criação divina, têm uma espécie de consciência instintiva. Podemos dizer que sua consciência está em elaboração. Apesar disso, eles se agrupam em famílias, assim como os elementos de uma tabela periódica.

- Não entendi…

- Preste atenção, meu filho – continuou o preto-velho.

- Os elementais são entidades espirituais relacionadas com os elementos da natureza. Lá, em meio aos elementos, desempenham tarefas muito importantes.
Na verdade, não seria exagero dizer inclusive que são essenciais à totalidade da vida no mundo.
Através dos elementais e de sua ação direta nos elementos é que chegam às mãos do homem as ervas, flores e frutos, bem como o oxigênio, a água e tudo o mais que a ciência denomina como sendo forças ou produtos naturais.
Na natureza, esses seres se agrupam, segundo suas afinidades.

- Seriam então esses agrupamentos aquilo que você chama de família?

- Isso mesmo! Louvado seja Deus – comemorou Pai João.

- Essas famílias elementais, como as denominamos, estão profundamente ligadas a este ou aquele elemento: fogo, terra, água e ar, conforme a especialidade, a natureza e a procedência de cada uma delas.

- Os elementais já estiveram encarnados na Terra ou em outros mundos?

- Encarnações humanas, ainda não. Eles procedem de uma larga experiência evolutiva nos chamados reinos inferiores e, como princípios inteligentes, estão a caminho de uma humanização no futuro, que somente Deus conhece.
Hoje, eles desempenham um papel muito importante junto à natureza como um todo, inclusive auxiliando os encarnados nas reuniões mediúnicas e os desencarnados sob cuja ordem servem.

- Como podem auxiliar em reuniões mediúnicas?

- Vamos por parte, meu filho, bem devagar. é bom compreender com profundidade a questão dos elementais para assim entender o comportamento da nossa irmã infeliz – disse Pai João, apontando para o espírito que antes observávamos.

- Como expliquei, podem-se classificar as famílias dos elementais de acordo com os respectivos elementos. Junto ao ar, por exemplo, temos a atuação dos silfos ou das süfides, que se apresentam em estatura pequena, dotados de intensa percepção psíquica. Eles diferem de outros espíritos da natureza por não se apresentarem sempre com a mesma forma, definida, permanente. São constituídos de uma substância etérea, absorvida dos elementos da atmosfera terrestre. Muitas vezes apresentam-se como sendo feitos de luz e lembram pirilampos ou raios. Também conseguem se manifestar, em conjunto, com um aspecto que remete aos efeitos da aurora boreal ou do arcoíris.

- Disso se depreende, então, que os silfos são os mais evoluídos entre todas as famílias de elementais?

- Eu diria apenas, meu filho, que os silfos são, entre todos os elementais, os que mais se assemelham às concepções que os homens geralmente fazem a respeito de anjos ou fadas.
Correspondem às forças criadoras do ar, que são uma fonte de energia vital poderosa. 

- Então eles vivem unicamente na atmosfera? silfos25

- Nem todos – respondeu Pai João. – Muitos elementais da família dos silfos possuem  uma inteligência avançada e, devido ao grau de sua consciência, oferecem sua contribuição para criar as correntes atmosféricas, tão preciosas para a vida na Terra. Especializaram-se na purificação do ar terrestre e coordenam agrupamentos inteiros de outros elementais. Quanto à sua contribuição nos trabalhos práticos da mediunidade, pode-se ressaltar que os silfos auxiliam na criação e manutenção de formaspensamento, bem como na estruturação de imagens mentais. Nos trabalhos de ectoplasmia, são auxiliares diretos, quando há a necessidade de reeducação de espíritos endurecidos.

- E os outros elementais? – perguntei num misto de euforia e curiosidade.

- Vamos com calma, meu filho, vamos com calma – respondeu Pai João.

melissa e amaltéia – Duas classes de elementais que merecem atenção são as ondinas e as ninfas, ambas  relacionadas ao elemento água. Geralmente são entidades que desenvolvem um sentimento de amor muito intenso. Vivem no mar, nos lagos e lagoas, nos rios e cachoeiras e, na umbanda, são associadas ao orixá Oxum.
As ondinas estão ligadas mais especificamente aos riachos, às fontes e nascentes, bem como ao orvalho, que se manifesta próximo a esses locais. Não podemos deixar de mencionar também sua relação com a chuva, pois trabalham de maneira mais intensa com a água doce.
As ninfas, elementais que se parecem com as ondinas, apresentam-se com a forma espiritual envolvida numa aura azul e irradiam intensa luminosidade.

- Sendo assim, qual é a diferença entre as ondinas e as ninfas, já que ambas são elementais das águas?

- A diferença básica entre elas é suavidade e a doçura das ninfas, que voam sobre as águas, deslizando harmoniosamente, como se estivessem desempenhando uma coreografia aquática. Sereias
Para completar, temos ainda as sereias, personagens mitológicos que ilustraram por  séculos as histórias dos marinheiros. Na realidade, sereias e tritões são elementais ligados diretamente às profundezas das águas salgadas. Possuem conotação feminina e masculina, respectivamente. Nas atividades mediúnicas, são utilizados para a limpeza de ambientes, da aura das pessoas e de regiões astrais poluídas por espíritos do mal.

- Eu pensei…

- Eu sei, meu filho – interrompeu-me João Cobú.

- Você pensou que tudo isso não passasse de lenda.
Mas devo lhe afirmar, Ângelo, que, em sua grande maioria, as lendas e histórias consideradas como folclore apenas encobertam uma realidade do mundo astral, com maior ou menor grau de fidelidade. É que os homens ainda não estão preparados para conhecer ou confrontar determinadas questões.

- E as fadas? Quando encarnado, vi uma reportagem a respeito de fotografias tiradas na Escócia, que mostravam várias fadas. O que me diz a respeito?

cottin1c – Bem, podemos dizer que as fadas sejam seres de transição entre os elementos terra e ar. Note-se que, embora tenham como função cuidar das flores e dos frutos, ligados à terra, elas se apresentam com asas.
Pequenas e ágeis, irradiam luz branca e, em virtude de sua extrema delicadeza, realizam tarefas minuciosas junto à natureza. Seu trabalho também compreende a interferência direta na cor e nos matizes de tudo quanto existe no planeta Terra. Como tarefa espiritual, adoram auxiliar na limpeza de ambientes de instituições religiosas, templos e casas espíritas. Especializaram-se em emitir determinada substância capaz de manter por tempo indeterminado as formas mentais de ordem superior. Do mesmo modo, auxiliam os espíritos superiores na elaboração de ambientes extrafísicos com aparências belas e paradisíacas.

E, ainda, quando espíritos perversos são resgatados de seus antros e bases sombrias, são as fadas, sob a supervisão de seres mais elevados, que auxiliam na reconstrução desses ambientes. Transmutam a matéria astral impregnada de fluidos tóxicos e daninhos em castelos de luz e esplendor.

- Uau! – exclamei.

- Nunca poderia imaginar coisas assim…

- Mas não acabou ainda, meu filho – tornou Pai João. salamandra

- Temos ainda as salamandras, que são elementais associados ao fogo. Vivem ligados  àquilo que os ocultistas denominaram éter e que os espíritas conhecem como fluido cósmico universal. Sem a ação das salamandras o fogo material definitivamente não existiria.

Como o fogo foi, entre os quatro elementos, o primeiro manipulado livremente pelo homem, e é parte de sua história desde o início da escalada evolutiva, as salamandras acompanham o progresso humano há eras. Devido a essa relação maisntima e antiga com o reino hominal, esses elementais adquiriram o poder de desencadear ou transformar emoções, isto é, podem absorvê-las ou inspirá-las. São hábeis ao desenvolver emoções muito semelhantes às humanas e. em virtude de sua ligação estreita com o elemento fogo, possuem a capacidade de bloquear vibrações negativas, possibilitando que o homem usufrua de um clima psíquico mais tranqüilo. Eu estava atônito. E o pai-velho prosseguia:

- Nas tarefas mediúnicas e em contato com o comando mental de médiuns experientes, as salamandras são potentes transmutadores e condensadores de energia. Auxiliam sobremaneira na queima de objetos e criações mentais originadas ou associadas à magia negra. Os espíritos superiores as utilizam tanto para a limpeza quanto para a destruição de bases e laboratórios das trevas. Habitados por inteligências do mal, são locais-chave em processos obsessivos complexos, onde, entre diversas coisas, são forjados aparelhos parasitas e outros artefatos. Objetos que, do mesmo modo, são destruídos graças à atuação das salamandras.

