POMBO-GIRA MARIA 7 SAIAS

Na primeira vez em que o Pai de Santo Nenê de Oxumare, sentiu a energia da Sra. Sete Saias, foi aos seis anos de idade. Por causa da tenra idade, a incorporação foi suspensa durante os dois anos subseqüentes.
 
A partir de então, o Pai de Santo deu inicio às in­corporações com a energia Sete Saias, mentora esta que traz um brilho especial para sua jornada.
 
É difícil concluir, resumir e descrever Maria Sete Saias: para os adeptos da Umbanda e o do Candomblé, é fácil! Ela é uma pombo-gira que alegra os terreiros, fumando, cantando, dançan­do e trabalhando pelos seus. Mas é exatamente aí, que a Sete Saias desse Sa­cerdote, quebra qualquer pro­tocolo, rótulo ou paradigma, fugindo à todas as regras.
 
Diz o próprio Pai Nenê que hoje, após conhecer um pouco sobre a vida passada dessa entidade, suas missões e resgates e sobre o objetivo que a mantém aqui junto dele e todos que a cercam, ele entende claramente suas ati­tudes. Para os filhos, que ela trata com absoluto respeito, amor e carinho, Sete Saias é, Mãe! Acreditem! É a mais doce das mães carnais, que qualquer filho poderia ter, se comparado a uma.
 
Conselheira, terapeuta, psi­cóloga, amiga e mãe. Estas descrições talvez consigam permear o todo, chamado Sete Saias. Os hábitos co­muns de uma pombo-gira em terra, são ultrapassados por ela. O que se sente quando ela está no plano terreno é paz! Uma segurança incomensurável, uma doçura de­bochada como a de uma me­nina mulher.
 
Ela é absolutamente fiel ao que cumpre, ao que acredita, e a tudo aquilo que busca na Terra. Fala o que precisa ser dito! É objetiva nos conselhos que dá e goza de uma paixão pela vida que nos ensina o quanto vale a pena viver como humanos, a cada encontro.
 
Sete Saias não se faz maior ou menor, não rebaixa ninguém, nem valoriza além do que nos cabe. Ela é ver­dadeira no que faz, no que sente e na forma como se relaciona com seus filhos e clientes. Para todos é sempre a mesma. Não há distinção, partidarismo ou preconceito. É mestra por natureza e hu­milde, sobretudo quando é questionada e não tem res­posta certa, vai buscar. Alu­na incessante da faculdade da vida, um espelho para refletirmos sobre nosso cres­cimento espiritual, sobre quem somos e o que estamos fazendo de nossas vidas. É impossível não se apaixonar por ela, porque no fundo, to­dos nós seres humanos bus­camos a seriedade e a verdade nas nossas relações interpessoais e isto ela esbanja. Perspicaz, audaci­osa e espontânea, ela é ela, mesmo que isto desagrade às convenções. Seu olhar fir­me, energia que transborda alegria e amor, um contato que todos deveriam fazer, pelo menos uma vez na vida.
Conhecer Sete Saias é descobrir-se um pouco mais, afinal, seu trabalho é este!
 
Fortalecer cada ser huma­no para que ele próprio possa ser dono de si e trilhar sua pró­pria história Este é um dos fatores determinantes para se admirar muito esta energia, num mundo onde todos que­rem ser submissos a si. 
 
DEPOIMENTO ROBERTA DE MORAES SOBRE SETE SAIAS!
 
Doce poesia, num “reconhecimento” total de mim. Meu porto, colo e força, um paradoxo! Energia que me faz transmutar, vencer meus próprios limites, percorrer os espaços que eu mesma desconhecia em mim. O encontro com a “velha amiga”, é a sensação mais gostosa, íntima e plena que posso sentir, no que tange o plano espiritual.
 
Ela é a certeza de que a vida trans­põe espaços físicos e do quanto sou apenas uma partícula da grande obra divina; mas é, também, o espelho que reflete a mim mesma, o quanto sou única, capaz e infinita. Doce limiar entre este e o mundo que não vejo; a resposta coerente para as tantas dúvidas que soavam descon­tentes em mim. Minha metade que brinca de ser menina, que pisa as poças d’água fazendo festa e o olhar certeiro de mulher guerreira que não hesita ao perceber o alvo. Tradução da espiritualidade que sou e busco; brilho de luz em noite sem Lua; o sopro do vento de Oyá e a deliciosa meiguice do colo farto de Osum, mãe de nós.
 
Ela é o gosto promissor da nova era, a chama da evolução que acredito para os homens; um elo entre aquilo que fui, o que sou e todas as minhas aspirações.
 
Sagrada legenda da minha ideologia; coragem e bravura a luz dos meus dias. Sete saias é a possibilidade! Um conjunto infinito de razões para se compreender a “nova espiritualidade”. Ela é a ponte entre todos os povos, raças e cores; a verdadeira face de todos os amores; o desafio certo para quem, como eu, exerce o ofício de viver, além dos rótulos, além dos credos, além dos mitos.
 
Maria é a percepção, a revelação, a sensibilidade e o entendimento. Um terno balanço de barco a ninar um rebento; acalanto de sol, dourando a pele; reflexo do meu próprio rosto nas águas infinitas dos rios de Osum.
Fonte: Fonte: Revista Orixás, Candomblé e Umbanda – Ano I – Nº 04

CIGANA ESMERALDA

É uma cigana de vibração espiritual de muita luz e força. Cigana bela,andava sempre com uma cabra branca de mascote.

Viveu em Portugal,Espanha e França. Adora tachos,facas e colher de pau,pois é protetora da fartura. É festeira,risonha,mandona,deve ser tratada com cuidado e amor. Usa pandeiro enfeitado com fitas coloridas,tem olhos esverdeados.

Sua força em vida,era a justiça e a piedade. Gosta de bebida fina,frutas,doces variados; sua lua é cheia,e o dia é domingo. Adora dançar com seu pandeiro,usa uma tiara com pedras verdes e moedas.

Mais Pesquisas Sobre a Cigana Esmeralda

Protetora da fartura de alimentos, é feiticeira de comida, das que fazem feitiços que são comidos, para vários tipos de objetivos. Esmeralda é natural de Évora, em Portugal. Viajou por toda Europa, aprendendo pratos e aperfeiçoando suas magias. As magias de Esmeralda são douradouras e quando chega geralmente tem banquetes, por sua vez é ela mesma quem faz. É eximia usuaria de tachos (panelas de cobre) e facas, com as quais destricha, corta e cozinha. Para ela é indisponivel a colher de pau e a faca aflatada com bainha, que carrega em sua bolsa para caso de necessidade. È festeira, risonha, matrona, mandona e não aceita NÃO como resposta. grande doceira da magia cigana, é perigosa e deve ser tratada com muito amor e cuidado.

 

MAGIA DE CIGANA ESMERALDA PARA PROSPERIDADE E FARTURA

Faça um Pote para que não falta nada em sua casa.

Uma bomboneira pequena e coloque dentro um pouco decada deste grão e sementes.

Ervilha, lentilha, Arroz com casca, Amendoim, Grão-de-bico e trigo em grão Coloque por cima três moedas atuais, com o valor variado para cima, e um quartzo-citrino no meio delas. Deixe energizando por três dias na luz da Lua Crescente, e peça aos grãos que apresentem sua força magica, para que nada lhe falte ao seu lar. Ponha em um móvel em lugar alto, como se fosse um bebelô. Assim fazendo esteja certo (a) de que nunca faltarão alimentos no seu lar.

