Guia e Protetores da Umbanda

Os médiuns de Umbanda, embora mantendo nomes de Orixás em seus cultos ou rituais, sem dúvida alguma não trabalham com eles, isto é, não se deixam envolver em suas vibrações, mas incorporando Guias e protetores que são espíritos que estiveram encarnados na terra. Aí a diferença básica entre a Umbanda e o Candomblé ou cultos de Nações, como são vulgarmente chamados.

GUIAS UMBANDISTAS

CABOCLOS: espíritos de índios e mestiços, notadamente os das tribos Tupi-Guarani; são silvícolas brasileiros que viveram antes e depois da descoberta do Brasil. Há certa analogia com Oxossi, orixá africano, dadas as características de ambientes: MATAS

PRETOS VELHOS: Espíritos de negros e negras que morreram à época do cativeiro.

ERES: Espíritos que mantém o psiquismo infantil e crianças brancas, negras e índias que morreram em tenra idade.

BAIANOS: Espíritos que quando encarnados, habitavam a Bahia ou nordeste do Brasil.

MARINHEIROS: povo que morreu nos mares ou eram marinheiros.

BOIADEIROS: Vaqueiros que trabalhavam nos sítios e fazendas, aí morrendo.

CIGANOS: Espíritos de ciganos, pertencentes as mais variadas tribos, que querem difundir suas crenças e costumes.

POVO D AGUA: Espíritos ainda envoltos em mistérios, pois raramente falam e emitem um canto triste e mavioso.

EXÚS: Entidade muito controvertida, uns acham que só trabalham para o mal. Não é verdade. Eles têm um senso de justiça muito apurado conhecem a magia e a usam bem. Tanto fazem o mal, como podem fazer o bem, depende muito da direção que o médium dá a essas entidades.

QUIUMBAS OU RABOS DE ENCRUZA: muitas vezes confundidos com Exú, são espíritos malfeitores, ladrões, bêbados que só fazem o mal e obsedam criaturas. São almas errantes, com a condição de serem maldosos.

EGUNS: espíritos de gente comum, tidas como sofredores, levianos, zombeteiros ou perturbados que não aceitaram ou não perceberam ainda a condição de falecidos e que se encostam a encarnados, transmitindo-lhes suas dores, idéias, doenças, sofrimentos físicos e morais que os vitimaram, vícios e outras perturbações, sem, entretanto, terem conhecimento disso. Normalmente depois de doutrinados e orientados, deixam a pessoa em paz e procuram o seu próprio crescimento espiritual, vindo, muitas vezes a auxiliar a própria pessoa que antes obsedavam.

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Uma resposta para “Guia e Protetores da Umbanda”

  1. VIRGINIA diz:

    Qual a diferença entre guia e protetor.


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