- E os duendes e gnomos? Também existem ou são obras da imaginação popular?

- Sem dúvida que existem!
gnomos terra Os duendes e gnomos são elementais ligados às florestas e, muitos deles, a lugares desertos. Possuem forma anã, que lembra o aspecto humano. Gostam de transitar pelas matas e bosques, dando sinais de sua presença através de cobras e aves, como o melro, a graúna e também o chamado pai-do-mato.
Excelentes colaboradores nas reuniões de tratamento espiritual, são eles que trazem os elementos extraídos das plantas, o chamado bioplasma. Auxiliam assim os espíritos superiores com elementos curativos, de fundamental importância em reuniões de ectoplasmia e de fluidificação das águas. Tinha a sensação de que um novo mundo se revelava a meu conhecimento, tamanha a amplitude da ação desses espíritos da natureza.
E Pai João continuava:

-Temos ainda os elementais que se relacionam à terra, os quais chamamos de avissais. Geralmente estão associados a rochas, cavernas subterrâneas e, vez ou outra, vêm à superfície. Atuam como transformadores, convertendo elementos materiais em energia. Também são preciosos coadjuvantes no trabalho dos bons espíritos, notadamente quando há a necessidade de criar roupas e indumentárias para espíritos materializados. Como estão ligados à terra, trazem uma cota de energia primária essencial para a reconstituição da aparência perispiritual de entidades materializadas, inclusive quando perderam a forma humana ou sentem-se com os membros e órgãos dilacerados.

- Nem podia imaginar que esses seres tivessem uma ação tão ampla e intensa.

- Pois bem, meu filho – tornou João Cobú, pacientemente.

- Repare, portanto, as implicações complexas da ação desta infeliz criatura, que se comprometeu amplamente com o mal. Apontando para o espírito no leito a nossa frente, que agora gemia, vítima de si mesmo, o velho Pai João relatou:

- Como médium, foi-lhe concedida a oportunidade de aprender certas lições de magia, no ambiente dos cultos afro-brasileiros. Utilizou mal o conhecimento que adquiriu e deliberadamente viciou muitos elementais com o sacrifício e o sangue de animais. Lançando mão de seu intenso magnetismo pessoal, manipulou o poder das salamandras e de outros elementais para atormentar muitas vidas, em troca de dinheiro, status e reconhecimento social.

- Ela brincou com as forças da natureza.

- Mais do que isso. Ela desviou os seres elementais do curso normal de sua evolução, comprometendo esses nossos irmãos com seus atos abomináveis.

- Mas os elementais dominados por ela não poderiam se rebelar ao seu comando?

- Os elementais são seres que ainda não passaram pela fase de humanidade. Oriundos dos reinos inferiores da natureza e mais especificamente do reino animal, ainda não ingressaram na espécie humana. Por essa razão trazem um conteúdo instintivo e primário muito intenso.
Para eles, o homem é um deus. É habitual, e até natural, que obedeçam ao ser humano e, nesse processo, ligam-se a ele intensamente.
Portanto, meu filho, todo médium é responsável não só pelas comunicações dadas por seu interior.

- Que se deve pensar da crença no poder que certas pessoas teriam, de enfeitiçar?

-Algumas pessoas dispõe de grande força magnética, de que podem fazer mau uso, se maus forem seus próprios Espíritos, caso em que possível se torna serem secundados por Espíritos maus.
Não creias, porém, num pretenso poder mágico, que só existena imaginação de criaturas supersticiosas, ignorantes das verdadeiras leis da Natureza. Os fatos que tãtn, como prova da existência desse poder, são fatos naturais, mal observados e sobretudo mal compreendidos. O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Poder oculto, talismãs e feiticeiros, item 552.

- É verdade! – observei com admiração.

- Recordo-me desse trecho, porém não havia feito a conexão daquele ponto com os elementais.

- Quando soar a hora certa no calendário da eternidade, esses seres serão conduzidos aos mundos de transição, adormecidos e, sob a interferência direta do Cristo, acordarão em sua presença, possuidores da chama eterna da razão.
A partir de então, encaminhados aos mundos primitivos, vivenciarão suas primeiras encarnações junto às humanidades desses orbes. Esse é o motivo que ocasiona o fracasso da busca dos cientistas: procuram, na Terra, o elo de ligação, o elo perdido entre o mundo animal e o humano.

Não o encontrarão jamais.

As evidências não estão no planeta Terra, mas pertencem exclusivamente ao plano cósmico, administrado pelo Cristo.

O plano da criação é verdadeiramente graíndioso, e a compreensão desses aspectos desperta em nós uma reverência profunda ao autor da vida.


  Aruanda
ROBSON PINHEIRO & ANGELO INACIO Após as repercussões de Tambores de Angola, o repórter do Além Ângelo Inácio prossegue seus relatos no romance Aruanda. Da colônia espiritual que habita, parte em direção à Crosta na companhia de pretos-velhos, caboclos e guardiões. Explora assuntos controversos, tais como magia negra e feitiçaria, seus mecanismos de ação e suas conseqüências; elementais, os espíritos da natureza a que se refere Kardec, e sua atuação nas reuniões mediúnicas. A visita a um laboratório das trevas e a obsessão complexa, com aparelhos parasitas e campos magnéticos, e os trabalhos práticos de apometria. Descubra os segredos de Aruanda.

ESTUDOS

POR FALAR EM ESTUDOS…
ACHEI O TEXTO INTERESSANTE.
Publicado por ALICE JUNQUEIRA em RBUhttp://redeumbanda.ning.com/forum/topic/show?id=2104617%3ATopic%3A21508Texto escrito por João B.G.FernandesA consciência dos filhos ainda não pode conceber o que “é” Umbanda, e muitos não compreendem seus arcanos secretos. Poucos filhos na Terra têm a exata compreensão e entendimento desta Senhora da Face Velada e não conseguem encontrar palavras para interpretar o que eles percebem ou intuem através das suas faculdades medianímicas.Daí a dificuldade de explicar o Sagrado, o Ombhandhum milenar, renascido através do Caboclo das Sete Encruzilhadas pela mediunidade de seu protegido, o filho Zélio, nas terras da Santa Cruz.Mas se a grande maioria dos filhos ainda não sabe o que “é” Umbanda, já é tempo de saber o que a Umbanda “não é!”.
Umbanda não é culto a Orixá.
Umbanda é culto á caridade.
Umbanda cultua o amor, a humildade, a simplicidade, o respeito a natureza, o respeito ao semelhante, a alegria de servir, de sentir-se privilegiado em poder estender a mão em nome da fraternidade, de olhar o universo com reverência e falar com o Pai Supremo com profunda veneração!O Orixá, que nós muito respeitamos, Senhor da Luz Primaz, esta energia cósmica e Onipresente, não necessita culto. Eles são o que são com ou sem o reconhecimento dos filhos de fé! São como a luz do sol, que muito embora desponte no horizonte em seu carrilhão de fogo quando ainda muitas criaturas ainda dormem, nem por isso brilha menos na sua magestosa apoteose de luz!A Umbanda desceu ao plano físico por ordem dos Orixás, para que a humanidade, compreendendo Sua existência, reverenciasse o Criador dos Mundos, O Senhor dos Universos, Deus, Nosso Pai Celestial.A Umbanda se fez presente através da força dos Senhores Solares como uma benção em favor das ignorâncias estagnadas, intelectualizadas, que hipertrofiam seus cérebros com conhecimentos e esvaziam seus corações de sentimentos mais dignos! As forças gigantescas do universo, os Portentosos Senhores do carma, não necessitam ser cultuados, bastando que Os respeitem através do amor incondicional ao próximo e que representem este amor, não acendendo velas em seus santuários nem com oferendas em seus congás; mas que Os reverenciem na luz interior de seus próprios corações, reeducados no serviço ao próximo e na comunhão de todos no sentido da elevação da consciência através dos ensinamentos dos Grandes senhores Avatares que já estiveram aqui neste mundo, como Moisés, Krishna, Buda, Zoroastro, Jesus…