Bar Lachi ( Boa Sorte)

Texto extraido do livro: Segredo de Magia Cigana – Autora: Rosana Torres

Oração da Cigana Esmeralda

Espírito de luz…
Santa Sara,minha protetora,cubra-nos com seu manto
celestial.
Nós filhos do vento,das estrelas,da lua cheia e do pai sol.
Pela força da cigana Esmeralda,abençoe à todos nós que
somos filhos do mesmo Deus.
Minha cigana Esmeralda,sempre que um aflito te invocar
dê-lhe consolo,a harmonia e a energia de sua paz.
Que ao olhar a chama de uma vela,passamos sentir tua
presença.
Cigana,cubra-nos com sua saia colorida de todos os perigos e
dos invejosos…
Cigana encantada,pela sua força,abra os caminhos da prosperidade e
da fartura.
Cigana cura os males do espírito,da alma e da matéria.
Cubra-nos com sua alegria.
Que possamos sentir em cada leve brisa seu perfume de amor…
Linda Esmeralda,que nossos pedidos sejam atendidos.
Cigana Esmeralda,que nesta hora possamos sentir segurança,paz e felicidade!
(oração enviada no dia 29/08/2006-por minha afilhada Samira)

Venha estou esperando você dançar para mim está noite…..

Cigana bonita
da pele morena
com seu cabelo comprido
e sua boca vermelha
envolve com sua dança
e fascina com sua voz

Sentada à beira da fogueira
com uma taça de vinho na mão
A cigana descansa para logo dançar

Linda e faceira,rodopia sua saia
balançando seu lenço e balançando seu xale

Com muita sabedoria,ela lê sua mão
Com sinceridade diz a verdade
Bela cigana dos olhos de esmeralda

Lê sua sorte por amor e com amor
Enche de vida seu caminho
Pode abrir ou fechar
As portas do destino

Sua estrada é trilhada com fé,sabedoria
Amor e muita alegria
Cigana Esmeralda
Um ponto de luz no caminho! 

 Fonte:
http://lunacigana.blogspot.com/2007/09/orao-da-cigana-esmeralda.html
http://ciganas-magias-encantos.blogspot.com/2007/10/cigana-esmeralda.html
http://relima2005relima20051968.spaces.live.com/blog/cns!5FBDA3005C659BC1!1368.entry

 

Desmistificando Pomba Gira

Fonte: Exus e Pomba Gira na Umbanda – Simbolismo e Função – Autoria do Pai Juruá. 
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QUEM É A POMBA GIRA

Quem são as Guardiãs Pombas Gira?

Vamos falar bem reduzidamente o que seriam as Guardiãs Pombas Gira:

Se os Guardiões Exus são marginalizados, mais ainda são as senhoras Guardiãs Pombas Gira.

Há muitas pessoas que as associam com prostitutas, ou simplesmente, mulheres que gostam de se expor aos homens e sedentas por sexo. As distorções e preconceitos são características dos seres humanos quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou materializar conceitos abstratos, distorcendo-os. Essas nossas irmãs em Deus nada mais são que espíritos desencarnados, que como os Exus, viveram na Terra e hoje, por afinidade fluídica, militam como mais uma corrente de trabalho portentosa dentro da Umbanda.

Não temos culpa se certos “médiuns” medíocres dão passividade para quiumbas ou mesmo fingem uma incorporação de uma Guardiã Pomba Gira, para serem aceitos e terem suas opiniões e mesmo trejeitos aceitos pela comunidade religiosa. Com certeza, exteriorizam somente aquilo que suas mentes doentias acham serem certos.

Dentro da hierarquia das Guardiãs Pombas Gira, estão divididas em níveis diversas outras Pombas Gira, da mesma forma que as demais legiões. É claro que em alguns casos podem ocorrer que uma delas em alguma encarnação tivesse passado pela experiência dolorosa de ser uma prostituta, mas, isso não significa que as Guardiãs Pombas Gira tenham sido todas prostitutas e que assim agem. As que foram, hoje estão integradas na Umbanda, a fim de realizarem a grande reforma íntima através da caridade e do mediunismo redentor.

Não se torna uma Guardiã Pomba Gira pelo simples fato de se ter errado perante as Leis Divinas. Afinal, quem nunca errou na vida? Ser uma Guardiã Pomba Gira exige preparo, conhecimento, magia, discernimento e muito amor. É mais uma corrente de trabalho espiritual na Umbanda, onde espíritos seletos atuam na faixa vibratória que mais se afinizam.

As Guardiãs Pombas Gira não são a representação da sexualidade e nem da sensualidade, mas sim frenam os desvios sexuais dos seres humanos e direcionam essas energias para a construção da espiritualização, evitando a destruição espiritual e material de cada ser.

A sensualidade desenfreada destrói o homem: a volúpia. Este vício moral é alimentado pelos encarnados e desencarnados pela invigilância das Leis de Deus, criando um ciclo ininterrupto, caso as Pombas Gira não atuem neste campo emocional, frenando-o e redirecionando-o.

As Guardiãs Pombas Gira são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São executoras da Lei.

Cabem as Guardiãs Pombas Gira esgotar os vícios ligados ao sexo, equilibrando o ser humano.

Gostaríamos de salientar que as Guardiãs Pombas Gira não são Exus fêmeas como dizem muitas das literaturas encontradas, mas sim, é mais uma das hierarquias de Deus;

Tudo que se refere ao estudo sobre os Guardiões Exus vale também para as Guardiãs Pombas Gira, ou seja, elas se manifestam na Umbanda através de espíritos incorporados as suas hierarquias. Elas são elementos mágicos ativados através de oferendas e elementos religiosos quando ativados num Templo. Também são agentes da Lei de Deus que podem ser ativadas pela Lei Maior. Os Guardiões Exus vitalizam/desvitalizam, as Guardiãs Pombas Gira esgotam o emocional ou despertam o desejo.

As Guardiãs Pombas Gira de Trabalho são tão maravilhosas quanto os Guardiões Exus. Elas realizam curas até mesmo de enfermidades dadas como incuráveis, desmancham trabalhos de magia negra, resolvem problemas, nos dão conselhos preciosos de como bem dirigir nossas vidas, enfim, fazem tudo pelas pessoas bem intencionadas que as procuram para a prática da caridade. È uma pena que ainda existam pessoas que as procuram somente para desmanchar relacionamentos amorosos ou conquistar alguém.

Como nossos irmãos Guias Espirituais, os Guardiões Exus, e as Guardiãs Pombas Gira, quando terminarem o círculo de trabalhos espirituais e permanência nas correntes de trabalho na Umbanda irão para uma faixa de espiritualidade superior, e serão conduzidas pelas Leis do Eterno Amor para o seu verdadeiro destino, a sua perfectibilidade e a verdadeira e eterna felicidade nas moradas do Senhor. Por isso, considerando que as Guardiãs Pombas Gira são criaturas como nós, filhos de Deus, considerando que bem orientadas por Orixás, e Guardiãs Pombas Giras de Lei trabalhem somente para o bem, devemos tratá-las com todo carinho, respeito, procurar compreendê-las e conduzi-las (as não esclarecidas. As que estão iniciando o seu caminho rumo a espiritualidade maior) para o caminho da redenção.

A Legião das Guardiãs Pombas Gira atuam:

• Nas descargas para neutralizar correntes de elementares/elementais vampirizantes, bem conhecidos como súcubus e íncubos, que atuam negativamente, por meio do sexo, fazendo de suas vitimas verdadeiros escravos das distorções sensuais.

• Cortando trabalhos de magia sexual negativa e as ditas “amarrações”, pois ninguém deve se ligar a ninguém a força. Isto é considerado pelos tribunais do astral como desvio de carma e as sanções para aqueles que realizam tais trabalhos são as mais sérias possíveis.

• Cortando trabalhos de magia negra, pois não é permitido pela Lei Divina que as pessoas ou espíritos possam fazer o que bem entenderem, ainda mais ferindo o Livre Arbítrio alheio.

• Neutralizando correntes e trabalhos feitos para desmanchar casamentos.

• Trabalham incansavelmente no combate as hostes infernais, quando estas procuram atingir injustamente quem não merece.

• Trabalham no combate das viciações que escravizam os médiuns, protegendo-os das investidas do baixo astral, quando se fazem merecedores.

• Fazem à proteção dos Templos onde habita a Espiritualidade Maior, principalmente onde se pautam pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

• Combatem a leviandade, promovendo a firmeza que trás o respeito através do poder da palavra. Tais atributos e a harmonia de seus efeitos combinados, trazem a serenidade mental, onde os Sagrados Orixás atuam, pois quem não sabe o que pensa, não sabe o que diz.

• Trabalham incansavelmente fazendo de um tudo para que seus médiuns possam galgar graus conscienciais luminosos perante a espiritualidade maior, equilibrando-os, auxiliando-os, mas jamais são coniventes com os desmandos de seus pupilos, corrigindo-os, às vezes, implacavelmente, para que possam enxergar seus erros e retomarem a senda da Luz.

• A Guardiã Pomba Gira, como entidade de trabalho, não são e nunca foram espíritos lascivos, tenebrosos, viciados, atrasados e maldosos, como muitos querem doutrinar.

• A Guardiã Pombas Gira atuam no combate aos quiumbas (na medida do possível ajudando-os a evoluir) e no combate das energias desvairadas e viciantes; nas cobranças e nos reajustamentos emotivos e passionais; nas cobranças da Lei Divina (carma); nas emoções e nas ações dos indivíduos.

• As Guardiãs Pombas Giras conhecem profundamente os mais íntimos segredos dos seres humanos e que apesar dos absurdos em seus nomes, ainda assim, nos auxiliam a evoluir, esperando pacientemente à hora de nossa maturidade.

• A Guardiã Pombas Gira são valorosas Guardiãs da Antiga Sabedoria, da Tradição da Umbanda. Não são vulgares. São guerreiras, heroínas, protetoras e grandes magas.

Lembre-se que nenhuma Guardiã Pomba Gira jamais atua negativamente na vida de qualquer ser, promovendo desuniões, feitiçarias, magias negras, fofocas, maledicências e toda sorte de coisas ruins. Infelizmente a maldade é um imperativo humano. Quando um ser humano, negativamente invoca o poder da Guardiã Pomba Gira, não é a entidade em si que vai atender ao seu pedido maléfico, mas sim, a força Pomba Gira, força magnética ígnea telúrica, que vai ser acionada e utilizada. Seria a mesma coisa que utilizarmos à força elétrica; podemos usá-la para o bem ou para o mal. A força é a mesma, mas não tem vontade própria.
Vamos agora usar de um artigo maravilhoso (de autor desconhecido), adaptando-o, e encontraremos que é a fiel imagem da uma mulher. E isso é ser a Senhora Guardiã Pomba Gira:
SER GUARDIÃ POMBA GIRA….
• Ser Guardiã Pomba Gira é viver mil vezes em apenas uma vida, é lutar por causas perdidas e sempre sair vencedora, é estar antes do ontem e depois do amanhã, é desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus atos.

• Ser Guardiã Pomba Gira é caminhar na dúvida cheia de certezas, é correr atrás das nuvens num dia de sol e alcançar o sol num dia de chuva.

• Ser Guardiã Guardiã Pomba Gira é chorar de alegria e muitas vezes sorrir com tristeza, é cancelar sonhos em prol de terceiros, é acreditar quando ninguém mais acredita, é esperar quando ninguém mais espera.

• Ser Guardiã Pomba Gira é identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa, é ser enganada e sempre dar mais uma chance, é cair no fundo do poço e emergir sem ajuda.

• Ser Guardiã Pomba Gira é estar em mil lugares de uma só vez, é fazer mil papéis ao mesmo tempo, é ser forte e fingir que é frágil pra ter um carinho.

• Ser Guardiã Pomba Gira é se perder em palavras e depois perceber que se encontrou nelas, é distribuir emoções que nem sempre são captadas.

• Ser Guardiã Pomba Gira é comprar, emprestar, alugar, vender sentimentos, mas jamais dever, é construir castelos na areia, vê-los desmoronados pelas águas e ainda assim amá-las.

• Ser Guardiã Pomba Gira é saber dar o perdão, é tentar recuperar o irrecuperável, é entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.

• Ser Guardiã Pomba Gira é estender a mão a quem ainda não pediu, é doar o que ainda não foi solicitado.

• Ser Guardiã Pomba Gira é não ter vergonha de chorar por amor, é saber a hora certa do fim, é esperar sempre por um recomeço.

• Ser Guardiã Pomba Gira é ter a arrogância de viver apesar dos dissabores, das desilusões, das traições e das decepções.

• Ser Guardiã Pomba Gira é ser mãe dos seus filhos e dos filhos dos outros e amá-los igualmente.

• Ser Guardiã Pomba Gira é ter confiança no amanhã e aceitação pelo ontem, é desbravar caminhos difíceis em instantes inoportunos e fincar a bandeira da conquista.

• Ser Guardiã Pomba Gira é entender as fases da lua por ter suas própria fases. É ser “nova” quando o coração está a espera do amor, ser “crescente” quando o coração está se enchendo de amor, ser “cheia” quando ele já está transbordando de tanto amor e “minguante” quando esse amor vai embora.

• Ser Guardiã Pomba Gira é hospedar dentro de si o sentimento de perdão, é voltar no tempo todos os dias e viver por poucos instantes coisas que nunca ficaram esquecidas.
• Ser Guardiã Pomba Gira é cicatrizar feridas de outros e inúmeras vezes deixar as suas próprias feridas sangrando.

• Ser Guardiã Pomba Gira é ser princesa aos 20, rainha aos 30, imperatriz aos 40 e especial a vida toda.

• Ser Guardiã Pomba Gira é conseguir encontrar uma flor no deserto, água na seca e labaredas no mar.

• Ser Guardiã Pomba Gira é chorar calada as dores do mundo e em apenas um segundo já estar sorrindo.

• Ser Guardiã Pomba Gira é subir degraus e se os tiver que descer não precisar de ajuda, é tropeçar, cair e voltar a andar.

• Ser Guardiã Pomba Gira é saber ser super-homem quando o sol nasce e virar cinderela quando a noite chega.

• Ser Guardiã Pomba Gira é acima de tudo um estado de espírito, é ter dentro de si um tesouro escondido e ainda assim dividi-lo com o mundo.

REVELAÇÃO DE UMA GUARDIÃ POMBA GIRA
Mensagem psicofônica da Senhora Pomba Gira Sete Encruzilhadas – Médium: Luely Figueiró

Nós andamos agitadas nas encruzilhadas, não estamos gostando do que certos escritores mal informados, que apenas cruzam pelos terreiros e que nem possuem a experiência de incorporação ou de trabalhos dentro da curimba de uma Pomba Gira, se arvoram em falar sobre nossa corrente, sobre nossos trabalhos.

Nos comentam como se fossemos lixo do astral ou menos espíritos apaixonados. Como se bastasse apenas nos oferecer elementos físicos, grosseiros materiais, para fazermos a vontade de todas as criaturas da face da Terra.

Pessoas que escrevem sem possuir o menor gabarito espiritual para comentar os mistérios da hierarquia de um espírito.

Nós estamos realmente agitadas no espaço que ocupamos e muito trabalhamos para formar a corrente deste aparelho, para que ela pudesse verdadeiramente receber a vibração e o ensinamento de todo o trabalho de uma Pomba Gira. Vocês não duvidem e não confundam as coisas que vocês vêem por aí. Aprendam se quiserem a ter o merecimento da proteção e do trabalho de uma Pomba Gira, seus giras.

Pomba Gira é gente já com gabarito de incorporação no exército divino, e quem já se encontra incorporado, como elemento deste exército, para a elaboração de evoluções maiores; não é sofredor nem lixo do espaço e nem desavisado e muito menos apegado a elementos tão físicos e baixos como querem nos apregoar.

Tenham mais humildade para aceitar as coisas do grandioso Senhor, que elabora no dia-a-dia a evolução dos universos siderais e não só o vosso.

Não pensais, pois, que sois o centro do universo, porque não sois não. Em todas as horas, em todos os momentos, o grande Senhor nos envia provas através, até mesmo, de aparelhos mediúnicos que nos deixam perplexos, bestializados com os que eles fazem como simples aparelhos e nada mais.

Porque eles são meros veículos de forças maiores; aqui, neste planeta, somos espíritos de certa envergadura, com milênios de aprendizado; nos chamam de Pomba Gira; poderiam ter-nos colocado outros nomes, não importam os nomes que nos tenham colocado.