Todos, como grandes estrelas descidas dos céus, trouxeram, cada um a seu tempo, verdadeiras pérolas do conhecimento da Sagrada Árvore da Vida Eterna mas a humanidade, em sua pequenez de alma e gigantismo de egos, traduziu e ensinou as escrituras de acordo com sua limitada compreensão, degenerando o verdadeiro conhecimento que andou por caminhos escusos, fomentando desprezíveis defecções na mensagem que deveria ser a maior herança para a humanidade.Assim é que este “nego véio”, sem o palavreado simples da senzala, vem pedir aos filhos de terreiro, que, se não podem ou não conseguem ainda compreender a Umbanda, que deixem o tempo, Mestre por excelência, trazer o conhecimento no momento certo, quando a consciência dos filhos estiverem mais maduras. Por ora, se quiserem de boa vontade realizar a Vontade do Pai Supremo, e agradar aos Orixás, que verguem para baixo seus narizes, quase sempre empinados e olhem para os irmãos infelizes que sem poderem acreditar em Deus de estômagos vazios e corpos nus, necessitam urgentemente acreditar nos homens, na palavra dos filhos de fé, no carinho da compaixão tal qual Jesus vos exemplificou. Isso trará mais esperança nos homens e maior compreensão de Deus e de Sua Justiça. A luz não pode ficar embaixo do alqueire, filhos meus, assim como também o discernimento e a coerência.A Umbanda não é circo! Não é lugar para shows populares nem de mágicas ilusórias. A Umbanda é Sagrada, Orixá é Sagrado como também é Sagrado o filho de Deus que caminha por este mundo debaixo de provações e que necessita da compaixão e do carinho de seus irmãos de jornada. Pai véio vai embora, Aruanda chama, a lua já vai alta no céu, a sineta bateu. Mas “véio” volta outra vez pra falar de coração a coração.Saravá Umbanda!
Pai João do Congo.Nota do editor:Queremos deixar claro que não somos contra ou menosprezamos aqueles que expressam sua espiritualidade através de oferendas aos Orixás, desde que de forma saudável e digna. Todos têm o livre arbítrio para acender velas ou fazer oferendas, de acordo com sua afinidade espiritual e os princípios da manipulação energética (magia) nos quais se orienta.O que foi proposto pelo autor, no artigo acima, é que o umbandista tenha consciência que a maior oferenda a Deus (e aos Orixás) é o amor no coração e a paz na consciência, revertidos em favor ao próximo através da caridade. Isso vale mais do que mil velas acesas ou toneladas de frutas…Os espíritos que orientaram Allan Kardec, na codificação espírita, não foram contra as oferendas, mas também quiseram demonstrar que o equilíbrio interior e a prece do coração são mais importantes a Deus.ejamos o Livro III, capítulo 2 de O Livro dos Espíritos (Lei de adoração):

“653 – A verdadeira adoração necessita de adorações exteriores?A verdadeira adoração é a do coração. Em todas as vossas ações, pensai sempre que o Senhor vos observa.653-a – A adoração exterior é útil?Sim, se não for um vão simulacro. É sempre útil dar um bom exemplo, mas os que fazem só por afetação e amor próprio, e cuja conduta desmente sua aparente piedade dão um exemplo antes mau do que bom e fazem mais mal do que supõem.654 Deus dá preferência aos que O adoram desse ou daquele modo?Deus prefere os que O adoram verdadeiramente com o coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, àqueles que acreditam honrá-lo por cerimônias que não os tornam melhores para com seus semelhantes. Todos os homens são irmãos e filhos de Deus; Ele chama parasi todos que seguem Suas leis, qualquer que seja a forma em que se exprimam.
Quem tem apenas a piedade aparente é hipócrita; aquele em que a adoração é apenas fingimento e presunção, em contradição com sua conduta, dá um mau exemplo.Aquele que faz da adoração do Cristo uma profissão e que é orgulhoso, invejoso e ciumento, que é duro e implacável para com os outros, ou ambicioso pelos bens deste mundo, eu vos digo que a religião está nos seus lábios e não no coração. Deus, que vê tudo, dirá: aquele que conhece a verdade é cem vezes mais culpado do mal que faz do que o ignorante selvagem que vive isolado e será tratado desse modo no dia da justiça. Se um cego vos derruba ao passar, o desculpareis; se é um homem que vê claramente, vos queixareis e tendes razão. Não pergunteis, portanto, se há uma forma de adoração mais conveniente, porque isso seria perguntar se é mais agradável a Deus ser adorado antes em uma língua do que em outra. Eu vos digo ainda mais uma vez: os cânticos apenas chegam a Ele pela porta do coração”.(…)

Paz e Luz!http://redeumbanda.ning.com/forum/topic/show?id=2104617%3ATopic%3A21508Texto escrito por João B.G.Fernandes

Exu x Kardecismo

por Alexandre Cumino

Salve amados irmão é com muita alegria que recebo esta oportunidade para falar de Exu e vou aproveitá-la para esclarecer um assunto que me parece polemico: o fato de existir ou não Exu trabalhando junto as correntes kardecistas.

Bem uma coisa é bem clara para todos nós eles não incorporam no kardecismo, isso é fato, mas afinal tem ou não espíritos no grau de guardiões a proteger o trabalho Kardecista? Para que cada um julgue e considere segundo suas concepções do que é um Exu, vou me limitar apenas a transcrever alguns trechos de livros da série “Nosso Lar” de André Luiz, psicografado por Chico Xavier:
· De súbito, um companheiro de alto porte e rude aspecto apareceu e saudou-nos da diminuta cancela, que nos separava do limiar, abrindo-nos passagem.
· Silas no-lo apresentou, alegremente. Era Orzil, um dos guardas da mansão, em serviço nas sombras. A breves instantes, achávamo-nos na intimidade de pouso tépido. Aos ralhos do guardião dois dos seis grandes cães acomodaram-se junto de nós, deitando-se-nos aos pés. Orzil era de constituição agigantada, figurando-se-nos um urso em forma humana.
· No espelho dos olhos límpidos mostrava sinceridade e devotamento. Tive a nítida idéia de que éramos defrontados por um penitenciário confesso, a caminho da segura regeneração. “Ação e Reação” pg 62;
· *Três guardas espirituais entraram na sala, conduzindo infeliz irmão ao socorro do grupo. “Nos Domínios da Mediunidade” pg.53;
· *Apenas o irmão Cássio, um guardião simpático e amigo, de quem o assistente nos aproximou, demonstrava superioridade moral. “Nos Domínios da Mediunidade” pg.251;
Bem não precisamos nos alongar não é, encontraremos o mesmo tema abordado em várias outras obras de cunho Espirita-Kardecista, só para citar mais uma, do autor J.R. Rochester, que se é polemico, no entanto tornou-se um clássico, temos na obra “Os Magos” um certo Abin-Ari espírito sem luz que vive de retirar de nosso meio os espíritos rebeldes e “larvais” que se voltam contra a
humanidade.
Espero Ter ajudado na compreensão do mistério Exu, um abraço de vosso irmão em Oxalá.

MATÉRIA EXTRAÍDA DO JUS – JORNAL DE UMBANDA SAGRADA www.jornaldeumbandasagrada.com.br

Umbanda e o Espiritismo

AS ORIGENS DA UMBANDA

Para compreendermos as origens da Umbanda precisamos entender que o mundo não se resume só nas atividades, nem na cultura que observamos à nossa volta. Cada país, cada povo, possui seu atavismo cultural, sua bagagem histórica.

Atavismo é o conjunto de valores morais, físicos e culturais que cada nação possui e que foram herdados das gerações antecedentes. Essas experiências são passadas de geração a geração, mantendo ao longo da história, uma gama de características comportamentais que identificam os povos e as nações.

Carl Gustav Jung (Suíça, 1875-1961), eminente estudioso do psiquismo humano, afirmou que o atavismo é provocado por um mecanismo que ele denominava “inconsciente coletivo”, cujos conteúdos são arquétipos, isto é, representantes comuns dos instintos nas diferentes culturas. É nesse sistema que os costumes, conhecimentos e valores dos antepassados se deslocam pelo hábito e por uma espécie de espírito conservador para as gerações vindouras. Chega-se a dizer popularmente que os jovens possuem no “sangue” muitos valores e defeitos dos seus antepassados. Ora, nós espíritas sabemos que a alma não herda caracteres morais ou intelectuais daqueles que se constituíram em pais carnais do indivíduo. Portanto, o inconsciente coletivo é mesmo um mecanismo de transferência de valores.

Para se entender a Umbanda é preciso primeiro compreender como foi formada a sociedade brasileira e quais são suas raízes étnicas. Uma seita, culto ou religião, instala-se num dado grupo social quando encontra elementos culturais favoráveis à sua proliferação.

Quais são, pois, as características sócio-culturais da sociedade brasileira?

Vejamos: Sabe-se que no Brasil existe uma mistura muito grande de raças. Se, por um lado, esse fato deixou o brasileiro sem identidade definida, por outro fez com que a nação se transformasse num verdadeiro berço, onde qualquer Espírito encarnado encontra espaço para suas realizações. Daí a facilidade para frutificar idéias religiosas de diversificadas tendências.

Quem chega ao país, depois de certo tempo acaba sentindo-se em casa, dada a diversidade de raças e costumes. No princípio, no entanto, não foi assim. Ao desembarcar no continente no ano de 1500, os colonizadores portugueses encontraram aqui uma significativa nação indígena. No passar do tempo,
esses povos foram dominados e subjugados pelos conquistadores europeus. O reflexo desse domínio perdura até os dias de hoje na forma de perseguições, abandono e preconceitos contra as tribos
aborígenes.

Pode-se, pois, afirmar que a primeira raiz do povo brasileiro é o índio.

Habituados à vida na natureza, os silvícolas não se adaptaram ao que os brancos queriam com sua diferente cultura e reagiam como podiam ao trabalho escravo, imposto pelos novos donos da terra. As “capitanias”, imensas fazendas feudais, deveriam produzir riquezas destinadas à Coroa Portuguesa. Mas faltava mão de obra. Os índios não se mostravam dispostos a servirem de força de trabalho. Onde se poderia arranjar trabalhadores capazes de cumprir com as obrigações do campo? Na Europa certamente não seria. Ninguém por lá estava disposto a deixar as delícias da Corte para encarar o serviço braçal numa terra quente, cheia de mosquitos, doenças e outras coisas mais, a não ser os degredados, e obviamente porque lhes era imposto. Tiveram então a idéia de buscar na África o elemento negro. Não tendo razões lógicas para convencer esses irmãos a deixarem sua terra, empreenderam verdadeiras caçadas, caracterizadas pela forma desumana com eram executadas. Nascia o tráfico de escravos negros. E, eles foram trazidos para o país em grande quantidade. Muitos dos que embarcavam nos imundos navios negreiros, nunca chegavam a desembarcar na terra tupiniquim, pois ao serem tratados como animais, adoeciam e era atirados aos tubarões para que não contaminassem o resto da “carga”.

O negro: eis a segunda raiz de nossa gente!

Antes do aparecimento do povo brasileiro, cada uma dessas duas raças, o índio e o negro, já trazia particularmente sua história milenar e, com ela, um patrimônio cultural e religioso. Ao misturarem-se, pela convivência, com a cultura européia trazida pelos descobridores, pelos aventureiros e mais tarde pelos imigrantes, deram origem ao conhecido “povo brasileiro”.

A Umbanda foi fundada no Brasil por razões diversas. Uma delas é essa bagagem religiosa atávica que nos liga ao passado do negro e do índio (pretos velhos e caboclos). Ela teve facilidade para crescer nesse sítio espiritual. Outra razão, foi a de desenvolver junto ao povo, um trabalho mais voltado para os interesses imediatistas, popularescos.

A Umbanda também nasceu em terras brasileiras para atuar na solução de certos processos obsessivos, não alcançados pela prática espírita da época: a magia negra.

A DOUTRINA ESPÍRITA E O POVO

A Doutrina Espírita, Consolador prometido por Jesus, tendo como representante humano a figura de Allan Kardec, apoiou-se no pensamento e na cultura européia. Seria muito bom que tais ensinamentos fossem absorvidos por todos os povos, de modo a direcionar-lhes a vida e o futuro, mas a realidade tem se mostrado outra: o “povão”, que forma o grosso da massa humana no Brasil, não absorve seu conteúdo como o desejado. Prefere outras formas religiosas mais afinizadas com suas condições atávicas e conforme seu grau de desenvolvimento espiritual. A tradição católica, por exemplo, é muito forte em nosso meio, embora a maioria das pessoas que dizem professar essa religião, só o façam nas aparências.

O Espiritismo, como a experiência demonstra, deu seus melhores frutos junto às classes mais intelectualizadas, mais sintonizadas com o espírito europeu. O povo brasileiro sofreu uma influência atávica secular, onde os valores religiosos foram basicamente aqueles introduzidos pelo índio, pelo negro e pelo catolicismo. Boa parte da população tem dificuldades para compreender as finalidades do Espiritismo. Antes confundem-no com toda ordem de seitas que lidam com o elemento espiritual. Isto é perfeitamente compreensível, pois sendo uma doutrina bastante nova no mundo, levará tempo para que as pessoas possam compreender seus verdadeiros objetivos. Alia-se a isso a imaturidade de espírito de um povo já secularmente arraigado a princípios religiosos dogmáticos e sectários, pode-se entender quais dificuldades encontraria a Doutrina Espírita para se firmar no seio do povo brasileiro. Embora diga-se o contrário, o Espiritismo ainda não foi bem compreendido entre nós. Ainda somos minoria e mesmo entre os espíritas, existe uma certa dificuldade em compreender os nobres propósitos dessa doutrina de libertação do Espírito. O povo, de uma maneira geral, não se beneficia do melhor que o Espiritismo tem a oferecer que é o estímulo às mudanças do indivíduo. Encara a Doutrina apenas como uma “religião” que faz muita caridade, devido as características assumidas pelos primeiros adeptos no país. Mas, com o tempo, e com a maturidade do povo, essa visão se modificará e o Espiritismo poderá exercer a influência salutar entre os povos, que poderá modificar a face do planeta, se assim o quisermos.

O CANDOMBLÉ

Os negros africanos, ao chegarem ao Brasil, trouxeram um culto primitivo, oriundo de sua pátria, conhecido como Candomblé. Aparentemente de maneira infantil, cultuavam alguns deuses chamados por eles de “orixás”. Essas divindades seriam, por um lado, ligadas à natureza e por outro aos homens.

Praticantes seculares do mediunismo, os negros adeptos do Candomblé, não aceitavam e não aceitam até hoje, a “incorporação” em seus médiuns de Espíritos de “mortos”. No Candomblé um Espírito errante é chamado de “egum”.

Nos terreiros de Candomblé, só se manifestam mediunicamente as divindades chamadas de “orixás”. O Panteão Africano constitui-se basicamente por sete Orixás Maiores e ainda por muitos Orixás Menores. Os primeiros, são voltados para o lado mais divino da obra de Deus. Os últimos, são mais ligados à própria criatura humana. Os “orixás”, ao presidirem a própria natureza através de seus agentes, trariam em si características de personalidade que os ligariam a determinados estados evolutivos da espécie humana. A vibração provocada pelo tipo de personalidade de um certo indivíduo, vai colocá-lo sob a influência de determinado “Orixá”. Diz-se, então, que ele é oriundo daquela faixa psíquica, ou como fazem no Candomblé, que ele é “filho de Santo”.

Os Orixás maiores são:

OXALÁ – Símbolo da natureza religiosa, santificada. Não é Deus, mas está abaixo Dele, presidindo seus desígnios. Para os iniciados é o Cristo, para os umbandistas, Jesus. Na natureza, liga-se aos céus e tudo o que nele há.

IEMANJÁ – Símbolo da natureza feminina, da beleza e da reprodução. Na natureza, liga-se às águas do mar. No sincretismo, Nossa Senhora.

XANGÔ – Símbolo da justiça. Envolve o cumprimento da lei de causa e efeito, com os seus “agentes” de naturezas diversas. Segundo os estudiosos, é esse orixá que dá origem à justiça terrena. Na natureza liga-se às montanhas. No sincretismo, seria São Jerônimo.

OGUM – Simboliza a idéia de trabalho, de luta, de guerra, de vitória. Na natureza, liga-se aos metais. No sincretismo, é São Jorge.

OXÓSSI – Simboliza a natureza jovem, de homens e mulheres, a alegria saudável, a energia jovial. Na natureza está ligado às matas. No sincretismo, é São Sebastião.

IORIMÁ – é símbolo de maturidade, de serenidade, amor, compreensão e humildade. Na natureza, liga-se à movimentação das águas, cachoeiras etc. É o estado de experiência do velho. No sincretismo, é São Cipriano.

IORY – Traz em si a natureza infantil. Representa as vibrações inocentes da criança, sua simplicidade etc. Na natureza, simboliza a alegria existente nas matas, nos rios, nos lagos etc. No sincretismo, é Cosme e Damião.