Nós vos saudamos aqui na Terra, com esta indumentária; respeiteis e saibais compreender nossa natureza espiritual, para que não sejam publicadas aberrações que visem apenas ao comércio medíocre sobre o trabalho sagrado e santificante que traçamos para evolução de todos os paranormais em comunicação conosco.

Isto é de rara importância para todos aqueles que dirigem seus médiuns, seus filhos.

É de rara importância, queridos, que coloqueis sempre a vossa destra sobre os nossos enviados, filhos de Santo, com uma certa humildade e conhecimento de que todos os irmãos que se comunicam através de sua coroa são espíritos já incorporados num exército divino para elaborar uma tarefa de amor e fraternidade e de respeito por vossas vidas e não de desrespeito, porque este sempre parte de vós e não de nós.

Se existem nos planos do baixo astral desrespeitosos Eguns, é porque daqui partiram assim sem o merecimento de serem incorporados em nossas milícias. São esses pobres vagabundos do astral menor que necessitam mais de orações e caridade.

Vós, como chefes de terreiro e guias menores da Terra, que colocais sobre o peito montões de colares para assim serem reconhecidos, pois sois vós que devereis organizar os trabalhos. Sim, de mãos interpostas conosco, os irmãos do outro lado.

Para estes Eguns e sofredores, estes vagabundos, desairosos e desvairados dos espaços, sejam socorridos e não enlameados com vossos propósitos mesquinhos.
Muitas vezes, tomados por vossas vaidades, não sabeis reconhecer quem pisa dentro de vosso terreiro.

Aquele que é sofredor, aquele que é um mistificador de uma Pomba Gira verdadeira.

Porque a vossa vaidade vos cobre os olhos e vosso peito envergado de tantas “guias” não vos permite ver; cuidado…

Por hoje é só.

Dona Sete.

 

Fonte: Texo cedido gentilmente por Pai Juruá.
Trecho extraído do livro: Exus e Pomba Gira na Umbanda – Simbolismo e Função – Autoria do Pai Juruá.

Os Exus – Guardiões da meia-noite


Primeiramente, temos a considerar que a palavra EXU é de origem Yorubana. E06_exu1 ntre os vários significados encontramos um que define a sua atuação: esfera, ou seja, que está em toda parte.

Para os sacerdotes de antanho do continente negro, era uma entidade primitiva. Misteriosa, cuidadosamente tratada e invocada em momentos difíceis para a solução imediatas de problemas cruciantes da comunidade.

Na verdade, é um espírito elemental, comprovado mais tarde como espírito dos elementos muito citado na literatura ocultista.

Os sacerdotes africanos trabalhavam intimamente com esse agente sobrenatural, capaz de operar fatos milagrosos, embora não dispense, a colaboração de amas (eguns) dos antepassados.

Produzir, porém, chuva, ventos, incêndios, fertilidade no solo e outros fenômenos, mesmo em proporção mínima era trabalho específico, que só acontecia através da conjuração do EXU, mensageiro natural dos Orixás.

Não eram poucas as necessidades, situações extremas em que o feiticeiro da tribo, respeitável autoridade religiosa de agrupamentos, o convocava através de rezas, esconjuros, cânticos, gestual mimético, sempre referendado por um feitiço adrede preparado.

Tudo, enfim, se destinava a controlar as forças invisíveis e serviçais da natureza, como por exemplo desviar o vento (Ar) para outra direção, a fim de afastar pragas, seja de moléstias, seja de insetos daninhos que ameaçavam assolar o vilarejo; debelar incêndios (Fogo) acidentais que punham em risco as palhoças e roçados, dominando-os até a sua extinção; invocar aos céus a chuva (Água) em favor da comunidade sedenta, aflita que logo respirava aliviada com a chegada do aguaceiro benigno; vitalizar o solo (Terra), embora em pequena extensão, para que houvesse plantio básico de subsistência para a aldeia triste e esfaimada.

Os sacerdotes da velha África, companheiros do dia-a-dia de sua gente, eram, acima de tudo, servidores dos Orixás e de um Senhor, que era dono do céu (Orun) e do destino: Olodumarê ou Olórun.

Na medida de suas possibilidades simplistas, aflavam de perto aos ouvidos dos Orixás através dos elementais (Exu) em favor do agrupamento sofrido dos habitantes nativos e intrépidos das tórridas terras de Cam.

Com a vinda dos negros escravos para o Brasil. Pouquíssimos sacerdotes desse quilate chegaram. Raros ainda os aprenderam com aqueles o processo de comunicação com o elemental, então conhecido pelo nome de Exu.

A tradição do conhecimento oral e da prática perdeu-se quase por completo no transcorrer desses quinhentos anos de sujeição econômico-político-religiosa neste nosso país que se diz cristão e democrático.

Hoje, contam-se nos dedos da mão esquerda pais-de-santo que se valham do recurso da magia para trabalhos, seja no Candomblé, seja na Umbanda. Prevalece, quando muito, o contato mediúnico com entidades do Plano Astral.

Raríssimos magos, pouquíssimos médiuns, muitos embusteiros anímicos e mal-intencionados, que labora, em prol da clientela aflita e infeliz.

Cabe, portanto, aos verdadeiros religiosos dessas áreas minorar, orientar e, se possível, solucionar os desvios de conduta do ego problemático.

Os Sete Focos dos Exus

Exu, na Umbanda, é nome símbolo de um organismo sedado no Plano Astral brasileiro e conhecido por “Organização dos Sete Focos”, constituído de quase um milhão de participantes que tomam o nome de Exu, além de outro tanto de “quiumbas” classificadas que nada mais são do que estagiários, aspirantes a uma credenciação oficial na temida Instituição legionária executiva que respalda o trabalho da religião de umbanda, sempre ameaçada pelos astuciosos poderes das Igrejas Católica e Evangélicas, cujos mentores, com raras e honrosas exceções, são realmente cristãos.

A ação dos exus – no que lhes compete – é conhecer com firmeza a feitiçaria, a maldade, perseguições no físico e no astral, ameaças, abusos de poder e todo lixo emocional, enfim que reina na sociedade contemporânea; sociedade esta colegiada “normalmente” pela ambição desmedida, pela competição e pelo desregramento oriundos de uma má formação familiar.

O Exu na Umbanda é parte do poder moderador utilizado pelos Pretos-velhos, Caboclos e Boiadeiros em prol dos mais fracos e oprimidos, que não se confunda Exu com “quiumbas desclassificadas”, instrumentos cegos de outras religiões, infelizes desencarnados que fomentam dissabores entre criaturas desavisadas e pouco vigilantes.

Observações:

a) Milhares de Exus (pingas-fogo, Lodo, Caveirinha, Tranca-Tudo, Sete-caminhos, Farrapo, Tranca-gira etc) estão agregados aos vários Focos da Organização Legionária nos postos de 3ª e 2ª Categoria. Quando são promovidos para a 1ª Categoria, perdem o cognome antigo e automaticamente passam a usar o nome-símbolo do Foco onde prestam serviços. Exceção à regra: as Pomba-giras.
b) Quiumbas classificadas: após muitos anos de estágio, são elevadas à 3ª Categoria. Dependendo das suas habilidades, conhecimentos, eficiência no cumprimento das missões, conquistarão postos superiores.
c) Os Templos de Umbanda são servidos por Exus de 3ª Categoria, por quiumbas classificadas e mui raramente por Exus de 2ª Categoria. Os Exus de 1ª Categoria não trabalham em Terreiros.
d) Existem milhares de lacunas no quadro funcional da Organização dos Sete Focos por falta de mão-de-obra confiável. O critério de promoção é rigoroso e acontece de 21 em 21 anos.
e) Quiumbas desclassificadas: Toxicômanos, pedófilos, autores de crimes hediondos, usurpadores de economias alheias pertencentes a velhos ou crianças de asilos, quando desencarnados essas criaturas não têm acesso à Organização.
f) Em 1990, pela primeira vez na listagem de promoções, as mulheres alcançam o cargo de Lugar-tenente na Organização dos Sete Focos. Até então, elas só chegavam até a 1ª Categoria. Foram apenas sete, uma em cada foco.
g) Homens e mulheres desencarnados que desejam trabalhar para a Organização dos Sete Focos nos planos astral e físico tornam-se legionários perdendo os nomes de batismo. Adotam daí por diante, nomes incomuns ou grotescos; mas podem também usar um dos nomes-símbolos dos titulares dos Focos.

Relação médium-guia: nada característico.

Força da natureza: trata-se de alma desencarnada, o exu está limitado a sua natureza egóica.

Expressão: astúcia, esperteza, sagacidade, malicia, obediência hierárquica, impassibilidade.

Data comemorativa: sempre nas primeira sessão do ano que se inicia; durante o mês de junho ou a escolha do exu-chefe-da-casa de cada Templo.

Composição: os exus integram um organismo implantado no plano astral conhecido pelo nome de Organização dos Sete Focos. Cada Templo de Umbanda tem como guardião um exu-chefe, sempre de 3ª e raramente de 2ª Categoria, auxiliado por outros e várias “quiumbas classificadas”.

Hierarquia: prestam obediência direta ao Exu-da-casa em comando que, por sua vez, obedece ao Guia-chefe do Templo onde está acantonado. Fora daí, seguem a hierarquia da sua Legião ou Foco. Quando as quiumbas, são mão-de-obra submissa ao Exu-chefe-da-casa, que se dividem em “qualificadas” e “desclassificadas”.

Saudação: “Exu é mojubá! Exu é mojubá! Exu é mojubá!” Do Yorubá: móju (viver à noite), bá (armar emboscada): “Exu gosta de viver à noite, sempre capaz de armar emboscadas”, para os inimigos, naturalmente. Também se usa: “Laroiyê Exu! Laroiyê Exu! Laroiyê Exu!” Do Yorubá: “Saudação amiga a Exu”. Outras formas de saudar Exu ou Pomba-giras são: “Boa noite, compadre!”, “Boa noite, Comadre!”.

Símbolos: são sete, de acordo com os Focos.

Pontos cantados: Existem aproximadamente trezentos pontos cantados para Exus e Pomba-giras.

Pontos riscados: Os milhares de pontos que são riscados nos Terreiros por médiuns incorporados com exus e pomba-giras são produtos de imitação e cópias de livros, sem fundamento esotérico. Existem apenas sete emblemas, próprios de cada Foco.

Se os médiuns consultarem seus próprios exus, de forma rigorosa, descobrirão esta verdade e mudarão de atitude, passando a riscar o ponto de seu exu relacionado ao Foco a que pertence ou deixando que o Exu, quando incorporando, risque seu “sinete” dentro da simbologia correta.

Indumentária: nada especifico, podendo dar preferência ao traje preto e vermelho, com capa, chapéu coco, cartola. As mulheres usam chalés e gostam de roupas brilhantes e vistosas.

Local preferido: diretamente no chão, no barro, em cima de esteiras quando no Terreiro. Nas encruzilhadas sempre à noite.
Cor: preto e vermelho em homenagem aos Orixás Omolu e Ogun respectivamente.

Cor das guias: contas pretas e vermelhas intercaladas de três em três ou de sete em sete.

Ervas utilizadas: eis algumas ervas utilizadas nos amacis das contas dos fiéis, para compor “engambelos” na forma de sumo ou adornos: amendoeira, bananeira, bardana, pimenta da costa, urtiga, urtiga-fogo, urtiga brava, caruru de espinho, comigo-ninguém-pode, cana-de-açúcar, tiririca, aveloz, jurubeba, mandacaru, pó-de-mico. Não se toma banho com folhas desses vegetais.

Flores: somente as Pombas-giras usam com gosto as rosas vermelhas e outras flores de tonalidades diversas e ealçantes.

Frutos: limão, cana, amêndoa, banana verde e outros frutos bem ácidos.

Mineral: usam com muito proveito o carvão vegetal e mineral, carbureto, enxofre. Em trabalhos de magia preferem ferro, chumbo e alumínio na forma de limalhas e também o mercúrio.

Planeta: possuem grande admiração pela Lua na sua fase crescente; daí estar ela presente nos sete símbolos e nos pontos riscados.

Dia da semana: segunda-feira.

Comidas secas: bifes de boi, farofa de dendê, farofa de mel (para a Pomba-gira); carne-seca em pedaços ou desfiada, com azeite de dendê, com ou sem pimenta, cebola, limão, gengibre em rodelas. Tomate em rodelas (para Pomba-gira), acaçá de milho.

Bebidas: aguardentes (marafo ou malafo), meladinha (mistura de mel, aguardente e limão), uísque, conhaque, suco de frutas doces. Para Pomba-gira são comuns anis, champanha, licores diversos.

Não nenhuma necessidade de o médium ingerir bebida, as mesmas são servidas em coités, copos, cálices etc e podem, portanto, ser aspiradas pelas entidades do Plano Astral.

 

Fonte: http://www.omolu.com.br/exus.htm

Tranca Ruas das Almas

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Tranca ruas das almas (O Guardião dos Caminhos), não é demônio que muitos  acreditam que ele seja. Sua atribuição é trancar a evolução dos desqualificados, desequilibrados e desvirtuados espíritos humanos. Não deseja ser amado ou odiado, mas apenas respeitado e compreendido.

Surpreenda-se com esse Mehi Guardião de Mistérios a serviço da Lei Maior!

“O Guardião Tranca Ruas pode ser tudo o que queiram, menos como tentam mostrar: Um demônio. Jamais foi ou é o que este termo deturbado significa na atualidade e nem o aceita como qualificativo das suas atribuições:

Trancar a evolução dos desqualificados, desequilibrados e desvirtuados espíritos humanos. Odeia os que odeiam, sente asco dos blasfemos, nojo dos invejosos, repulsa pelos falsos, ira pelos soberbos e pena dos libidinosos. Saibam que foi um dos Mehis que velaram a descida do “ACH-ME ou MISTÉRIO JESUS CRISTO”.

Assim é TRANCA-RUAS, Mehi por Origem, Natureza e Formação. Não importa a Religião que tens que guardar, pois nela, dela e para ela, Mehi, sempre será.”

Senhor Tranca-Rua das Almas, senhor do Sétimo Grau de Evolução da Lei Maior de Ogum, conhecedor de todas as magias e demandas praticadas por seres sem luz, interceda no caminho de todos os filhos de fé, livrando-os de toda a energia que possa atrapalhar a evolução de todos os seres iluminados; fazei dos pensamentos uma porta fechada para a inveja, discórdia e egoísmo.

Dos sete caminhos por ti ultrapassados, foi na rua que passou a ser dono de direito, abrindo as portas para os espíritos que merecem ajuda e evolução e fechando para os que querem praticar a maldade e a inveja contra seus semelhantes. Fazei dos nossos corações o mais puro que nossos próprios atos; Senhor (Pai) Tranca-Ruas das Almas agradeçemos por tudo que fizeste apren-der nesta vida e em outras que passamos lado a lado, rogo por vós a proteção, para os irmãos de fé, para toda a família e porque não para os inimigos Abençõe a guarde esses filhos que um dia entenderão o verdadeiro sentido da palavra Umbanda.

Muito grande, muito forte, Seu Tranca Ruas vem trazendo a sorte

Salihed, Mehi Mahar Selmi Laresh Lach Me Yê!

Saravá, Senhor Exu Guardião Tranca Ruas!

Saravá, Ogum Sete Lanças da Lei e da Vida!

Saravá Pai Ogum!

Saravá Mãe Iemanjá!

Saravá, Regente Oxalá!

Saravá, Umbanda!!!