Essas variedades de divindades formam o mundo dos Orixás, dos sentimentos, com o qual cada criatura possui sintonia em determinada faixa, segundo o grau evolutivo que atingiu em sua ascensão espiritual. Mas, conforme o Candomblé, existe outro lado espiritual, de uma natureza ruim, onde as mentes se encontram em desequilíbrio: é o reino de Elegbara. Na Umbanda é conhecido como mundo de Exu e na Igreja católica, como região do Diabo.

A origem dos orixás, segundo as lendas do povo africano, é a fragmentação do pensamento criativo, quando este, por sua vontade, vai presidir a criação de determinado orbe. Os orixás não estariam sujeitos à evolução, embora fossem ligados aos Espíritos que o estão, pela afinidade vibratória que os caracterizam.

Filhos do grande “Olorum” (Deus Pai), os “orixás” seriam cumpridores de Sua vontade, em plano mais grosseiro. As histórias narradas pelas lendas, à primeira vista parecem infantis, mas quase sempre elas possuem fundamentos lógicos.

Infelizmente, tudo o que veio da África está atualmente muito diluído, misturado à prática de adivinhações, de baixa magia e de rituais inconsequentes. Entretanto é importante que se compreenda as origens dessa crença a fim de que se tenha uma visão mais completa do que ela representa em nossa cultura.

O CANDOMBLÉ E A UMBANDA

O Candomblé, ao desembarcar no País com os escravos, encontrou aqui um outro culto de natureza mediúnica, chamado “Pajelança”, praticado pelos índios nativos em variadas formas. Em ambos os cultos havia a comunicação de Espíritos. Os jesuítas, incumbidos de “doutrinar” os índios e depois o negro, proibiram que estes últimos cultuassem seus “deuses” pátrios. Naquela época não havia liberdade religiosa. Os escravos, por não terem outra alternativa (os açoites falavam alto), construíam altares com imagens e gravuras dos santos do catolicismo. Nas práticas exteriores, chamavam-nos segundo a vontade dos padres, mas em sua intimidade associavam essas imagens aos orixás que evocavam fervorosamente. Era a única forma de continuarem com suas crenças de origem. Formou-se assim o “sincretismo religioso”, ou seja, a associação entre o orixá e o santo da Igreja Católica. Os rituais eram realizados naturalmente nos terreiros das senzalas.

Com o tempo, alguns terreiros começaram a misturar os rituais do Candomblé com os da Pajelança, dando origem a um outro culto chamado “Candomblé de Caboclo”. Naturalmente, os Espíritos que se manifestavam eram os de índios e negros, que o faziam com finalidades diversas.

Do Candomblé primitivo, restou um tronco original que continuou fiel a suas raízes e que ainda hoje é a melhor linhagem de terreiros na Bahia e outros Estados do país.

O Candomblé de Caboclo, porém, degenerou-se na prática de baixa magia, conjuros, Canjerê, Catimbó, macumba e Quimbanda. Uma mistura de cultos que precisava sofrer a ação do progresso mas que não poderia ser pela influência da Doutrina Espírita, pois sua natureza abstrata e totalmente despida de rituais, afastava-a de tudo o que os praticantes dessas variantes do Candomblé estavam habituados.

Em 1908, por vontade dos Espíritos superiores, criou-se um movimento espiritualista, destinado a fazer progredir aqueles cultos primitivos nascido do Candomblé. Por meio do médium Zélio Moraes e do Espírito de um padre, chamado Gabriel Malagrina, na cidade de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, nasceu a Umbanda cristã, bem brasileira.

O trabalho desse Espírito deu origem a uma linhagem de terreiros onde não se faziam rituais de sacrifícios, não se olhava sorte; os trabalhos tinham disciplina, com hora para começar e terminar; os adeptos eram convocados ao estudo do Evangelho de Jesus e a fazer a “caridade” junto do povo sofredor. Esse culto deveria misturar-se na mentalidade dominante dos terreiros já existentes, enfraquecendo-a aos poucos quanto ao primitivismo e fazendo esses trabalhos progredir no mundo das idéias. Segundo Frei Malagrina, a Umbanda seria a manifestação do Espírito para a prática da caridade.

Ao contrário do Candomblé, a Umbanda admite a manifestação de Espíritos errantes, exatamente como no Espiritismo. Alguns terreiros fazem sessões de desobsessão e estudam as obras espíritas.

 

fonte: http://www.espiritualidades.com.br/Artigos_S_Z/Tufaile_Jose_Umb_Esp.htm

Perispírito

Corpo intermediário entre o Espírito ou a alma e o corpo físico. De constituição semimaterial e eletromagnética, é o veiculo das sensações que circulam do mundo exterior para o Espírito e das ordens de comando em sentido contrário. Possui varias propriedades de interesse como a expansibilidade e elasticidade, de fundamental importância pra a realização dos fenômenos mediúnicos. É também a sede da memória palingenética e nele se situa os centros de força ou “chakras” que são vórtices de concentração energética, através dos quais as energias espirituais se distribuem por seu todo, bem como aos plexos nervosos que lhes correspondem em localização no corpo carnal. Também conhecido por varias outras denominações como corpo astral, corpo espiritual, Ka, Linga Sharira, ochéma, etc. O perispírito acompanha sempre o Espírito, não morre com o corpo físico, aliás, é a sua matriz antes do nascimento. Ele é modificável de acordo com a condição encarnado/desencarnado, com o mundo físico em que habita e com a evolução intelecto-moral do Espírito. Kardec assim denominou-o em analogia com o fruto e o perisperma pela sua condição de envoltório da alma ou Espírito.

Este é um dos capítulos mais vastos para estudos dentro da Doutrina Espírita, daí a dificuldade de efetuar uma síntese. Há tanta coisa a dizer sobre ele que há livros inteiros dedicados exclusivamente ao assunto. A existência de um modelo organizador biológico (MOB), termo utilizado por pesquisadores modernos e que pode ser tomado pro sinônimo de perispírito, a despeito de algumas divergências conceituais, já pôde ser comprovada cientificamente. Por exemplo: o Dr. Harold Saxon Bhurr, da Universidade de Yale (EUA), detectou campos eletromagnéticos em sementes, contendo potencialmente a forma da futura árvore adulta. O mesmo obteve com girinos. Eis aí uma primeira aparente discrepância. Quando falamos em perispírito, a própria etimologia subentende a existência de um espírito. Mas sabemos que em plantas e animais não existe ainda espírito e sim um principio inteligente que naquele só se tornará ao atingir o estagio humano pela aquisição da razão e do livre-arbítrio. Assim, MOB parece conter um conceito mais elástico do que perispírito. De qualquer forma, a função principal é a mesma e se mantém, quer nos vegetais e animais como no homem, isto é, o de servir de matriz e dar suporte a forma física.

Na década de 40, na antiga União Soviética, o casal Semyon Kirlian descobriu um processo de fotografar o efeito luminoso das radiações, do que então denominaram corpo bioplasmático. A idéia mais aceita no movimento espírita é de que estas emanações seriam quando muito o resultado da atividade ou presença de uma outra organização conhecida como corpo vital, intermediário entre o corpo carnal e o perispírito. Kardec, por sua vez, menciona o duplo-etérico com que parece distinguir do perispirito propriamente dito. As pesquisas continuam e depara-se, não raro, com definições um tanto quanto conflitantes, com incorporação de conceitos orientais que, às vezes, podem ajudar, mas, pela resistência de uns e falta de analise criteriosa de outros, podem estabelecer mais confusões.

O perispirito é o laço semimaterial (Divaldo P. Franco substitui o termo “semimaterial” por plasma, quarto estado da matéria, seguindo Carlos Alberto Tinoco que complementa-o com o adjetivo “frio” e outros imaginam-no com uma parte mais material e outra energética) que prende o Espírito ao corpo físico. Considerado o verdadeiro corpo do Espírito, é seu invólucro, derivado da Energia Cósmica Universal, tal como o próprio corpo carnal. Hernani Guimarães Andrade, estudioso do aspecto cientifico da Doutrina, na elaboração de sua teoria em que situa o Espírito numa quarta dimensão, atribui uma constituição daquilo que denomina de matéria-psi e Jorge Andréa supõe um perispírito formado por antimatéria.