 

 

PONTOS DE TRANCA RUAS
http://br.youtube.com/watch?v=yBGuidU7xA4&NR=1
http://br.youtube.com/watch?v=0UF5BJQVxbs
Autor: Adelaide Scritori

ORAÇÃO AO EXU TRANCA-RUA DAS ALMAS

Senhor Tranca-Rua das Almas,
senhor do sétimo grau de evolução da lei maior de Ogum,
conhecedor de todas as magias e demandas praticadas por seres sem luz,
interceda em meu caminho livrando-me de toda a energia que possa atrapalhar minha evolução;
fazei de meus pensamentos uma porta fechada para a inveja,
discórdia e egoísmo.
Dos sete caminhos por ti ultrapassados,
foi na rua que passou a ser dono de direito,
abrindo as portas para os espíritos que merecem ajuda e evolução
e fechando para os que querem praticar a maldade e a inveja
contra seus semelhantes.
Fazei meu coração mais puro que meus próprios atos;
Fazei de minhas palavras a transparência da humildade;
Fazei do meu corpo aparelho da caridade.
Pois a teu lado demanda comigo não existirá,
estarei coberto por sua capa que protege e abriga seus filhos.
Senhor Tranca-Ruas das Almas agradeço por tudo que me fizeste
aprender nesta vida e em outras que passei ao seu lado,
rogo por vós a proteção para mim,
para meus irmãos de fé,
para minha família e porque não para meus inimigos
Abençoe a guarde esses filhos que um dia entenderam
o verdadeiro sentido da palavra Umbanda.
Laroiê Exu !

Autor: Adelaide Scritori

Fonte do texto retirado do livro O Guardião dos Caminhos “A história do Senhor Guardião Tranca-Ruas”.
Autor: Rubens Saraceni inspirada por Pai Benedito de Aruanda.
Editora: Madras (www.madras.com.br)

Senhor Malandro

Zé Pilintra ou Senhor Malandro é um Entidade de luz dapovos_clip_image001_0001 nossa querida Umbanda.
Ajuda a todos que lhe pedem auxílio. Ajuda em casos de negócios, empregos e muitas outras coisas se o “pedinte” for merecedor. Na gira em que Zé Pelintra participa são invocados os caboclos, pretos velhos, baianos, marinheiros, ciganos e exus.

Os malandros têm como principal característica de identificação, a malandragem, o amor pela noite, pela música, pelo jogo, pela boemia e uma atração pelas mulheres(principalmente pelas prostitutas, mulheres da noite, etc…).

Isso quer dizer que em vários lugares de culturas e características regionais completamente diferentes, sempre haverá um malandro. O malandro de Pernambuco, dança côco, xaxado, passa a noite inteira no forró; no Rio de Janeiro ele vive na Lapa, gosta de samba e passa suas noites na gafieira. Atitudes regionais bem diferentes, mas que marcam exatamente a figura do malandro.

No Rio de Janeiro aproximou-se do arquétipo do antigo malandro da Lapa, contado em histórias, músicas e peças de teatro. Alguns quando se manifestam se vestem a caráter. Terno e gravata brancos. Mas a maioria, gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda, e justificam o gosto lembrando que: “a seda, a navalha não corta”. Navalha esta que levavam no bolso, e quando brigavam, jogavam capoeira (rabos-de-arraia, pernadas), às vezes arrancavam os sapatos e prendiam a navalha entre os dedos do pé, visando atingir o inimigo. Bebem de tudo, da Cachaça ao Whisky, fumam na maioria das vezes cigarros, mas utilizam também o charuto. São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá.
Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los, podem curar, desamarrar, desmanchar, como podem proteger e abrir caminhos. Têm sempre grandes amigos entre os que os vão visitar em suas sessões ou festas.

Existem também as manifestações femininas da malandragem, Maria Navalha é um bom exemplo. Manifesta-se como características semelhantes aos malandros, dança, samba, bebe e fuma da mesma maneira. Apesar do aspecto, demonstram sempre muita feminilidade, são vaidosas, gostam de presentes bonitos, de flores principalmente vermelhas e vestem-se sempre muito bem.

Ainda que tratado muitas vezes como Exu, os Malandros não são Exus.
Essa idéia existe porque quando não são homenageados em festas ou sessões particulares, manifestam-se tranqüilamente nas sessões de Exu e parecem um deles. Os Malandros são espíritos em evolução, que após um determinado tempo podem (caso o desejem) se tornarem Exus. Mas, desde o início trabalham dentro da linha dos Exus.
Pode-se notar o apelo popular e a simplicidade das palavras e dos termos com os quais são compostos os pontos e cantigas dessas entidades. Assim é o malandro, simples, amigo, leal, verdadeiro. Se você pensa que pode enganá-lo, ele o desmascara sem a menor cerimônia na frente de todos. Apesar da figura do malandro, do jogador, do arruaceiro, detesta que façam mal ou enganem aos mais fracos. Salve a Malandragem!

Na Umbanda o malandro vem com sua tradicional vestimenta: Calça Branca, sapato branco(ou branco e vermelho), seu terno branco, sua gravata vermelha, seu chapéu branco com uma fita vermelha ou chapéu de palha e finalmente sua bengala.
Gosta muito de ser agradado com presentes, festas, ter sua roupa completa, é muito vaidoso, tem duas características marcantes:
Uma é de ser muito brincalhão, gosta muito de dançar, gosta muito da presença de mulheres, gosta de elogiá-las ,etc…

Outra é ficar mais sério, parado num canto assim como sua imagem, gosta de observar o movimento ao seu redor mas sem perder suas características.
Às vezes muda um pouco, pede uma outra roupa, um terno preto, calças e sapatos também pretos, gravata vermelha e às vezes até cartola. Em alguns terreiros ele usa até uma capa preta.

E outra característica dele é continuar com a mesma roupa da direita, com um sapato de cor diferente, fuma cigarros, cigarilhas ou até charutos, bebe batidas, pinga de coquinho, marafo, conhaque e uísque, rabo-de-galo; é sempre muito brincalhão, extrovertido.
Seu ponto de força é na subida de morros, esquinas, encruzilhadas e até em cemitérios, pois ele trabalha muito com as almas, assim como é de característica na linha dos pretos velhos e exus. Sua imagem costuma ficar na porta de entrada dos terreiros, pois ele também toma conta das portas, das entradas, etc…

É muito conhecido por sua irreverência, suas guias podem ser de vários tipos, desde coquinhos com olho de Exu, até vermelho e preto, vermelho e branco ou preto e branco.

Zé Pilintra no Catimbópovos_clip_image003_0001

No Nordeste do Pais, mas precisamente em Recife (na religião que conhecemos como Catimbó), ainda que nas vestes de um malandrão, a figura de Zé Pelintra, tem uma conotação completamente diferente. Lá, ele é doutor, é curador, é Mestre e é muito respeitado. Em poucas reuniões não aparece seu Zé.

O reino espiritual chamado “Jurema”, é o local sagrado onde vivem os Mestres do Catimbó, religião forte do Nordeste, muito aproximada da Umbanda, mas que mantém suas características bem independentes. Na Jurema, Seu Zé, não tem a menor conotação de Exu, a não ser quando a reunião é de esquerda, por que o Mestre tem essa capacidade.

Tanto pode vir na direita ou na esquerda. Quando vem na esquerda, não é que venha para praticar o mal, é justamente o contrário, vem revestido desse tipo de energia para poder cortá-la com mais propriedade e assim ajudar mais facilmente aos que vem lhe rogar ajuda.

No Catimbó, Seu Zé usa bengala, que pode ser qualquer cajado, fuma cachimbo e bebe cachaça. Dança côco, Baião e Xaxado, sorri para as mulheres, abençoa a todos, que o abraçam e o chamam de padrinho.

Nomes de Alguns Malandros e Malandras:
Zé Pilintra
Zé Malandro
Zé do Coco
Zé da Luz
Zé de Légua
Zé Moreno
Zé Pereira
Zé Pretinho
Malandrinho
Camisa Listrada
7 Navalhadas
Maria do Cais
Maria Navalha

O MALANDRO ‘ DA CASA’

Seu Zé Pelintra tem várias estórias da sua vida, desde a Lapa do Rio de Janeiro até o Recife. Porém, muitos não acreditam que também podem vir da Linha do Oriente. E o que há de errado nisso?