Leve e imponderável (há também quem pretenda tê-lo pesado – mais ou menos 60 gramas – e deve tratar-se do corpo vital), acompanha o Espírito tanto quando encarnado como desencarnado. Veiculo das sensações exteriores, percepções espirituais e condutor da vontade do Espírito para a manifestação no mundo material, modifica-se segundo a evolução do ser imortal e conforme o mundo em que este deve atuar. A sua estrutura eletromagnética atrai em torno de si os elementos de que necessita para formar e manter a forma humana tal como as limalhas de ferro em torno do imã.

É indestrutível (há na literatura espírita descrições de que ele pode ser desestruturado, numa morte por explosão, por exemplo, embora sem aniquilamento total), usualmente invisível pela condição de não solidez e, segundo o mentor Emmanuel, compõe-se também de substancias químicas que transcendem a serie estequiogenética (elementos ainda não descobertos e situados alem da tabela periódica). A forma humana poderia ser comprometida tanto no caso de acidentes graves como no curioso caso dos ovóides descritos pelo autor espiritual André Luiz, em que o monoideísmo, a fixação obstinada em certa idéia, num circulo vicioso e muito prolongado, poderia reduzi-lo a uma forma lembrando um ovo. Acrescente-se, e até como decorrência desta fixação mórbida – vingança, por exemplo -, o fenômeno da zoantropia, quando, em zonas umbralinas, o Espírito se mostra aos demais com a forma perispiritual de animais, como um lobo (licantropia), ou entes cornudos, figurando o diabo, etc. Mas se o Espiritismo afirma que este não existe, como explicar? É o efeito ideoplástico da mente sobre o perispírito que é altamente plasticizante, deste modo, os Espíritos podem aparecer vestidos com tal ou qual roupa, manter uma cicatriz de identificação, tomar a aparência de anjo alado, de Nossa Senhora, etc.

Entre as funções não citadas está a de servir de arquivo de todos os conhecimentos adquiridos pelo espírito, nele residindo, portanto, a memória palingenética ou extra cerebral. Algumas analises, levando-se em conta informações do plano espiritual, podem nos conduzir a conclusão de que o perispírito não deve ser homogêneo; talvez a sua parte energética, de fato, constitua quase como um corpo especial. Seria o corpo mental não citado por Kardec, provavelmente para não dificultar a compreensão já difícil ao falar de um corpo invisível, matriz do carnal, etc. É mais lógico pensar que o corpo mental, aquela parte do perispírito que é integrante e inseparável do Espírito, é que deve manter os registros de sua vida imortal.

Dissemos no inicio da importância capital do perispírito nas manifestações mediúnicas, inclusive as que envolvem a produção de fenômenos ostensivos; materializações, transportes de objetos, escrita e audição diretas (pneumatografia e pneumaofonia respectivamente), curas e outros. Podem ser incluídos aqui os desdobramentos anímicos durante o sono fisiológico e todos os demais tipos de transe. O corpo adormece, mas o Espírito continua livre e atuante na dimensão espiritual graças ao seu veiculo sutil, o perispírito.
Das propriedades, a visibilidade só é possível quando atinge um grau maior de condensação, como nas aparições, e depois ainda mais na tangibilidade ou materialização, quando todos os presentes podem ver, tocar, conversar. Na vidência, o perispírito está em seu estado natural e só é percebido pelo médium. A penetrabilidade lhe permite atravessar paredes e outros obstáculos a qualquer distancia com deslocamentos praticamente instantâneos. Mas nem todos possuem tal capacidade. Muitos, especialmente logo após desencarnar, devido aos condicionamentos e baixo poder vibratório decorrente da maior condensação do corpo etéreo ou perispírito, usam portas e veículos de transporte, como os encarnados. Já falamos da plasticidade que explica as ideoplastias e as transfigurações. A bilocação ou bicorporeidade é o deslocamento do Espírito, com seu perispírito altamente condensado, a lugar diverso de onde está o corpo físico (Ex. Antonio de Pádua).

Relevante papel também está reservado ao perispírito nos fenômenos do nascimento e da morte. Antes de reencarnar o Espírito é devidamente preparado para tal empreitada. Com o auxilio dos benfeitores ligados a esta área (como no Ministério da Reencarnação), faz o seu planejamento não só de escolhas de experiências, como das características do futuro corpo físico que lhe servirá de instrumento. Uma vez de posse do novo modelo baseado no material disponível na bagagem genética dos futuros pais, é atraído por uma força irresistível à célula-ovo e aí ligado justamente pelo laço perispírito que, a essa altura dos acontecimentos, também perdeu a sua forma original, encolhendo até o ponto da similaridade com a contraparte material. À medida que o germe se desenvolve, o laço se encurta, se aperta, completando-se essa ligação no nascimento. O envolvimento do perispírito com o novo corpo em formação se dá molécula a molécula e o Espírito gradativamente vai perdendo a consciência e lembranças do passado, pelo rebaixamento vibratório e diminuição de atividade do perispírito. O medico Ricardo Di Bernardi teoriza que os enjôos da gravidez teriam muito a ver com as diferenças vibratórias dos perispíritos da mãe e do reencarnante, ali submetidos à verdadeira simbiose temporária.
No processo da morte dá-se o inverso, isto é, esta só ocorre quando o último laço que liga o perispírito ao corpo material é rompido. Nas mortes naturais, o desembaraçamento ocorre aos poucos, enquanto nas violentas provoca impacto o impacto emocional profundo no ser. Mas morrer biologicamente não significa necessariamente desencarnar ou desligar-se totalmente do corpo carnal e muitos há que padecem a angustia, às vezes, até de não se saberem mortos ou, por excesso de apego, ignorância e viciações, experimentar os efeitos da decomposição cadavérica.

Também não se pode deixar de mencionar a relevância do perispírito nas chamadas doenças cármicas e nas obsessões. Muitas disfunções físicas e mentais têm a ver ou com desequilíbrios acumulados na vida atual e passadas, arquivadas no perispírito e que agora exigem reparação através da drenagem ao corpo físico, ou por conseqüência de influencias perniciosas de entidades negativas, ou atraídas por afinidade ao convívio na atmosfera psíquica do individuo. Sempre o intermediário de vinculação é o corpo perispiritual.

Especial destaque ao perispírito nos transplantes de órgãos, cuja causa da rejeição parece estar relacionada aquele e só contornada por medicação especifica. Por falar nisso, outro detalhe curioso é a atuação dos medicamentos homeopáticos que, fracionados seus elementos várias vezes, acabam por adquirir propriedades sutis e tangenciando a energia pura, atingindo mais diretamente a natureza perispiritual. E nos casos de doenças mentais várias, os psicotropicos, mesmo nas obsessões, desempenhariam certo papel útil, ainda que efêmero, por “anestesiar” ou bloquear o fluxo de idéias e sentimentos provindos da intimidade profunda mais ligada às vidas passadas, bem como isolando o perispírito do enfermo do assedio do obsessor.

Quanto a certas sensações e necessidades inerentes ao corpo físico, como frio, fome, sono, sexo, etc., fundamentalmente, dependem do estagio evolutivo em que se encontra o desencarnado. Até Leon Denis o afirma. A percepção de dor, por exemplo, em região do corpo onde se instalou a enfermidade que provocou a morte, pode ser um reflexo condicionado que o tempo, preces e ou esclarecimento, poderão contornar. Para um suicida a mesma poderá se prolongar mais e é uma imposição divina pelo abuso cometido. Os viciosos sentirão falta do álcool e buscarão a companhia de encarnados através dos quais absorverão as emanações prazerosas, o mesmo ocorrendo com os escravizados pelas sensações do sexo desvirtuado. Alimentação, higiene “corporal” também constituem condicionamentos dos quais aos poucos irá se libertando, se possuir um mínimo de conhecimento da vida espiritual e, por merecimento, puder contar com o auxilio de terceiros.

Como dissemos, este é um dos mias extensos e intrigantes temas estudados pelo Espiritismo. Vale a pena buscar o aprofundamento de seu conhecimento não só nas obras de Kardec, mas de várias outras que buscam, a luz do conhecimento cientifico atual, compreender melhor a sua natureza, constituição, propriedades e funções. Afinal, para chegarmos ao Conhece-te a ti mesmo, certamente temos que passar por ele, pois nós, seres humanos, enquanto encarnados, somos constituídos basicamente de um corpo material, de um Espírito imortal e do perispírito.

Fonte: Espiritismo, uma visão panorâmica – Wilson Czerski
Editora – Casa Editora “O Clarim” – 2006.


fonte: http://www.espiritualidades.com.br/Artigos_S_Z/Spadotto_Doris_perispirito.htm

Kardec e o Preto Velho

É incomum vermos em sessões Kardecistas, a presença de espíritos como Caboclo, Preto velho e outros. Inclusive quando da primeira incorporação do Médium Zélio Fernandino de Moraes, em 15 de Novembro de 1908, seu guia protetor o Caboclo das Sete encruzilhadas, foi contestado em sua totalidade.

Porém o que poucas pessoas sabem, é que o Decodificador dessa doutrina, o Médium Allan Kardec, teve sim um contato com espírito de um preto velho conforme notícia veiculada no Jornal SEI Serviço Espírita de Informações.

Segundo o referido jornal, Allan Kardec teria solicitado a presença de um espírito que se anunciava com o nome de Pai César, e que teria falecido no ano de 1859, mais precisamente em 08 de Fevereiro com 138 anos de idade. Essa reunião aconteceu em 25 de Março do mesmo ano, pouco mais de um mês, portanto do desencarne do espírito.

Consta ainda na noticia que Allan Kardec teria indagado ao espírito que coordenava a reunião, espírito de São Luís, sobre a possibilidade de algum impedimento daquele irmão se comunicar dado ao seu recém retorno ao plano espiritual, o que São Luís, haveria dito que não, inclusive se colocando a prestar auxílio no intercâmbio e assim o teria feito.

Relata ainda o Jornal, que, a comunicação teria sido mal iniciada o que chamou os participantes a várias reflexões. O espírito de Pai César revelou muitas feridas que trazia em seu coração, dado aos sofrimentos que passara em sua existência terrena, devido ao preconceito que naqueles dias, graçava muito mais do que nos dias atuais. Ele ainda relatou ao Codificador que não gostaria jamais de voltar ao planeta como negro, pois em seu entendimento estaria assim fugindo da maldade q impera nos seres humanos.

Se tinha mesmo vivido 138 anos, ele não soube informar, o que segundo Kardec, seria compreensível, uma vez que os negros não possuíam certidão de nascimento, assim sendo, somente poderiam ter uma noção aproximada de seu tempo de vida no plano carnal.

Com certeza essa incorporação ajudou e muito a Kardec, a reforçar as suas teses contra o preconceito que o levou há fazer dois anos mais tarde, em sua “Revista Espírita” “Revuc Spirite”, uma declaração na qual deixou certo de que o Espiritismo teria um papel de suma importância no processo árduo de evolução da humanidade, contribuindo de forma significativa para retirar o véu da escuridão que mantém subjugados os corações e mentes humanas.
 Referência: Matéria publicada no Jornal Espírita de Informações, no dia 19/04/2008.

Mensagens Curtas

Os espíritas se revestem temporariamente de um invólucro material perecível, cuja destruição pela morte lhes devolve a
liberdade”.”A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não do estado material do meio em que se encontra.””O homem quintessência o espírito pelo trabalho, e tu sabes que somente pelo trabalho
do corpo o Espírito adquire conhecimentos”.”Em cada nova existência o Espírito dá um passo no caminho do progresso. Quando se
tenha despojado de todas as imperfeições, não mais necessitará das provas da vida corporal”.

“A moral é a regra de bem proceder, isso é, de destingir o bem do mal. Funda-se na observância da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus”.

“A nenhum Espírito é dada à missão de praticar o mal. Aquele que o faz age por conta própria,
sujeitando-se, portanto, as conseqüências. Pode Deus permitir-lhe que assim proceda, para vos experimentar; nunca, porem, lhe determina tal procedimento. Compete-vos, pois, repeli-lo”.

“Quando vos achardes na incerteza, invoca o vosso bom Espírito, ou orai a Deus, o Senhor de todos, para que vos envie um de vós como seu mensageiro”.

“Os bons Espíritos simpatizam com os homens de bem, ou suscetíveis de se melhorarem. Os Espíritos inferiores, com os homens viciosos, ou que podem tornar-se viciosos. Disso decorre suas afeições, sempre resultantes da semelhança de pendores”.

“A matéria é o laço que prende o Espírito; é o instrumento de que ele se serve e sobre o qual, simultaneamente, exerce a sua ação”.

Extraído das obras de Allan Kardec

 

 

 


“Deus determinou: seja o céu decorado de azul aos nossos olhos para que a tranqüilidade nos abençoe”.

“Amar sem esperar ser amado e sem aguardar recompensa alguma.
Amar sempre.”

“Mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”. (Tiago, 1:19.)

“Analisar, refletir, ponderar são modalidades do ato de ouvir. É indispensável que a criatura esteja sempre disposta a identificar o sentido das vozes, sugestões e situações que o rodeiam. Sem observação, é impossível executar a mais simples tarefa no ministério do bem. Somente após ouvir, com atenção, pode o homem falar de modo edificante na estrada evolutiva. Quem ouve, aprende, Quem fala, doutrina”.

“Deus nos concede o privilégio de trabalhar, a fim de que possamos agir por nós mesmos”.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

Médiuns Irresponsáveis

Autor: Manoel Philomeno de Miranda (espírito) / psicografia de Divaldo Franco

Associou-se indevidamente à pessoa portadora de mediunidade ostensiva a qualidade de Espírito elevado.O desconhecimento do Espiritismo ou a informação superficial sobre a sua estrutura deu lugar a pessoas insensatas considerarem que, o fato de alguém ser possuidor de amplas faculdades medianímicas, caracteriza-se como um ser privilegiado, digno de encômios e projeção, ao mesmo tempo possuidor de um caráter diamantino, merecendo relevante consideração e destaque social.Enganam-se aqueles que assim procedem, e agem perigosamente, porquanto, a mediunidade é faculdade orgânica, de que quase todos os indivíduos são portadores, variando de intensidade e de recursos que facultem o intercâmbio com os Espíritos, encarnados ou não.

Neutra, do ponto de vista moral, em si mesma, a mediunidade apresenta-se como oportunidade de serviço edificante, que enseja ao seu portador os meios de auto-iluminar-se, de crescer moral e intelectualmente, de ampliar os dons espirituais, sobretudo, preparando-se para enfrentar a consciência após a desencarnação.Às vezes, Espíritos broncos e rudes apresentam admiráveis possibilidades mediúnicas, que não sabem ou não querem aproveitar devidamente, enquanto outros que se dedicam ao Bem, que estudam as técnicas da educação das faculdades psíquicas, não conseguem mais do que simples manifestações, fragmentárias, irregulares, quase decepcionantes.

Não se devem entristecer aqueles que gostariam de cooperar com a mediunidade ostensiva, porquanto a seara do amor possui campo livre para todos os tipos de serviço que se possa imaginar.

Ser médium da vida, ajudando, no lar e fora dele, exercitando as virtudes conhecidas, constitui forma elevada de contribuir para o progresso e desenvolvimento da Humanidade.Através da palavra, oral e escrita, quantos socorros podem ser dispensados, educando-se as criaturas, orientando-as, levando-as à edificação pessoal, na condição de médium do esclarecimento?!Contribuindo, nas atividades espirituais da Casa Espírita, pela oração e concentração durante as reuniões especializadas de doutrinação, qualquer um se torna médium de apoio.Da mesma forma, através da aplicação dos passes, da fluidificação da água, brindando a bioenérgia, logra-se a posição de médium da saúde.Na visita aos enfermos, mantendo diálogos confortadores, ouvindo-os com paciência e interesse, amplia-se o campo da mediunidade de esperança.Mediante o dialogo com os aturdidos e perversos, de um ou do outro plano da vida, exerce-se a mediunidade fraternal da iluminação de consciência.

Neste mister, aguça-se a percepção espiritual e desenvolvem-se os pródromos das faculdades adormecidas, que se irão tornando mais lúcidas, a fim de serem usadas dignamente em futuros cometimentos das próximas reencarnações.Ser médium é tornar-se instrumento; e, de alguma forma, como todos nos encontramos entre dois pontos distantes, eis-nos incursos na posição de intermediários.

Ter facilidade, porém, para sentir os Espíritos é compromisso que vai além da simples aptidão de contatá-los.Desse modo, à semelhança da inteligência que se pode apresentar em indivíduos de péssimo caráter, que a usam egoística, perversamente, ou como a memória, que brota em criaturas desprovidas de lucidez intelectual, e perde-se, pela falta de uso, também a mediunidade não é sintoma de evolução espiritual.