Seu Zé é um desencarnado com muita luz, e ninguém pode negar, nem tampouco chamá-lo de “catiço”, pois assim como viveu na Lapa e em outros lugares, como um desencarnado de luz, ele pode ter vivido no Oriente também. Por um acaso, lá não existia a malandragem? Contudo, não importa de onde a energia veio, o que nos importa é  caridade  e o amor inesgotável ao próximo que essa Entidade pode doar.
Na nossa Casa, O Sr. Zé é malandro compositor, poeta e do Oriente e quem pode duvidar disso?
A prova esta aí, num concurso de Pontos de Umbanda onde o nosso Malandro foi representado por nosso médium, tirou em 5º lugar com sua música. Muitos estão prontos para provar o quanto o Nosso Malandro é um grande compositor. Ele já fez 12 pontos de Umbanda!

Ele tem o seu “bar” onde recebe aqueles que no momento, “são merecedores” de estar ali, ao seu lado, proseando, adquirindo a grande sabedoria que o Espírito pode nos dar. A sua conversa vai pela madrugada a dentro e muitos médiuns ficam lá, sentadinhos, escutando a sua sabedoria divina.

É assim o Zé que vem na energia do Povo do Oriente, na energia de Cigana Sarita, a nossa grande mentora!

A.D.

Texto recebido por email do grupo 7 elementos.

Exu

Trecho do livro TAMBORES DE ANGOLA Robson Pinheiro por Angelo Inácio

exu_0002 Exu é entidade de luz (em evolução) com profundo conhecimento das leis
magísticas e de todos os caminhos e trilhas do Astral Inferior.

Não tem nada a ver com as imagens vendidas nas casas de artigos religiosos,
com chifrinhos e rabos… Exu não é o Diabo.

São os guardiões, são os espíritos responsáveis pela disciplina e pela ordem
no ambiente.

São trabalhadores que se fazem respeitar pelo caráter forte e pelas
vibrações que emitem naturalmente. Eles se encontram em tarefa de auxílio.
Conhecem profundamente certas regiões do submundo astral e são temidos pela
sua rigidez e disciplina.

Formam, por assim dizer, a nossa força de defesa, pois vocês não ignoram que
lidamos, em um número imenso de vezes, com entidades
perversas, espíritos de baixa vibração e verdadeiros marginais do mundo
astral, que só reconhecem a força das vibrações elementares, de um
magnetismo vigoroso, e personalidade forte que se impõem. Essa, a atividade
dos guardiões. Sem eles, talvez, as cidades estivessem à mercê de tropas de
espíritos vândalos ou nossas atividades estivessem seriamente comprometidas.
São respeitados e trabalham à sua maneira para auxiliar quanto possam. São
temidos no submundo astral, porque se especializaram na manutenção da
disciplina por várias e várias encarnações.

Muitos do próprio culto confundem os Exus com outra classe de espíritos, que
se manifestam à revelia em terreiros descompromissados com o bem.

Na Umbanda a caridade é Lei Maior, e esses espíritos, com aspectos mais
bizarros, que se manifestam em médiuns são, na verdade, outra classe de
entidades, espíritos marginalizados por seu comportamento ante a vida,
verdadeiros bandos de obsessores, de vadios, que vagam sem rumo nos
sub-planos astrais e que são, muitas vezes, utilizados por outras
inteligências, servindo a propósitos menos dignos. Além disso, encontram
médiuns irresponsáveis que se sintonizam com seus propósitos inconfessáveis
e passam a sugar as energias desses médiuns e de seus consulentes, exigindo
“trabalhos”, matanças de animais e outras formas de satisfazerem sua sede de
energia vital. São conhecidos como os quiumbas, nos pântanos do astral. São
maltas de espíritos delinqüentes, à semelhança daqueles homens que
atualmente são considerados na Terra como irrecuperáveis socialmente,
merecendo que as hierarquias superiores tomem a decisão de expurgá-los do
ambiente terrestre, quando da transformação que aguardamos neste milênio. Os
médiuns que se sintonizam com essa classe de espíritos desconhecem a sua
verdadeira situação.

Depois, existe igualmente um misticismo exagerado em muitos terreiros que se
dizem umbandistas e se especializam em maldades de todas as espécies,
vinganças e pequenos “trabalhos”, que realizam em conluio com os quiumbas e
que lhes comprometem as atividades e a tarefa mediúnica. São, na verdade,
terreiros de Quimbanda, e não de Umbanda. Usam o nome da Umbanda como outros
médiuns utilizam-se do nome de espíritas, sem o serem.

Os espíritos que chamamos de Exus são, na verdade, os guardiões, os
atalaias do Plano Astral, que são confundidos com aqueles dos quais falei.
São bondosos, disciplinados e confiáveis. Utilizam o rigor a que estão
acostumados para impor respeito, mas são trabalhadores do BEM.

São eles os verdadeiros Exus da Umbanda, conhecidos como guardiões,
nos sub-planos astrais ou umbral. Verdadeiros defensores da ordem, da
disciplina, formam a polícia do mundo astral, os responsáveis pela
manutenção da segurança, evitando que outros espíritos descompromissado
s com o bem instalem a desordem, o caos, o mal. Tem experiência nessa área e
se colocam a serviço do bem, mas são incompreendidos em sua missão e
confundidos com demônios e com os quiumbas, os marginais do mundo astral.

NÃO EXIGEM NEM ACEITAM “TRABALHOS”, DESPACHOS OU OUTRAS COISAS RIDÍCULAS das
quais médiuns irresponsáveis, dirigentes e pais de santo ignorantes se
utilizam para obter o dinheiro de muitos incautos que lhes cruzam os
caminhos. Isso é trabalho de Quimbanda, de magia negra.

NADA TEM A VER COM A UMBANDA!

Fonte: Trecho retirado do livro *TAMBORES DE ANGOLA*
Robson Pinheiro por Angelo Inácio

Rito Exu – O Guardião da Era Dourada, Vencedor da Era das Trevas

Convite-Exu-2008 

O CONUB(Conselho Nacional da Umbanda do Brasil) com muita satisfação vem comunicar o rito que já faz parte do calendário umbandista: Exu – O Guardião da Era Dourada, Vencedor da Era das Trevas.

O rito sob a responsabilidade da FTU(Faculdade de Teologia Umbandista) vem recebendo anualmente a ilustre presença de inúmeros terreiros de São Paulo, além de dirigentes de templos do Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Distrito Federal e outros estados do nosso país.

Além da representatividade regional, existe uma verdadeira manifestação da pluralidade religiosa. Sacerdotes e médiuns umbandistas trabalhando espiritualmente com Exu, Pomba-Gira, Zé Pilintra, Maria Padilha, entre tantos outros espíritos responsáveis pela intermediação entre o Homem e o Sagrado, atendem uma assistência numerosa.

Lembramos que este Rito público e convergente é realizado há uma década.

Convite-Internet
Venha conhecer a Faculdade de Teologia Umbandista e participar do Rito!

Horário: 25 October 2008 às 23
Local: FTU – Faculdade de Teologia Umbandista
Rua: Av. Santa Catarina, 400-414
Cidade: São Paulo, SP
Site ou Mapa: http://maps.google.com/maps…
Info de contato: (11) 5031-8852
Tipo de evento: gira, rito, exu, confraternização, união, umbandista
Organizado por: FTU – apoio:CONUB

Maria Padilha das Sete Catacumbas

Fonte:

por : Luiz Carlos Pereira
Publicado em: dezembro 06, 2007
http://pt.shvoong.com/humanities/religious-studies/1719390-maria-padilha-das-sete-catacumbas/

rosas

Vativa ficou totalmente arrepiada quando ouviu o que a bruxa lhe disse:

- Precisamos do sangue de um inocente!

- Sua mente imediatamente focalizou a imagem de Yorg, seu pequeno filho de apenas três anos.

Seus pensamentos vagaram por alguns instantes enquanto a mulher remexia em um pequeno caldeirão de ferro.
Estava ali por indicação de uma vizinha que conhecia o problema pelo qual estava passando. Era casada, não tinha queixas do marido, mas de repente parece que uma loucura apoderou-se dela.
Apaixonara-se por um rapazote de dezessete anos, ela uma mulher de trinta, bela e fogosa não resistira aos encantos do adolescente e sua vida transformou-se em um inferno.