Allan Kardec, que veio em nobre missão, Espírito evoluído que é, viveu sem apresentar qualquer faculdade mediúnica ostensiva, enquanto outros indivíduos do seu tempo, que exerceram a faculdade medianímica, por inferioridade moral, venderam os seus serviços, enxovalharam-na, criaram graves empecilhos à divulgação da Doutrina Espírita que, indevidamente, foi confundida com os maus exemplos desses médiuns inescrupulosos e irresponsáveis.

Certamente, o médium ostensivo, aquele que facilmente se comunica com os Espíritos, quando é dotado de sentimentos nobres e possui elevação, torna-se missionário do Bem nas tarefas a que vai convocado, ampliando os horizontes do pensamento para a imortalidade, para a vitória do ser libertado de todas as paixões primitivas.

Normalmente, e as exceções são subentendidas, os portadores de mediunidade ostensivas, porque se encontram em provações reparadoras, falham no desiderato, após o deslumbramento que provocam e a auto-fascinação a que se entregam por invigilância e presunção.

Toda e qualquer expressão de mediunidade exige disciplina, educação, correspondente conduta moral e social do seu portador, a fim de facultar-lhe a sintonia com Espíritos Superiores, embora o convívio com os infelizes, que lhe cumpre socorrer.

O médium irresponsável, porém, não é apenas aquele que, ignorando os recursos de que se encontra investido, gera embaraços e perturbações, tombando nas malhas da própria pusilanimidade, mas também, aqueloutros que, esclarecidos da gravidade do compromisso, se permitem deslizes morais, veleidades típicas do caráter doentio, terminando vitimados pelas obsessões cruéis.

Todo aquele, portanto, que deseje entregar-se ao Bem, na seara dos médiuns, conscientize-se da responsabilidade que lhe diz respeito, e, educando a faculdade, torne-se apto para o ministério, servindo sempre e crescendo intimamente com os olhos postos no próprio e no futuro feliz da sociedade.

São Jorge – O santo guerreiro

Dia: 23 de abril

 

História

Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.

 

Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade – qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.

 

Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.

 

Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: “O QUE É A VERDADE ?”. Jorge respondeu: “A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da verdade.”

 

Como São Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Jorge sempre respondia: “Não, imperador ! Eu sou servo de um Deus vivo ! Somente a Ele eu temerei e adorarei”. E Deus, verdadeiramente, honrou a fé de seu servo Jorge, de modo que muitas pessoas passaram a crer e confiar em Jesus por intermédio da pregação daquele jovem soldado romano. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303. Sua sepultura está na Lídia, Cidade de São Jorge, perto de Jerusalém, na Palestina.

 

A devoção a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Seu culto se espalhou pelo Oriente e, por ocasião das Cruzadas, teve grande penetração no Ocidente.

 

Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu contra Satanás terríveis batalhas, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado num cavalo branco, vencendo um grande dragão. Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.

 

Lendas: um horrível dragão saía de vez em quando das profundezas de um lago e se atirava contra os muros da cidade trazendo-lhe a morte com seu mortífero hálito. Para ter afastado tamanho flagelo, as populações do lugar lhe ofereciam jovens vítimas, pegas por sorteio. um dia coube a filha do Rei ser oferecida em comida ao monstro. O Monarca, que nada pôde fazer para evitar esse horrível destino da tenra filhinha, acompanhou-a com lágrimas até às margens do lago. A princesa parecia irremediavelmente destinada a um fim atroz, quando de repente apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia. Era São Jorge.

 

O valente Guerreiro desembainhou a espada e, em pouco tempo reduziu o terrível dragão num manso cordeirinho, que a jovem levou preso numa corrente, até dentro dos muros da cidade, entre a admiração de todos os habitantes que se fechavam em casa, cheios de pavor. O misterioso cavaleiro lhes assegurou, gritando-lhes que tinha vindo, em nome de Cristo, para vencer o dragão. Eles deviam converter-se e ser batizados.

 

 

Datas Marcantes No século XII, a arte, literatura e religiosa popular representam São Jorge, como soldado das cruzadas com manto e armadura com cruz vermelha, nobre um cavalo branco, com lança em punho, vencendo um dragão. São Jorge é o cavaleiro da cruz que derrota o dragão do mal, da dominação e exclusão.

 

Desde o século VI, havia peregrinações ao túmulo de São Jorge em Lídia. Esse santuário foi destruído e reconstruído várias vezes durante a história.

 

Santo Estevão, rei da Hungria, reconstruiu esse santuário no século XI. Foram dedicadas numerosas igrejas a São Jorge na Grécia e na Síria.

 

A devoção a São Jorge chegou à Sicília na Itália no século VI. No séc. VII o siciliano Papa Leão II construiu em Roma uma igreja para S. Sebastião e S. Jorge. No séc. VIII, o Papa Zacarias transferiu para essa igreja de Roma a cabeça de S. Jorge.

 

A devoção a São Jorge chegou a Inglaterra no século VIII. No ano de 1101, o exército inglês acampou na Lídia antes de atacar Jerusalém. A Inglaterra tornou-se o país que mais se distinguiu no culto ao mártir São Jorge…

 

Em 1340, o rei inglês Eduardo III instituiu a Ordem dos cavaleiros de São Jorge.

 

Foi o Papa Bento XIV (1740-1758) que fez São Jorge, padroeiro da Inglaterra até hoje.

 

Em 1420, o rei húngaro, Frederico III (1534) evoca-o para lutar contra os turcos.

 

As Cruzadas Medievais tornaram popular no ocidente a devoção a São Jorge, como guerreiro, padroeiro dos cavaleiros da cruz e das ordens de cavalaria, para libertar todo país dominado e para converter o povo no cristianismo.

 

Seu dia foi colocado no Calendário particular da Igreja, isto é, celebrados nos lugares de sua devoção.

 

O Sr. Cardeal D. Eugenio Sales, assim se pronunciou: “A devoção de São Jorge nos deve levar a Jesus Cristo”. Pela palavra do Cardeal Sales sentimos a autenticidade do Culto a São Jorge.

 

 

A quem ajuda: é a força de Deus na luta dos excluídos e marginalizados da sociedade.

Oração a São Jorge

 

 

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

 

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

 

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

 

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

 

São Jorge Rogai por Nós.

Oração a São Jorge II

 

 

São Jorge,cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor; abre os meus caminhos, ajuda-me a conseguir um bom emprego; faze com que eu seja bem quisto por todos superiores, colegas, e subordinados; que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração, no meu lar e no meu serviço; meus inimigos terão os olhos e não me verão, terão boca e não me falarão, terão pés e não me alcançarão, terão mãos e não e não me ofenderão.

 

São Jorge vela por mim e pelos meus, protegendo-me com suas armas.

 

O meu corpo não será preso nem ferido, nem meu sangue derramado; andarei tão livre como andou Jesus Cristo nove meses no ventre da Virgem Maria.

 

Amém.

 

Oração a São Jorge III

 

 

 

Ó Deus onipotente,
Que nos protegeis
Pelos méritos e as bênçãos
De São Jorge.
Fazei que este grande mártir,
Com sua couraça,
Sua espada,
E seu escudo,
Que representam a fé,
A esperança,
E a inteligência,
Ilumine os nossos caminhos…
Fortaleça o nosso ânimo…
Nas lutas da vida.
Dê firmeza
À nossa vontade,
Contra as tramas do maligno,
Para que,
Vencendo na terra,
Como São Jorge venceu,
Possamos triunfar no céu
Convosco,
E participar
Das eternas alegrias.
Amém!

 

 

 

 

 

 

 

Medalha de São Jorge

 

Moacyr Luz e Aldir Blanc

 

Fica ao meu lado, São Jorge Guerreiro Com tuas armas, teu perfil obstinado
Me guarda em ti, meu Santo Padroeiro
Me leva ao céu em tua montaria
Numa visita a lua cheia
Que é a medalha da Virgem Maria
Do outro lado, São Jorge Guerreiro
Põe tuas armas na medalha enluarada
Te guardo em mim, meu Santo Padroeiro
A quem recorro em horas de agonia
Tenho a medalha da lua cheia
Você casado com a Virgem Maria
O mar e a noite lembram a Bahia
Orgulho e força, marcas do meu guia
Conto contigo contra os perigos
Contra o quebrando de uma paixão
Deus me perdoe essa intimidade:
Jorge me guarde no coração
Que a malvadeza desse mundo é grande em extensão
E muita vez tem ar de anjo
E garras de dragão