Já traira seu marido algumas vezes, mas desta vez era algo fora do comum, não conseguia conceber a vida longe do rapaz.

Conversando com a vizinha, a quem contava tudo, esta aconselhou:

- Vá falar com a bruxa Chiara ela resolve o assunto para você.

- Pensou durante alguns dias e não resistiu, foi procurar pela feiticeira.

O ambiente era horrível e a aparência da mulher assustadora, alta, muito magra, com apenas dois dentes na boca, vestia-se inteiramente de preto e fora logo dando a solução:

- Vamos matar seu marido, aí você fica livre e se muda para outro povoado, bem distante, levando seu amante!

- Vativa ficou assustada, não era essa a idéia. Não tinha porque matar seu marido. Não havia um jeito mais fácil?

- De forma alguma, se o deixarmos vivo, quem morre é você!
Mas não se preocupe eu cuido de tudo.

- Foi aí que ela falou do sangue inocente.

- A senhora está tentando dizer que tenho que sacrificar meu filho?

- Para fazer omelete, quebram-se ovos…

Vativa não estava acreditando, a mulher dizia barbaridades e sorria cinicamente. Levantou-se e saiu correndo apavorada.
A risada histérica dada por Chiara ainda ecoava em seus ouvidos quando chegou a casa. Desse dia em diante suas noites tornaram-se um tormento, bastava fechar os olhos para ver aquele homem todo de preto que a apontava com uma bengala:

- Agora você tem que fazer! – Em outras ocasiões ele dizia:
- Você não presta mesmo, nunca prestou!
- Vativa abria os olhos horrorizados e não conseguia mais dormir.

Uma noite, já totalmente transtornada com a aparição freqüente, saiu gritando pela casa. Ouvindo os gritos da mãe o pequeno Yorg acordou e desatou a chorar. Sem saber como, a faca apareceu em sua mão.

- Cale a boca garoto dos infernos!
- A lâmina penetrou por três vezes no pequeno corpo.

Retomando a consciência não suportou a visão do crime cometido e caiu desmaiada. Na queda, a vela que iluminava o pequeno ambiente caiu-lhe sobre as vestes e em pouco tempo o fogo consumia tudo.

Por muitos anos o espírito de Vativa vagou até conseguir a chance de evoluir junto a um grupo de trabalhadores de esquerda.

Hoje todos a conhecem pela grandeza dos trabalhos que pratica na linha da guardiã Maria Padilha, mas se há uma coisa que ela odeia é relembrar o fato, por isso poucas vezes o comenta.

Com posto garantido na falange do cemitério detesta ser lembrada para amarrações e perde a compostura quando há um pedido do gênero.

Saravá Maria Padilha das Sete Catacumbas!

rosas

Fonte:

por : Luiz Carlos Pereira
Publicado em: dezembro 06, 2007
http://pt.shvoong.com/humanities/religious-studies/1719390-maria-padilha-das-sete-catacumbas/

Exu João Caveira

Estava lá fora, sentada, fumando, quando senti a aproximação de um guia espiritual que me acompanha, o Exu João Caveira.
Nossa conversa, apesar de se estender um pouco, foi bem interessante, discutimos acerca do uso do álcool e do fumo na umbanda, tão mal falado por seguidores de outras religiões e mal explicado por nós, médiuns.

Ele se aproximou de mim e eu disse:

- Salve compadre!
- Salve moça!
- Eu vou comprar o uísque que te prometi, mas gostaria de saber se o senhor vai tomar na garrafa.
- Sim, porquê?
- Hum, porque eu acho que não vão deixar o senhor tomar na garrafa, lá no terreiro, o uso do álcool é controlado.
- Sei disso, mas tomarei na garrafa assim mesmo.
- E como o senhor tem tanta certeza disso?
- Simples, eu sou um Exu guardião, trabalho dentro das leis da umbanda, que provêm do Alto, não bebo por vício ou prazer, se eu quisesse apenas beber, seria mais fácil encostar num médium que estivesse no bar, bebendo, e não num terreiro de umbanda, entende?
- Sim. Já que o senhor está por aqui, poderia me explicar um pouco sobre essa questão do uso do álcool e do fumo na umbanda?
- Posso. O álcool é apenas um extrato da planta, pode ser da cana, da uva entre outras plantas, logo, quando estou com o marafo na mão, estou utilizando o elemento vegetal, porém, tendo em vista que a planta se abastece de água, e é composta por água em seu caule e folhas, o álcool tem uma parte do elemento mineral, sendo assim, quando eu estou com meu marafo, estou manipulando duas energias de elementos distintos da natureza, que se fundem e me dão um resultado, o elemento mineral mesclado com o elemento vegetal.
Quando incorporado, bebo o marafo para limpar o médium e alterar o seu estado de consciência, fazendo com que ele fique mais disperso e facilite o meu trabalho, quando sirvo ao consulente, serve para descarrego e também para deixá-lo mais à vontade, sabe, parece que não é fácil conversar com exu, o povo fica tenso, então eu uso dessas propriedades para deixá-lo mais tranqüilo e também serve como um contraste pois eu adentro o “interior” do consulente.
- Legal, e o fumo?
- O fumo é feito de uma combinação de ervas.
Claro que hoje em dia eles misturam um monte de porcaria, esses fumos industrializados não são muito fortes porque contem mais agentes químicos do que ervas, por isso que se fuma muito.
Para manter o charuto aceso ele forma uma brasa certo?
- Certo.
- Esse é o elemento ígneo, e a fumaça que sai é o elemento eólico.
Essa combinação dos três elementos: vegetal, ígneo e eólico ajuda a equilibrar a aura do consulente, envolvendo-a como um manto protetor, e também, dissolvem alguns tipos de larvas astrais, miasmas, entre outras funções.
- Mas e…
- Já sei, vai me perguntar onde está o elemento terra não é?
- Pois é…
- O elemento telúrico esta presente o tempo todo, é o único que o guia não pode ficar sem utilizar em uma sessão.
Mesmo em terreiros que não se utilizam de álcool e fumo pois encontraram uma outra alternativa para suprir essas necessidades, veja bem, eles se utilizam de outras alternativas, não porque são mais ou menos evoluídos, apenas trabalham diferente, mas nunca poderão deixar de utilizar o elemento telúrico, que está abaixo dos nossos pés, e isso explica porque não se usam calçados nas giras.
- É verdade.
- A terra é uma ótima condutora de eletricidade, sem perceber, numa combinação de passes, toda a energia é descarregada na terra, mas há também o sentido contrário.
- Como assim?
- Para aquela pessoa que está ansiosa, irritada, o corpo dela está conduzindo eletricidade em demasia, sofrendo diversas descargas elétricas em virtude do desequilíbrio emocional, o passe é dado de forma que essas descargas sejam descarregadas na terra, deixando o consulente mais calmo, tranqüilo e esperançoso.
O sentido inverso ocorre quando o consulente está, por exemplo, desanimado, seu corpo produz uma estática, ou seja, há uma ausência total ou quase total de descargas elétricas, dessa forma, é dado um passe ao contrário, ou seja, a terra, por meio de descargas elétricas, provocam essa estática e reanimam o consulente, dando uma sensação de força e fé a ele. Entenda que o corpo também necessita de eletricidade, mas esta não pode ficar ausente totalmente ou em demasia, deve ter uma quantidade certa para que o corpo, a mente e o espírito estejam em equilíbrio.
- Poxa, que interessante.
- É muito simples, não tem muito mistério não.
Só vim ver como andam as coisas por aqui, tenho outras coisas a fazer agora, e não vim te cobrar meu uísque. Até mais!
- Até mais compadre! Salve tuas forças.
E ele se foi, me deixando com a cabeça cheia de informações.
Parece até que tantas respostas eram até óbvias, mas a gente nem imagina que é tão simples como parece.
Salve todos os Exus!!!
Salve Sr. João Caveira, por sua luz, força e sabedoria!
axé!

A.D.

Recebido por email do grupo 7 elementos.